2. NÆRMERE OM BAKGRUNNEN FOR VALGT TEMA
2.4 R EVISJONSBRANSJEN I N ORGE
Não é uma tarefa fácil propor a tradução do termo information literacy, apesar de que em conceito, há uma concordância bastante razoável hoje em dia, pelo menos em duas frentes que vamos discutir adiante. É nos enfoques que as diferenças aparecem. É preciso
2 Computer literacy – o conhecimento e as habilidades necessárias para compreender as tecnologias da
informação e comunicação (TICs), incluindo o hardware, software, sistemas, redes (tanto locais quanto na Internet) e todos os outros componentes dos sistemas do computador e deàtele o u i aç o. àLáU,à ,àp.à ,à tradução nossa)
3 Media literacy – O conhecimento e as habilidades necessárias a compreender todas as mídias e formatos nos
quais os dados, informações e conhecimentos são criados, armazenados, comunicados e apresentados, [...] LáU,à ,àp.à ,àt aduç oà ossa
considerar alguns pontos a respeito dessa tradução. Ao colocar os cenários de criação do termo ou a percepção de um novo espaço para onde se expandia o conceito de literacy, Zurkowski provocou também um problema de tradução para outros idiomas. Enquanto outros termos correlatos serão facilmente traduzíveis, como lifelong learning (aprendizado por toda a vida ou aprendizado contínuo) e learning to learn (aprendendo a aprender), information
literacy, entretanto, carrega problemas por ser uma expressão que carece de contexto para
suaà o p ee s o.àáàt aduç oàlite alàdoàte oàse iaàalfa etizaç oài fo a io alàouà e à i fo aç o ,à asàh ào t ov siasàe t eàosàauto esà asilei osàpa aàa eita àestaàdesig aç o.
Ainda se torna mais complexa a tarefa, se pensarmos que este termo nasceu em torno da formação de mão de obra para busca de informação na sociedade da informação (ZURKOWSKI, 1974); ganhou a visão do uso de informação para o trabalho; e, depois, para a cidadania (OWENS, 1976).
Assim, surgem diversas complicações na tradução do termo, desde não haver um consenso com relação ao que abrange o próprio conceito, até à sua tradução para o português.
álfa etiza -se àte ,à o ve io al e te,àelaç oà o à o hecer as letras, saber ler e es eve ;àaoàpassoà ueàse àlet ado ,àpo àsuaàvez,àest àela io adoàaàfaze àusoàso ialàdaàleitu aà e escrita, por isto, muitos autores traduziram o termo para letramento informacional. Letramento tem um sentido mais amplo que o termo alfabetização, estando na categoria de descritor de mundos de vida. Esta tradução do termo é defendida por autores como Campelo (2009) que redigiu um livro sob este título. Na realidade, temos uma gama de possibilidades de tradução utilizadas na literatura científica em português sobre o tema: alfabetização informacional; alfabetização informativa e literacia informativa (em Portugal); alfabetização informacional; letramento informacional; competência informacional ou competência em informação... Enfim, não há consenso.
Buscando uma classe para contextualizar o termo, Dudziak (2001) estudou em sua dissertação a hierarquia de classificação utilizada para o termo information literacy pelas bases de dados Library and Information Science Abstract (LISA); Educational Recources
I for atio Ce ter Data ase ERIC ; We of “ ie e; Philosopher’s I de ; A“AP E pa ded Academic; Computer Database; Sociological Abstract; General Business; Psyc LIT em buscas
gerais e com descritor, entre 1974 a 2000. Foram selecionadas a base ERIC e a LISA como as mais representativas das publicações sobre o tema.
A information literacy aparece na base ERIC submissa a literacy (traduzível por alfabetização) indicando uma relação com a área de Educação, e, na base LISA, substitui o termo information skills, demonstrando uma relação com a área de Ciência da Informação e a Biblioteconomia. Esse cenário multidisciplinar mostra a amplitude que pode assumir o termo e a dificuldade de submetê-lo a uma única fronteira disciplinar.
Recorrendo, então, à autoridade institucional no assunto, podemos recuperar o conceito a partir de um dos órgãos de mais destaque da área de Ciência da Informação no país, verificando como o termo information literacy foi traduzido pela Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB), filiada à
International Federation of Library Associations and Institutions (IFLA)4, que, por sua vez, tem
associação formal com a United Nations Educatinal, Scientific, and Cultural Organization (UNESCO) para apoio nas ações sobre competência em informação em todo o mundo. Um texto fundamental nesta discussão é o de Lau (2006), intitulado Guidelines on information
literacy for lifelong learning à(Diretrizes em competência em informação para a aprendizagem
por toda a vida) da IFLA, que discute a tradução do termo em vários países. Partindo do o eitoàli guísti oàdeàliteracy àe ài gl s,àoàauto à aseia-se na acepção que está relacionada aà te àu aà o pet iaàe àouà o .àPo àfi ,àoàauto àelataàasàdifi uldadesàdaàt aduç oàdoà termo em inglês para outras línguas, incluindo sua rejeição em algumas comunidades de aprendizagem. A tradução literal em espanhol, por exemplo, seria alfabetización
informacional, mas isto submeteria o tema à área de Educação e não a de Informação e ainda
direcionaria o entendimento às habilidades básicas de leitura e escrita. Isto levou os tradutores naquele país ao uso do termo Desarollo de Habilidades Informativas (DHI), ou seja, desenvolvimento de habilidades em informação. Em francês, o termo tem sido traduzido para
maîtrise de l'information, que carrega a noção de proficiência em busca e uso de informação,
portanto, foca na qualidade do lidar com informação. Os escritos da FEBAB, a princípio, traduziram information literacy para alfabetização informacional e competência informacional. Recentemente, parece haver um consenso em utilizar competência em informação.
Dados estes limites e considerações, é possível defender a melhor tradução de
information literacy para competência em informação, fazendo um alinhamento com a
instituição que mais a incentiva e responsabilizou-se por sua disseminação e aplicação às práticas informacionais e educacionais nacional e internacionalmente e com seus veiculadores.
O sentido de competência em informação agrega-se à sua definição quando Patrícia Breivick, em 1985, acrescenta atitudes específicas ao conceito de competência em informação afirmando que as habilidades necessárias para a competência em informação devem integrar conhecimento de instrumentos e recursos (saber) com habilidades (saber fazer) e atitudes como persistência, atenção aos detalhes, cautela, dedicação e foco (saber ser). Quando este conjunto de elementos é percebido como processo de construção de habilidades, conhecimentos e atitudes individuais, ela se aproxima da ideia de competência. Como discute Fleury e Fleury (2004),
A competência do indivíduo não é um estado, não se reduz a um conhecimento ou saber fazer específico. Le Boterf (1995) coloca a competência como resultado do cruzamento de três eixos: a formação da pessoa – sua biografia e socialização –, sua formação educacional e sua experiência profissional. Segundo Le Boterf, a competência é um saber agir responsável e, como tal, reconhecido pelos outros. Implica saber como mobilizar, integrar recursos e transferir os conhecimentos, recursos e habilidades em um determinado contexto profissional.
A nosso ver, a noção de competência aparece, assim, associada a verbos e expressões como: saber agir, mobilizar recursos, integrar saberes múltiplos e complexos, saber aprender, saber se engajar, assumir responsabilidades e ter visão estratégica (FLEURY; FLEURY, 2004, p. 48).
Somos, assim, mais inclinados pela amplitude que se apresenta a ver a competência
em informação como uma competência, que engaja, provoca, mobiliza, integra, capacita,
empodera, do que simplesmente restritos a uma noção de alfabetização, literacia, letramento, que não tem imediatamente estes sentidos subjacentes.
ássi ,àpode osàe te de à seàa eita osàoàte oà o pet iaàe ài fo aç o à como tradução para a expressão em questão), que estamos falando no desenvolvimento das capacidades (conhecimentos e habilidades) de adquirir e aplicar socialmente um nível de proficiência para lidar com a informação, que permita:
- perceber, tanto a necessidade, quanto a suficiência de informação para resolver necessidades informacionais;
- localizar, para este fim, informação relevante, oportuna e apropriada (implica capacidade de avaliação da informação e suas fontes);
- apropriar-se do sentido dos materiais informacionais, a despeito da mídia em que eles estejam registrados;
- produzir soluções para suas próprias necessidades informacionais ou a de outras pessoas ou grupos, a partir de uma compreensão do cenário social e de seu próprio papel enquanto agente de transformação; e
- saber como e aprender continuamente, por toda a vida, independentemente de estar na escola, no trabalho, na vida privada ou social (o que indica necessidade de um conjunto de valores/atitudes específicos).
Uma pessoa competente em informação desempenha um papel ativo e consciente com relação à informação. A informação baseia a sua construção pessoal, mas a interação da pessoa com a informação é questionadora e ativa e não reprodutora e passiva. O mesmo competente que recebe a informação e a interpreta, também a produz e (re)significa, questionando e criando novos saberes, habilidades e atitudes. Portanto, é algo dinâmico, mutante, que agrega instrumentalizando as tecnologias informacionais, o conhecimento e as transações sociais ao longo da vida.