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A NALYSE AV REGNSKAPSFØRERROLLEN BLANT DE STORE REVISJONSSELSKAPENE

5. DATAANALYSE

5.7 A NALYSE AV REGNSKAPSFØRERROLLEN BLANT DE STORE REVISJONSSELSKAPENE

O foco de pesquisa é definido, a partir das informações encontradas na busca exploratória. áàfo ulaç oàdeàfo oà à [...]àaàide tifi aç oàdeàalgu asàpossi ilidadesàdeà explorar o assunto geral, antecipando o resultado de cada foco possível para a pesquisa e a escolha de um que pareça ser o mais promissor. (KUHLTHAU, 2010, p. 135).

3.5.2.5.1 A tarefa e a cognição

Este ponto é um divisor de águas, antes dele está o conhecimento geral e depois dele o conhecimento específico. O foco começa a especializar a pesquisa e é refinado no estágio seguinte de coleta de informações. O foco é a perspectiva mais promissora de encontrar um conhecimento que responda à necessidade de informação do estudante. A tomada de decisão sobre o foco implica em abrir mão de determinados caminhos e investimentos, implica em exclusividade e dedicação à compreensão de pontos e relações específicos no assunto.

Kuhlthau (2010, p. 128) estabelece quatro critérios para definir o foco, os mesmos da seleç oàdeàassu to:à [1] interesse pessoal, [2] requisitos do trabalho, [3] tempo estabelecido e [4] i fo aç esàdispo íveis. ,àaàpa ti àdestesà it ios,àaàauto aàela o ouà uat oà uest esà para a escolha do foco:

- foco é interessante?

- foco está de acordo com as exigências estabelecidas pelo professor? - As informações podem ser reunidas e organizadas para apresentação no

tempo disponível?

O fato de escolher o foco apenas depois de conhecer o assunto de forma mais clara e o o izaàte poàeàesfo ço.à Qua doàes olhem um foco após a exploração, a coleta de informações torna-se mais objetiva e eficiente, já que se coletam apenas aquelas informações di eta e teà ela io adasàaoàfo o. à(KUHLTHAU, 2010, p. 130) O conhecimento e o estabelecimento do foco dão condições de compreender o que é relevante e pertinente a ele. A definição do foco é mais do que algo que é procurado, escolhido ou decidido, é fruto de um processo criativo. Os dados, fatos e ideias são interpretados e apropriados pelos estudantes, que constroem sua visão pessoal sobre o assunto. É a partir desta visão que definem o foco da pesquisa e da apresentação de sua ideia sobre o assunto ou parte específica dele. O foco está entre o que o estudante sabe e o que pretende saber sobre o assunto. ‘e ue àate ç o,àinteresse e concentração. A definição do foco é um processo individualizado

ueàelesàdeve àealiza àpo àsiàp p ios. àKUHLTHáU,à ,àp.à .

Este estágio pode requerer um retorno à exploração do assunto, caso a definição de foco se torne impossibilitada. Pode ser necessário até escolher outro assunto, caso não se consiga definir nenhum foco no assunto atual. Entretanto, há vezes em que o foco é definido em um momento de insight, apesar de que ele é fruto da busca exploratória, provavelmente como fruto do processamento do inconsciente cognitivo. O momento em que o foco surge é específico:

Os estudantes que definem o foco no momento adequado são, em geral, capazes de identificar o ponto no qual tiveram uma percepção clara do que queriam fazer. Esse ponto é, normalmente, associado a determinado material, no qual uma ideia aglutina o assunto ou identifica um aspecto particularmente interessante para o foco. (KUHLTHAU, 2010, p. 134)

Às vezes, o apoio de uma leitura facilita a expressão da ideia do foco, que estava incubada, mas não expressa ainda. Seria um erro grave pensar que o foco surgirá sem o preparo da pesquisa e da leitura. E, ainda que o foco tenha sido encontrado, ele continua sendo refinado no decorrer da pesquisa. Além disso, as novas informações podem ser contraditórias e decisões sobre o lidar com estas contradições precisarão ser tomadas.

Algumas estratégias para escolher o foco são:

 Gerar uma lista de focos possíveis e escolher entre eles;

 Reler as anotações do diário e da lista de material consultado para verificar as descrições de conteúdos;

3.5.2.5.2 Afetos e motivação

Ao encontrar o foco, a dúvida e a incerteza se dissipam e se inicia um sentimento de confiança. áp sàaàdefi iç oàdoàfo o,àosàestuda tesàte de àaàseàse ti à aisàt a uilos,à passando a ter senso de direção e entendimento claro da tarefa. Em geral, tornam-se capazes de co ti ua àaàpes uisaàdeàfo aà aisài depe de te. à KUHLTHáU,à ,àp.à .à Observemos que o status afetivo muda completamente a lide com a tarefa: a cognição é liberada para operar, a autonomia se instala, o estudante se apropria do processo. Entretanto, pode ocorrer de o assunto perder o interesse e precisar ser modificado, fazendo o estudante retroceder os estágios até lá.

3.5.2.5.3 Busca, leitura e escrita na formulação do foco

A busca de informações udaàseuào jetivoàdeà[...]àdeàexplo a àpa aàoleta , o material usado passa de geral para específico e as informações buscadas alteram-se de relevantes para pe ti e tes.ààKUHLTHáU,à ,àp.à .àA busca é exploratória até que o foco seja firmado, depois ela passa a ser específica, coleta de informações. O teor da busca já não é mais o pertencimento ao assunto, mas sua contribuição à compreensão do foco.

As fontes mais utilizadas são especializadas:

a. Buscadores especializados como o Google acadêmico;

b. Bases de dados especializadas – na área de Ciência da Informação temos a Base de Dados Referenciais de Artigos de Periódicos em Ciência da Informação (BRAPCI) e o BENANCIB, repositório digital destinado aos trabalhos apresentados nos Encontros Nacionais de Pesquisa em Ciência da Informação; c. Sites de periódicos especializados da área e de áreas afins

d. Portais Scielo e CAPES.

A leitura para a formação do foco é dedicada às informações sobre o assunto e a uma reflexão sobre as ideias e fatos obtidos sobre o assunto geral. As alternativas de foco provêm do estágio exploratório. Uma simulação prévia de resultados que dará a direção do foco a ser escolhido. A leitura tem papel fundamental como atividade nesta fase, para alimentar a

clareza na definição do foco da pesquisa. É o momento de retomar as anotações, ressaltar focos válidos e descartar outros menos interessantes ou possíveis (KUHLTHAU, 2010).

A escrita pode ser muito prejudicada pela falta de foco. Conhecer um assunto, mas não decidir que ponto dele tratar, questionar ou esclarecer, é condenar o texto a permanecer entre a ignorância e confusão. Muitos estudantes procuram escrever a partir de leituras superficiais, retalhos de conhecimento, que não possuem direção de interesse, inserindo alguns recortes e incluindo alguns trechos plagiados, e devolvem ao professor uma colcha de retalhos sem sentido.

A etapa de formulação do foco é essencial. Então, uma vez definido o foco, o trabalho deve ser estruturado antes de ser escrito.

Quando completam o levantamento nas fontes de informação, têm ideia clara da forma como vão focalizar o assunto. Suas ideias foram sendo desenvolvidas no processo de obtenção de informações e, quando estão prontos para redigir, o pensamento está bem desenvolvido e claramente focalizado. Os parágrafos que redigem são resultados de unidades de pensamento. Se houve bastante reflexão sobre o assunto e a pesquisa foi bem focalizada, a redação flui de forma fácil e coerente. (KUHLTHAU, 2010, p. 131)

Parece ficar claro que o processo de produção textual não admite salto de etapas. Há estudantes que procuram entregam um simulacro de projeto de pesquisa, a colcha de retalhos com pitadas de plágio, de alguma forma não passaram pelo processo de construção de ideias que se insere na construção textual. O processo passou ao largo enquanto eles se ocupavam de construir um produto e não investiram no produtor. O texto é claramente fruto do processo de construção do que aprende e da aprendizagem.