As análises das informações de tráfego serão iniciadas pelo desempenho das centrais telefônicas, que são as provedoras de todos os dados de tráfego. Para essa finalidade é necessário conhecer:
Como se altera o tráfego oferecido, ao longo da HMM (Hora de Maior Movimento) do dia, do mês ou do ano.
Quais os fatores que influenciam nas perdas de um sistema, que levam em consideração características das chamadas e, também, dos sistemas de tráfego. Para projetar um sistema de controle das variações de tráfego, que ofereça a possível identificação de cenários de falhas, é fundamental determinar como se comporta o tráfego de âmbito (i) local; (ii) intra setorial; (iii) inter setorial; (iv) inter- regional; (v) fronteiriço; (vi) internacional; (vii)VC-1; (viii) VC-2; e (ix) VC-3; ao longo do tempo em que foi observado.
Conhecer apenas a média do tráfego total oferecido não é o bastante. Evidentemente, de acordo com os dados analisados, a intensidade de tráfego varia sazonalmente, dia a dia, ou de hora em hora. Ele pode variar entre assinantes ou mercados. Esse comportamento pode ser distinto para cada cidade e para cada tipo de serviço. Como reiterado, algumas cidades têm seu maior tráfego na época das férias , em virtude de chamativos turísticos. Outras, por promoverem festividades ou eventos específicos.
Constata-se um amplo espectro de variações nesse fluxo, dentre as q uais pode-se elencar as principais:
126 O tempo de retenção de chamada varia de acordo com o assinante, comercial, residencial, SOHO (Small Office-Home Office), massa, etc., ou pelo dia da semana (em função do emprego de tarifas de valores reduzido).
b. Variações horárias
Normalmente, o tráfego é baixo à noite e aumenta rapidamente pela manhã quando escritórios, lojas e fábricas iniciam suas atividades. A intensidade de tráfego reduz-se gradualmente durante a hora do almoço, para aumentar novamente à tarde. Os picos de tráfego geralmente acontecem entre 08:00h e 12:00h e 14:00h e 18:00h.
c. Variações diárias
Os padrões de aumento e de redução do fluxo de tráfego também são observados no decorrer da semana. Em dias úteis, a intensidade de tráfego tende a ser maior que durante feriados e finais de semana. Entretanto, a duração das chamadas realizadas ao longo dos feriados e finais de semana se elevam consideravelmente em função de se encaixarem em grades de tarifação de horários reduzidos, quando se promovem descontos de no mínimo 30% em relação ao valor cobrado no horário normal.
d. Variações sazonais
Efemérides como Natal, Dia das Mães e Dia dos Pais, eventos culturais regionais, eventos esportivos, feriados nacionais e municipais, etc.
e. Variações de longo prazo
Crescimento gradual de clientes em um período de anos ou até mesmo em decorrência da portabilidade numérica, que possibilitou a troca de operadora sem a perda do número original do cliente.
Não obstante todas essas flutuações, o importante é encontrar os padrões e comportamentos que permeiam as informações. Essa variação da intensidade de tráfego na HMM não é previsível, nem sistemática como as outras já observadas e aqui arroladas.
Transição para a resposta ao problema técnico original.
Como este trabalho analisa os processos de acompanhamento e controle de volumes de interconexão, com foco específico em novas funcionalidades e mudanças requeridas, em função dos novos modelos de serviços decorrentes da convergência de redes e serviços torna- se fundamental ressaltar alguns parâmetros. Frequentemente, nas empresas de telecomunicações, são levantadas suspeitas de problemas na cadeia da receita da companhia. Diante destes fatos, as empresas mobilizam suas equipes internas para iniciar as investigações em todos os sistemas que compõem essa cadeia. Constantemente, estas empresas têm que desenvolver ou aprimorar ferramentas para averiguar possíveis inconsistências e obter o resultado esperado em suas an álises. Com esse propósito, segundo (JURAN, 1992), algumas etapas devem ser seguidas:
127 Selecionar os dados;
Avaliar as hipóteses previamente estabelecidas. Se necessário, tomar atitudes corretivas (novas observações);
Aplicar técnicas estatísticas para avaliar o problema original; Determinar se dados e análises adicionais são necessários;
Realizar “análises de sensibilidade”, variando estimativas amostrais importantes e outros fatores na análise, observando o efeito sobre as conclusões finais.
2. Rever as conclusões da análise de dados, para determinar se o problema técnico original foi avaliado ou se foi modificado para se enquadrar nos métodos estatísticos.
3. Apresentação dos resultados:
Estabelecer as conclusões de forma significativa, enfatizando os resultados nos termos do problema original e não na forma dos índices estatísticos usados na análise;
Apresentar graficamente os resultados quando apropriado. Usar métodos estatísticos simples no corpo do relatório e colocar as análises comp lexas em um apêndice;
Comparar os resultados obtidos com as evidências registradas nos modelos de medição atual;
Estabelecer um plano e uma meta de aperfeiçoamento, voltado para problemas prioritários no escopo dos objetivos de cada empresa.
4. Determinar se as conclusões do problema específico são aplicáveis a outros
problemas ou se os dados e cálculos poderiam ser úteis para solucionar distintos problemas, generalizando os aplicativos.
O ferramental necessário para a realização deste trabalho será desenvolvido em forma de protótipo, desde a coleta até a apresentação dos resultados, objetivando amparar e dar agilidade nos processos de análise da receita. Todas as fórmulas matemáticas necessárias para avaliação dos dados amostrais serão customizadas no aplicativo em questão.
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