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4.22 Virkninger for svenske interesser

Esta competência resulta na capacidade de captar a coerência de um texto, reconstruindo a sua mensagem, de acordo com a situação e a função comunicativas subjacentes.

1.4.2.1. Género e Tipo de Texto

A identificação do género a que pertence o texto em análise possibilita o reconhecimento de paradigmas que agilizam extraordinariamente a selecção da informação, o acto de captar a função e conteúdo essencial, predição das hipóteses sobre o desenvolvimento, a relação com o emissor - autor, a forma de se aproximar e até a atitude crítica, curiosa, divertida ou poética que requer o texto analisado. Nesta fase analisamos a macroestrutura do texto.

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1.4.2.2. Estrutura

Cada tipo de texto obedece a uma estrutura, organiza-se de um determinado modo e ao reconhece-lo o leitor conta com um esquema de conteúdo que simplesmente terá de preencher. Por exemplo a carta, a notícia, a narrativa, etc. têm uma estrutura própria. Uma tarefa facilitadora é pôr em relevo essa mesma macroestrutura e familiarizar os alunos, se não o estão, e colocar perguntas - chave para cada texto.

Ao falarmos de estrutura teremos de referir todos os elementos formais que favorecem a apreensão da arquitectura do texto: títulos, subtítulos, introdução, partes, conclusão, esquemas, etc. A captação de todos estes elementos possibilita uma “fotografia” que juntamente com os aspectos que temos vindo a analisar ganha vida e sentido.

1.4.2.3. Reconstrução do Sentido

Reconstrução implica uma participação activa do leitor que a partir dos índices que o autor mobilizou no discurso, descobre, encontra o significado do texto. Este significado pode afastar-se daquele que o originou, tendo em conta a máxima que há tantas leituras quanto leitores.

As experiências e conhecimentos que se trazem para o texto e o por quê e para quê se lê podem limitar, enriquecer, matizar ou modificar a mensagem, a sua função ou a sua intenção. No processo de aproximação ao texto o leitor quando lê pode contar antes de mais com uma bagagem de conhecimentos, estratégias, esquemas e expectativas. Tudo isto irá activar as hipóteses em relação ao conteúdo que progressivamente se confirmam, recusam ou modificam.

É necessário reafirmar que o significado de um determinado texto não é o significado de cada oração, nem de cada parágrafo nem de cada uma das partes do texto. Cada oração, cada parágrafo, cada parte do texto completa ou modifica o significado dos anteriores até que chega um momento em que se percebe que todos compõem um significado total que é o do texto. A coerência interna, a homogeneidade e o mundo das nossas experiências para as quais remete o texto têm efeito cumulativo e facilitam progressivamente este processo. Neste ponto é importante na L2 - onde a leitura inclusive a silenciosa, é mais lenta, mais sincopada e onde o esforço do aluno para entender cada palavra, cada oração, dificulta a visão conjunta, global, podemos usar esta

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imagem: as árvores não deixam ver a floresta - adquirir competência leitora para poder facilitar o processo de leitura.

A memória satura-se e não é capaz de reter os dados que se deviam inter- relacionar com os que vêm a seguir. Para favorecer este processo o aluno terá de potenciar as estratégias que ajudem a memória, como seja o sublinhar, fazer apontamentos nas margens, elaborar esquemas ou ir completando-os, tirar notas, resumir, ter em mente as perguntas que originaram a leitura ou as que surgiram depois.

1.4.2.4 Marcas Linguísticas de Coesão

Além da coesão e união necessárias para a progressão do conteúdo, a estrutura formal, a organização interna da mensagem, a língua tem uma série de recursos co- referência que unificam o discurso e facilitam o seu progresso. Os mais importantes para o aprendiz que sem uma competência linguística desenvolvida pretende conhecer o significado global do texto, poderão ser os conectores e os elementos anafóricos.

- Conectores:

Incluem-se aqui a expressão das relações espaciais e lógicas que nos localizam, por um lado, na situação de enunciação e por outro, naquela criada pelo próprio discurso. Referimo-nos também às fórmulas que servem para regular os enunciados e para delimitar o compromisso do autor com o que está a dizer.

Normalmente o aprendiz conhece uma gama restrita de conectores o que dificulta a interpretação de um texto com uma certa dificuldade sintáctica e mais se se têm em conta as preferências estilísticas de cada autor na escolha destes elementos; assim ao lado de pero o conector restritivo mais conhecido e utilizado funcionam também sin embargo, no obstante a pesar de, si bien.

São os conectores que encadeiam o discurso; os que organizam as hipóteses; são como os sinais numa estrada que facilitam a chegada a bom porto para os que não conhecem o caminho. Além dos conectores coordenativos e subordinativos entre as orações que se estudam nas aulas de L2 o discurso possui os seus próprios recursos para marcar os diferentes passos na organização das ideias; as operações discursivas mais frequentes que requerem os seus próprios conectores ou introdutores são: introdução; início do discurso; chamada de atenção; colocar questão; desenvolver o problema: ordem, graduação, comparação, oposição, relação, etc.; transições: aludir ao referido, ao seguinte, ideias-chave; conclusão; explicações e insistência.

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O reconhecimento destas marcas agiliza o processo de compreensão e captação do texto. Algumas actividades facilitadoras para a compreensão destes elementos no todo que é o texto podem ser pesquisar e sublinhar em distintos textos os conectores discursivos; nestes mesmos textos ou noutros eliminar os conectores para que os alunos os escrevam novamente; substitui-los por outros equivalentes e que cumpram a mesma função; propor esquemas de organização e criar dicionários pessoais.

- Elementos Anafóricos

Das marcas formais de coesão textual, estes elementos são os mais relevantes, evitam repetições, retomam de forma mais económica ou diferente os pontos abordados, resumem e ajudam a memória. Os mais utilizados são os pronomes demonstrativos, possessivos, os artigos entre outros.

Os valores de coesão, precisão que cumprem estas categorias no discurso quase não se consideram e por isso perde-se a capacidade de captar globalmente o texto isto porque na Escola incide-se mais no seu reconhecimento, na função que desempenham na oração, o seu emprego ou omissão e outras particularidades do seu uso específico.

A procura de sinónimos e hiperónimos para não se repetir o mesmo lexema é uma prática bem conhecida e recorrente. Ora um aluno com carências semânticas terá dificuldades na apreensão do texto. Para adquirir estas destrezas na nova língua poderão desenvolver se as seguintes tarefas: sublinhar os pronomes possessivos, demonstrativos, artigos e relacioná-los com o seu referente; apagar os elementos anafóricos para que o aluno os possa reescrever; pesquisar hiperónimos de diferentes lexemas e reescrever o texto evitando repetições.