2 Innkomne merknader til høring av søknader og konsekvensutredning
2.6 Interesseorganisasjoner og privatpersoner
Uma das metodologias utilizadas no presente estudo foi o inquérito por questionário. Em consonância com Quivy e Van Campenhoudt (1998), este permite conhecer de uma forma quantitativa um determinado público-alvo e obter uma melhor informação sobre um determinado facto, recorrendo às opiniões dos indivíduos que nele intervêm. Estes autores mencionam, ainda, que o inquérito por questionário consiste em colocar a um conjunto de inquiridos uma série de questões relativas às suas opiniões, relativas à sua atitude em relação a opções ou a questões humanas e sociais, às suas expectativas, ao seu nível de conhecimento ou de consciência de um acontecimento ou de um problema, ou ainda sobre qualquer outro ponto que interessa aos inquiridores.
Segundo Sousa (2005), os inquéritos por questionário são utilizados em investigações de forma a obter a informação diretamente na fonte (dos sujeitos inquiridos), para depois converter em dados passiveis de serem analisados. Ainda de acordo com este autor, os questionários:
Podem ser aplicados simultaneamente a um número elevado de indivíduos; Permitem obter dados de uma forma rápida;
Garantem o anonimato dos inquiridos (se forem tomadas medidas nesse sentido) o que pode levar a maior veracidade.
36 No presente estudo foi utilizado o inquérito por questionário, dado que o objetivo era recolher dados de todos os alunos, de uma forma mais célere, conseguindo-se fazê-lo ao mesmo tempo. Esta técnica foi, também, utilizada para recolher dados dos professores que participaram neste estudo, quer direta, quer indiretamente.
O inquérito por questionário elaborado para o presente estudo, aplicado aos alunos e aos professores, apresenta perguntas fechadas, de modo a permitir a correta análise dos dados e a assegurar uma maior comparabilidade das respostas de todos os indivíduos inquiridos (Ghiglione & Matalon, 1995).
No que respeita às vantagens do método supramencionado, Quivy e Van Campenhoudt (1998) referem que este apresenta “a possibilidade de quantificar uma multiplicidade de dados e de proceder, por conseguinte, a numerosas análises de correlação” (p. 191). Outra vantagem sugerida por estes autores é o facto da exigência, por vezes essencial, de representatividade do conjunto dos inquiridos poder ser satisfeita através deste método. É preciso sublinhar, no entanto, que esta representatividade nunca é absoluta.
O inquérito por questionário concebido e aplicado aos alunos das turmas do 1.º e 2.º ano de escolaridade (Apêndice C) teve como propósito a recolha de dados após a implementação das atividades, sobre a motivação, interesse e participação na atividade.
Relativamente à estrutura do questionário aplicado aos alunos, a construção do mesmo teve o propósito de ser simples e apelativo para os alunos, com uma escala de satisfação ilustrada (menções: nada, pouco, muito e muitíssimo) para que fosse simples a resposta dos alunos, dado o ano de escolaridade destes. Desta forma, teve-se por referência Sousa e Baptista (2011) na elaboração das questões devido ao público-alvo, ou seja, teve-se em atenção a clareza (questões claras, concisas e unívocas), a coerência (corresponder à intenção da própria pergunta) e a neutralidade (sem juízos de valor ou de preconceito do próprio autor).
Relativamente ao questionário aplicado aos professores de 1.º CEB, o objetivo primordial era ter acesso às suas perceções no que diz respeito à importância do trabalho prático e/ou experimental no 1.º CEB. O questionário foi dirigido aos professores de 1.º CEB dos agrupamentos de escola onde estes pertenciam, sendo as perguntas elaboradas de forma a garantir a comparabilidade das respostas.
37 Este inquérito por questionário (Apêndice D) é constituído por quarenta questões, que foram agrupadas, de forma a evitar repetição de conteúdos. Este encontra-se dividido nas seguintes categorias:
I. Informação pessoal, académica e profissional; II. Perceção dos docentes quanto à prática;
III. Perceções dos docentes quanto à aplicação de atividades do tipo prático e/ou investigativo por parte dos alunos;
IV. A importância das atividades do tipo prático e/ou investigativo; V. Mudança de prática.
Desta forma, a primeira parte consiste, unicamente, na recolha de informação relacionada com o inquirido, relativamente ao género, idade, habilitações literárias e tempo de serviço. Quanto à segunda e terceira parte, estas relacionam-se com as perceções dos inquiridos, tendo-se optado por respostas fechadas, através de uma escala do tipo Likert, que se refere a uma escala que é composta por um conjunto de frases (itens) em relação a cada uma das quais se pede ao inquirido que está a ser avaliado para manifestar o grau de concordância desde o discordo totalmente (nível 1), até ao concordo totalmente (nível 5) (Ghiglione & Matalon, 1995). Por último, a quarta parte, é de resposta fechada, do tipo sim ou não.
O questionário supramencionado encontra-se em formato eletrónico de forma a inquirir o maior número professores de ambos os agrupamentos (acessível no endereço eletrónico
goo.gl/SBV0FU).
O carácter e a legitimidade dos resultados de um estudo dependem, na maioria, da representatividade da amostra. Uma amostra é representativa se as unidades que a constituem forem escolhidas por um processo, de modo a que todos os membros da população tenham a mesma probabilidade de fazer parte da amostra. Sendo assim, o carácter e a legitimidade dos resultados de um questionário dependem da extensão da amostra inquirida. No entanto, se a amostra fosse igual à população, o erro da mesma seria nulo, mas nem sempre é exequível conhecer a população amostrada no seu todo, e então o rigor que se adquire em relação à amostra será mínimo (Ghiglione & Matalon, 1995).
Face ao exposto, considera-se importante referir a representatividade da amostra inquirida. Relativamente aos alunos, foram inquiridos 96 alunos (das quatro turmas onde decorreu a investigação) e foram inquiridos 26 professores de 1.º CEB.
38 Uma vez que o pressuposto na realização dos questionários era obter uma amostra representativa da população em estudo, foi utilizada a equação definida por Duarte (2006), para averiguar se a dimensão da amostra neste estudo podia ser considerada representativa da população finita (equação 1).
Para calcular a dimensão adequada da amostra (η) de uma população finita (N), quando se pretende estimar uma proporção da população (p), utiliza-se a equação 1 relativa a uma amostra aleatória simples e que garante um nível de precisão (D).
η = 𝑝𝑝 . 𝐷𝐷2 1−𝑝𝑝
𝑍𝑍2+
𝑝𝑝 .(1−𝑝𝑝) 𝑁𝑁
(Equação 1)
Segundo Duarte (2006), o cálculo da dimensão da amostra é baseado nos seguintes pressupostos:
Assume-se a pior hipótese, ou seja, quando a dispersão é máxima e a proporção (p) é 0,5, sendo que a função [p . (1 – p)] assume o valor máximo 0,25;
O valor de N neste caso é de 72 (professores de 1.º CEB de ambos os agrupamentos). Deste modo, o número de respostas aos inquéritos por questionários empregues, contemplaram a preocupação de garantir uma dimensão da amostra, em que se assegura a sua representatividade.