4.4 Fra fagbrev til videre utdanning
4.4.5 Utdanningens relevans
Em qualquer atividade de educação ambiental é de fundamental importância conhecer o que as pessoas, envolvidas na mesma, entendem por meio ambiente. Portanto é preocupação, nesta pesquisa, conhecer como meio ambiente é definido por especialistas, de diferentes maneiras.
No dicionário Aurélio, FERREIRA, (s.d, p. 1113) o autor indica no termo “meio” onde se pode ler “meio ambiente. O conjunto de condições naturais e de influências que atuam sobre os organismos vivos e os seres humanos”.
Já no artigo 3º, inciso l, da Lei nº. 6.938, de 1981, a Lei Federal Brasileira que dispõe a Política Nacional do Meio Ambiente encontra-se a seguinte definição, “o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas”.
É definido também na Lei 9.795 de 27 de abril de 1999, como um conjunto de processos por meio dos qual o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial a qualidade de vida e sustentabilidade. Esta mesma Lei considera a educação ambiental como parte inseparável da educação, a qual deve estar inserida de forma permanente em todos os níveis e modalidades do processo educativo, seja este formal (ministrados dentro de instituições de ensino) ou formal (transmitido fora destas instituições).
Dentre essas definições de meio ambiente, observa-se que o termo é bastante difuso e variado, portanto para melhor representar os interesses desta pesquisa foi usada a definição que a pesquisadora acredita ser a que melhor se adequou que é a definição do autor Reigota. (1995, p. 14)
[...] o lugar determinado ou percebido, onde os elementos naturais e sociais estão em relações dinâmicas e em interação. Essas relações implicam processos de criação cultural e tecnológica e processos históricos e sociais de transformação do meio natural e construído. (REIGOTA, 1995, p. 14).
Nesta definição, meio ambiente está relacionado a “espaço” e “tempo”, delimitado por cada pessoa através de suas vivências cotidianas e de seus conhecimentos. Definição que se adéqua exatamente no interesse desta pesquisa, visto que o seu objeto de pesquisa é a percepção de preservação ambiental dos moradores da cidade de Caiçara, Paraíba com foco na sua obediência á Lei de Crimes Ambientais.
Segundo Reigota (1995), existem variadas definições de meio ambiente, e isto dependem dos interesses científicos, artísticos, políticos, filosóficos, religiosos, profissionais etc. Portanto ao apresentar a proposta de educação ambiental é necessário antes, apresentar a sua definição de meio ambiente. Ainda escreve que, a comunidade internacional comunga a idéia que a educação ambiental deve ser realizada em todos os espaços que educam o cidadão e a cidadã. E neste sentido ela deve ser realizada nas escolas, parques e reservas ecológicas, nas associações de bairro, sindicatos, universidades, meios de comunicação de massa etc. Pois todos esses ambientes apresentam suas características e especificidades que contribuem para a diversidade e criatividade da mesma. O autor aponta outro aspecto importante em educação ambiental, é o que diz respeito a não haver restrição de idade para seus estudantes, devendo ter um caráter de educação permanente, dinâmico, devendo variar apenas ao que se refere ao seu contexto e a metodologia, que deverá ser adequado as faixas etárias a que se destina. Com relação à freqüente associação do ensino de ecologia e educação ambiental.
A educação ambiental, como perspectiva educativa, pode estar presente em todas as disciplinas, quando analisa temas que permitem enfocar as relações entre a humanidade e o meio natural, e as relações sociais, sem deixar de lado as suas especificidades (REIGOTA, 1994, p. 25).
A educação ambiental precisa ser trabalhada em todas as disciplinas, mas faz-se necessário que os educadores priorizarem o meio onde vive o aluno, os aspectos distantes do seu cotidiano e terem em mente que além de despertar a consciência dos educandos e da importância de sua efetiva participação como cidadão brasileiro, é preciso despertar também a sua responsabilidade como cidadão planetário, ou seja, para com o meio ambiente de todo planeta, conscientizando-os sobre a integração existente entre meio ambiente, relações humanas, sociais e culturais.
Reigota (1995) defende que, para muitos professores, pais e alunos, a educação ambiental só pode ser realizada concretamente quando se estuda a natureza in loco, como em parques ou reservas ecológicas, ele a considera uma atividade pedagógica muito rica de
possibilidades, mas aplicando-se somente ela, corre-se o risco de tê-la como única atividade possível.
A Educação Ambiental é um processo educativo que amplia o foco do sistema educacional para relacionar as ações culturais com o ambiente, ou seja, um processo que insere a vida e seu amplo contexto à rotina educativa. Contudo, para que a Educação Ambiental possa ser inserida nos atuais sistemas educacionais, faz-se necessário o desenvolvimento de sistemas educativos que propiciem práticas sensibilizadoras oportunizando um contato com os sentidos para ampliar a percepção sobre o meio ambiente.
Libâneo (2003) escreve que as diferentes Tendências Pedagógicas (Liberal e Progressista) representam uma contínua transformação filosófica e política que interfere nas relações educativas.
Martins (1990) declara que as Tendências Pedagógicas do cunho Liberal são representadas pelas seguintes tendências: Liberal Tradicional que utiliza métodos de exposição e demonstração verbal de conteúdos através de modelos; Liberal Renovada, que está diretamente relacionada ao movimento da Escola Nova, trazendo métodos que consideram o aluno como sujeito da aprendizagem, onde o professor não ensina, mas auxilia o aluno a aprender (prática muito rara), e Tecnicismo Educacional que utiliza métodos compatíveis com a orientação política, econômica e ideológica do regime militar vigente, caracterizando-se pela utilização de manuais técnicos e pela racionalização do ensino.
Já as Tendências Pedagógicas de cunho Progressista são representadas pelas Teorias Críticas de Educação que buscam uma escola articulada com os interesses concretos do povo: Libertadora que utiliza métodos centrados nas discussões de temas sociais e políticos, e Crítico-Social dos Conteúdos, que confronta conhecimentos sistematizados com experiências sócio-culturais e a vida concreta. (LIBÂNEO, 2003).
Hoje é possível vislumbrar ambas as tendências (Liberal e Progressista) nas atuais práticas de ensino. Apesar do antagonismo destas tendências, as mesmas se mesclam na prática educativa atual.
Ainda conforme Martins (1990), na história da educação brasileira predominou, por alguns séculos, o ensino denominado tradicional que consistia em transmitir conhecimentos que deveriam ser memorizados e depois repetidos ao professor, por meio de provas e testes para verificar o aprendizado, ocorrendo ainda nos atuais sistemas de ensino.
Apesar dos reflexos da Pedagogia Liberal Tradicional, presentes nos atuais sistemas de ensino, as novas Tendências Pedagógicas Progressistas, vêm ganhando, pouco a pouco, espaços para serem inseridas, em práticas que garantem um aprendizado significativo e
complexo sobre o novo paradigma do conhecimento que, segundo Morin (2001), define como a articulação entre as disciplinas, levando à articulação dos saberes. A palavra que melhor define este novo paradigma é interdisciplinaridade.
A Educação Ambiental nasce, então, para atender a reestruturação dos sistemas de ensino que privilegiam o saber memorizado, a informação, a competição, a profissionalização, a especialização. Nasce por uma necessidade de estancar o caos social e ambiental vigente, onde impera, entre outros aspectos: a fome, a miséria, a marginalização, a poluição, a destruição.
Dentro deste contexto, cabe ressaltar que a escola desempenha uma função social de reprodução e legitimação social, conforme Zabala. (2002, p.46),
A reprodução da uma ordem social estabelecida é a finalidade natural dos sistemas educativos, e o modo como estes se concretizam, um reflexo das necessidades da sociedade para se manter [...] Nesta lógica reprodutora se situa a maioria dos sistemas educativos direcionados a uma formação fundamentalmente profissional, sob uma manifesta hierarquização universitária, instrumento para aprofundar uma sociedade estratificada sob parâmetros de divisão social do trabalho. (ZABALA, 2002, p.46).
Assim, percebe-se que enquanto a função da escola for a de dar continuidade a uma sociedade capitalista, excludente e consumista, inseridas nas práticas pedagógicas tradicionais, pode-se deduzir que haverá impedimento para a consolidação da Educação Ambiental.
Uma dinâmica social, presente, que resulta das ações educativas paradoxais é a representação de duas atitudes básicas, conforme Boff (2000) destaca: a dos conservadores (tradicionais) que defendam as tradições do regime econômico dominante (ideologia da classe dominante); e a dos progressistas que apontam as insuficiências do sistema imperante e planejam ações de mudança social. Trata-se de uma dinâmica em constante tensão, indicando que para a consolidação da Educação Ambiental necessariamente haverá conflito em relação aos reais propósitos dos sistemas educacionais vigentes, que privilegiam a produção intelectual cognitiva em contraponto a produção intelectual perceptiva e significativa.
Nas palavras de Gadotti (2003), outro aspecto que resulta desta reflexão é em relação ao ponto de vista da profissão do educador: por que é tão difícil mudar o sistema educacional se os/as professores/as também não estão satisfeitos com a realidade educacional
que se apresenta? Para tal questionamento, observa-se uma de tantas justificativas que pode haver para esta dificuldade é a resistência do professor em construir um novo sentido para a profissão. Ainda afirma que, enquanto não construirmos um novo sentido para a nossa profissão, sentido esse que está ligado à própria função da escola na sociedade aprendente, esse vazio, essa perplexidade, essa crise, deverão continuar.
Portanto não parece ser fértil o espaço onde tenta crescer a Educação Ambiental, contudo o desenvolvimento de atividades sensibilizadoras, que levem as comunidades escolares a um verdadeiro repensar, re-aprender e uma avaliação para perceber aonde as sociedades humanas e o meio ambiente chegarão se nada for feito para a necessária conscientização planetária, terá muitos resultados positivos os quais contribuirão para o crescimento da educação ambiental.
Segundo Reigota (1995), além da preocupação em garantir a preservação do meio ambiente, as sociedades humanas devem priorizar as suas relações econômicas e culturais com o meio ambiente. Ele aponta que neste sentido o aspecto “reflexivo” da educação ambiental e tão importante quanto o “ativo” ou o “comportamental” além de apresentar os três aspectos acima, reflexivo, ativo e comportamental, ele apresenta outro ponto fundamental: a educação ambiental deve ser entendida como educação política, no sentido de que ela reivindica e prepara os cidadãos para exigir justiça social, cidadania nacional e planetária, autogestão e ética nas relações sociais e com a natureza.
Reigota (1995, p.11), escreve que:
A educação ambiental deve procurar estabelece ruma “nova aliança” entre a humanidade e a natureza, uma “nova razão” que não seja sinônimo de autodestruição e estimular a ética nas relações econômicas, políticas e sociais. Ela deve se basear no diálogo entre gerações e culturas em busca da tripla cidadania: local, continental e planetária, e da liberdade na sua mais completa tradução, tendo implícita a perspectiva de uma sociedade mais justa tanto em nível nacional quanto internacional. (REIGOTA, 1995, p.11).
Este autor ainda alerta que a problemática ambiental não está somente na falta de educação ambiental, nem tão somente na quantidade de pessoas que existe no planeta e da necessidade dessas pessoas em consumir os recursos naturais cada vez com mais intensidade ao se alimentar, vestir e morar, os problemas ambientais residem sim, no excessivo consumo desses recursos. As sociedades humanas deveriam ser conscientes de que os recursos naturais são finitos, que é necessário muito tempo para sua renovação, e que se não forem tomadas
medidas para sua preservação, ocasionarão o extermínio dos recursos naturais e assim causarão um dano irreparável para sua sobrevivência e das gerações futuras.
Percebe-se que o indivíduo a partir do momento que, se educa politicamente, deixando o estágio de alienação para o estágio de conscientização, e assim ciente e de seus direitos e deveres, terá condições de intervir de forma responsável no seu meio ambiente.
Atualmente é notório que os países desenvolvidos têm uma ação muito forte nos países em desenvolvimento, explorando os seus recursos naturais para aumentar ou manter suas riquezas em detrimento dos países em desenvolvimento, em troca desta exploração tem deixado muitos problemas sociais e os governantes destes países pouco tem feito para mudar este quadro por existir interesses políticos e pessoais envolvidos.
Dias (1999) explica que essas transformações processadas no meio ambiente, como a degradação excessiva dos recursos naturais, impactos ambientais, a marginalização de povos e países entre outros, têm sido tópicos para indagações que ainda não se tem respostas sobre: Como a humanidade está se servindo do meio em que vive? O que está sendo construído, em suas atividades sociais, econômico, políticas? Qual será a qualidade de vida que está sendo buscada como suporte, segurança, saúde, bem-estar para população? O que está sendo feito com o meio ambiente?
A partir do momento que surgirem respostas a estas indagações, que as sociedades humanas adquirirem consciência crítica de seus direitos e deveres diante do meio ambiente, partirão da “reflexão” para “ação”, passarão então a utilizar tecnologias alternativas para um desenvolvimento de forma mais equilibrada e racional, este será o caminho para mudanças. Assim interiorizando valores de forma responsável, envolvidas com a finalidade de preservar não só os recursos naturais, como a espécie humana e as demais espécies viventes, mas buscando um desenvolvimento sustentável, que englobe não só o ambiente social, mas o político, paralelamente ao desenvolvimento econômico.