2. Geological settings
2.2 Triassic evolution of the Barents Sea
Podemos observar múltiplos usos e estratégias comunicacionais no ciberespaço. As finalidades de uso se modificam de acordo com o público e podem ter objetivos comuns com estratégias diferenciadas.
Quando observamos o uso do ciberespaço com a finalidade educacional encontramos diversas estratégias que se multiplicam em sites, blogs, videologs, canais de webtv e ambientes educacionais, os conhecidos Ambientes Virtuais de Aprendizagem - AVA.
Ao iniciarmos uma busca no site do google, pela ferramenta do google adwords, analisando a relevância da palavra educação, verificamos que são realizadas 9.140.000 buscas mensais sobre o termo. Isso demonstra como os usuários da web têm se utilizado da rede como uma fonte de pesquisa e também como estratégia para o ensino.
Observamos que há um crescente uso da estratégia de ensino no ciberespaço. A educação a distância ganha reconhecimento e implementa, a cada dia, novas estratégias de ensino visando garantir a qualidade e o aprendizado por parte do estudante. O Ministério da Educação – MEC - através de instrumentos de avaliação e da legislação de regulação do ensino superior e as secretarias estaduais de ensino das unidades federativas têm exigido a manutenção da qualidade nos processos pedagógicos.
Desse modo, exige-se que as instituições de ensino possam garantir as condições de interação e comunicação com o estudante. Assim, os ambientes virtuais de aprendizagem foram desenvolvidos com a finalidade de garantir uma maior integração entre professores, tutores e estudantes.
Verifica-se que a relação entre os sujeitos da aprendizagem - professores, alunos e tutores - tem que ser privilegiada e garantida. As ferramentas utilizadas comumente nas redes sociais passam, desse modo, a
integrar os ambientes virtuais visando, não só a interação entre professor e aluno mas também entre os colegas de curso.
Observamos que a regulação dos órgãos governamentais vai ao encontro de garantir uma comunicação eficiente. Essa comunicação é ampliada pelos recursos disponíveis, contudo apresenta características próprias por caracterizar um ambiente educacional.
A popularização e democratização do acesso aos meios de comunicação, às tecnologias e ao ciberespaço, por meio da rede de internet, por si só não garante a aprendizagem. Devemos nos ater aos processos comunicacionais, nas estratégias pedagógicas e na linguagem empregada. Assim, ao observarmos a linguagem verificamos que o uso da norma é uma obrigação que é desenvolvida e exigida pelos professores.
Os ambientes educacionais são espaços educativos, como uma sala de aula tradicional, na qual os processos de ensino aprendizagem e construção do conhecimento acontecem pelo uso de estratégias de comunicação que priorizam o uso de materiais didáticos virtuais. Destacamos o LMS - Learning Management Systems, também conhecido como SGA - Sistema de Gestão da Aprendizagem ou ainda AVA - Ambiente Virtual de Aprendizagem. As ferramentas presentes nos AVA buscam garantir a integração e interação dos sujeitos envolvidos no processo educacional.
Em nosso trabalho observamos mais detalhadamente o Ambiente Moodle que segundo a descrição dos desenvolvedores do mesmo (Moodle.org), o AVA é um sistema desenvolvido para a web que permite aos educadores desenvolver sites de aprendizagem eficazes. Os desenvolvedores, por sua vez, buscam garantir nesse sistema web, ferramentas comunicacionais que permitam a interação entre todos os usuários.
São instrumentos comunicacionais presentes no AVA Moodle: Notícias; Agenda; Fórum; Chat; Questionário/Banco de Questões; Media Center; Quick Mail; Biblioteca; PodCast; Webfolio; Twitter - integração com as redes sociais; VoIP - integração com a telefonia via web; Relatórios educacionais;
Avaliações/Provas Online; Blogs; Cursos vinculados a calendário e arquivos para upload e download.
Essas ‘ferramentas’, ou seja, os instrumentos comunicacionais utilizados em ambientes educacionais são desenvolvidos com a finalidade de permitir ao educador desenhar estratégias de ensino que acompanhem a filosofia da instituição de ensino e as necessidades do aluno do curso em desenvolvimento.
2.8.1.1. Gêneros e linguagens no ciberespaço
Pesquisas empreendidas nos diferentes gêneros textuais e linguagens, voltadas à era digital, desenvolvem papel relevante a este estudo, dentre elas destacam-se: Oliveira (2009) Gêneros Textuais Mediados por Computador: aprendizagens e práticas no ensino fundamental e médio; Buckingham (2008) Aprendizagem e Cultura Digital; Teixeira, Novo e Neves (2011) Abordagens Relevantes para Ensino da Escrita do Papel ao Digital; Júnior e Silva (2011) Gêneros textuais, virtuais e redes sociais: práticas de leitura e escrita no ensino médio profissionalizante; Mostafa. S. P, et al (2004) Leituras nas Telas: Os jovens na internet e Marcuschi (2005) Gêneros Textuais Emergentes no Contexto da Tecnologia Digital.
Sabe-se que a linguagem é a base das relações sociais e como tal, torna-se o berço do indivíduo o qual se constitui sujeito a partir do momento que interage com seus pares e se insere em um universo simbólico criado pelos diferentes tipos de linguagens humanas, linguagens estas que capacitam o homem a se comunicar e interagir com outras pessoas.
Para Duarte Júnior (2004) esse universo simbólico estrutura-se a partir de significados que as palavras emprestam ao mundo. Ademais, esse universo é compartilhado e mediado não apenas por equipamento linguístico como assevera Sibilia (2003), mas também, e de acordo com Silva (2003) por equipamentos relacionados à internet.
O contexto sócio-histórico atual, em que imperam as tecnologias, permite que parte significativa dos indivíduos possa utilizar, experimentar e
exercitar novas formas de linguagem no ciberespaço. Silva (2003) assevera o exercício dessas formas diferenciadas de linguagem quando assegura que a internet mediada pelas tecnologias de informação e, em especial, pela Comunicação Mediada por Computador (CMC), oportuniza, diariamente, o exercício das diferentes linguagens que podem acontecer por meio das modalidades síncronas (bate-papo) e assíncronas (fóruns, correio eletrônico etc.)
Essas diferentes formas de linguagens são observadas e vivenciadas no ciberespaço, em especial, nas redes sociais, mais notadamente na tessitura da escrita, pois além das formas aceitas pela norma culta (pouco utilizadas nas redes sociais interativas), são percebidas também, no universo juvenil, outras formas (bastante utilizada) que promovem à comunicação e interação.
Nesse contexto, tem-se uma nova forma de comunicação através da escrita que segundo Funmayor e Villasmil (2010), é uma comunicação constituída por elementos que ela as denomina de ‘electrotextos’ ou abreviações eletrônicas, como os caracteres tipográficos, as onomatopeias e emoticons. Estes elementos configuram uma forma de comunicação, denominada de comunicação paralinguística, um tipo de linguagem que pode ser definida com uma espécie de dialeto. Fenômeno este, que pode ser observado claramente no ciberespaço nos diferentes gêneros textuais (digitais) (Marcuschi, 2005), como em: MSN, fóruns, fotoblogs, lista de discussão, scrap, e-mails, chats blogs e flogs.
Marcuschi (2005) afirma que gêneros textuais são tipos estáveis de enunciado que refletem as condições específicas e as finalidades de utilização da linguagem, ou seja, é a nomenclatura que se atribui a cada tipo de enunciado. Ele também assevera que o surgimento dos novos gêneros textuais, os assim chamados gêneros digitais é uma adaptação dos gêneros pré-existente às tecnologias da atualidade.
Para uma melhor visualização, e tomando como aporte considerações de Marcuschi (2005) preparamos um quadro ilustrativo no qual destacamos alguns gêneros textuais e suas respectivas adaptações para a era digital, bem
como algumas funções e evoluções dos mesmos. Vejamos o quadro ilustrativo seguinte8.
Quadro 2. Gêneros textuais e suas adaptações para a era digital
GÊNEROS GÊNEROS PRÉ-
EXISTENTES GÊNEROS DIGITAIS FUNÇÃO EVOLUÇÃO
Bilhete Scrap
Deixar uma pequena mensagem (recado) para alguém.
Mais dinâmico. Permite a resposta imediata do recado.
Epístola, carta E-mail Transmissão de mensagens mais longas, mais formal.
Mais dinâmico. Permite saber se o receptor recebeu ou não a mensagem.
Permite comprovação da emissão com data e hora. Antiga rodinha de amigos. Encontro com amigas Chat ou “bate- papo”
Conversar, trocar ideias em grupos com interesses comuns, interação entre os membros de um mesmo grupo.
Mais dinâmico e menos pessoal.
Permite a interação entre indivíduos de qualquer lugar e em qualquer hora.
Permite conversar e ao mesmo tempo ver o indivíduo no conforto de seu escritório, casa etc.
Estudo em grupo Fórum Estudar em grupo, fazer trabalho escolar em grupo.
Mais dinâmico e menos pessoal. Permite a troca de conhecimento sem um lugar físico pré- estabelecido. Reunião de
negócios Teleconferência Reunir para tratar de negócios afins.
Menos onerosa, evita gastos com passagens etc.
Permite a troca de ideias sem um lugar físico pré- estabelecido. Associações, instituições, grêmios, clubes etc. Comunidades
Reunir para cultivo, preservação e trocas de conhecimento. Entretenimento. Interesses comuns. Permite: a troca de conhecimento, o cultivo cultural etc. sem um lugar físico pré-estabelecido.
8 Ilustração criada tendo como suporte alguns dados coletados durante a pesquisa de campo e
2.8.2. Formas comunicacionais mais utilizadas nas redes sociais