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Mineralogical and Petrographic analysis

4. Methodology

4.2 Mineralogical and Petrographic analysis

O Programa de Atendimento a Alunos com Altas Habilidades/Superdotação do Distrito Federal comemorou no ano de 2006, três décadas de serviços educacionais. Desde o acompanhamento inicial de oito alunos indicados como possíveis superdotados em 1976, no Plano Piloto, até cerca de 1.200 alunos que participam desse programa, segundo dados de 2007, muitos desafios foram superados. Uma das razões para esta superação e efetiva continuidade da proposta inicial é estar esta iniciativa, pioneira na Rede de Pública de Ensino, em consonância com dois traços marcantes da política educacional do Distrito Federal. O primeiro relaciona-se com a busca de atendimento a toda a demanda de pessoas em faixa de escolaridade, de acordo com os diversos dispositivos legais. O segundo com a oferta de altos padrões qualitativos de ensino, observados ao longo dos anos no Distrito Federal (DISTRITO FEDERAL, 2001). Pela

história acumulada durante três décadas é que se justificou a escolha da região do Plano Piloto para a coleta de dados.

O movimento inicial e a oferta de atendimento às necessidades educacionais de alunos superdotados oportunizou o Projeto “Levantamento das Características do aluno Superdotado e/ou Talentoso nas Escolas Tributárias das Escolas Parques 303/304 Norte e 313/314 Sul” em 1976, em que foram aplicados instrumentos de identificação a três mil alunos de 1ª a 6ª séries do Ensino Fundamental (DISTRITO FEDERAL/ FUNDAÇÃO EDUCACIONAL, 1985a, 1985b, 1985c).

Os desdobramentos das ações iniciais promoveram a oferta de atendimento especializado em 1977, nas atividades iniciais do Projeto de Atendimento Específico aos Alunos Superdotados e Talentosos do Distrito Federal, em escolas do Plano Piloto aos alunos participantes do estudo preliminar. Centradas em ações de aprofundamento e enriquecimento curriculares, as propostas de atendimento específico respeitaram as áreas de destaques e interesses dos alunos identificados nos instrumentos utilizados, desenvolvendo atividades diferenciadas nas áreas de Artes Plásticas, Ciências, Educação Musical e Educação Física, bem como em atividades nos Centros de Estudos e Clubes de Interesses Específicos e orientação aos pais.

Nos anos subseqüentes, tendo em vista os resultados positivos em relação aos objetivos propostos e o crescente interesse da comunidade escolar pela filosofia que fundamentava a proposta educacional para o aluno superdotado, o atendimento especializado foi estendido para alunos de 7ª e 8ª séries, além de ter sido realizado um treinamento específico aos professores das escolas regulares participantes no programa de atendimento ao aluno superdotado. Foi ampliado o atendimento desses alunos na Escola Parque 210/211 Norte e respectivas Escolas Classes. Também, em decorrência dessas ações, foram aperfeiçoados os instrumentos de identificação.

Gradativamente no decorrer da década de 80, também os alunos do Ensino Médio passaram a ser assistidos e o atendimento específico nas Escolas Classes iniciado com ênfase nas áreas acadêmicas. Foi ampliada a oferta de atendimento aos demais componentes curriculares e direcionando às Escolas Parques as propostas específicas nas áreas de talentos (plásticos, cênicos, musicais e psicomotores) e clubes de interesses. Uma das conquistas dos profissionais envolvidos no atendimento aos alunos superdotados foi o investimento em capacitação e aperfeiçoamento, em cursos de longa duração (180 e 360 horas), contribuindo para melhor qualidade do programa e

possibilitando a disseminação do Programa nas regiões administrativas de Taguatinga, Gama, Planaltina e Ceilândia.

Na década de 90, a Lei Orgânica do Distrito Federal (DISTRITO FEDERAL, 1993) garantiu, em seu artigo 232, o atendimento educacional especializado, em todos os níveis aos superdotados e portadores de deficiência, incluindo a preparação para o trabalho, normatizado pela Lei nº. 2352/1999 do Distrito Federal. Em 1995, teve início o atendimento de alunos da Educação Infantil, além de terem sido implantados os serviços especializados de itinerância, esse último realizado por professores, com o objetivo de acompanhar alunos atendidos e sensibilizar escolas para novas indicações (BRASIL, 1999a,b). A experiência piloto “Observação dos Sinais de Precocidade”, realizada na Educação Precoce em 1997 (DISTRITO FEDERAL, 1997) permitiu orientar famílias e acompanhar crianças, de 0 a 4 anos em relação aos primeiros sinais indicadores de precocidade. A adoção do Modelo dos “Três Anéis”, proposto por Renzulli (1994a) como referencial norteador das práticas pedagógicas adotadas nas salas de recursos foi implantada em 2000 e se constitui até nos dias atuais em modelo inspirador das ações pedagógicas desenvolvidas, oportunizando o acesso mais democrático aos participantes.

Nos últimos anos, tem-se percebido o aumento do número de alunos atendidos pelo Programa de Atendimento. As ações do Programa têm sido ampliadas mediante parceria com instituições conveniadas da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal/SEEDF, o que também têm contribuído com a melhora qualitativa das ações empreendidas. Diferentes iniciativas estão sendo desenvolvidas atualmente pela Direção de Educação Especial, enfatizando: a implementação das propostas educacionais nas salas de recursos existentes; ampliação do atendimento a novas regiões administrativas; a capacitação e o aperfeiçoamento de professores; a aquisição de materiais técnicos, audiovisual e didático-pedagógicos; a reformulação da Orientação Pedagógica da área; e a produção de material informativo do Programa.

Em 2006, no Distrito Federal, foi implantado o Núcleo de Atendimento aos Alunos de Altas Habilidades/Superdotação, mediante trabalho integrado entre o Governo Federal, Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial e Secretarias de Estado de Educação, entre elas, a da SEEDF, com o objetivo de viabilizar a formação de professores e profissionais para o atendimento aos alunos e a organização e dinamização de serviços e recursos para o desenvolvimento educacional dessa clientela.

Conforme informações contidas no Documento Orientador do Programa de Atendimento (DISTRITO FEDERAL, 2006), a entrada do aluno no programa se faz mediante a identificação de suas potencialidades e do convite para a freqüência em sala de recursos por um período de observação. Nesse período os alunos são assistidos em seus talentos e habilidades superiores por equipe técnica especializada. Esta equipe é formada por professores de salas de recursos, psicólogos e professores itinerantes, com atribuições distintas, que promovem práticas psicopedagógicas de avaliação de seus potenciais, atividades de enriquecimento curriculares e o acompanhamento de seu desenvolvimento em reuniões pedagógicas específicas.

Paralelo às atividades de enriquecimento, dados a respeito dos alunos são enviados às escolas regulares e, de acordo com necessidades específicas, são agendados encontros de orientação e repasse de informações aos professores do ensino regular, realizados por professores itinerantes. Instrumentos e fichas de acompanhamento e organização administrativa possibilitam ao sistema de ensino o gerenciamento da área.

Dentre as metas da gestão recente, ressaltam-se a promoção de intercâmbio com outras instituições, divulgação dos trabalhos realizados e manutenção do grupo de pais em parceria com o Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília e Escola de Extensão da Universidade Católica de Brasília, para o atendimento às famílias dos alunos do Programa.

Atualmente, as ações do Programa de Atendimento Educacional ao Aluno Superdotado, envolvem 73 professores, oito psicólogos e 11 professores Itinerantes, atuando em 13 Gerências Regionais de Ensino / GRE, totalizando 43 Salas de Recursos, segundos dados informados em setembro de 2007 pelo Núcleo de Atendimento a Alunos Superdotados do Distrito Federal/NAAHS DF. O atendimento pedagógico é realizado em horário contrário ao oferecido no ensino regular, nas regiões Administrativas de Ceilândia, Gama, Guará, Planaltina, Plano Piloto/Cruzeiro, Samambaia, São Sebastião, Sobradinho e Taguatinga.

 

CAPÍTULO II