2.3 U LIKE GRADER OG TESTER AV MARKEDSEFFISIENS
2.3.4 Tester for halvsterk effisiens
Segundo Hall (2002, p. 51), há provavelmente mais teorias e pesquisas envolvendo a escolha de uma ocupação do que pesquisas em qualquer outro assunto no campo do desenvolvimento de carreira. Tais pesquisas normalmente pressupõem que a escolha de carreira constitui um evento único na adolescência ou no início da fase adulta e que os anos de carreira subsequentes são consumidos no exercício da ocupação previamente escolhida. Para Sullivan
(1999, p. 465), apesar das evidências de que os indivíduos adultos estão fazendo escolhas ocupacionais ao longo de suas vidas, relativamente pouca pesquisa foi conduzida a respeito do que os motiva a mudar de ocupação.
Hall (2002, p. 49-50) entende que decisões de carreira não se limitam à escolha de uma ocupação, mas envolvem qualquer escolha ou decisão que afete a carreira do indivíduo. Assim, as pessoas fazem escolhas ou tomam decisões durante toda a sua carreira e essas escolhas têm efeitos sobre a forma como a carreira se desenvolve ao longo do tempo. Na visão do autor, não se trata de negar a importância da primeira escolha ocupacional. Além disso, embora se considere a vigência de uma era de carreiras proteanas e sem fronteiras, não se trata tampouco de negar a importância da escolha de uma organização para trabalhar. Ao contrário, ele afirma que ambas as escolhas – ocupação e organização – continuam sendo os principais tipos de decisão que um indivíduo toma em sua carreira. Trata-se, contudo, de reconhecer que esse indivíduo, enquanto responsável pela própria carreira, deve estar mais atento a suas escolhas e buscar revê-las constantemente (Ibid., p. 51).
Em sua revisão teórica sobre escolhas e decisões de carreira, Hall (2002, p. 68) apresenta fatores pessoais e sociais cuja influência sobre as escolhas é reconhecida – interesses, identidade, estágio de vida, necessidades, valores, situação socioeconômica, etc. – e explica que, apesar de importantes, eles não oferecem uma visão dinâmica de como e por que as escolhas são feitas, reconsideradas ou revisadas. Sullivan (1999, p. 462) sugere que uma visão mais enriquecida sobre as carreiras pode ser obtida analisando-se o significado ou o entendimento de sucesso para o indivíduo na tomada de decisão.
Para Hall e Chandler (2005, p. 158), o termo utilizado para descrever a visão subjetiva de sucesso é o sucesso psicológico. De acordo com os autores, o sucesso psicológico desenvolve-se em um processo cíclico de aprendizado, como o resultado do estabelecimento e do alcance de metas individuais, ao mesmo tempo em que se relaciona a aspectos objetivos da carreira. Da mesma forma, decisão (ou escolha), crescimento e envolvimento formam ciclos em que cada variável realimenta e reforça as outras variáveis. Assim, à medida que o indivíduo percebe-se mais (ou menos) competente e bem sucedido em sua escolha – segundo seus critérios de sucesso na carreira –, maior (ou menor) será seu envolvimento com essa escolha e ele poderá continuar no mesmo caminho ou realizar novas escolhas (HALL, 2002,
p. 72-73). Em outras palavras, o sucesso experimentado na implementação de uma escolha de carreira irá influenciar a tomada de decisão na busca do sucesso futuro.
Simplificadamente, a interpretação dos autores para o processo cíclico envolvendo a tomada de decisão na carreira e o desenvolvimento do sucesso psicológico pode ser observada na Ilustração 1 a seguir.
Ilustração 1 – Processo cíclico de decisão na carreira
FONTE: Elaborado pela autora, com base em Hall e Chandler (2005) e Hall (2002).
Essa visão do sucesso psicológico como elemento de um ciclo originado a partir de escolhas e decisões dos indivíduos fica mais clara quando se agrega a ela o modelo de ciclos de aprendizado para a carreira apresentado por Hall em 1986 (Ilustração 2).
DECISÃO OU ESCOLHA DE CARREIRA IMPLEMENTAÇÃO DE METAS INDIVIDUAIS ATINGIMENTO DAS METAS APRENDIZADO / CRESCIMENTO / ENVOLVIMENTO SUCESSO PSICOLÓGICO ASPECTOS OBJETIVOS
Ilustração 2 – Carreira como ciclos de aprendizado
FONTE: Hall (2002, p. 119). Traduzido pela autora.
O modelo de ciclos de aprendizado entende que as carreiras contemporâneas se desenvolvem em episódios erráticos e podem ser vistas como uma série de ciclos de aprendizado ao longo da vida. Assim, ao invés de compreender a carreira a partir de um ciclo longo e único, pode-se compreendê-la como uma composição de muitos ciclos de curta duração (cerca de dois a quatro anos) (HALL, 2002, p. 119). Cada um dos pequenos ciclos de aprendizado é composto por fases de exploração de novas opções – e, portanto, novas escolhas na carreira; estabelecimento da confiança, de competências e da aceitação do novo papel; e maestria (elevado desempenho). Quando o ciclo é concluído – seja pelo atingimento dos critérios de sucesso na carreira ou por fatores internos e externos que sugiram mudanças –, o indivíduo passa a explorar novas opções, realiza novas escolhas e inicia um novo ciclo. Neste momento, enquanto o mundo externo observa o sucesso objetivo do presente, o indivíduo busca os aprendizados necessários e direciona-se para o sucesso subjetivo a ser alcançado no próximo ciclo (HALL; CHANDLER, 2005, p. 160).
Esse modelo de Hall encontra apoio teórico na abordagem de Donald Super para o desenvolvimento de carreira. A teoria de ciclo de vida e de espaço de vida (life-span, life
space) de Super (1980) ou, ainda, seu “arco-íris” de carreira, representou a evolução do
modelo de estágios ou fases para uma visão da carreira como um conjunto de múltiplos papeis sociais que o indivíduo assume, em diferentes arenas, e que interagem simultânea e sequencialmente, constituindo seu ciclo de vida (Ibid., p. 288). Para Super (1980, p. 291), marcos de decisão ocorrem antes e durante a adoção de um novo papel, na abdicação de um papel anterior ou em mudanças significativas na natureza de papeis preexistentes.
Tendo apresentado a visão dinâmica do processo cíclico de escolhas ou decisões de carreira em que se baseia esta pesquisa, são introduzidos, na subseção a seguir, alguns enfoques teóricos que têm se proposto, ao longo dos anos, a estudar as escolhas e o desenvolvimento de carreira dos indivíduos.