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4.1 T HE ADAPTIVE IMMUNE SYSTEM AND MECHANISMS OF AUTOIMMUNITY

4.1.2 The T-cell receptor

Andrade, Tolfo e Dellagnelo (2012) indicam que os primeiros estudos empíricos especificamente sobre significados e sentidos atribuídos ao trabalho foram realizados por Hackman e Oldham (1975). Pioneiros, estes autores definiram que um trabalho com sentido é aquele considerado importante, útil e legítimo pelo indivíduo. Um trabalho assim constituído conecta-se com as diferenças individuais, promove qualidade de vida e influencia na satisfação, motivação e produtividade. Hackman e Oldham (1975) identificaram que resultados tais como alta motivação interna, desempenho de alta qualidade e satisfação elevada, assim como baixos índices de rotatividade e absenteísmo derivam de três estados psicológicos críticos (significância da experiência do trabalho, responsabilidade percebida pelos resultados do seu trabalho e conhecimento dos resultados do trabalho). Os autores afirmam, ainda, que esses estados psicológicos são processos individuais derivados de características que

32 um trabalho precisa ter para que possua significado para o indivíduo. As características que qualificam o trabalho como portador de significado para o sujeito são:

(a) a variedade de tarefas – se a função demanda diversidade de habilidades e competências para ser exercida e para se realizarem as tarefas relacionadas;

(b) a identidade do trabalho – potencial de um trabalho de permitir ser realizado em um processo não alienante e com resultado tangível;

(c) o significado da tarefa – o impacto substancial que o trabalho tem sobre quem o realiza e sobre os demais;

(d) a autonomia – ou seja, a liberdade que o trabalhador tem sobre a organização do trabalho, que garante a independência do indivíduo e confere ao mesmo um senso de responsabilidade em relação à realização das tarefas e o alcance dos objetivos fixados;

(e) o feedback sobre o desempenho, destacando-se a importância de o indivíduo ter acesso à informação para que possa realizar as mudanças e ajustes necessários à melhoria de seu desempenho.

Hackman e Oldham (1975) acrescentaram outras duas dimensões complementares às características que um trabalho precisa ter para que possua significado para o indivíduo: a) o feedback dos agentes, ou seja, se o trabalhador recebe informações claras dos supervisores e colegas de trabalho sobre seu desempenho e b) lidar com os outros, ou seja, se a realização do trabalho demanda que se estabeleça colaboração com outras pessoas para a consecução das atividades, incluindo outros trabalhadores da organização e clientes. As ideias dos autores encontram-se sistematizadas na figura 1, abaixo:

33 Figura 1: Modelo de Características do Trabalho de Hackman e Oldham (1975)

Fonte: Adaptado de Hackman e Oldham (1975)

O modelo de Hackman e Oldman aprofunda a compreensão “sobre o processo psicológico de motivação interna, explica como se processa a relação entre dimensões essenciais do trabalho, estados psicológicos críticos e resultados” (Kovacs, 2016). Antes de esses autores desenvolverem seu modelo, os pesquisadores da Escola Sociotécnica, desde a década de 1950, realizavam pesquisa-ação com o propósito de democratizar as organizações e promover o rompimento com a organização taylorista do trabalho, com base nos princípios sociotécnicos1. Nesta linha, vieram a se destacar

1 Um autor que influenciou a investigação e a alteração das práticas tayloristas de trabalho foi

Frederick Herzberg (Work and the Nature of Man, 1966; Herzberg et al. The Motivation to Work, 1959), que analisou fatores que podem gerar satisfação ou insatisfação no trabalho. O autor distinguiu os fatores intrínsecos do trabalho como conteúdo do trabalho, crescimento, desenvolvimento, responsabilidade, reconhecimento, auto-realização, identificados por ele como os fatores motivacionais, dos factores extrínsecos, aqueles referentes ao contexto de trabalho tais como política da organização, estílo de chefia, relações com o superior, salário, condições de trabalho e relações interpessoais (Perez-Ramos, 1990). Graça (2002) aponta

que, segundo Herzberg, as pesquisas clássicas enfatizaram os fatores

ambientais (extrínsecos) do trabalho e que, na ausência de reais factores de motivação no

trabalho (intrínsecos), a sensibilidade do trabalhador para um mau ambiente, real ou imaginário é aumentada. Uma conclusão significativa dos trabalhos de Herzberg é a compreensão de que a melhoria nos fatores ambientais ou extrínsecos pode evitar a

34 os trabalhos de Trist (1978) e Emery (1976) que colaboraram indicando que o trabalho precisa apresentar seis propriedades para estimular o comportamento de quem o realiza. São elas:

1. Variedade e desafio: o trabalho deve possibilitar o prazer do uso de competências e habilidades para ser realizado, assim ele deve ser razoavelmente exigente em aspectos que não o da resistência física e ser variado, demandando com relativa frequência a resolução de problemas desafiadores;

2. Reconhecimento e apoio: o trabalho que estimula a afiliação, a vinculação entre os membros e o sentimento de pertencimento, via reconhecimento e suporte dos demais participantes da organização, tende a ter mais significado para os trabalhadores;

3. Possibilitar autonomia e relativo poder de decisão: o trabalho com sentido promove a capacidade de decisão do trabalhador, incluindo na sua realização o prazer proveniente do exercício de julgamentos pessoais no trabalho;

4. Aprendizagem contínua: a realização do trabalho deve promover a aprendizagem de forma regular e sistemática contribuindo para o crescimento pessoal do trabalhador;

5. Contribuição social: o trabalho deve visibilizar a relação entre o exercício da tarefa e suas consequências sociais. Desta forma, favorece a construção da identidade social do trabalhador;

6. Oferecer um futuro desejável: o trabalho deve contemplar um horizonte desejável, incluindo no processo atividades de aperfeiçoamento e orientação profissional.

Estas propriedades constituem e conformam o trabalho com significado, segundo os autores, conforme se entende na figura 2, abaixo. Os autores da Escola Sociotécnica indicam que o reconhecimento no trabalho é fundamental para permitir a construção de uma identidade pessoal e social. O trabalho com significado ocupa o tempo da

insatisfação, mas é a melhoria nos factores intrínsecos, enriquecedores das tarefas, que promovem a motivação no trabalho.

35 vida, evita o vazio e a ansiedade (Jacques, 1978). Eles acrescentam que, além dos aspectos intrínsecos ao trabalho acima referidos, existem vários aspectos extrínsecos que podem afetar o comprometimento no trabalho, por exemplo: o salário, as condições físicas e materiais e as regras organizacionais.

Figura 2: Trabalho com Significado, segundo Emery (1976) e Trist (1978)

Fonte: a autora (2016)