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Human leukocyte antigens and linkage disequilibrium

4.1 T HE ADAPTIVE IMMUNE SYSTEM AND MECHANISMS OF AUTOIMMUNITY

4.1.3 Human leukocyte antigens and linkage disequilibrium

Apesar da relevância e do pioneirismo de Hackman & Oldham (1975), o grupo de estudiosos que contribuiu mais acentuadamente para o estado da arte atual sobre sentidos e significados do trabalho foi o grupo MOW. Os trabalhos realizados pelo grupo utilizam o termo significados do trabalho, que é, neste contexto, representado (a) pelo significado individual, coletivo/grupal e social atribuído a ele; (b) pela utilidade do trabalho para a organização; (c) pela autorrealização e satisfação proporcionadas na realização do trabalho; (d) pelo sentimento de desenvolvimento e evolução pessoal

36 e profissional; e (e) pela liberdade e autonomia presentes para a execução do trabalho (Tolfo & Piccinini, 2007; Andrade, Tolfo & Dellagnelo, 2012).

Job (2003) destaca que os pesquisadores afiliados ao MOW investigaram, em seus estudos pioneiros, mais de 14.700 pessoas em oito países (Bélgica, Inglaterra, Alemanha, Israel, Japão, Holanda, Estados Unidos e ex-Iugoslávia), visando identificar e compreender os diferentes significados do trabalho para os indivíduos. Os pesquisadores do MOW definiram três categorias principais de análise: centralidade do trabalho, normas sociais sobre o trabalho e resultados valorizados do trabalho (MOW, 1987).

A centralidade do trabalho é entendida em duas dimensões: a centralidade absoluta, que se refere à importância e valorização da importância do trabalho para a vida do sujeito, e a centralidade relativa, que é a análise da importância dada ao trabalho comparada com outras esferas relevantes da vida como família, religião, comunidade e lazer (Job, 2003).

As normas sociais, nestas pesquisas, são entendidas como as normas derivadas dos valores morais relacionados ao trabalho. Goulart (2009) indica que as normas sociais referem-se aos direitos e deveres associados ao trabalho, relacionando-os aos valores que o profissional atribui à sua atividade. Os direitos compreendem aquilo com que o trabalhador deve contar, proveniente da organização no que tange às condições e características do trabalho. Os deveres são as obrigações que o trabalhador precisa cumprir na organização e em relação à sociedade. Tolfo e Piccinini (2007) indicam que tais normas não são estáveis, pois sofrem influência de variáveis pessoais e sócio- demográficas, e agem como antecedentes dos princípios e condutas relacionados às crenças sobre direitos e deveres dos trabalhadores.

Tais normas funcionam como padrões sociais que balizam as avaliações individuais acerca das recompensas obtidas pelo trabalho e consistem numa expressão geral (percepção) do que seriam trocas eqüitativas entre o que o indivíduo recebe da situação de trabalho e as contribuições que ele traz para o processo de trabalho (Tolfo & Piccinini, 2007, pág. 39)

A terceira categoria, resultados valorizados do trabalho, compreendem os motivos que levam alguém a trabalhar (Andrade, Tolfo & Dellagnelo, 2012) e, segundo Bendassolli

37 (2009), podem ser divididos em expectativas subjetivas sobre as condições futuras de trabalho e resultados objetivos do trabalho. Andrade, Tolfo & Dellagnelo (2012) afirmam que entre os motivos que conduzem ao trabalho destacam-se, nesta percepção teórica, duas dimensões, uma delas caracterizada pela busca de objetivos econômicos – uma orientação instrumental para o trabalho – e outra que compreende itens como autonomia, realização de um trabalho interessante e possibilidade de uso das competências. As ideias do Grupo MOW estão resumidas na figura 3, abaixo:

Figura 3: Significado do Trabalho para o Grupo MOW e suas Categorias de Análise

Fonte: a autora, (2016)

Além dos significados do trabalho e as categorias de análise dos mesmos, os pesquisadores do MOW investigaram as diversas definições de trabalho. A partir dos estudos empíricos, England e Whiteley (1990) identificaram seis padrões de definição de trabalho, classificados de A a F e sintetizados no Quadro 1, a seguir. Os padrões A, B e C apresentam uma concepção positiva de trabalho e valorizam seu caráter social, os padrões D e E demonstram uma concepção negativa de trabalho, relacionando-o a uma obrigação para sobreviver e o padrão F indica uma conotação neutra para o trabalho. Em todos os padrões, o salário surge como elemento importante, mas não necessariamente central.

Cavalheiro (2010) explica que, para o padrão A, o trabalho caracteriza-se como acréscimo de valor; no padrão B, o trabalho aparece como central na vida das pessoas, existe um sentimento de vinculação e contribuição para a sociedade e, para

38 o padrão C, o trabalho é, primordialmente, uma atividade que beneficia outras pessoas. De outra forma:

O padrão A descreve o trabalho como uma atividade geralmente agradável que acrescenta um valor a alguma coisa e pelo qual se tem que prestar conta dos resultados. O padrão B parece ser uma definição mais comum: descreve o trabalho como uma atividade que proporciona, a quem o realiza, um sentimento de vinculação, trazendo uma contribuição para a sociedade. O padrão C define o trabalho como uma atividade que beneficia os outros, traz uma contribuição para a sociedade e gera um valor agregado. Esses três padrões valorizam, portanto, o caráter social do trabalho. (Job, 2003:34)

Os padrões D e E apresentam características opostas aos padrões anteriores e definem-se por uma concepção negativa do trabalho. O padrão D define o trabalho como atividade que não é agradável, que deve ser realizada por alguém em um lugar específico, sob a supervisão de outra pessoa (Job, 2003). O padrão E também descreve atividade desagradável, que implica em acentuadas exigências físicas e mentais (Job, 2003). Cavalheiro (2010) destaca que esses dois padrões apresentam o trabalho como uma atividade que se é obrigado a realizar para sobreviver/ganhar a vida.

Já o padrão F apresenta uma conotação neutra sobre o trabalho. Cavalheiro (2010) indica que, para o padrão F, o trabalho é apenas uma atividade regular remunerada. Job (2003) acrescenta que o padrão F apresenta o trabalho como atividade que segue um horário regular, em um local específico e pelo qual se recebe um salário.

Destaca-se que em todos os padrões, conforme anteriormente mencionado, o salário surge como elemento importante na definição de trabalho, fazendo crer que para a maior parte dos indivíduos existem poucas diferenças entre trabalho e emprego (Morin, Tonelli & Pliopas, 2007; Job, 2003). O Quadro 1 resume a descrição dos padrões de definição do Trabalho segundo England e Whiteley (1990):

39 Quadro 1 - Padrões de Definição do Trabalho Segundo England e Whiteley (1990)

Concepção Positiva Concepção Negativa Sentido Neutro

Padrão A

Acrescenta valor Recebe-se dinheiro

Presta-se conta dos

resultados

Faz parte de suas tarefas

Padrão B Promove sentimento de vinculação Recebe-se dinheiro Contribuição para a sociedade

Faz parte de suas tarefas

Padrão C Sentimento de vinculação Contribuição para a sociedade Acrescenta valor Fisicamente exigente Padrão D Recebe-se dinheiro Não é agradável

Outro determina o que deve ser feito

Faz parte de suas tarefas

Padrão E

Trabalho é física e

mentalmente exigente Recebe-se dinheiro pra realizar a tarefa

Não é agradável

Faz parte de suas tarefas

Padrão F

Recebe-se dinheiro para realizar

Faz parte das tarefas É realizado segundo um horário É realizado no local de trabalho Fonte: a autora (2016)

40 Cavalheiro (2010) aponta que, dada a abrangência e repercussão científica, os trabalhos do grupo MOW colaboraram significativamente na compreensão de que “significado do trabalho” é um construto dinâmico, multifacetado e complexo.

1.2.3. Estudos Recentes sobre Sentidos do Trabalho no Brasil e em Portugal