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Styringen innenfor landbrukssektoren

Para atender aos objetivos deste trabalho, foram realizadas as seguintes atividades:

(i) Identificação das questões abertas em torno da colaboração científica apoiada por

computador;

(ii) Apontamento das principais teorias de aprendizagem, nas quais a interação coope-

rativa será baseada;

(iii) Identificação de um modelo de coordenação de ações;

(iv) Apontamento de um modelo de representação que registre a evolução do entendi-

mento de um grupo de pesquisa, organize os documentos e que seja acessível ao usuário final;

(vi) Proposta de um ambiente para prover a construção colaborativa de conceitos de

forma assíncrona no contexto da colaboração científica.

Com relação ao objetivo específico, (i) durante a revisão de literatura, identificaram-se pressupostos e questões abertas em torno da colaboração científica e apoiada por computador.

Dentre os pressupostos destacamos:

a. As vantagens da cooperação homem-máquina sugerindo que futuros sistemas dê- em suporte mais explícito à intervenção humana nos processo de descoberta (LANGLEY, 2000);

b. O uso da tecnologia apresenta-se como um facilitador no apoio a grupos de pes- quisa, no que se refere à colaboração, compartilhamento, organização e recupera- ção de dados;

c. Cientistas visualizam um sistema computacional que os leve a formular um mode- lo, gerar seus prognósticos, detectar anomalias e alterar o modelo em resposta. O desenvolvimento de sistemas que manipulam bases de dados não é suficiente para gerar conhecimento (SÂNCHEZ & LANGLEY, 2003);

d. A descoberta em ciência foi caracterizada como a geração de conhecimento novo, interessante, plausível e inteligível sobre objetos de estudo (VALDÉS-PEREZ, 1999);

e. A incorporação de domínios de conhecimento de maneira a compelir o processo de descoberta, direcionando as pesquisas por modelos e assegurando que os resul- tados sejam informados de forma mais clara aos cientistas do domínio tem sido uma tendência (SÂNCHEZ & LANGLEY, 2003);

f. Uma equipe desenvolvendo um projeto de pesquisa, em qualquer área do conhe- cimento, quando está submetida aos limites de tempo e espaço necessita de ter meios para trabalhar de forma assíncrona (ANTUNES, MENEZES & TAVARES, 2004);

g. Torna-se importante a construção de ambientes computacionais que permitam aos pesquisadores, cooperativamente e colaborativamente, desenvolverem suas ativi- dades de forma mais eficaz, facilitando o acesso e o compartilhamento das infor- mações. Além disso, cada vez mais a solução de problemas complexos passa pela multidisciplinaridade; pessoas com diferentes formações precisam cooperar para

atingir os resultados esperados;

h. No workshop realizado na conferência CSCW200010 (Workshop on Lifecycle Support for Collaborative Science) sobre o apoio ao ciclo de vida para colabora- ção científica, a maioria dos trabalhos de CSCW em colaboração científica tem focado no apoio isolado para uma única fase do ciclo de vida. Sendo assim, o workshop discutiu como ferramentas CSCW podem ser usadas para apoiar e inte- grar trabalhos executados por todo o ciclo de vida da atividade científica – da ge- ração de uma proposta de projeto de pesquisa, da coleta de dados, da análise e da publicação de resultados.

Dentre as questões abertas destacam-se:

a. Para a comunicação, a coordenação e o compartilhamento de informações, as fer-

ramentas existentes fornecem a infra-estrutura apropriada no suporte ao trabalho científico durante todo seu ciclo de vida? (CSCW 2000 Workshop on Lifecycle

Support for Collaborative Science);

b. É possível construir ferramentas gerais que prestem serviços de apoio a uma vari- edade de comunidades científicas? (CSCW 2000 Workshop on Lifecycle Support for Collaborative Science);

c. Quais as melhores formas de apresentar dados científicos ao público em geral? (ECSCW 2003);

d. É preciso criar novos métodos e sistemas para a participação colaborativa dos vá- rios papéis e pontos de vista durante todos os níveis da ciência e da tecnologia (ECSCW 2003).

No que se refere ao objetivo específico (ii), um dos fatores mais importantes que regu- lam a colaboração é em qual teoria de aprendizagem a interação cooperativa será baseada. A aprendizagem não seria apenas inteligência e construção de conhecimento, mas basicamente, identificação pessoal e relação por meio da interação com outras pessoas (CAMPOS et. al, 2003).

Segundo Campos (2003), os aspectos envolvidos nos ambientes de aprendizagem co- laborativa suportado por computador encontram-se divididos em três grupos: (a) aspectos educacionais, que envolvem as teorias de aprendizagem, conhecimentos prévios, domínio de

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conceitos ou temas, fatores culturais e avaliação da aprendizagem; (b) aspectos cooperativos, que envolvem as formas de cooperação, mecanismos de trabalho cooperativo e designação de papéis; (c) aspectos computacionais, que envolvem o tipo de interação, implementação e pla- taforma e relação com outras áreas de pesquisa. Sendo assim, os aparatos conceituais para compor o ambiente proposto são:

(a) Teorias de aprendizagem, particularmente a aprendizagem significativa e aprendizagem

cooperativa, esta última, no que diz respeito aos enfoques do questionamento progressi- vo e aprendizagem baseada em projeto, cognição distribuída, conhecimentos prévios e domínio de conceitos ou temas;

(b) Aspectos cooperativos, principalmente no que tange a divisão do trabalho, a cooperação

formal, a representação de conhecimento, a memória de grupo e a percepção;

(c) Aspectos computacionais, onde se privilegiam as interações assíncronas em ambiente WEB, podendo dar apoio a grupos inter e multidisciplinares.

Com relação ao objetivo específico (iii), a busca por alternativas capazes de aumentar a efetividade na interação entre o pesquisador e o grupo de pesquisa do qual ele faz parte a- ponta para a abordagem do problema de acordo com o ciclo de coordenação de ações propos- to por Flores (1996). Este ciclo é formado pelas fases de contextualização, negociação, reali- zação e avaliação que procura aumentar as chances de satisfação de um cliente.

A ênfase deste trabalho está na etapa de constituição do acordo, mais especificamente na fase de contextualização, para a geração de uma proposta de projeto de pesquisa no ciclo de vida na colaboração científica apoiada por computador, importante para se tentar garantir a definição e contextualização do problema a ser pesquisado. O ciclo de coordenação de ações de Flores (1996) combinado com a aprendizagem cooperativa (CAMPOS et al., 2003), que utiliza os enfoques do questionamento progressivo (MUUKKONEN et al., 1999) e da apren- dizagem baseada em projeto (SANTORO et al., 2003), contribui para a composição do ambi- ente AC-ConCient, constituindo as fases adotadas para a cooperação e colaboração, procu- rando assim, aumentar as chances de um entendimento mútuo, por meio do compartilhamento das informações entre os membros de um grupo de pesquisa.

Para atender ao objetivo específico (iv) a facilidade da memória do ser que aprende em reconhecer representações gráficas (diagramas) do conhecimento, seguindo uma estruturação semelhante à que acontece na mente humana, relacionando tais estruturas ao conhecimento

pré-existente no indivíduo, aponta para os mapas conceituais (CAÑAS et al., 2003), que são diagramas que representam o conhecimento organizado de um indivíduo e que são compreen- didos dos conceitos e relacionamentos entre eles. Sendo assim, essa representação gráfica se mostra adequada para o ambiente proposto AC-ConCient.

Entendemos que na representação gráfica de conceitos é possível propiciar ao indiví- duo e ao grupo a percepção da evolução do trabalho ou da aprendizagem, por meio da repre- sentação do entendimento. No ambiente AC-ConCient utiliza-se mapa conceitual, que apóia a aprendizagem significativa (AUSUBEL et al., 1980) e representa o conhecimento organizado. Dessa forma, os participantes podem elaborar um mapa conceitual a partir do seu entendimen- to do tema e, quando este mapa estiver suficientemente maduro (com o problema definido e contextualizado, fundamentado teoricamente, entre outros elementos que compõem uma pro- posta de pesquisa científica), apresentar seu modelo individual para todos os membros do grupo, propiciando a cooperação e a colaboração, permitindo que se possa avaliar, sugerir, criticar, concordar e direcionar as interações.

O ambiente AC-ConCient busca facilitar aos pesquisadores, cooperativa e colaborati- vamente, o acesso e o compartilhamento aos documentos e informações importantes para a pesquisa, através dos mapas conceituais que organizam essa documentação, conforme os con- ceitos vão sendo construídos e relacionados.

Com relação ao objetivo específico (v), ao trabalhar em grupo os indivíduos podem potencialmente produzir melhores resultados do que se atuassem individualmente. Num grupo podem ocorrer a complementação de capacidades, de conhecimentos e de esforços individu- ais, e a interação entre pessoas com entendimentos, pontos de vista e habilidades complemen- tares. Ao argumentar suas idéias, os membros de um grupo têm retorno para identificar incon- sistências e falhas em seu raciocínio e, juntos, podem buscar idéias, informações e referências para auxiliar na resolução dos problemas (FUKS, GEROSA & LUCENA, 2002).

Nesse sentido, foi utilizado o modelo de colaboração 3C (FUKS et al., 2002b) que vi- sa à cooperação, coordenação e a comunicação para um trabalho colaborativo. As trocas ocor- ridas durante a comunicação geram compromissos que são gerenciados pela coordenação que, por sua vez, organiza e dispõe as tarefas que são executadas na cooperação.

Esse modelo se incorpora ao ambiente AC-ConCient sendo o responsável pelo início do processo de interação entre um grupo de pesquisa, buscando por meio da comunicação, trocar idéias, análises e observações. De forma semelhante, por meio da cooperação, compar-

tilhar seus entendimentos sobre o problema, os seus mapas conceituais (representações gráfi- cas), as fundamentações teóricas que sustentam os conceitos e relacionamentos apresentados em tal mapa, e a coordenação que gerencia o grupo e os compromissos assumidos.

Finalmente, para atender ao objetivo específico (vi) a descrição do ambiente proposto, denominado AC-ConCient, apresenta os elementos necessários para a construção de conceitos e interação assíncrona em colaboração científica apoiada por computador. Tais elementos foram estruturados e inseridos conforme o ciclo proposto no ambiente AC-ConCient confor- me descrito abaixo.

O primeiro elemento é composto pelo modelo de colaboração 3C (FUKS et al., 2002B), que inicia o processo do pedido, por meio da comunicação ao grupo, de uma propos- ta de pesquisa, baseada em interações assíncronas (EDWARDS et al., 1997). Esse modelo apóia a cooperação, compartilhando informações e na coordenação, organizando o grupo e gerenciando os compromissos. Em seguida, inicia-se o ciclo de coordenação de ações de Flo- res (1996) que apóia a coordenação de ações entre os membros do grupo, para a criação de um entendimento comum (grouding) (BAKER et al., 1999) e do contexto no qual a proposta deva ser inserida. O questionamento progressivo (MUUKKONEN et al., 1999) e a aprendiza- gem baseada em projeto (SANTORO et al., 2003), que fazem parte da aprendizagem coopera- tiva (CAMPOS et al., 2003), buscam potencializar a cooperação e a colaboração, indicando as etapas a serem cumpridas e incentivando a inter e a multidisciplinaridade. À medida que o ciclo de coordenação de ações e o questionamento progressivo são realizados, o modelo AC- Híbrido (NOBREGA, CASTRO & FERNEDA, 2004) contribui para a construção de um en- tendimento individual e coletivo do problema proposto, por meio da representação gráfica, utilizando mapas conceituais (CAÑAS et al., 2003), sendo o ambiente em que as interações acontecem. Os mapas procuram propiciar organização dos artefatos gerados na pesquisa e a percepção de evolução, além de poder facilitar o entendimento do grupo sobre os conceitos estudados/desenvolvidos. A figura 33 apresenta o mapa conceitual do ambiente AC- ConCient.