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Sivilstatus

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7.5 Sivilstatus

Segundo Marconi e Lakatos (2007), toda pesquisa implica em levantamentos de dados de variadas fontes para trazer conhecimentos sobre o campo de interesse e para se evitar esforços desnecessários por meio de pesquisas documentais e bibliográficas.

As técnicas de pesquisa utilizadas foram a pesquisa bibliográfica e documental, a pesquisa de campo e a observação sistemática e participante. Esses mesmos autores afirmam que tais modalidades de observação têm por objetivo ganhar a confiança do grupo, fazer os indivíduos compreenderem a importância da investigação, sem ocultar o seu objetivo ou sua missão.

No Estudo de Casos realizado nas Unidades não Acreditadas (Unidade A, Unidade B e Unidade C), foram conduzidas, por meio da aplicação de um roteiro semi- estruturados (Apêndice A), entrevistas junto a diferentes profissionais das Unidades visitadas. Com o intuito de facilitar a realização das entrevistas, o roteiro foi estruturado de modo a reunir os requisitos avaliados no processo de Acreditação em questões distribuídas em diferentes blocos, sendo cada bloco correspondente às três iniciativas básicas de GQ e de MC: Planejamento da Qualidade (Bloco II), Controle da Qualidade (Bloco III) e Melhoria da Qualidade (Bloco IV).

De forma complementar adicionou-se ao roteiro, outros dois blocos. O Bloco I conteve questões sobre informações básicas da Unidade pesquisada. Já bloco final, Bloco V, abordou questões referentes à percepção dos profissionais sobre a importância e o significado da Acreditação Nacional e a contribuição desta para a melhoria dos serviços médico-hospitalares prestados no Brasil.

O roteiro de entrevistas foi dividido em seis conjuntos distintos de questões, subdivididos em blocos de acordo com o enfoque dado, conforme a seguir:

• Bloco I: Caracterização da Unidade de Serviços Médico-Hospitalares: envolve questões que visam elaborar um breve perfil da instituição pesquisada quanto a leitos disponíveis, serviços oferecidos e serviços internos terceirizados.

• Bloco II: Planejamento da Qualidade: busca envolver questões que tratam de um dos pilares da Gestão da Qualidade, o Planejamento. Por isso, contem questões relacionadas a metas de Qualidade estabelecidas pela instituição, planos elaborados para atingir tais metas, práticas da Qualidade realizadas pela Organização, registros da Qualidade que são mantidos internamente.

• Bloco III: Controle da Qualidade: visa elaborar um perfil sobre o modo pelo qual a Organização controla a execução das práticas da Qualidade realizadas, as metas fixadas, indicadores de desempenho, etc. Para isso, busca-se identificar as variáveis monitoradas pela instituição, como as mesmas são medidas, a freqüência de tais medições, os padrões de referência utilizados para efeito de comparação, os principais indicadores de desempenho utilizados.

• Bloco IV: Melhoria: busca mapear formas pelas quais a Organização detecta problemas da Qualidade, modos utilizados para corrigir ou evitar a ocorrência desses problemas, além de identificar eventuais dificuldades encontradas por cada setor da instituição.

• Bloco V: Percepção sobre a Gestão da Qualidade: visa obter a visão existente em cada instituição a respeito de temas ligados à Gestão da Qualidade. Em especial, sobre a Acreditação Hospitalar e sobre a importância de se adotar um SGQ em ambientes de saúde.

Cada entrevista teve duração média de uma hora e trinta minutos e foram entrevistados, pelo menos três profissionais em cada Unidade de Serviço Médico-Hospitalar. O critério de escolha dos profissionais para entrevista pautou-se pela responsabilidade de coordenação das práticas de Gestão realizada em cada uma. Dessa forma, entrevistou-se o Diretor Técnico, no caso da Unidade A. Foram entrevistados, também, o Diretor Clínico e o Chefe Administrativo no caso da Unidade B e, por fim, no caso da Unidade C, o Gerente Hospitalar e o Gerente da Qualidade.

De modo complementar, entrevistou-se, ainda, outros profissionais, sendo dois enfermeiros e o Chefe de Enfermagem na Unidade A, o Chefe de Enfermagem na Unidade B e dois enfermeiros na Unidade C.

A coleta de dados por documentos também foi realizada, principalmente registros da Unidade, tais como Manual de Ética, Prontuário Médico de pacientes, Atas, indicadores quantitativos (taxa de moralidade, tempo de permanência em internação, taxa de infecção hospitalar, despesa com medicamentos, despesa com internações, taxa de ocupação, proporção enfermeiros/leito, etc.), protocolos, cronogramas e, por fim, observações, que serão uma importante fonte de dados de forma a nortear o desenvolvimento do trabalho. Estes dados serão necessários para avaliação qualitativa da melhoria das ações direcionadas.

No Estudo de Casos realizado nas Unidades Acreditadas, foram realizadas entrevistas com uma hora de duração, via roteiro estruturado (Apêndice B), com o responsável pelo gerenciamento do Sistema de Gestão da Unidade. As entrevistas buscaram

coletar informações referentes às particularidades do processo de adequação da sistemática de gestão de cada Unidade ao Sistema de Gestão da ONA em suas diferentes fases (pré- implantação, implantação e pós-implantação).

O intuito foi facilitar a posterior condução da pesquisa-ação, propiciando o enriquecimento da mesma sob a perspectiva de seu desenvolvimento, em razão do contato com experiências vivenciadas pelas Unidades já Acreditadas. Dessa forma, abordou-se:

• A necessidade ou não de contratação de consultoria externa durante o processo;

• Quais setores participaram do processo de adequação da sistemática;

• As principais dificuldades encontradas pelos profissionais para adequação à sistemática;

• Os principais facilitadores do processo de adequação;

• Os meios utilizados para sensibilização/motivação dos profissionais;

• Os principais focos de resistência encontrados e a forma pela qual estes foram superados;

• Periodicidade e carga horária das sessões de capacitação dos profissionais e os temas focalizados nas mesmas;

• Os indicadores de desempenho existentes;

• As sugestões de cada Unidade visitada para facilitar o processo de adequação;

• Os pontos mais críticos inerentes ao processo de adequação da sistemática.

Para realização da pesquisa-ação, foi necessária a imersão do pesquisador no ambiente de trabalho dos profissionais da Unidade A na periodicidade de três dias por semana. O intuito foi realizar um levantamento dos requisitos de Acreditação da ONA não contemplados pela sistemática de gestão dessa Unidade, visando adequá-la.

Dessa forma, foram consultados registros e documentos formais, tais como: registros de indicadores de desempenho, atas de reuniões, cronogramas, procedimentos documentos, mapas de fluxo dos atendimentos, escalas dos profissionais, notificações de eventos adversos, registros dos programas de capacitação ministrados, etc.). Assim, foram definidas as oportunidades de melhoria e as necessidades de adequação aos requisitos do Manual de Acreditação da ONA. Por meio da pesquisa-ação foram elaborados registros e documentações inexistentes.

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