8 AVSLUTNING
8.1 Oppsummering og avslutning
Segundo Voss et. al, (2002), a análise de dados em uma pesquisa baseada em estudos de caso pode se dar sob diferentes formas. Dentre elas estão:
• A exibição visual de dados obedecendo a uma sequência esquemática de eventos de modo a sistematizar todas as informações para que se facilite a elaboração de conclusões;
• Apresentação dos dados sob a forma matricial, contendo os processos, suas conseqüências e resultados;
• Diagrama causal que apresente as variáveis dependentes e independentes mais importantes, bem como as relações existentes entre elas;
• Elaboração de quadros que expressem as particularidades de cada um dos casos, comparando-os quanto às similaridades e diferenças. Pode-se, também, comparar cada caso com os princípios expressos na teoria.
Os dados e informações gerados durante os estudos de casos foram analisados à luz da bibliografia existente do tema, sendo que similaridades e discrepâncias entre os casos serão destacadas por meio de tabelas ou quadros. A análise de dados e práticas dos casos e a
revisão bibliográfica forneceram os subsídios necessários para o desenvolvimento da pesquisa-ação.
De acordo com Coughlan e Coghlan (2002), a análise de dados em pesquisa- ação é realizada tanto pelo pesquisador como pelos membros da empresa, uma vez que o trabalho é desenvolvido sob uma abordagem colaborativa. Especificamente, a análise de dados compreendeu duas etapas: verificação pontual dos resultados das ações desencadeadas e informação dos resultados da investigação, utilizando recursos audiovisuais para comunicação com os atores envolvidos, a fim de atingir a dimensão coletiva e interativa dos diferentes grupos envolvidos, e de se alcançar as interpretações coletivas dos resultados observados. Essas informações obtidas e transmitidas por meio de reuniões e palestras informativas.
6. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS DA PESQUISA EXPLORATÓRIA
Neste capítulo são apresentados os resultados obtidos nas entrevistas realizadas nas seis Unidades de Serviços Médico-Hospitalares pesquisadas, sendo cinco situadas no interior de São Paulo e uma na capital do Estado. O capítulo está dividido em duas partes: Unidades de Serviços Médico-Hospitalares não Acreditadas; e Unidades de Serviços Médico- Hospitalares Acreditadas.
Na primeira parte, são relatados os resultados observados nas Unidades sem Acreditação, três, ao todo: Unidade A, Unidade B, Unidade C. Tais Unidades e as respectivas sistemáticas de gestão são analisadas mediante os itens de verificação e padrões de avaliação da Gestão expressos pelo Manual Brasileiro de Acreditação da ONA. Ambos estão expressos em sete seções que compõem esse Manual: Liderança e Administração, Serviços Profissionais e Organização da Assistência, Serviço de Atenção ao Usuário, Serviços de Apoio ao Diagnóstico, Serviços de Apoio Técnico e Abastecimento, Serviços de Apoio Administrativo e Infra-Estrutura, Ensino e Pesquisa.
Para efeito de descrição da sistemática de Gestão existente nessas Unidades de Serviços Médico-Hospitalares, foram realizadas adaptações às seções e itens de verificação recomendados pela ONA. A descrição ocorre ao longo de cinco das sete seções originais do Manual, excetuando-se as de Serviços de Apoio ao Diagnóstico e Ensino e Pesquisa, devido à impossibilidade de analisar, individualmente para cada serviço de apoio ao diagnóstico, os requisitos específicos de cada um destes serviços.
Os tópicos dessa primeira parte do capitulo estão estruturados de modo a obedecer a uma sequência definida. Inicialmente, faz-se a caracterização da instituição, na qual são apresentados dados gerais, como: número de leitos, serviços oferecidos, serviços relegados a terceiros, número de atendimentos realizados por dia e grau de complexidade de atendimento da Organização. A seguir, inicia-se a análise da sistemática de gestão existente na Unidade, tomando-se por base os requisitos da primeira seção avaliada pelo Manual da ONA: Liderança e Administração. Dessa forma, são abordados os planos e metas da Qualidade existentes, a forma pela qual ambos são estabelecidos e a participação da Alta Administração nas iniciativas de Gestão da Qualidade.
A análise segue mediante a abordagem da segunda seção do Manual da ONA: Serviços Profissionais e Organização da Assistência. Neste tópico, são enfatizados a composição do corpo clínico de profissionais, normas e rotinas de trabalhos obedecidas,
treinamentos ministrados para capacitação, a sistemática existente para aferição da satisfação dos clientes internos e, por fim, os problemas existentes quanto à Qualidade dos serviços e o tratamento conferido aos mesmos.
O tópico seguinte corresponde à terceira seção do Manual da ONA: Serviços de Atenção ao Usuário. Neste tópico, descrevem-se a estrutura de atendimento disponibilizada pela Unidade de Serviço Médico-Hospitalar. São analisadas, também, iniciativas tomadas em caráter de prevenção à ocorrência de problemas de Qualidade, a sistemática existente para aferição da satisfação dos usuários e o tratamento conferido pela instituição às reclamações dos mesmos.
No tópico de Apoio Técnico e Abastecimento, correspondente à quinta seção do Manual da ONA, são abordados o processo de aquisição, bem como a existência de Comissões de monitoramento, de indicadores associados à medição de desempenho das atividades de gestão e os referenciais de comparação utilizados.
O tópico Serviços de Apoio Administrativo e Infra-Estrutura, correspondente à sexta seção do Manual da ONA, descreve a estrutura oferecida pela Unidade de Serviços Médico-Hospitalares, em termos de profissionais e de infra-estrutura. Além disso, são destacadas a percepção dos entrevistados acerca dos equipamentos e das instalações físicas existentes, bem como as iniciativas de ampliação e reforma infra-estrutural em andamento.
A primeira parte do capítulo é encerrada com uma seção comparativa na qual, por meio de um quadro, é realizada uma comparação entre a sistemática de Gestão da Qualidade observada em cada Unidade pesquisada e os requisitos expressos pela ONA.
A segunda parte do capítulo contém os resultados obtidos a partir das entrevistas realizadas nas Unidades de Serviços Médico-Hospitalares Acreditadas: Unidade D, Unidade E e Unidade F.
Os tópicos dessa segunda parte do capitulo também estão estruturados a partir de uma sequência definida. Inicialmente, faz-se a caracterização da instituição, na qual são apresentados dados gerais, como: número de leitos, serviços oferecidos e ano de obtenção do certificado de Acreditação. A seguir, inicia-se a descrição do processo de adequação ocorrido na Unidade à sistemática de gestão da ONA.
Essa descrição contempla o processo de adequação como um todo, desde o surgimento de seu projeto, o ano em que foi iniciado, os requisitos de Acreditação não contemplados inicialmente, passando pelas dificuldades enfrentadas, estratégias utilizadas para solucionar esses obstáculos e as perspectivas que a Unidade possui para o futuro de sua sistemática de gestão. São relatadas, ainda, as práticas adotadas pela Unidade para
monitoramento da gestão e finaliza-se com as recomendações gerais de cada instituição para facilitar o processo de adequação.
O capítulo é encerrado por meio de uma seção comparativa que busca comparar o processo de adequação ocorrido em cada uma das Unidades Acreditadas, destacando-se os pontos em comum.