5. NUCLEAR REACTORS FOR THORIUM
5.4 F UTURE N UCLEAR E NERGY S YSTEMS
5.4.4 Accelerator Driven System (ADS)
5.4.4.5 Safety Aspects of Accelerator Driven Systems
na segunda parte deste estudo, a realidade do corpo sem órgãos, tal como Deleuze a
expõe em F rancis Bacon. Logique de la Sensation, contrapondo-a precisamente ao que
vivê-ODVGHVVHPRGRLVWRpDUHSUHVHQWDomR«TXHPHGLDWL]DRYLYLGRDRUHODFLRQi-lo com a forma de XPREMHFWRLGrQWLFRRXVHPHOKDQWH´S2YLYLGRGRVXE-representativo é o vivido não mediatizado pela representação. É em MD que expõe o que designa por método de dramatização com mais detalhe, FRPRPHLRGHSURFXUDUR³GUDPD´VRERFRQFHLWRRVLVWHPDPDWHULDOVREDUHSUHVHQWDomR, os dinamismos sub-representativos, sob as formas e as extensões.
242
Por exemplo, DR, p. 95: ³6HpYHUGDGHTXHDUHSUHVHQWDomRWHPDLGHQWLGDGHFRPRHOHPHQWRHXP semelhante como unidade de medida, a pura presença, tal como aparece no simulacro tem o µGtVSDU¶ por unidade de medida, isto é, sempre uma diferença da diferença como elemento imediDWR´9HUWDPEpPR HQVDLRGH'HOHX]H³3HQVpHQRPDGH´,S³(VVHVHVWDGRVYLYLGRVGHTXHIDODYDKiSRXFRSDUDGL]HU que não é preciso traduzi-los em representações ou em fantasmas, que não é preciso fazê-los passar pelos códigos da lei, do contrato RXGDLQVWLWXLomR«TXHpSUHFLVRSHORFRQWUiULRID]HUGHOHVIOX[RVTXHQRV OHYHPVHPSUHPDLVORQJH«´
243 ³/D&RQFHSWLRQGHODGLIIpUHQFHFKH]%HUJVRQ´I, p. 49. 244
QPH, p. 9.
245
5)³/¶LPPDQHQFHXQHYLH«´S³8PDYLGDHVWiHPWRGRRODGRHP todos os momentos que atravessa este ou aquele sujeito vivo e que medem tais objectos vividos: vida imanente que arrasta os acontecimentos ou singularidades que não fazem mais do que actualizar-se em sujeitos ou objectos. Esta vida indefinida não tem momentos, mas apenas entre-WHPSRV«DSUHVHQWDDLPHQVLGDGHGRWHPSRYD]LR em que vemos o acontecimento ainda a vir e já chegado, no absoluto de uma consciência imHGLDWD«´
designa como
³hipótese fenomenológica´ do corpo vivido.
247De outro modo,
descreverá também com GuattariQRFDStWXOR³3HUFHSWDIIHFWHWFRQFHSW´GH4X¶HVW-ce
que la Philosophie?, HVVDSDVVDJHPHPDFWRFRPR³DWOHWLVPRDIHFWLYR´DOJRTXHQRV
ID]DFHGHUj³9LGDQRYLYRRX«DR9LYRQRYLYLGR´,
248libertando o ser da sensação.
De resto, um ponto de diferenciação clara relativamente à fenomenologia
parece-nos residir na consideração na raíz GHVWD³H[SHULrQFLD´DEHUWDDR³LQYLYtYHO´ ± e
que o autor se esforça por pensar fora da acção centralizadora do sujeito e da
consciência ±, da multiplicidade. Esta é entendida esta nos termos de uma disparidade
ou desigualdade constituinte (que não deixa de fora um fundamento) e de uma produção
incessante de linhas divergentes, por onde passa o que designa com Guattari em Mille
Plateux por desterritorialização.
249(P³/DFRQFHSWLRQGHODGLIIpUHQFHFKH]%HUJVRQ´DILUPD³$YLGDGLIHUHGHVL
de tal modo que nos encontraremos diante de linhas de evolução divergentes e, em cada
linha, diante de SURFHGLPHQWRV RULJLQDLV´
250em /¶Image-Temps dirá também, acerca
GDVSRVLo}HVUHODWLYDVGRSHQVDPHQWRHGDYLGD³1mRIDUHPRVPDLVFRPSDUHFHUDYLGD
247 )% S ³(VVH IXQGR, essa unidade rítmica dos sentidos, só pode ser descoberto ultrapassando o
organismo. A hipótese fenomenológica é talvez insuficiente, porque invoca apenas o corpo vivido. Mas o corpo vivido é ainda pouco por relação com uma Potência mais profunda e quase LQYLYLYHO´
248
QPH, p. 163.
249
A este respeito é esclarecedor o texto com que em MP se retoma a tipologização das multiplicidades, tema que aflora em todos os ensaios e livros de Deleuze (B; DR; P; AV, etc). Ver nomeadamente p. 47: ³1mRHVWiHPTXHVWmRRS{U dois tipos de multiplicidades, as máquinas molares e moleculares, segundo um dualismo que não valeria mais do que o do Uno e do Múltiplo. Há apenas multiplicidades de multiplicidades que formam um agenciamento, que se exercem no mesmo agenciamento. As mat ilhas nas massas e inversamente. As árvores têm linhas rizomáticas, mas o rizoma tem pontos de arborescência. De que maneira se podem distinguir as linhas de desterritorialização fora dos circuitos de tHUULWRULDOLGDGH"´ Ver ainda na mesma obra, p. 305: ³$s matilhas, as multiplicidades, não cessam de se transformar umas QDVRXWUDVGHSDVVDUXPDVQDVRXWUDV«, de tal modo o devir e a multiplicidade são uma só e mesma coisa. Uma multiplicidade não se define pelos seus elementos, nem pelo centro de implicação ou de compreensão. Define-se pelo número das suas dimensões, não se divide, ou perde ou ganha alguma dimensão sem mudar de natureza. E como as variações dessas dimensões lhe são imanentes, é a mesma coisa dizer que cada multiplicidade é já composta por termos heterogéneos em simbiose, ou que não deixa de se transformar noutras multiplicidades, segundo os seus limiares e portas «GHWDOPDQHLUD que o eu [moi] QmRpVHQmRXPOLPLDUXPDSRUWDXPGHYLUHQWUHGXDVPXOWLSOLFLGDGHV´. Ainda sobre o devir e a desterritorialização, ver. D, pp. 87-³1mRKiDJHQFLDPHQWRVHPWHUULWyULRWHUULWRULDOLGDGHHUH- WHUULWRULDOL]DomR«0DVWDPEpPQmRKiDJHQFLDPHQWRVHPSRQWDGHGHVWHUULWRULDOL]DomRVHPOLQKDGH IXJD«2VGRLVPRYLPHQWRVFRH[LVWHPQXPDJHQFLDPHQWRHQRHQWDQWRQmRVHHTXLYDOHP«QHPVmR simétricos. Da terra, ou antes da re-territorialização de artifício que se faz constantemente diremos que dá esta ou aquela substância ao conteúdo, este ou aquele código ao enunciado, este termo ao devir, esta eIHFWXDomRDRDFRQWHFLPHQWRHVWHLQGLFDWLYRDRSUHVHQWH«0DVGDGHVWHUULWRULDOL]DomRVLPXOWkQHD« diremos que não afecta menos a terra: liberta uma pura matéria, desfaz os códigos, arrasta as expressões e RVFRQWH~GRV«VREUHXPDOLQKDGHIXJDRXziguezague, quebrada, eleva o tempo ao infinitivo, liberta uma devir que já não tem termo, porque cada termo é uma paragem que é necessário saltar. Regresso ao dualismo? Não. Os dois movimentos são tomados um no outro, o agenciamento compõe-nos aos dois, tuGRVHSDVVDHQWUHRVGRLV´