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7. RADIATION PROTECTION OF MAN AND THE ENVIRONMENT

7.5 R ADIATION P ROTECTION A CT

et les Signes,

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e recolhendo o sentido da possibilidade de extracção de uma verdade do

tempo que passa através das linhas de aprendizagem,

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o autor dirá que: ³D~QLFDSURYD

a única oportunidade [chance], é estética.´

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De outro modo, diríamos que concorrente, como Deleuze escreve também em

Différence et Répétition:

³$ LQGLYLGXDomR QmR VXS}H TXDOTXHU GLIHUHQFLDomR PDV

provoca-a. As qualidades e os extensos, as formas e as matérias, as espécies e as partes

diferença, cujo modelo primeiro é, sem dúvida, o cálculo diferencial. Cálculo de equações lineares que, justamente, sendo contínuas, excluem todo o caos. O pensamento do aleatório, situado agora no próprio seio do contínuo, terá múltiplas consequências: a) libertará o pensamento filosófico do modelo matemático; b) induzirá toda uma criação de conceitos que se asseveram necessários ao pensamento de novos objectos que irão emergir no campo assim aberto. As teorias do acontecimento, das séries, da origem da linguagem, do jogo ideal, etc, seguem-se como efeitos dRQRYRSHQVDPHQWRGDGLIHUHQoD´

703 DRS³$RSRVLomRGH.Dnt e Leibniz parece atenuar-se à medida que damos conta dos factores

dinâmicos presentes nas duas doutrinas. Se Kant reconhece nas formas da intuição diferenças extrínsecas LUUHGXWtYHLV j RUGHP GRV FRQFHLWRV HVVDV GLIHUHQoDV QmR VmR PHQRV LQWHUQDV «  4XHr dizer, em conformidade com algumas interpretações neo-kantianas, que há de próximo a próximo a construção dinâmica interna do espaço que deve preceder a representação do todo como forma de exterioridade. O elemento desta génese interna parece-nos consistir na quantidade intensiva, mais do que no esquema, e reportar-VHjVLGHLDVPDLVGRTXHDRVFRQFHLWRVGRHQWHQGLPHQWR´

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DR, p. 79.

705 PS, pp. 56- ³1mR VmR RV LQGLYtGXRV TXH FRQVWLWXHP R PXQGR PDV RV PXQGRV HQYROYLGRV DV

HVVrQFLDVTXHFRQVWLWXHPRV LQGLYtGXRV « $HVVHrQFLD QmRpDSHQDV LQGLYLGXDOHODp LQGLYLGXDQWH´ FRQWLQXDQGR ³$V HVVrQFLDV HVWmR WDOYH] HODV SUySULDV DSULVLRQDdas, envolvidas nas almas que LQGLYLGXDOL]DP 1mR H[LVWHP VHQmR QHVVH FDWLYHLUR PDV QmR VH VHSDUDP GD µSiWULD GHVFRQKHFLGD¶ TXH HQYROYHPHPQyV´HGHVVHPRGR³6mRQRVVDµUHIpQV¶PRUUHPVHQyVPRUUHUPRVPDVVHVmRHWHUQDV somos, de alguma maneira, iPRUWDLV7RUQDPHQWmRDPRUWHPHQRVSURYiYHO´

70636S³*UDoDVjLQWHOLJrQFLDGHVFREULPRVRTXHQmRSRGtDPRVVDEHUQRLQtFLRTXHID]tDPRVMiD

aprendizagem dos signos quando pensávamos que estávamos a perder o nosso tempo. Apercebemo-nos de que a noVVDYLGDSUHJXLoRVDpXQDFRPDQRVVDREUD « 7HPSRTXHSHUGHPRVPDVWDPEpPWHPSR que reencontramos e tempo reencontrado. A cada espécie de signos corresponde uma linha de tempo privilegiada. Os signos mundanos implicam sobretudo o tempo que perdemos; os signos amorosos envolvem particularmente o tempo perdido. Os signos sensíveis fazem-nos reencontrar o tempo, devolvem-no no seio do tempo perdido. Os signos da arte, por fim, dão-nos um tempo reencontrado, tempo original absoluto que compreende todos os oXWURV´(³ « eQRWHPSRDEVROXWRGDREUDGHDUWH TXHWRGDVDVRXWUDVGLPHQV}HVVHXQHPHHQFRQWUDPDYHUGDGHTXHOKHVFRUUHVSRQGH´S9HUWDPEpP neste sentido p. 119.

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não são primeiras; elas estão aprisionadas nos indivíduos como em cristais.´(QWmRSHOD

pedagogia dos sentidos dH TXH HPHUJH XPD QRYD VHQVLELOLGDGH ³e o mundo inteiro

como uma bola de cristal que é lido na profundidade movente das diferenças

LQGLYLGXDQWHVRXGLIHUHQoDVGHLQWHQVLGDGH´.

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Ainda assim, os seres e as matérias, as formas, quando consideradas no processo

da sua formação,

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surgem, transformam-se e extinguem-se no tempo da sua duração.

Mas esta, no seu aspecto virtual, pode ser ³temporalmente eterna´ ± conforme Deleuze

o exprime através do conceito de internal que recolhe de Peguy

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±. tal como o é, na

obra de arte, no que a conserva em si, enquanto o material goza da sua duração.

Segundo este ponto de vista, que compõe um duplo devir da vida das formas e da vida

nas formas, dirá ainda, em Différence et Répétition, que ³QmRKiRXWURSUREOHPDHVWpWLFR

a não VHURGDLQVHUomRGDDUWHQDYLGDTXRWLGLDQD´

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DR, p. 318.

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QPH, p. 146, citando Klee. Cf. Paul Klee, Escritos sobre Arte, pp. 60-64.

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Sobre as duas maneiras de considerar o acontecimento em Peguy e a forma como se cruzam num SRQWRGHFRQGHQVDomRRXSUHFLSLWDomR'HOHX]HGHVFUHYHHP'5SR³WHPSRUDOPHQWHHWHUQR´FRPR ³RHORGDLGHLDHGRDFWXDO´2tema aparece de outro modo em LS, p. 75, bem como em QPH, p. 107 onde com Guattari, falando sobre a maneira de considerar o acontecimento para além da sua efectuação KLVWyULFDDGHVFUHYHFRPR³UHPRQWDQGRDRDFRQWHFLPHQWR « LQVWDODQGR-se nele como num dHYLU « ´ GHPRGRD³UHMXYHQHVFHUHHQYHOKHFHUQHOHGHXPDVyYH] « SDVVDUSRUWRGDVDVVXDVFRPSRQHQWHVH VLQJXODULGDGHV´HFRQWLQXDQGRH[SOLFD³SRGHVHUTXHQDGDPXGHRXSDUHoDPXGDUQDKLVWyULDPDVWXGR muda no Acontecimento e nós mudamos no acontHFLPHQWR « 1mRpPDLVRKLVWyULFRQHPpRHWHUQR GL]3HJX\pRLQWHUQDO´0DVWDPEpP,0S³+iRXWUDFRLVDTXHQmRpH[DFWDPHQWHHWHUQDQHP supra-histórica: o internal, dizia Peguy. É como dois presentes que não cessam de se cruzar, e de que um não cessa de chegar quando o outro já é adquirido. Peguy dizia ainda que percorremos o acontecimento histórico, mas que remontamos ao interior do acontecimento: há muito tempo que o primeiro se incarnou, mas o segundo continua a exprimir-se e procura ainda mesmo uma expressão. É o mesmo acontecimento, mas de que uma parte se realizou profundamente num estado de coisas, enquanto a outra é tanto mais irredutível a todo o acontecimento. Este mistério do presente em Peguy ou Blanchot, mas também Dreyer ou Bergson, é a diferença do processo e da paixão, no entanto inseparáveis. As causas activas são determinadas no estado de coisas; mas o acontecimento ele mesmo, o afectivo, o efeito, extravasa as suas SUySULDVFDXVDVHQmRUHHQYLDVHQmRDRXWURVHIHLWRV « ´9HUDLQGD³&RXUV'HOHX]H&LQHPD´ (www.webdeleuze.com) VREUHRFRQFHLWRGHLQWHUQDO³8PDHVSpFLHGHHWHUQLGDGHTXHQmRH[LVWHRXTXH não é possível senão no interior do tempo: o internal é a coordenada vertical do acontecimento. Não está IRUDGRWHPSRHVWiQRWHPSR0DVpHVVDSDUWHGRWHPSRTXHQmRVHGHL[DDFWXDOL]DU´

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R E C API T U L A Ç Ã O

Chegados aqui, percorrido o quadro do que apreendemos em Deleuze como

DYHQWXUDGHXPSHQVDPHQWRTXHSURFXUDROLPLWHHPTXHHQFRQWUD³RVHXLQFRPSDUiYHO´

o impensável

± tarefa que em Différence et Répétition apelidou de ³empirismo

transcendental´ ±, cabe-nos perguntar se efectivamente, a partir da nossa aproximação,

se evidencia e defende o traçado de um campo transcendental impessoal, sem

consciência em que se rebata, nem sujeito a que se reporte. Traçado este, ou delimitação,

como lhe chama em Logique du Sens que intenta nas obras referidas, nomeadamente na

última, e ao qual regressa em 4X¶HVW-ce-que la Philosophie

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HHP³/¶LPPDQHQFHXQH

YLH«´

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Cabe-nos perguntar, também, se e de que modo, o conceito de vida anónima,