Stebbins541 diz: “Não é de admirar que Balaque não ficou só terrivelmente desapontado, mas profundamente indignado com a resposta de Balaão”. Balaque está irritado e decepcionado por causa das bênçãos de Balaão em favor de Israel e sugere uma mudança de local. Neste ponto da narrativa, a lógica de fazê-lo, como afirmado em Nm 23.13, é que, vendo todo o acampamento israelita, ele tinha de algum jeito sobrecarregado Balaão. Talvez, se ele fosse levado para ver apenas as extremidades mais próximas do acampamento, ele pudesse achar que seria possível pronunciar execrações contra Israel. Nm 22.41 relata que a partir de Bamote-Baal, que foi o local da primeira oração, Balaão viu apenas a extremidade mais próxima do acampamento israelita, em qualquer caso. Claramente, o narrador de Nm 23.11-18 aproveitou a deixa da declaração de Balaão em seu discurso de Nm 23.9, que ele contemplava a extensão do acampamento israelita do topo das montanhas, e não a partir da declaração do narrador em Nm 22.41.
^yTix.q;l. yb;y>ao bqol' yli t'yfi[' hm, ~['l.Bi-la, ql'B' rm,aYOw:
11`%reb' T'k.r;Be hNEhiw>
11 E disse Balaque para Balaão o que me fizeste para mim? para amaldiçoar [maldizer] meus inimigos [os que me inimizam] te tomei [pequei], e eis abençoaste abençoar.rBed;l. rmov.a, Atao ypiB. hw"hy> ~yfiy" rv,a] tae al{h] rm;aYOw: ![;Y:w:
12 12. E respondeu e disse: porventura [acaso] o que colocou [pôr] YHWH em minha boca eu [a ele] guardarei para falar?rv,a] rxea; ~Aqm'-la, yTiai aN"Î-hk'l.Ð ¿-^l.À ql'B' wyl'ae rm,aYOw:
13~V'mi yli-Anb.q'w> ha,r>ti al{ ALkuw> ha,r>ti Whceq' sp,a, ~V'mi WNa,r>Ti
541 STEBBINS, R.P. The Story of Balaam. The Old testament Student. Vol. 4. No, 9 (may, 1885) pp.385-
163 13. E disse para ele Balaque: vem (ketiv*) rogo [por favor], (qerê Vai) a mim [comigo] para lugar outro que o verás dali, somente sua extremidade verás, e o todo ele não verás e amaldiçoa-o [maldize] para mim dali.
l[;Y:w: txoB.z>mi h['b.vi !b,YIw: hG"s.Pih; varo-la, ~ypico hdef. WhxeQ'YIw:
14`x;Bez>MiB; lyIa;w" rP'
14. E o tomou ao campo de Zofim, a cabeça [o cume] do [a] Pisga e edificou sete altares e fez elevação [ofertou] novilho e carneiro em cada [no] altar.hKo hr,Q'ai ykinOa'w> ^t,l'[o-l[; hKo bCey:t.hi ql'B'-la, rm,aYOw:
15 15. E disse para Balaque posta-te [posiciona] aqui junto a tua elevação [ao teu sacrifício queimado por inteiro]; e eu me aproximarei [encontrarei] ali [aqui].ql'B'-la, bWv rm,aYOw: wypiB. rb'D' ~f,Y"w: ~['l.Bi-la, hw"hy> rQ'YIw:
16`rBed;t. hkow>
16. E se aproximou [encontrou] YHWH com Balaão e pôs palavra em sua boca e disse volta [retorna] para Balaque e assim falarás.Al rm,aYOw: ATai ba'Am yref'w> Atl'[o-l[; bC'nI ANhiw> wyl'ae aboY"w:
17`hw"hy> rB,DI-hm; ql'B'
17. E voltou [foi] para ele e eis que posta-te [o que se posicionava] junto a sua elevação [ao sacrifício queimado por inteiro dele], e sarim [chefes, príncipes] de Moabe com ele; e disse para ele Balaque: que falou YHWH?Verso 11. Neste ponto, Balaque ainda não tinha aceitado o fato de que Balaão foi obrigado a dizer o que YHWH colocou em sua boca e ele com raiva protesta pela falha de Balaão em amaldiçoar Israel.
Sellin542 diz:
As perguntas: Que fazes tu? Ou Que fizeste? Exprimem uma censura. Originariamente possuíam um sentido didático. Fazia-se a pergunta, mencionando-de talvez, ao mesmo tempo, uma obra mal executada, com o fim de chamar a atenção do interpelado para o seu erro e obriga-lo a prestar satisfação a respeito da mesma. Daí a expressão evolveu para a censura conforme Nm 23.11 assim como Jz. 8.1.
542
164 Somente após a falha da segunda tentativa é que ele percebe que é YHWH e não
Balaão que não quer amaldiçoar a Israel, conforme Nm 23.27. A palavra,
bqol'
“maldizer”, baseia-se em uma forma de
Bbq
“amaldiçoar”.O termo
^yTix.q;l.
literalmente: “te pequei”, transmite a nuance de seleção para uma finalidade específica. O narrador aproveitou a deixa da linguagem poética de Nm 23.20, onde Balaão afirma que ele foi “trazido” por YHWH para abençoar Israel. Percebe-se que o narrador da prosa era consciente do poema. Na sequência%reb'
T'k.r;Be
“abençoaste abençoar” o segundo componente representa uma enfase.Verso 12. Balaão reitera sua subserviência a YHWH. Ele pode falar somente o que YHWH colocar em sua boca.
No verso 13, Balaque presume que se Balaão visse apenas uma parte do acampamento israelita, ele não seria sobrecarregado. A palavra
sp,a
“somente, nada mais que” é uma locução que o narrador usou em Nm 22.35. Aqui, a sensação transmitida é de restrição. A formaAnb.q'w>
“e o maldize” é imperativa.Verso 14. Balaão é levado para o
~ypico hdef.
“o campo de Zofim”. Mais umavez sete altares são erguidos e as ofertas são apresentadas em cada um.
Verso 15. Balaão fala para Balaque ficar posicionado “junto ao teu sacrifício queimado por inteiro”. Falando na primeira pessoa, Balaão diz:
hKo hr,Q'ai ykinOa'w>
“eeu me encontrarei aqui.” Deve-se ter em conta que o hebraico
hr,Q'
como usado acimaem Nm 23.3-4, se refere à ação da divindade, enquanto que aqui ele caracteriza o que Balaão vai experimentar. A perspectiva de uso mudou apenas por um momento, porque no verso seguinte novamente se retoma a utilização normal de
hr,Q'
.Nos versos 16-17, YHWH
rQ'YIw:
“e se encontrou” com Balaão e esse é instruídowypiB. rb'D' ~f,Y"w:
“e pôs palavra na boca dele” a voltar para onde Balaque estavabC'nI
“o que se posicionava” juntamente comyref'w>
“os chefes” de Moabe. Balaque pede então para Balaão informar o que YHWH tinharB,DI-hm;
“que falou”. Esta é uma questão significativa, porque isso mostra que Balaque está começando a compreender e165 reconhecendo que Balaão deve comunicar somente a mensagem que YHWH colocou em sua na boca.