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Detailed examination of the C4 oxidizing activity of MaLPMO10B W82Y/N85F

4.4 Analysis of LPMO activity

4.4.6 Detailed examination of the C4 oxidizing activity of MaLPMO10B W82Y/N85F

O segundo poema de Balaão baseia-se nos temas introduzidos no primeiro, acrescentando novas perspectivas e novos tópicos. Alonso Schökel543 diz que: O segundo poema é mais explícito: depois da ampla introdução profética, recorda a história do povo e anuncia um futuro glorioso”. Não só El controla a eficácia da atividade mágica, mas Ele é também fiel no cumprimento de suas promessas. YHWH, o Deus nacional de Israel, é soberano na guerra e é a fonte do incrível poder de Israel. El revela seus planos para Israel, para quem Israel não tem necessidade de adivinhação. Como resultado dessa relação entre Israel e os poderes divinos de El e YHWH, Balaão é impotente para fazer qualquer coisa em sua missão, exceto o que eles determinarem. Considerando que o primeiro poema declara que Balaão não tinham autorização divina para amaldiçoar Israel, aqui lemos que ele realmente foi comandado para abençoar Israel. Observamos no segundo poema, uma transição sutil para o tema de batalha, em Nm 23.21b, de modo que podemos identificar duas partes dentro do poema: (1) Nm 23.18-21 a fidelidade de El e YHWH para com Israel e a providencial ajuda na batalha; e (2) Nm 23.22-24 o poder de El, e sua relação com o seu povo. O poema termina com um hino ao grande poder de Israel.

rPoci AnB. yd;[' hn"yzIa]h; [m'v]W ql'B' ~Wq rm;aYOw: Alv'm. aF'YIw:

18 18. E ergueu [recitou, alçou a voz] seu Mashal [provérbio dele] e disse: Levanta-te, Balaque e ouve [e escuta] escuta [atende] a [até] mim, o filho de Zipor.

hf,[]y: al{w> rm;a' aWhh; ~x'n<t.yIw> ~d'a'-!b,W bZEk;ywI lae vyai al{

19

hN"m,yqiy> al{w> rB,dIw>

19. Não homem Deus [El]; minta [e que engane], e filho de Adam [humano] e se arrependa; [porventura] o aquele disse e não fará, e falou e não o cumprirá?

hN"b,yvia] al{w> %rebeW yTix.q'l' %reb' hNEhi

20 20. Eis que abençoar que tomei [pequei, recebi] e abençoar [abençoou] e eu não voltarei [mas não farei retornar].

543ALONSO SCHÖKEL, Luis. Pentateuco II Levítico, Números, Deuteronomio. Madrid: Cristiandad, 1970. p.

166

wyh'l{a/ hw"hy> laer'f.yIB. lm'[' ha'r'-al{w> bqo[]y:B. !w<a' jyBihi-al{

21

`AB %l,m, t[;Wrt.W AM[i

21. Não se inclina [olhei, observei] crime [injustiça] em Jacó, e não se vê [nem vi] peso [infortúnio] em Israel; YHWH; o Deus dele [seu Elohim] com ele e alarido rei nele

Al ~aer> tpo[]AtK. ~yIr'c.Mimi ~a'yciAm lae

22 22. El aquele-que-os-tira desde Egito como em chifres [forças] do touro selvagem.

bqo[]y:l. rmea'yE t[eK' laer'f.yIB. ~s,q,-al{w> bqo[]y:B. vx;n:-al{ yKi

23

`lae l[;P'-hm; laer'f.yIl.W

23. Pois não [há] consulta pitônica [encantamento] em Jacó e não amarração de nós [adivinhação] contra Israel em tempo se dirá para Jacó e para Israel qual [é] operação de El.

@r,j, lk;ayO-d[; bK;v.yI al{ aF'n:t.yI yrIa]k;w> ~Wqy" aybil'K. ~['-!h,

24

`hT,v.yI ~ylil'x]-~d;w>

24. Eis que povo como leoa que se levanta e como leão que se ergue não se deitará até [que] devore presa e sangue dos cadáveres beba.

Verso 18. A raiz verbal

~Wq

“levanta-te” aqui tem uma função auxiliar.

conforme Is 32.9

yli_Aq hn"[.m;äv. hn"m.qoß

“levanta-te para ouvir a minha voz” O paralelismo

[m'v/hn"yzIa];

“escuta/atende” é um denominativo de

!za

“escutar”, é bem atestada na poesia bíblica conforme Dt 32.1

`ypi(-yrEm.ai #r<a'Þh' [m;îv.tiw> hr"Be_d:a]w:

~yIm:ßV'h; WnyzIïa]h;

“Atendei os céus e falarei; e que escute a terra os ditos da minha boca.”.

Quanto à construção

rPoci

podemos comparar com Beor no poema de Nm 24.15

r[oêb. AnæB. ‘~['l.Bi ~auÛn> rm:+aYOw: Alàv'm. aF'îYIw:

“E recitou o provérbio dele, e disse: o enunciado de Balaão, o filho de Beor” O hebraico

rPoci

“Zipor” conseguinte, foi traduzido como “o próprio filho de Zipor” literalmente “seu filho, (ou seja), de Beor.”

O hebraico

yd;[' hn"yzIa]h;

é aqui traduzido: “e atende até mim” entra uma preposição que substitui o El em usos bíblicos. Assim, encontramos

yd:Þ[' Wbvuî

“Volta

167 para mim” em Jl 2.12, e também

yd:Þ[' ~T,îb.v;-al{)w>

“Mas vocês não voltaram para mim” Am 4.8, como alternativa temos

yl;êae WbWvå

“Voltem para mim” (Zc 1.3).

Balaão não ameaça Balaque com terríveis consequências, ou com punição por não dar atenção às suas palavras, ou fazer a sua vontade. Ao contrário, ele está insistindo que ele é impotente para contrariar a ordem de YHWH. Portanto é melhor, manter

yd:Þ['

idiomático como proposicional.

El não é homem, ele não se engana, nem filho de um humano que se arrepende. A designação singular

~d'a'-!b,

literalmente “filho do homem”, é uma das frases favoritas de Ez 2.1,3, 6,8. O paralelismo de

vyai/ ~d'a'

homem/humano é frequente, conforme 2Sm 7.14

`~d'a' ynEB. y[eg>nIb.W ~yvin"a] jb,veB. wyTix.k;how> AtwO[]h;B. rv,a]

!bel. yLi-hy<h.yI aWhw> ba'l. AL-hy<h.a, ynIa

“Eu serei para ela como pai, e ela será para mim como filho, que no proceder erradamente dela, e a repreenderei com vara de homens, e com golpes de filhos de humano.”

O que é destacado aqui é o contraste entre os seres humanos muitas vezes não

confiáveis em relação a El que é sempre confiável. É o paralelismo de

~x'n<t.yIw> ~d'a'-

!b,W

/

bZEk;ywI

“e que engane/e que se arrepender”, no entanto, que requer uma atenção especial, porque em conjunto, esses dois termos dizem muito sobre o caráter e comportamento do ser divino. O verbo

bzk

significa “mentir, enganar, iludir”544

conforme Is 58.11b:

wym'yme WbZ>k;y>-al{ rv,a

“... você será como um jardim regado,

como uma fonte cujas águas jamais faltam”. (ARA). Da mesma forma, em Jr 15: 18b, o

profeta reclama de seu tratamento pelo Senhor: “Serias tu para mim como ilusório ribeiro”

bz"k.a; AmK

“como águas que enganam”

Wnm'a/n< al{

(ARA). O sentido mais

usual de

~xn

é de “arrepender-se, ter pena, ter compaixão”545 experimentar

arrependimento por algum mal feito, ou por algum erro, mas isso não é apropriado aqui, como o verso seguinte esclarece: El prometeu e vai cumprir. Desenvolveremos sobre o conceito do nome El no capítulo 4.

544 KIRST Nelson. Et al. Dicionário Hebraico-Português. São Leopoldo/Petrópolis: Sinodal/Vozes, 2004.

p.100

545

168 Balaão foi convocado a abençoar e abençoar isso ele deve fazer. Ele não pode revogar.

Ele foi trazido, pegado, conforme 1Sm 4.11

xq'l.nI ~yhil{a/ !Ara]w

,”... E a arca de Deus foi pegada...”, 22

`~yhil{a/h' !Ara] xq;l.nI yKi laer'f.YImi dAbk' hl'G" rm,aTow:

“E disse: foi para o exílio glória desde Israel; porque foi pegada a arca de o Deus”

Há uma nuance transmitida pelo uso do termo

yTix.q'l'

(te peguei) conota um tipo

de seleção para uma missão. Assim, no oráculo de Natã, lemos:

`laer'f.yI-l[; yMi[;-l[;

dygIn" tAyh.li !aCoh; rx;a;me hw<N"h;-!mi ^yTix.q;l. ynIa] tAab'c. hw"hy> rm;a' hKo dwId'l.

yDIb.[;l. rm;ato-hKo hT'[;w>

“E agora assim dirás ao meu servo, a Davi: Assim disse YHWH Tsevaote: eu te peguei dentre o estábulo, de detrás de o gado miúdo, para ser comandante, sobre o meu povo, sobre Israel” (ATI-1). Balaão estava em uma missão complexa, Balaque o tinha “pegado” para amaldiçoar Israel, mas as diretrizes de El tinham mais autoridade; Ele tinha “pego” Balaão para que abençoasse a Israel!

A raiz verbal

%reb'

“abençoar” ocorre duas vezes neste hemistíquio. Sua primeira ocorrência claramente parece representar um infinitivo absoluto, vocalizado. A segunda ocorrência permite duas interpretações razoáveis: (1) O vocábulo

%reb'

se refere ao que El tem feito, não ao que Balaão deve fazer. El já abençoou o povo. O sentido seria que Balaão não pode agora reverter o que El já fez, ou falou. Israel já foi abençoado e (2)

Olhando o vocábulo

%rebeW

“e abençoou” poderíamos também considerá-lo como um

infinitivo absoluto, referindo-se ao que Balaão insiste que ele não pode fazer, ele não pode amaldiçoar e não pode revogar a bênção de YHWH. Também deve ser lembrado que, no contexto imediato da primeira oração, a bênção de Israel ainda não ocorreu, tanto quanto Balaão está em preparação. Tudo o que é dito é que El e YHWH não haviam autorizado Balaão a cumprir as ordens de Balaque para amaldiçoar Israel, mas sim o tinha convocado a abençoar Israel.

A expressão

hN"b, yvia]

“farei retornar” expressa a incapacidade para inverter os pronunciamentos divinos. Assim, podemos fazer uma comparação com Is 45.23 “Por mim mesmo tenho jurado, da minha boca saiu o que é justo; e a minha palavra não

169 tornará atrás

bWvy" al{w> rb'D'

.” Ou, ainda mais, Is 55.11 “... assim será a palavra que

sair da minha boca; não voltará para mim vazia

yl;ae bWvy"-al

, mas fará o que me apraz, e prosperará naquilo para a designei.” O sentido dos dois textos acima é que o YHWH não vai revogar sua palavra dita. Aqui, também, Balaão não pode revogar a sua carga, que é abençoar Israel.

Verso 21. Este versículo serve para racionalizar a ordem divina para abençoar Israel, bem como a recusa de permitir que Balaão amaldiçoe o povo. El não encontrou nenhuma

!w<a'

“injustiça” em Israel; não há crimes que justifiquem sua punição nem existe

lm'[

“infortúnio” para o povo.

lm'[

e

!w<a'

no presente versículo poderia ser traduzidas como “desgraça” e “aflição”. Se assim compreendêssemos, o versículo significaria que nenhum infortúnio está à vista para Jacó, nenhuma angústia antecipada para Israel. A razão é declarada imediatamente a seguir: YHWH, seu Senhor, está com ele para protegê-lo de tal dano. Logo, o assunto do versículo seria o efeito da providência divina sobre Israel, uma situação de proteção que tornou altamente improvável que o sofrimento estivesse por vir sobre Israel.

Talvez, seja isso que o poeta da oração de Balaão queria dizer, também: El não vai permitir que inimigos prejudiquem Israel; Ele não vai tolerar tais atos sem vir em socorro de Israel. Entre outras coisas, o cuidado providencial também evita a necessidade de presságios e adivinhação, um tema expresso mais adiante, em Nm 23.3.

A expressão

t[;Wrt.W

“e aclamação de” nos leva a lembrar da explosão das trombetas e do chifres de carneiro como em Lv 23.24

vd,qo-ar'q.mi h['WrT. !Ark.zI

“recordação de aclamação, convocação de sacralidade” ou Nm 31.6

h['WrT.h;

tArc.cox]w: vd,Qoh; ylek.W

“... e os utensílios de a sacralidade, e as trombetas de a aclamação ...” (ATI-1). Significa o grito de guerra, a chamada para a guerra conforme

1Sm 4.5 “ Sucedeu que, vindo a arca da aliança de YHWH ao arraial, rompeu todo o

Israel em grandes brados e ressoou aterra.” (ATI-1).

O “Rei” pode ser o rei divino, YHWH Is 41.21 “Apresentai a vossa demanda, diz o Senhor, alegai as vossas razões, diz o Rei de Jacó” (ARA), Is 44.6 “Assim diz o

170 Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, do Senhor dos Exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e além de mim não há Deus” (ARA), Sf 3.15 “O Senhor afastou as sentenças que eram contra ti, lançou fora o teu inimigo; O Rei de Israel, o Senhor, está no meio de ti; tu já não verás mal algum.” (ARA). O grito de guerra do Rei é “com” ele, com Israel.

A preposição

WM[i

“com ele”, expressa a presença de YHWH e de sua

proximidade com o herói e com seu povo. Esta função de proposicional

WM[i

aparece

claramente nos contos heróicos como em 1Sm 10.7

%M'[i ~yhil{a/h' yKi ^d,y" ac'm.Ti

rv,a] ^l. hfe[]

“ ... faze para ti o que encontrar porque a tua mão, o Deus contigo” (ATI-1).

Verso 22. Um refrão introduz a segunda parte deste poema e interrompe seu fluxo. O mesmo refrão é repetido no terceiro poema, Nm 24.8. Ele proclama o poder de El.

~a'yciAm lae

“Deus [El], o que os fez sair”. Funcionalmente,

~aer> tpo[]AtK.

“como chifres de boi selvagem”, seria uma imagem do poder na poesia bíblica

conforme relatado em Dt 33.

~h,ªB' wyn"ër>q; ‘~aer>ynEÜr>q;w>Alª rd"åh' ArøAv rAk’B.

‘~hew> #r<a'_-ysep.a;wD"Þx.y: xG:ïn:y> ~yMi²[;

`hV,(n:m. ypeîl.a; ~heÞw> ~yIr:êp.a, tAbåb.rI

O primogênito de o touro dele ornamento dele, e cifres de boi selvagem os chifres dele, com eles povos escorneará juntos confins de terra; e eles as miríades de Efraim. E eles os milhares de Manasses.

A simples interpretação deste versículo parece ser, portanto, que El, o libertador de Israel, tinha chifres como os de um boi selvagem. Assim como o leão e a águia, o boi selvagem seria uma forma de representar deidades. A palavra

Al

“dele, para ele” poderia ser considerada como sendo Israel, rendendo homenagem: “É para ele (= por Israel) como os chifres do boi selvagem”. O versículo, então, expressar o pensamento de que o poder de YHWH auxilia Israel, em vez de realmente descrever YHWH zoomorficamente.

171 Na literatura de Mari também aparece uma cidação sobre o boi selvagem,

conforme Malamat546

Teu deus é um boi selvagem (?) – a leitura do texto acádico (`il-ka-ri-i(m) não está absolutamente clara e a comparação é incompreensível dentro do contexto da profecia. A aceitação hesitante pelo editor de “boi selvagem” para o acadico RIMU (último sinal quebrado) está, contudo, na linha de um símile familiar em antigas fontes do Oriente Próximo. Era este animal (bos primigenius) que, devido a sua grande força, servia como símbolo tanto para a realeza como para a divindade. No épico ugarítico, os deuses Baal e Moth são comparados a bois selvagens escornando-se reciprocamente, enquanto que Baal é efetivamente representado em um relevo ugarítico como, possuindo os cornos de um boi selvagem. A alusão também foi aceita entre as imagens poéticas da Bíblia, como ficou testemunhado em um dos oráculos de Balaão: “Deus os tirou do Egito; as forças deles são como as do boi selvagem” (Nm 23,22).

Verso 23. O vocábulo,

vx;n

“adivinhação” provavelmente refere-se à

interpretação de presságios. Foi dito sobre José que no Egito usava uma taça na realização de atos mágicos, confome Gn 44.15

`ynImo*K' rv<ïa] vyaiÞ vxe²n:y> vxeón:-yKi(

~T,ê[.d:y> aAlåh]

“Acaso não sabeis que adivinhar adivinharia homem que como eu?”. Proibições bíblicas de atividade mágica classificam juntos

vxeÞn:m.

“o que adivinha” e

~ymiês'q.

“augúrios” Dt 18.10

`@VE)k;m.W vxeÞn:m.W !nEïA[m. ~ymiês'q. ~seäqo

“... o que augura augúrios, o que embruxa, e o que advinha e o que enfeitiça;”, 2Rs 17.17

`As*y[ik.h;l.

hw"ßhy> ynEïy[eB. [r:²h' tAfï[]l; WrªK.m;t.YI)w: Wvxe_n:y>w: ~ymiÞs'q. Wmïs.q.YIw:

“... e auguraram augúrios, e adivinhavam e se deixarem vender para fazerem a maldade aos olhos de YHWH, para o provocarem a irritação.”

A palavra

~s,q,

“augúrio” aparentemente, refere-se à leitura de presságios celestes, Lv 19.26

`WnnE)A[t. al{ïw> Wvßx]n:t. al{ï ~D"_h;-l[; Wlßk.ato al{ï

“Não comereis com sangue; nem adivinhareis e nem embruxareis.”, Dt 18.14

`^yh,(l{a/ hw"ïhy> ^ßl.!t;n"ï

!keê al{å hT'§a;w> W[m'_v.yI ~ymiÞs.qo-la,w> ~ynIïn>[om.-la, ~t'êAa

“... a elas, os que embruxam e os que auguram escutaram; mas tu não assim, permitiu a ti YHWH, o teu Deus.” Em

546 MALAMAT, Abraham. Prophetic Revelations in New documents From Mari and the Bible. Vetus

Testamentum, Vol. XV, 1966, Leiden: Brill, 1966. pp 207-227. In Profetismo Coletânea de Estudos. São Leopoldo: Sinodal, 1985. P.111.

172

Js 13.22, Balaão é designado

~se_AQh;

”o que augurava” e nas inscrições de DA, Balaão

lê presságios celestes, na forma de um observador de nuvem.

A função do

B.

“em”

bqo[]y:B

, “em Jacó” e

laer'f.yIB.

“em Israel”, indicaria a posição, daí: “em Jacó, em Israel.” Israel não tem necessidade de tais meios mágicos, porque El revela a Israel o que Ele está prestes a fazer, como o poema prossegue para um estado em referência inclinada à profecia.

A palavra,

t[eK'

“como o tempo” poderia ser tomada de certa maneira em duas

vertentes conforme alguns textos: 1) “ao mesmo tempo, na mesma ocasião” como em

Gn 18.10

hY"ëx; t[eäK' ‘^yl,’ae bWvÜa' bAvå rm,aYO©w:

“E disse retornar retornarei a ti como tempo de vivente...” (ATI-1) ou como em Êx 9.18

dbeäK' dr"ÞB' rx'êm' t[eäK' ‘ryjim.m;

ynIÜn>hi

“Eis que eu o que fará chover como o momento amanhã granizo pesado ...” (ATI-

1) ou 2) “agora, neste tempo”, que é o sentido aqui conforme Jz 13.23, nas palavras da

esposa de Manoá: “... se agradasse YHWH para o nosso fazer morrer, não pegaria da nossa mão sacrifício queimado por inteiro e oferta de grão e nem nos mostraria tudo isso; e como o tempo[

t[e§k'w>

] nem nos faria escutar como este.” (ATI-2) Temos também o uso em Jz. 21.22

Wmv'(a.T, t[eîK'

“... com o tempo vos tornaríeis culpados.” (ATI-2)

Verso 24. O povo que se levanta como um leão. O leão representa o predador

infalível que nunca perde sua presa, conforme Am 3.4: “Rugirá o leão no bosque, sem

que tenha presa? Levantará o leãozinho no covil a sua voz, se nada tiver apanhado?”

(ARA) e Ez. 22.25: “...como um leão que ruge, que arrebata a presa...” (ARA) O leão

“saltará”

qNEßz:y>

Dt 33.22, e depois retira-se para sua toca para se alimentar Gn 49.9 “leãozinho de leão Judá, de presa, o meu filho subsiste; se agacha, se deita como leão e

como leoa, quem o fará levantar?” (ATI-1). Parece-nos que esse texto é um

enaltecimento de Judá o que nos faz crer que o texto de Nm 23.24 copiou o texto de Gn 49.9. Pois, os versos são praticamente iguais.

A expressão verbal

aF'n:t.yI

“erguerá” descreve o salto do leão, e adiciona o termo mais

~Wqy"

“se levantará”. A palavra hebraica

@r,j, lk;ayO-d[;

“até que coma presa”, seria um traço irrealista, porque isso poderia significar que o leão não se deita até depois de ter comido sua vítima. Talvez, fosse preferível interpretar o termo como

173

uma antecipação, daí: “até que ele tenha a presa para devorar”, tendo em conta que não

é claro se o poeta está falando de leões ou de Israel.

O hemistíquio final

hT,v.yI ~ylil'x]-~d;w>

“e sangue de perfurados beba” tem o efeito de misturar a metáfora, porque os leões não beberiam o sangue de guerreiros

inimigos esfaqueados, que é o que o hebraico

~ylil'x

significa, mas o sangue de suas

presas. Assim, YHWH embebe suas flechas e sua espada no sangue do inimigo morto Dt 32.42

‘ll'x' ~D:Ûmi rf"+B' lk;äaTo yBiÞr>x;w> ~D"êmi ‘yC;xi ryKiÛv.a;

“Embriagarei as

minhas flechas de sangue, e a minha espada comerá carne; de sangue de perfurado ...”

(ATI-1).

Ezequiel descreve o massacre das nações, os inimigos de Israel, quando YHWH vai vingar-se contra eles, de modo que eles vão reconhecer o seu poder (Ez 39.17-20). Os pássaros e os animais do campo são convidados à festa de carne e sangue dos feridos. Beber o sangue dos mortos é, portanto, uma metáfora para a derrota total dos inimigos. Assim termina o segundo poema de Balaão, cuja mensagem é desanimadora para qualquer inimigo que fosse atacar Israel.