• No results found

rv,a] ba'Am ry[i-la, Atar'q.li aceYEw: ~['l.bi ab' yKi ql'B' [m;v.YIw:

36

`lWbG>h; hceq.Bi rv,a] !nOr>a; lWbG>-l[;

36. E ouviu [escutou] Balaque que vinha Balaão; e saiu-lhe para o encontrar na cidade de Moabe que está [junto à] na fronteira de Arnom, que [está] na extremidade da fronteira.

%l'-aroq.li ^yl,ae yTix.l;v' x;l{v' al{h] ~['l.Bi-la, ql'B' rm,aYOw:

37

`^d,B.K; lk;Wa al{ ~n"m.auh; yl'ae T'k.l;h'-al{ hM'l'

37. E disse Balaque para Balaão: porventura [acaso] enviar enviei a ti para chamar-te [encontrar a ti?] por que não andaste [foste] a mim? firmemente [realmente] não posso [poderei] pesar-te [ teu honrar]?

lk;Wa lAky"h] hT'[; ^yl,ae ytiab'-hNEhi ql'B'-la, ~['l.Bi rm,aYOw:

38 38E disse Balaão para [a] Balaque: eis que venho [vim] a ti, [porventura] agora, [acaso]

poder poderei falar algo [alguma coisa?] a [que] palavra que colocar [pôr] Deus [Elohim] na minha boca a ela falarei.

`tAcxu ty:r>qi WaboY"w: ql'B'-~[i ~['l.Bi %l,YEw:

39

39. E foi Balaão com Balaque; e chegaram [foram] a Quiriate-Huzote.

ATai rv,a] ~yrIF'l;w> ~['l.bil. xL;v;y>w: !acow" rq'B' ql'B' xB;z>YIw:

40

40. E degolou [sacrificou] Balaque vaca [boi] e ovelha e enviou para [a] Balaão e para sarim [a aos chefes,príncipes] que [estavam] com ele

ar>Y:w: l[;B' tAmB' Whle[]Y:w: ~['l.Bi-ta, ql'B' xQ;YIw: rq,Bob; yhiy>w:

41

`~['h' hceq. ~V'mi

41. E aconteceu que, em manhã [pela manhã] e tomou [pegou] Balaque [a] Balaão, e o fez subir Bamote-Baal e viu ele dali parte [extremidade de o] final do povo.

No verso 36 quando Balaque ouvindo que Balaão vinha chegando vai ao encontro

de Balaão em

ba'ªAm ry[iä-la,

“na cidade de Moabe”. A referência é a uma cidade na

fronteira moabita-amorreu no curso superior do Arnon conforme Nm 21.13

yrI)moa/h'

!ybeîW ba'ÞAm !yBeî ba'êAm lWbåG>

‘!Anr>a; yKiÛ yrI+moa/h'( lWbåG>mi

“...desde o território de o

149 amorreu; porque Arnom o território de Moabe, entre Moabe e entre o amorreu.”522.

(ATI-1).

A expressão hebraico

hceîq.Bi

“na extremidade de” nas descrições geográficas, parece referir-se ao ponto de contato mais próximo. Assim, em Nm 20.16, Moisés diz ao rei de Edom que os israelitas estão acampados em

^l<)Wbg> hceîq. ry[iÞ vdEêq'b.

“... em Cades, a cidade de a extremidade o teu território.”523 (ATI-1), mais precisamente,

uma cidade na extremidade do território edomita mais próxima do acampamento israelita. Pode-se comparar o uso de

‘hceq.-d[;

“ate a borda de” em Js 3.8 e Js 3.15

hceäq.Bi

, “na borda de” onde as águas do Jordão dividiriam, assim que os pés dos sacerdotes foram mergulhados nas águas do rio. Este é o sentido de

~['(h' hceîq.

“a extremidade do povo”, em Nm 22.41, uma interpretação reforçada pela declaração qualificada em Nm 23.13

al{å ALßkuw> ha,êr>ti Whceäq' sp,a,…

“somente dali a extremidade dele verás, e todo ele não.”524 Nesse caso, Balaão estava chegando do leste,

ou do nordeste, de modo que a partir dessa perspectiva, só se poderia falar do Arnon como sendo a extremidade mais próxima da fronteira moabita. Balaão poderia ter vindo de longe, ou ele poderia ter vindo de Amon, para esse encontro, o que se deduz é que foi simplesmente apropriado para o rei de Moabe saudar seu convidado na fronteira de seu próprio país, que na época, era demarcado pelo rio Arnon.

Nos versos 37 e 38 vemos o encontro, onde Balaque repreende Balaão por sua recusa anterior em aceitar o convite, enfatizando sua disposição para recompensar Balaão profusamente. Por sua parte, Balaão reconhece sua impotência, enfatizando que ele iria dizer apenas o que YHWH lhe permiti-se dizer, diminuindo assim as expectativas de Balaque desde o início.

Sakenfeld525 completa:

Balaão tem uma escolha sobre falar a palavra de Deus? Em alguns pontos, parece que a questão central da história é a obediência. Deus manda Balaão falar somente o que Deus diz a ele para dizer, e só através de perfeita obediência de Balaão e que o rei Balaque será desafiado e Israel será

522 FRANCISCO, Edson de Faria. Antigo Testamento Interlinear Hebraico-Português – Volume 1 –

Pentateuco. Barueri. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 2012. p.546.

523

Ibidem. p. 543.

524 Ibidem. p.556

525 SAKENFELD, Katharine Doob. Journeying With Gos A Commentary on the Book of Numbers. Grand

150

abençoado (por exemplo, 22.20 Nm 35). Por outro lado, outras partes na narrativa sugerem que Balaão não tem escolha no assunto. O vidente é simplesmente o veículo para proferir a palavra que Deus quer que seja pronunciada, e que ele “deve” falar palavras de bênção (por exemplo, 22.38). Ainda em outros lugares, é impossível determinar a partir do hebraico que a ênfase se destina (por exemplo, 23.5, 12). Através desta ambiguidade o narrador realizou algo teologicamente notável: a história se recusa a decidir se Balaão falou livremente ou se ele foi compelido por Deus. Esta ambiguidade deliberada sobre como e por que Balaão falou a palavra de Deus descreve a experiência de gerações de profetas de Israel.

No verso 39, Balaão procurou repetidamente locais com vista para o

acampamento israelita, como o cume do

hG"+s.Pi

“Pisga” (Nm 23.14) e, mais

imediatamente,

l[;B'_ tAmåB'

“Bamote Baal”. Nm 23.28 nos informa que

rA[êP.h; varoå

“o cume do Peor” proporcionou uma visão de Balaão do

!mo*yviy>h;

“deserto ou o ermo”. Uma vez que o mesmo foi dito sobre o cume do Pisga, em Nm 23.14, os dois locais podem estar próximos uns dos outros. Não sabemos precisamente onde era a localização do acampamento israelita.

O verso 40 nos apresenta a informação sobre sacrifícios de bois e ovelhas. Balaão ofereceu uma série de sacrifícios, mas o relatado no presente versículo parece ser de um personagem diferente, sem relação com Balaão. Parece que Balaque simplesmente preparou uma festa em honra de Balaão e enviou porções de ovelhas e bovinos abatidos para Balaão e aos chefes que estavam com ele. O uso de

xB;z>YIw:

“e

sacrificou” não está limitado a ofertas de culto. O texto implica que Balaque e Balaão

passaram a noite em lugares diferentes. Alonso Shökel526 entende que: “Se trata de um

banquete de amizade, quem sabe sacrificial”.

Verso 41: quando amanheceu Balaque levou Balaão até Bamote-Baal, a partir daí,

Balaão podia ver a extremidade mais próxima do acampamento israelita. Herrmann527

diz: “Num 22.41 tem a sua importância pelo motivo de Balaão abarcar com os seus olhos todo o acampamento dos israelitas desse lugar destacado, a fim de que sua maldição obtenha o mais amplo efeito”

526

ALONSO SCHÖKEL, Luis. Pentateuco II Levítico, Números, Deuteronomio. Madrid: Cristiandad, 1970. p. 213.

527HERRMANN, Siegfried. História de Israel: Em la época del Antiguo Testamento. Salamanca: Ediciones

151