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Oversikt over forslag til regulering av utdelinger

5  ANBEFALINGER

5.3  Forslag til ny økonomisk regulering av private høyskoler og fagskoler

5.3.2  Oversikt over forslag til regulering av utdelinger

Hume havia reconhecido que as impressões de prazer e de dor são essenciais para o surgimento da maior parte de nossas impressões de reflexão:

É fácil observar que as paixões, tanto as diretas quanto as indiretas, estão fundadas na dor e no prazer; e para produzir um afeto de qualquer espécie, basta apresentar um bem ou um mal. A supressão da dor ou do prazer tem como conseqüência a imediata supressão do amor e do ódio, do orgulho e da humildade, do desejo e da aversão, assim como da maior parte de nossas impressões reflexivas ou secundárias. T 2.3.9.1.

Kemp Smith (1941: 168) dá a entender, em esquema idealizado para sistematizar as diferentes

espécies de paixões a que Hume se referira no Tratado, que todas as paixões, com exceção de instintos como a fome, a benevolência e o amor parental, teriam como origem, em última instância, uma impressão de prazer ou de dor.

Segundo Hume, qualquer objeto externo, qualidade mental, qualidade corporal, assim como uma situação de fortuna, seja riqueza seja pobreza, além de uma situação de poder, seja um domínio seja uma submissão, podem produzir uma impressão separada de prazer ou de dor na pessoa que os observa, além de produzir uma paixão:

Assim, a beleza de nosso corpo, por si só, e sua aparência mesma, dá prazer, além de orgulho; e sua feiúra produz dor, além de humildade. (...) dou por suposto neste momento, sem mais provas, que toda causa de orgulho, por suas qualidades peculiares, produz um prazer à parte, e toda causa de humildade, um mal-estar. T 2.1.5.1.

Isso significa que, uma vez tendo aparecido diante de nós um objeto e tendo em seguida surgido em nossa mente uma impressão separada de prazer ou de dor ou uma ideia de prazer ou dor dela copiada, é natural que surjam também impressões de reflexão. Essas impressões separadas de prazer ou de dor não são, segundo Hume, elementos componentes das impressões de reflexão, mas encontram-se envolvidas no processo causal que leva ao surgimento destas. Cumpre ressaltar que isso não significa mais do que o seguinte: que, analisando essas duas espécies de impressão na experiência passada, verificamos que elas sempre estiveram em conjunção constante e umas sempre foram anteriores às outras.

Se considerássemos que o prazer envolvido no surgimento do orgulho é uma parte componente do orgulho, este acabaria tendo que ser considerado uma impressão complexa, coisa que Hume não admitiria. Conforme já pudemos observar nesta dissertação, as impressões de reflexão violentas (ou paixões) são percepções simples e uniformes31. As impressões de reflexão são

simples e uniformes tais como a impressão do gosto de uma fruta (caso se considere que o gosto de uma fruta é uma impressão simples); tanto em um caso quando em outro, nós só podemos compreender a natureza dessas impressões, isto é, nós só podemos formar uma ideia correta delas quando efetivamente as experimentamos. Não adianta, por exemplo, tentarmos conhecê-las pelos testemunhos alheios que procuram descrevê-las por suas semelhanças com outras percepções. Hume havia afirmado no Livro T 1 que “Não somos capazes de formar uma ideia correta do sabor de um abacaxi sem tê-lo realmente provado.”. T 1.1.1.9.

A agradabilidade e a desagradabilidade típicas das paixões são semelhantes às impressões “separadas” de prazer e de dor, mas, segundo Hume, diferentes destas. Essa distinção certamente permitirá a Hume, conforme veremos no capítulo 3, sintetizar o sistema das paixões na fórmula da dupla relação, de impressões e ideias. Para Fieser (1992: 8), é justamente a abordagem particular que Hume faz a respeito das relações envolvidas no surgimento do orgulho, humildade, amor e ódio que tornam sua filosofia das paixões original se comparada à tradição filosófica. Davidson (1976: 747) diz que uma das mais interessantes colocações de Hume é justamente essa: que para estar orgulhoso de possuir uma certa propriedade, essa propriedade deve ela mesma causar independentemente uma impressão que se assemelha e corresponde ao orgulho; que essa semelhança não faz da impressão separada uma forma de orgulho, a semelhança depende mais propriamente do fato de que ambas impressões são positivas e agradáveis; que quando Hume examina as propriedades que, quando pensadas serem nossas, produzem orgulho, ele descobre que elas concorrem na produção da sensação de prazer à parte de sua relação com o orgulho.

Cumpre observar que, considerando a agradabilidade e a desagradabilidade típicas das paixões e também as impressões “separadas” de prazer e de dor, a distinção entre umas e outras talvez não

seja evidente em algumas circunstâncias. Quando, por exemplo, contemplo um objeto sem nenhum especial atrativo, mas sinto orgulho pelo fato de que eu mesmo o confeccionei, não fica muito clara para a minha consciência a existência de um prazer separado que tenha sido derivado da mera forma e aparência do objeto e que seja facilmente distinguível da agradabilidade do meu orgulho. Além disso, quando contemplo um objeto efetivamente repugnante à generalidade das pessoas mas do qual me orgulho pelo fato de tê-lo confeccionado, não haveria nem mesmo um prazer separado, mas sim um desprazer derivado da mera contemplação.

Além disso, alguns comentadores de Hume ainda levantam a objeção de que a ideia de eu é uma parte componente do meu orgulho, e não apenas uma ideia relacionada ao objeto do orgulho, como preconiza Hume. A propósito dessa questão, Árdal (1989: 388) entende ser um embaraço para Hume a consideração que este faz no sentido de que o orgulho é uma impressão simples.