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OAS- begrepets tre elementer

4. TEORETISK GRUNNLAG

4.6. OAS- begrepets tre elementer

Para Bardin (1994, p.117) as categorias “[...] são rubricas ou classes, as quais reúnem um grupo de elementos (unidade de registro, no caso da análise de conteúdo) sob um título genérico, agrupamento esse efetuado em razão dos caracteres comuns destes elementos”. As categorias podem ser por critérios diferenciados, ou seja, por significados, desse modo, semântico, ou sintático, léxico ou ainda de expressão.

Para Szymanski (2004), o processo de categorização consiste em leituras e releituras do texto das entrevistas, sempre fazendo anotações que, ao longo do tempo, ajudam a construir sínteses provisórias, e assim, nas falas, ir identificando os mesmo assuntos. Uma vez nomeados esses assuntos, eles constituem-se em categorias.

Categorizar é um processo eminentemente de classificação de elementos. O pesquisador se debruça sobre o material e procura estabelecer as relações entre os textos. Assim, vai estabelecendo os agrupamentos entre o que existe de comum entre eles (BARDIN, 1994). E, portanto, uma vez realizada a categorização estabelece-se um sistema de categorias. Dessa maneira,, categorizar é partir do material bruto de que de dispõe e organizá-lo.

Bardin (1994) descreve a categorização em dois processos distintos. O primeiro refere-se ao estabelecimento de categorias a priori, e na medida em que, no material, vão sendo encontrados os elementos, estes são colocados em suas categorias. O aspecto desfavorável, nesse processo, o perigo de simplificação e de fragmentação do conteúdo e a possibilidade de o pesquisador se ver conduzido, em uma espécie de forma, na tentativa de “achar” os elementos de modo que se encaixem nas categorias pré-estabelecidas. O segundo refere-se à categorização a partir da fala. Ou seja, as categorias emergem do próprio material, dos elementos que ali são encontrados. Esse processo requer mais do pesquisador que, no ir e vir do material para a teoria, vai constituindo as categorias.O perigo nessa forma de categorizar é o estabelecimento de um grande número de categorias e, com isso, gerar um grande volume de material, levando o pesquisador inexperiente a se perder diante do grande volume de material. Para superar esse perigo, Franco (2008) sugere o uso de dois tipos de categorias organizativas: as molares (mais amplas) e as moleculares (indicadores mais específicos). Devido à sua complexidade, o processo de estabelecer as categorias emergindo do material faz com que as exigências sobre o pesquisador sejam maiores, pois requer do mesmo uma maior capacidade teórica.

Na presente pesquisa, optamos por construir as categorias a partir do material, a partir do processo de descrição do “[...] significado e do sentido atribuído por parte dos respondentes [...]” (FRANCO, 2008, p. 61). Desse modo, as categorias vão sendo criadas na medida em que vão surgindo nas fala dos sujeitos entrevistados, no caso, dos professores e depois vão sendo interpretados à luz das teorias que podem explicá-las.

O primeiro resultado do processo de categorização a que cheguamos apontava um enorme número de categorias conforme quadro a seguir

Quadro 08: Quadro da primeira categorização

NO CATEGORIAS ENCONTRADAS EM

NO DE ENTREVISTAS

1 AUTONOMIA 15

2 CONDIÇÕES MATERIAIS PARA

PRÁTICA DO CURRÍCULO 15 3 DESCONTINUIDADE 7 4 FORMAÇÃO DO PROFESSOR 15 5 FORMAS DE ORGANIZAÇÃO DO CURRÍCULO 15 6 GESTÃO DO CURRÍCULO 13 7 INADEQUAÇÃO DO CURRÍCULO 12 8 PARTICIPAÇÃO 13

9 POSTURA DO PROFESSOR FRENTE À

MUDANÇA

16

10 PROLETARIZAÇÃO DO PROFESSOR 14

11 REGULAÇÃO DO CURRÍCULO 7

Percebemos logo que eram muitas categorias para serem analisadas e que não estavam respeitando o primeiro critério segundo Bardin (1994). O autor classifica as categorias como sendo boas, na medida em que apresenta as seguintes qualidades: (1) Exclusão mútua/homogeneidade: a categoria deve ter um único princípio de organização e por isso “[...] deveriam ser construídas de tal maneira, que um elemento não pudesse ter dois ou vários aspectos suscetíveis de fazerem com que fosse classificado em duas ou mais categorias” (BARDIN, 1994, p. 120); (2) A pertinência: as categorias devem refletir coerentemente o objetivo da investigação, ou seja, devem ser adaptadas ao material de análise e ao quadro teórico optado; (3) Objetividade e fidelidade: significa que “as diferentes partes de um mesmo material, ao qual se aplica uma determinada matriz de categorias, devem ser codificadas da mesma maneira, mesmo quando submetidas a várias análises”; (4) Produtividade: segundo Bardin (1994, p. 121-2) “um conjunto de categorias é produtivo se fornece resultados férteis: férteis em índices de inferências, hipóteses novas e em dados exatos”.

Readequamos as categorias, respeitando as afinidades dos temas sem ferir o conteúdo de cada uma e respeitando o critério de exclusão-mútua.

Em um primeiro momento a readequação ficou configurada da seguinte forma: à categoria de participação foram integradas as categorias de autonomia e

regulação do currículo. À categoria de gestão foi integrada a categoria de formas de organização do currículo. E concluindo essa primeira readequação das categorias à categoria de proletarização foi integrada a categoria de formação do professor. A nova organização das categorias ficou da seguinte forma:

Quadro 09: Quadro da segunda categorização

NO CATEGORIAS ENCONTRADAS EM

NO DE ENTREVISTAS

1 CONDIÇÕES MATERIAIS PARA

PRÁTICA DO CURRÍCULO 15 2 DESCONTINUIDADE 7 3 GESTÃO DO CURRÍCULO 15 4 INADEQUAÇÃO DO CURRÍCULO 12 5 PARTICIPAÇÃO 16

6 POSTURA DO PROFESSOR FRENTE

À MUDANÇA

16

7 PROLETARIZAÇÃO DO PROFESSOR 15

No entanto, percebemos que os demais critérios descritos por Bardin (1994) não tinham sido devidamente considerados.

Retornamos ao processo de categorização, chegando, finalmente, a uma organização que considerasse a pertinência, objetividade e produtividade destacadas por Bardin (1994)

A categoria de participação foi integrada à categoria de proletarização. À categoria de gestão foi integrada a categoria de condições materiais para prática do currículo. E à categoria de descontinuidade foi integrada a categoria de postura do professor frete à mudança.

A nova readequação tinha chegado a um número de quatro categorias conforme se vê a seguir:

Quadro 10: Quadro de readequação das categorias

NO CATEGORIAS ENCONTRADAS EM NO DE ENTREVISTAS 1 DESCONTINUIDADE 16 2 GESTÃO DO CURRÍCULO 16 3 INADEQUAÇÃO DO CURRÍCULO 12 4 PROLETARIZAÇÃO DO PROFESSOR 16

O processo de readequação foi interessante, pois ele demonstrou como é flexível e adaptável, segundo os objetivos de cada investigação.