7.3 Changes in the governance of
7.4.6 Norwegian in academia
Nesta categoria, que inclui comentários sobre aspectos que estão indiretamente ligados à prática pedagógica do docente universitário, identificamos dezenove unidades de sentido, treze com conteúdo positivo cinco com conteúdo negativo.
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A Prática Pedagógica do Professor Universitário concepções de professores e alunos
O Professor P10 tece apreciações gerais sobre as más condições de trabalho que enfrenta.
"...acho que o objetivo não é só a gente chegar e dar aula, e receber o salário e pronto... acho que é importantíssimo hoje você ter um salário melhor, mas acho que devia reivindicar mais coisas, mais materiais pra você dar aula, mais condições, mais espaço físico..." (P10).
Nesse caso, esse docente parece estar preocupado com a disponibilidade de materiais e instalações, que podem influenciar na qualidade do trabalho docente. Nesse ponto, recorremos a Veiga (1992), com sua concepção de prática pedagógica enquanto prática social, atrelada "às condições concretas
de vida e de trabalho" (Veiga, 1992: 17). É importante ter essas condições para
um trabalho realmente adequado às demandas que perpassam o contexto no qual o professor está inserido.
Essa fala reforça o perfil do professor P10, que sinaliza para uma prática docente muito diversificada e centralizada na preocupação de atender, da melhor forma possível, às demandas de seus alunos.
A unidade de sentido emitida pelo Professor P15, também se refere às condições de trabalho na universidade, porém, ressaltando aspectos positivos:
"Para ter isso, tem que ter condições de trabalho... Em alguns setores acho que tem ótimas condições ce trabalho, como o CT (Centro Tecnológico), por exemplo, o equipamento de lá permite que a gente dê uma boa aula..." (P15).
Como esse professor não apresentou nenhuma fala referente especificamente às questões metodológicas, não podemos fazer qualquer inferência sobre o seu comportamento em sala de aula. Entretanto, essa última fala corrobora sua preocupação em levar os conhecimentos mais atualizados para seus alunos.
O Professor P17 acena com uma relação positiva com o seu trabalho:
"... (no meu trabalho de ensinar) nunca achei nada difícil. Nem preparar aula, transmitir a matéria, avaliar" (P17).
Apesar de ter se referido a aspectos específicos da atividade docente, como planejar, dar aula e avaliar seus alunos, esse professor não fez, durante a sua entrevista, nenhuma referência direta à sua prática docente, além da fala
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A Prática Pedagógica do Professor Universitário concepções de professores e alunos
apresentada acima. É importante destacar que isso ocorreu apesar do empenho da entrevistadora em fazer várias tentativas para abordar os assuntos ligados à prática do docente universitário
Esse tipo de discurso pode revelar de forma indireta a falta de foco desse professor na sua ação docente. Portanto, não foi possível esboçar um perfil para esse docente.
V.4.2 Unidades de sentido classificadas na categoria "investimentos/comprometimentos"
Nesta categoria enquadramos as unidades de sentido que se referiam aos aspectos ligados aos diversos tipos de investimento e de comprometimento que os professores apresentam em relação a sua profissão como docentes universitários. Esses aspectos, segundo Freire (2002) são relevantes para que ocorra uma educação libertadora, que pode promover uma transformação social.
No caso específico do curso de Medicina Veterinária, em que os docentes também são profissionais da área, suas posturas em relação ao investimento e ao comprometimento com suas profissões servem de exemplos para os alunos. Além disso, esses dois aspectos também podem influenciar suas práticas pedagógicas, no sentido de buscar promover seus alunos através de suas ações em sala de aula.
O professor P3 deixa entrever suas ideias sobre investimento na profissão docente através de seus comentários ligados ao movimento sindical da universidade:
"...a ADUFERPE lutou junto com a ANDES e esqueceram da área de medicina veterinária, porque o importante não é só ter mestrado e doutorado e fazer muitas pesquisas" (P3).
Esse docente, apesar de realizar suas pesquisas, parece considerar que o movimento sindical docente não se preocupa o suficiente com o seu departamento, no sentido de buscar melhorias para a categoria Esse ponto levantado remete à discussão da universidade como lugar privilegiado de confronto de forças sociais como relações de poder reprodução de estrutura de classes.
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A Prática Pedagógica do Professor Universitário concepções de professores e alunos
Nesse caso, esse professor revela um comprometimento com a política universitária, como fórum de luta por seus direitos enquanto profissional.
A fala seguinte do docente P3, contudo, sinaliza para uma falta de comprometimento com a profissão docente:
"...nós, professores como um todo, regra geral, fazemos aquilo como complementação de nossa vida, complementação financeira e pessoal. O ensino vem como uma complementação salarial por causa da má remuneração que temos" (P3).
Esse pensamento parece indicar uma falta de identificação com a profissão docente, que, de certa forma, contrasta com a fala anterior, na qual ele parece comprometido com sua carreira universitária. No entanto, deixa entrever uma concepção dessa carreira, na qual o ensino não constitui o foco de suas preocupações.
Essas unidades de sentido, juntamente com as outras emitidas por esse mesmo professor e analisadas anteriormente, possibilitam dizer que sua preocupação não parece envolver diretamente os alunos, o que pode contribuir para uma prática pedagógica centrada no professor, sem levar em conta os interesses e necessidades dos alunos.
O Professor P5 apresenta, em sua fala, o comprometimento que o professor deve ter com o aluno:
"...com todos os problemas, eu nunca deixei de dar aula, então, eu acho que é uma questão de falta de responsabilidade mesmo, não ser assíduo, não cumprir suas obrigações junto ao aluno" (P5).
Essa fala sinaliza para uma visão de ensino como sendo uma obrigação a ser cumprida. Entretanto, não dá pistas sobre a metodologia utilizada junto aos alunos.
Na fala seguinte, o mesmo docente continua enfatizando a questão da responsabilidade:
"...eu acho que é porque a universidade não cobra. Se cortasse o ponto, não acontecia isso não. Mas como o professor não é valorizado aqui não liga para o aluno" (P5).
Nesse caso, porém, ele adota uma perspectiva negativa, associada à falta de valorização do trabalho docente por parte da universidade. Essas duas
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unidades de sentido reforçam o perfil traçado na seção anterior, que associava esse professor a uma prática voltada para uma educação bancária e apoiada no conteúdo do manual.
A unidade de sentido apresentada pelo professor P7 também se refere à falta de valorização da profissão docente.
"Se você não for valorizado, não adianta ser doutor, pós-doutor e ter 40 horas, regime de dedicação exclusiva e produzir tanto..." (P7).
A visão que esse docente tem da universidade parece trazer como consequência uma falta de comprometimento com os alunos, que também foi explicitada em outras falas desse mesmo docente. Desse modo, essa característica pode contribuir para um perfil, como apresentado na seção anterior, de um professor que desenvolve uma prática pedagógica voltada para a educação bancária, apoiada no conteúdo do manual, que corresponde à situação em que o professor tem menos comprometimento com os alunos.
O Professor P18 reforça a questão do comprometimento com a sua profissão:
"...poderia melhorar o padrão de ensino... isso depende primeiro do professor porque ele pode ter a melhor estrutura do mundo, se o professor não está a fim de ser piufessor, não adianta o padrão. É preciso ter compromisso e responsabilidade com o aluno. Se não ele não está sendo ético " (P18)
Esse professor chama a atenção para a ligação entre prática pedagógica e compromisso profissional. Antes de qualquer preparação técnica precisa haver a ética, que leva o professor a se assumir como profissional que forma outros e que, independente de ser supervisionado, cumpre com suas obrigações. Mais uma vez recorremos a Freire (2002), que remete claramente à questão ética. Nessa direção, para o docente, a questão da qualidade da universidade não está atrelada apenas às suas condições de funcionamento, mas ao compromisso do profissional de ensino com o seu aluno.
Nessa fala esse professor completa sua lista das condições necessárias para um ensino de qualidade, enfocando a questão ética. Ressaltando sua preocupação em atender às necessidades do aluno, mas sem dar maiores informações sobre como fazer isso
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A Prática Pedagógica do Professor Universitário concepções de professores e alunos
V.4.3 Unidades de sentido classificadas na categoria "produção