Del 3. Begrepsmessig gjennomgang av fagområdet inn- og utvandringsstatistikk
10. Med folkemengden og folketilvekst som utgangspunkt
10.5. Noen personkategorier som har vært relevant i diskusjoner om
Quanto à questão curricular, a proposta dos Ciclos de Formação em Mato Grosso, objetivou a ressignificação das concepções presentes nos conteúdos escolares, currículo, metodologia e avaliação. A tentativa era de romper com a linearidade e os aspectos estáticos dos conteúdos escolares, nas fases dos ciclos e entre os ciclos, buscando a continuidade na construção do conhecimento, ampliando, aprofundando e modificando a compreensão do mundo do educando (Amaral, 2006).
Amaral (2006, p.34) destaca as quatro necessidades consideradas mínimas para garantir essa continuidade entre as diferentes etapas dos ciclos, de acordo com a proposta:
a) (...) prever uma certa seqüência e progressão entre os conteúdos a serem construídos (...);
b) (...) priorizar, nas diversas áreas da ciência, aspectos do conhecimento que são significativos, destacados pelos Parâmetros Curriculares Nacionais, dentre os acumulados ao longo da história da humanidade;
c) (...) construir os conceitos e os demais processos de desenvolvimento dos educandos através da vivência e reflexão de suas diferentes dimensões expressas nos processos de socialização, construção de conhecimento e desenvolvimento do pensamento;
d) (...) estabelecer relações entre o desenvolvimento social e o desenvolvimento individual, entendendo o que dificulta a concretização da vinculação entre esses dois aspectos no cotidiano escolar (Mato Grosso, 2000, p.77 apud AMARAL, 2006, p.34)
Segundo Amaral (2006), para atender as essas necessidades, os conteúdos são reunidos em três grupos:
conteúdos conceituais: são as bases teóricas das diversas áreas do conhecimento e a organização de um conjunto de conceitos necessários para entender a realidade natural e social, em suas diferentes dimensões;
conteúdos atitudinais: são aqueles que se referem ao estado sócio- afetivo do aluno e à sua disposição mental e cognitiva, organizada pela
125 experiência, para agir/reagir num determinado contexto. São os conteúdos através dos quais o educando expressa valores, princípios e ética.
conteúdos procedimentais: são os que se relacionam à autonomia e criatividade, revelados gradativamente, à medida que o aluno passa a dominar diferentes instrumentos, não apenas cognitivos, mas também relacionados ao uso concreto de elementos como materiais escolares ou o movimento de seu próprio corpo. (p.34)
Ainda quanto à questão dos conteúdos escolares, a proposta dos ciclos estabelecia o redimensionamento do currículo, enfocando a prática social como ponto de partida e de chegada para o trabalho pedagógico e, objetivando criar condições para a apropriação e a construção do conhecimento para a maioria das crianças das camadas populares. (Amaral, 2006).
Na proposta dos ciclos em Mato Grosso, as áreas do conhecimento e disciplinas eram organizadas em três áreas do conhecimento: Linguagens, Ciências Naturais e Matemática, Ciências Humanas e Sociais, de acordo com a LDB nº 9394/96 e com o Parecer CNE nº04/98, garantindo ao aluno a base nacional comum e a parte diversificada.
Havia também uma diferenciada estruturação da carga horária, com um número mínimo de aulas semanais de cada disciplina na semana.
A carga horária é organizada por semiblocos, ou seja, os alunos têm aulas de duas disciplinas por dia e as horas-aula totais do bimestre são divididas por duas horas-aula diárias. Desse modo, se uma disciplina tem 24 horas-aula bimestrais, os alunos terão 12 dias letivos seguidos de aula desta disciplina. Após concluída a carga horária, só terão aulas desta disciplina no próximo bimestre. (AMARAL, 2006, p.69).
É importante, ainda, se destacar algumas dimensões sobre a concepção de currículo, assumidas pela proposta de Ciclos de Formação, em Mato Grosso.
(...) entende-se que o currículo situa-se justamente entre as intenções, princípios e orientações gerais e a prática pedagógica, sendo sua função evitar a dicotomia entre os dois extremos. Como instrumento para orientar as ações dos professores, o currículo não deve suplantar a iniciativa e responsabilidade desses profissionais, restringindo-se a meros executores de um plano de ação.
(...) o currículo, núcleo da educação escolar, é uma prática social, cuja função socializadora e cultural desenvolvida nos membros da sociedade a compreensão e a aquisição da experiência social e historicamente acumulada, e culturalmente organizada.
(...) o currículo é sempre uma construção sociocultural que revela seu compromisso com os sujeitos, com a prática social, com a história, com a sociedade e com a cultura. (Mato Grosso, 2000, p.81 apud Amaral, 2006, p.35)
126 Na proposta, a principal função do currículo é concretizar o projeto educativo que norteia as atividades pedagógicas, definindo claramente as intenções e os planos de ação que serão realizados. (Amaral, 2006).
Para isso, faz-se necessário um trabalho docente com qualidade, com intencionalidade definida, com o objetivo de mediar o processo de ensino-aprendizagem na construção do conhecimento.
Com o intuito de melhoria do trabalho docente, foram sugeridas três metodologias para o desenvolvimento do trabalho em sala de aula, com base nessa nova proposta curricular em ciclos e a partir dos conteúdos escolares definidos pela Secretaria de Educação em Mato Grosso.
A) Projeto de trabalho: esta sugestão de metodologia é descrita como uma forma de propiciar o encontro dos educandos com os conteúdos escolares, a partir da escolha de temas específicos para cada ciclo/fase, levando em consideração as experiências anteriores dos alunos. O tema pode fazer parte do currículo oficial de uma experiência comum ou de um acontecimento atual. Pode ser proposto pelo professor ou pelos alunos, tendo cuidado para observar a relevância do tema e não apenas trabalhar com ele porque gostamos. A bibliografia recomendada para aprofundamento sobre os projetos de trabalho é de Hernandez e Ventura, em sua obra A organização do currículo por projetos de trabalho.
B) Projetos integrados: com diversos aspectos semelhantes à proposta de projetos de trabalho, os projetos integrados são apresentados a partir da visão de Santomé, que diz: porque não fazer dentro da sala de aula o que se faz continuamente na rua, no ambiente natural verdadeiro. Propõe-se nesta metodologia basear-se o interesse dos alunos, além de trabalhar para gerar outros novos interesses, visando à integração em torno das questões da vida prática e diária; integração através dos temas e pesquisas, correlacionando as diversas disciplinas; integração através de conceitos, descobertas e invenções; integração entre as áreas do conhecimento, entre outros. De acordo com os princípios dessa perspectiva, o professor deverá organizar o ensino para promover uma visão global da realidade, assim como planejar atividades individuais e coletivas que oportunizarão ricas interações, trocas de experiências e a possibilidade de uma aprendizagem mais significativa. C) Temas Geradores: baseando-se na leitura de Paulo Freire o texto explica que os Temas Geradores constituem numa estratégia político- pedagógica que considera a experiência de vida dos alunos numa perspectiva de valorização da cultura popular, das relações dialéticas que se estabelecem entre o homem e o mundo social comprometida com a constituição dos sujeitos. Optar por esta metodologia de trabalho traz para a sala de aula e para a escola aspectos importantes, como por exemplo, a necessidade de uma visão crítica por parte do professor, refletindo e teorizando sobre sua prática a fim de auxiliarem seus alunos a lerem o mundo de forma menos alienada. Destaca-se ainda que o trabalho com os temas geradores não exclui da escola os conhecimentos acumulados pela humanidade. Há apenas uma outra forma de encará-los e distribuí-los no novo espaço-tempo da escola organizada em ciclos. (AMARAL, 2006, p.38-39).
127 Já a organização curricular da proposta dos Ciclos de Formação, na Rede Municipal de Goiânia, baseou-se nos Parâmetros Curriculares Nacionais, que, segundo Lima (2005), de acordo com o projeto, as diversas disciplinas deveriam buscar um trabalho mais interdisciplinar, a partir de quatro projetos: os temáticos, de ação pedagógica, de apoio didático e de avaliação.
O projeto temático retrata os subtemas dos Ciclos I e II e os conteúdos de cada área de conhecimento.
Quanto ao Projeto de Ação Pedagógica, a autora expressa
(...) que apresentou os princípios e as diretrizes básicas necessárias ao desenvolvimento das atividades pedagógicas: pesquisa (superar a prática da repetição, orientar o aluno na construção do conhecimento), ludismo (tornar mais eficaz a ação docente e o ato de aprender mais prazeroso), organização do trabalho individual e coletivo (permitir a interação e a construção coletiva do conhecimento), qualidade e dialética (atitudes de ação-reflexão-ação transformadoras das práticas educacionais). (p.39).
Conforme Lima (2005), o projeto de apoio didático evidencia a importância da utilização dos recursos didáticos no ensino, e o projeto de avaliação, considerado o central da proposta, deveria romper com a concepção centrada em resultados e objetivar a orientação do processo de ensino-aprendizagem. A autora observa que
(...) a reprovação dentro do ciclo foi eliminada e os alunos podiam avançar dentro dos ciclos ou de um para o outro. Os que não alcançassem os objetivos propostos poderiam permanecer na mesma etapa até a superação de suas dificuldades. (p.39).
Ao longo do projeto, algumas alterações foram realizadas e aprovadas pela Resolução CME nº 061/2003:
o coletivo de professores do Ciclo I deve ser formado por: um pedagogo-referência; um professor de Educação Física e um dinamizador- pedagogo para cada quatro turmas;
o professor coordenador (termo utilizado para substituir o coordenador pedagógico) deve ser eleito por seus pares e seu mandato deve ser de, no mínimo, um ano. Cada escola municipal tem direito a um professor coordenador por ciclo;
com o aumento quantitativo de professores por sala, os professores podem contar com quatro horas semanais de estudo, além do planejamento semanal, que continua sendo feito pelo coletivo de professores;
em relação à progressão dos alunos, as classes de aceleração da aprendizagem ficaram extintas e a retenção do aluno de um ciclo para outro e entre as etapas destes também, o que caracteriza a progressão continuada. A matrícula inicial deve continuar sendo feita de acordo com a faixa etária, exceto para adolescentes de 12, 13 e 14 anos não alfabetizados, que devem ser matriculados no Ciclo II;
128 os instrumentos de avaliação devem ser aprimorados e os registros de avaliação passam a ser trimestrais (e não mais bimestrais). O termo conselho de classe ficou substituído por conselho de ciclos;
a proposta conserva algumas características do projeto original, sendo: manutenção do agrupamento por idade, previsão de tempo específico para estudo coletivo dos professores; manutenção da Base Curricular e das Diretrizes Curriculares aprovadas pela Resolução – CME N.017/2000. (LIMA, 2005, p.41).
As Diretrizes Curriculares da Rede Municipal de Ensino de Goiânia, no período de 2001 a 2004, apresentaram como princípio a construção de uma escola de qualidade, com respeito à diversidade cultural, social, individual, etc.
Para isso, as diretrizes propunham uma mudança na concepção autoritária de conhecimento, visando a um processo educativo que ressignificasse os conteúdos e a formação integral do educando.
Lima (2005), aponta que, buscando a ressignificação da escola e do trabalho pedagógico, as Diretrizes Curriculares (2000) da rede de Goiânia fundamentavam-se nos seguintes princípios:
contribuir para que os educandos façam uma leitura crítica da realidade, além de solucionarem problemas propostos;
estimular a coletividade, a solidariedade, a consciência social e a cooperação por meio de ações, atividades e situações metodológicas e didáticas;
possibilitar uma relação de troca em que os educandos interajam entre si, com os outros e com o educador;
entender o educador como mediador do processo ensino-aprendizagem;
incluir temas transversais (pluralidade cultural, ética, saúde, sexualidade, meio ambiente) nas atividades realizadas pela escola;
construir coletivamente o Projeto Político Pedagógico da escola;
compreender na ação pedagógica: o espírito investigativo, o caráter lúdico, a produção individual e coletiva;
tratar interdisciplinarmente os conteúdos (p.42-43).
Além das diretrizes, o currículo, na Rede Municipal de Goiânia, era norteado pelos objetivos gerais para o Ensino Fundamental, de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais.
129 1.3.2.3.5 Práticas Avaliativas e Registros.
A mudança no paradigma da avaliação foi outro objetivo na proposta dos ciclos de formação em Mato Grosso. A proposta aproximou a avaliação ao processo de aprendizagem, considerou o processo avaliativo como um elemento inerente à melhoria da aprendizagem, por isso avaliação deveria ser diagnóstica, reflexiva e sistêmica. Assim, o modelo de avaliação que norteou a proposta, está expresso, no texto oficial, da seguinte forma:
uma mudança na maneira de ver a avaliação, pressupondo-se o desenvolvimento do educando sem submetê-lo a uma experiência de fracasso;
que a progressão de todos os alunos passe a constituir-se num desafio, o de criar medidas de acompanhamento do processo de aprendizagem, sobretudo das dificuldades para que o avanço seja garantido e assegurado a todos;
nesse sentido, a avaliação deve assumir um caráter investigativo, diagnóstico, contínuo e processual, preocupando-se com a aprendizagem dos alunos e rompendo com a lógica classificatória difundida nas escolas evidenciadas na concepção memorística do saber. (AMARAL, 2006, p.47). Uma prática avaliativa diagnóstica, contínua e processual remeteu a uma observação minuciosa pelo professor sobre o processo de aprendizagem dos alunos e a necessidade de registros sistematizados dos avanços, dificuldades e intervenções, ao longo do processo. (Amaral, 2006).
Nesse sentido, é proposta a substituição dos boletins e notas pela sistematização dos dados, por meio de relatório descritivo de avaliação individual. Nas diretrizes da Secretaria (Mato Grosso, 2000), eram explicitados alguns princípios essenciais para a prática do relatório:
Conteúdos de Natureza Cognitiva: são os conceitos e conhecimentos construídos pelo aluno nas áreas do conhecimento.
Desenvolvimento Afetivo: a relação afetiva com o conhecimento e a aprendizagem (se necessita mais estímulos para despertar mais interesse), se demonstra prazer no que faz, relação com os colegas, trabalhos em grupos. Caráter Mediador: refere-se ao papel do professor na avaliação, tornando-se um observador e mediador do processo de desenvolvimento de cada aluno, fazendo as intervenções pedagógicas sempre que necessários, instigando o aluno a perceber que ele é o principal sujeito deste processo. Caráter Evolutivo: perceber o aluno como um ser inacabado, ou seja, um sujeito em construção, levando em consideração a estrutura mental já construída pela criança e as condições concretas de sua existência. De suas vivências para avaliá-las.
Caráter Individualizado: destina-se ao acompanhamento efetivo do professor através de anotações diárias e registros significativos sobre a
130 aprendizagem da criança, confiando no seu processo permanente de aprendizagem.
Participação da família: uma contribuição significativa, para a construção do relatório, especificamente com a percepção que os pais têm sobre o processo de aprendizagem de seus filhos. (Mato Grosso, 2000, p.183-184, apud AMARAL, 2006, p.49-50).
Para facilitar a elaboração dos relatórios, a Secretaria Estadual de Mato Grosso sugeriu alguns instrumentos de registros:
1- Cadernos de Campo: deve ser utilizado pelo professor para registrar o