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Kjente data- og statistikkproblemer på feltet internasjonale flyttinger

Del 3. Begrepsmessig gjennomgang av fagområdet inn- og utvandringsstatistikk

11. Ulike generelle sider ved internasjonale flyttinger og den tilhørende

11.5. Kjente data- og statistikkproblemer på feltet internasjonale flyttinger

Em sua tese de doutorado, Fetzner (2007) analisando as falas das professoras da Rede Municipal do Rio de Janeiro, pontuou algumas dificuldades na proposta de implementação dos ciclos:

 implantação da proposta de forma impositiva pela Secretaria, sem processo de discussão, reflexão e formação para os professores;

 desconhecimento dos professores sobre o Documento Preliminar da Proposta do Ciclo;

187  dificuldade do professor em romper com a organização do conteúdo escolar

seriado;

 falta de apoio da Secretaria para implantação da proposta;  utilização do livro didático com conteúdos seriados;

 dificuldade do professor em trabalhar com turmas heterogêneas e em fazer um trabalho diversificado com essas turmas;

 ruptura com a aprovação automática;

 descompasso entre a proposta oficial dos ciclos e a prática pedagógica na escola. Ao analisar a proposta de implantação da Rede Municipal em Niterói, Fernandes (2003) constatou, ao longo da pesquisa, alguns fatores dificultadores da implantação da proposta: falta de clareza sobre a proposta dos ciclos para os próprios gestores que idealizaram a proposta; concepção da cultura escolar baseada na seriação e em procedimentos para a recuperação de alunos com distorção conhecimento-série; dificuldade em romper com a seriação. Em síntese, a proposta na prática, ainda não se efetivou.

David (2003), Kaneko (2008) observam que uma das principais críticas feitas pelos educadores à proposta pedagógica implantada em 1999, na Rede Municipal de Ensino de Niterói (RJ) foi a forma de sua implantação e a impossibilidade de discussão para a implantação da proposta dos ciclos. As escolas não tiveram opção de escolha e passaram oficialmente para a organização dos ciclos. Além disso, não houve assessoria pedagógica da Secretaria às escolas, no processo de implantação. Mesmo implantada oficialmente nas escolas a organização em ciclos, o que se verifica na prática, é a organização de uma escola seriada.

David (2003) observa que muitos professores entendiam a proposta pedagógica como um documento oficial elaborado pela Secretaria Municipal de Educação de Niterói e que não necessariamente precisaria ser estudado e concretizado na prática. Afirma, também, que muitos educadores entrevistados não haviam realizado, até o momento, a leitura da proposta.

David (2003) afirma que a Secretaria não garantiu as condições básicas e necessárias para a implantação da proposta, dentre elas, uma discussão ampla e coletiva da proposta e sua elaboração com os educadores.

188 As representações dos professores sobre o sistema de ciclos, segundo Kaneko (2008), expressam os ciclos como um atendimento às estatísticas político-econômicas, objetivando mostrar apenas que as crianças estão alfabetizadas, que podem seguir o fluxo escolar, sem evasão ou repetência.

David (2003) constata em seu estudo, que a implementação dos ciclos foi uma alternativa que a Secretaria encontrou frente aos resultados alarmantes da proposta pedagógica anterior, para dar fluxo ao sistema, melhorar os índices e as estatísticas do Município de Niterói.

Concluiu a pesquisa, enfatizando que a proposta não possibilitou a mudança profunda e consistente necessária para a garantia da aprendizagem, desenvolvimento e formação do aluno, como propunha um dos princípios da proposta.

Na Rede Municipal de São Gonçalo (RJ), a partir da análise das entrevistas com as equipes pedagógicas e professores, Santos (2007) observa que a lógica seriada ainda impera na maioria das escolas e que houve uma tentativa isolada, pontual, de algumas equipes e professores em manter a discussão, à busca de alternativas para a implantação efetiva da organização em ciclos e a superação da lógica seriada. Nessa direção, destaca na rede algumas experiências pontuais e individuais bem sucedidas na organização dos ciclos, quanto à possibilidade de estudo e debates na escola em torno da proposta e de reformulação dos saberes e fazeres docentes.

No entanto, não houve nenhuma ação da Secretaria Municipal de Educação de São Gonçalo para a continuidade de discussão ou debate sobre a proposta dos ciclos, há um sentimento no ar de abandono do poder público, pelo fato de terem sido implantados em uma gestão diferente da atual. (p.123).

Além disso, destaca que os professores associaram a discussão da organização escolar em ciclos, apenas, à questão da reprovação. Em 2004, a Secretaria decidiu realizar uma mudança estrutural nos ciclos. O primeiro ciclo de três anos é reduzido a dois anos e o segundo ciclo de dois ampliado para três anos, a partir das reivindicações dos professores de que a primeira forma demorava maior tempo para reter o aluno, logo, no primeiro ciclo. A retenção pode ocorrer, ao final de cada ciclo.

Santos (2007) aponta que o fracasso escolar para alguns professores não é entendido como uma consequência de metodologias equivocadas ou de falta de condições efetivas para a realização do trabalho docente, mas sim, como resultado da incapacidade do aluno. (p.78).

189 A autora observa, nas entrevistas com os professores, um grande descontentamento devido ao número excessivo de alunos, em sala de aula, e à redução pela Secretaria Municipal de Educação de São Gonçalo do número de funcionários da equipe escolar, como forma de “enxugar as escolas.”

Na proposta da Escola Plural no município de Belo Horizonte as dificuldades apontadas pelos estudos de Fardin (2003), Gomes (2003), Murta (2004) centram-se na questão da formação dos educadores, pontuando que a formação oferecida pela Secretaria Municipal de Educação foi insuficiente para garantir o sucesso da proposta, em todas as escolas da Rede Municipal. Além disso, foi insuficiente para subsidiar o professor na mudança estrutural e profunda da escola, na direção que a proposta da Escola Plural apontava.

Além disso, os autores evidenciaram que não houve um movimento de reorientação curricular estruturado e associado à proposta de formação permanente dos educadores.

Em São Paulo, Camargo (1997) aponta como uma grande dificuldade enfrentada a composição das equipes pedagógicas nos NAEs, devido à falta de funcionários comprometidos verdadeiramente com a proposta de defesa da educação popular e com a melhoria da escola pública e pela pouca disponibilidade apresentada pelos professores por medo de retaliação política posterior a administração, por assumir funções numa administração do Partido dos Trabalhadores na Secretaria Municipal de Educação. 1.3.2.5.8 Avanços na Proposta.

A Rede Municipal do Rio de Janeiro implantou o primeiro Ciclo de Formação, nos três primeiros anos do Ensino Fundamental, visando à ruptura com a organização da escola seriada. A proposta do primeiro Ciclo de Formação foi entendida como uma possibilidade de flexibilização no tempo de alfabetização dos alunos e de adequação e respeito ao ritmo e tempo de aprendizagem do aluno, numa fase importante da escola, que é o processo de aprendizagem, na alfabetização.

Fernandes (2003) ao longo de sua tese de doutorado, pontua alguns aspectos relevantes da proposta da Rede Municipal de Ensino de Niterói: a busca do aumento da fluidez das progressões, proibindo a total reprovação, ao longo dos ciclos, e, propondo a flexibilização do tempo de aprendizagem e o respeito ao ritmo de cada aluno; o enfoque de uma concepção de conhecimento em espiral e integrado, procurando viabilizar a

190 proposta, a partir da formação dos educadores; - a concepção de ciclo relacionada, com maior ênfase, com as questões de organização do conhecimento, do tempo e ritmo de aprendizagem, formação de grupos e respeito às individualidades do que, unicamente com o sistema de avaliação; o trabalho com projetos, ora com seleção de conteúdos baseados nos programas, ora com temáticas de interesse da comunidade e ora com ênfase nas aprendizagens dos alunos.

Kaneko (2008) identifica, numa escola pesquisada da Rede Municipal de Ensino de Niterói, um movimento de mudança, na tentativa de ruptura com a organização seriada pelo engajamento nos horários de estudo destinados à formação de professores (duas horas de estudo semanais na escola), o apoio da direção e sua integração no trabalho pedagógico e na inserção/participação da comunidade nesse processo de discussão para a implementação dos ciclos.

Os estudos de Fardin (2003), Gomes (2003), Murta (2004) evidenciaram que a implantação da Escola Plural de Belo Horizonte foi uma proposta político-pedagógica que promoveu mudanças no cotidiano de algumas escolas, na concepção de ensino e aprendizagem e na concepção de avaliação de alguns educadores da Rede. Objetivou um novo modo de operar da escola capaz de romper com a lógica seriada que favorecia a exclusão dos alunos.

A proposta da Escola Plural da Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte construiu a proposta, promovendo a participação de todos os envolvidos no processo, tanto profissionais da educação, como a sociedade, de maneira geral.

A organização curricular da escola em ciclos de aprendizagem foi implantada na Rede Municipal de São Paulo, por meio de uma proposta de cunho crítico- emancipatório para a educação, com o objetivo de combater o caráter seletivo, elitista e excludente que norteava, até então, as práticas pedagógicas, nas escolas públicas municipais.

Por meio dos estudos acadêmicos, pode-se afirmar que a experiência pioneira de implantação da flexibilização curricular por meio dos ciclos de aprendizagem para todo o Ensino Fundamental, compromissada com a democratização do ensino para as camadas populares, ocorreu na gestão de Luiza Erundina (1989 a 1992), quando na Rede Municipal de Ensino de São Paulo se implementou a proposta político-pedagógica do educador Paulo Freire, que, nessa época, ocupava o cargo de Secretário de Educação. A proposta de organização curricular em ciclos de aprendizagem, alicerçada em pressupostos freireanos, expandiu-se para outras redes de ensino, sendo re-estruturada

191 de acordo com cada contexto histórico-social, econômico e cultural e a realidade local, numa perspectiva de construção de uma escola pública, popular e democrática.

Nessa perspectiva, destacam-se a Escola Plural em Belo Horizonte (1994), a Escola Cidadã em Porto Alegre (1995), a Escola Cabana, em Belém do Pará (1997) e a Escola Sem Fronteiras, em Blumenau (1997).

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