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Lovregulering av arbeidstakerrettigheter

A repercussão foi enorme. No mundo todo, tornou-se comum ouvir que a civilização está em xeque. Tudo porque, num ínfimo instante para a história planetária – o período pós- Revolução Industrial, e sobretudo as seis décadas posteriores à 2ª Guerra Mundial, quando se intensificaram a globalização e o consumismo – o padrão de desenvolvimento quilômetros em busca de uma ilha de gelo

para descansar. Com o pequeno aumento de temperatura média, já notado naquela região do planeta, essas formações geladas estariam desaparecendo. O longa-metragem ganhou o prêmio Oscar como melhor documentário do ano, e visibilidade ainda maior, com as viagens de Al Gore pelo mundo, para dar palestras simultâneas às exibições cinematográficas. Um empenho que renderia o Prêmio Nobel da Paz em 2007 ao ex-vice-presidente, ao lado do IPCC, responsável pelos mencionados estudos científicos.

Para completar, multiplicaram-se as notícias sobre fenômenos climáticos extremos em vários países, tais como furacões, inundações e secas, no período anterior ao anúncio do IPCC. Com tudo isso, no início de 2007, não se duvidava que a última década fora a mais quente dos últimos 150 anos. E poucos questionavam a ocorrência de um aumento gradual da temperatura global, mesmo que não uniforme nas várias regiões do planeta. Mas persistia a polêmica em torno da origem do problema.

Havia quem apostasse em causas exclusivamente naturais, com base no raciocínio de que nosso planeta viveu eras mais frias e mais quentes antes mesmo do ser humano existir. Para se contrapor a esse raciocínio, afirmando com um grau respeitável de segurança que o “bicho-homem” teria sua parcela de culpa na geração das mudanças climáticas, o IPCC teve de se apoiar em uma imensa quantia de dados, processados com uso de sofisticados modelos matemáticos.

Só para dar idéia da complexidade dos estudos, vale citar um método para medir a evolução da concentração na atmosfera dos

164 “Retrospectiva 2007 - Mudanças climáticas: o mundo, enfim, acorda para o problema”, artigo de Neide Campos, no sítio Ambiente Brasil, é uma pequena retrospectiva que resume as muitas notícias sobre o tema na mídia. Disponível em: http://www.ambiente- brasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&id=35543

ENQUANTO ISSO...

Foi em meio à grande evidência para temas ambientais que, também em fevereiro de 2007, o Brasil comemorou os 18 anos do Ibama. Criado em 1989 pela fusão de quatro órgãos federais que lidavam com temas correlatos, ele chegou à “maioridade” com uma variedade de atribuições e um surpreendente resultado, numa pesquisa feita pelo Instituto de Estudos da Religião (Iser) com o MMA.165 Ela revelou

o Ibama como entidade de defesa do meio ambiente mais lembrada pelas/os brasileiras/ os.

Não é para menos. Entre suas atribuições, estavam a operacionalização de normas definidas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), o gerenciamento de unidades de conservação, o licenciamento ambiental de obras de grande porte, o monitoramento e fiscalização de infrações ambientais. Entre estas, o combate às queimadas e ao desmatamento de áreas nativas ganhara especial atenção, naquele momento, por causarem o aumento do efeito estufa.

Sinal de que temas complexos – como a compreensão de que árvores, sobretudo durante seu crescimento, incorporam carbono do ar, e portanto têm mais esse papel importante de “sumidouros de carbono” – podem se tornar assunto corriqueiro das rodas de discussão.

EA, já sabemos, não poderia faltar na relação de atividades do Ibama. Outro balanço, preparado por esse setor – compreendido por uma coordenação geral em Brasília e núcleos de EA (NEAs) nas 27 unidades federativas – converteu em gerou devastadoras mudanças na biosfera,

essa fina camada da Terra que abriga a vida. A sobrevivência da própria humanidade estaria em risco.

Uma fração de educadoras/es ambientais entendeu as notícias como sinal de fracasso da EA, já que não se conseguira evitar o recrudescimento dos problemas ambientais nas últimas décadas por meio da conscientização. Teria a EA sido um mero paliativo aos grandes interesses econômicos negativos ao meio ambiente? Perguntavam-se essas pessoas.

No outro extremo, correntes que apostam no desenvolvimento sustentável como resposta aos problemas ambientais interpretaram as informações do IPCC como oportunidade de influenciar também os meios político e empresarial, apressando a descoberta de novas tecnologias capazes de “limpar” o planeta. Seria o momento de governos e empresas investirem na substituição dos derivados de petróleo, principais vilões do aquecimento global, bem como em técnicas para capturar o carbono do ar e explorar recursos naturais de modo menos impactante. Investir na EA com intuito de envolver as pessoas nessa nova postura faria parte do novo desafio.

No arco-íris de vertentes, outro bloco expressivo assumiu as previsões do IPCC como indicativo da urgência de mudar os padrões de produção e consumo, combatendo o modelo de acumulação baseado na desigualdade social e sucateamento acelerado de produtos, a ponto de exaurir velozmente os recursos naturais e colocar em risco a vida no Planeta. EA teria um papel transformador, nesse contexto.

165 Pesquisa nacional de opinião pública “O que os brasileiros pensam sobre a biodiversidade?”, iniciativa do MMA, em parceria com WWF-Brasil, Fundo Nacional para a Biodiversidade (Funbio) e Natura, foi realizada pelo Instituto Vox Populi com coordenação do Instituto de Estudos da Religião (Iser), e divulgada em 22/05/2006, dia Internacional da Diversidade Biológica. Disponível em: http://assets.wwf.org.br/downloads/wwf_brasil_pesquisa_ibope.zip

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Científico e Tecnológico (CNPq), uma base dados que congrega milhares de currículos de especialistas e pesquisadoras/es em todas as áreas, bem como informações sobre organizações.

Além de abrir acesso aos currículos do sistema Lattes, o novo SIBEA incorporou suas ferramentas, como a geração automática de sinopses sobre as/os educadoras/es ambientais, instituições do ramo e materiais didáticos. Mais que isso, outro mecanismo garantiu a incorporação automática dos dados registrados pela/o usuária/o no momento de cadastramento no sistema. Assim, segundo a equipe que desenvolveu o novo sistema, ao fornecer informações sobre áreas de atuação, participação em coletivos e/ou redes de EA a pessoa passa a fortalecer sua própria rede de relacionamento.167