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Del 2: Kommunikasjon

5.2.1 Landbruksprosjektet

O treinamento e o conhecimento das atribuições do coordenador pelos entrevistados estão descritos no Quadro 9 a seguir:

Quadro 9 – Treinamento e conhecimento das atribuições do coordenador pelos entrevistados SIM NÃO PARTICIPAÇÃO EM TREINAMENTO PARA O EXERCÍCIO DA COORDENAÇÃO 2 6 MANUAIS, NORMAS OU DO REGIMENTO INTERNO MANUAIS, NORMAS OU DO REGIMENTO INTERNO E DE TREINAMENTO MANUAIS, NORMAS OU DO REGIMENTO INERNO E DE OUTROS OUTROS OBTEVE CONHECIMENTO DAS ATIVIDADES DE COORDENADOR ATRAVÉS DE: 5 1 1 1

Verifica-se a falta de preocupação das IES, incluindo-se algumas de maior porte, em promover treinamento específico aos coordenadores para exercerem as atribuições do cargo. Apenas dois dos entrevistados, um de universidade privada e outro de faculdade privada, receberam treinamento. Por este motivo pode-se admitir como conseqüência da falta de treinamento o fato de que sete dos coordenadores declararam que tomaram conhecimento das atribuições do cargo através de manuais, normas ou do Regimento Interno da IES, sendo que o único que não citou os manuais já havia exercido o cargo anteriormente. Vale lembrar que três coordenadores ressaltaram que somente tomaram conhecimento de suas atribuições após assumirem o cargo, o que denota o descuido das IES em dar conhecimento prévio aos futuros coordenadores de suas atribuições.

Em que pese quase todos entrevistados terem apontado os manuais, normas ou Regimento Interno como embasamento para o exercício de suas funções, nem todos disponibilizaram estes documentos para posterior análise.

Com o intuito de padronizar as respostas, o Quadro 10 foi elaborado a partir de uma adaptação das funções dos coordenadores de curso apresentada por Franco (2004: web). Solicitou-se a cada coordenador responder quais as funções do seu cargo na IES. Após, as respostas foram classificadas por ordem decrescente em relação ao número de respostas sim, ou seja, partindo-se das funções mais freqüentes às menos freqüentes.

Quadro 10 – Funções exercidas na coordenação de curso na IES FUNÇÕES NÚMERO DE RESPOSTAS AFIRMATIVAS NÚMERO DE RESPOSTAS NEGATIVAS

1 Representante de seu Curso. 8 -

2 Vinculador do Curso com os anseios e desejos do mercado. 8 -

3 Responsável pelo desenvolvimento atrativo das atividades acadêmicas. 8 -

4 Responsável pela qualidade e pela regularidade das avaliações desenvolvidas no

Curso. 8 -

5 Responsável pelo sucesso dos alunos nas avaliações oficiais (Provão e outros). 8 -

6 Estimulador da freqüência discente. 7 1

7 Responsável pela indicação da contratação e demissão de docentes. 7 1

8 Responsável pelo processo decisório de seu Curso. 7 1

9 Responsável pela elaboração e execução do Projeto Pedagógico do curso. 7 1 10 Responsável pelo desenvolvimento das atividades complementares em seu

curso. 7 1

11 Estimulador da iniciação científica e de pesquisa entre professores e alunos. 7 -* 12 Um líder reconhecido na área de conhecimento do Curso. 6 2

13 Um “animador” de professores e alunos do Curso. 6 2

14 O indicador da aquisição de livros, materiais e assinatura de periódicos do

curso. 6 2

15 Responsável pelo reconhecimento de seu curso e pela renovação periódica desse

reconhecimento por parte do MEC. 6 2

16 Responsável pelo sucesso de seus alunos nos Exames de Ordem, Testes

Profissionais e assemelhados. 6 2

17 Um “fazedor” do marketing do curso. 5 3

18 Controlador da freqüência docente. 5 3

19 Responsável pelo engajamento de professores e alunos em programas e projetos

de extensão universitária. 5 3

20 Supervisor das instalações físicas, laboratórios e equipamentos do Curso. 4 4 21 Responsável pelos estágios supervisionados e não-supervisionados. 4 4 22 Responsável pelo vínculo da regionalidade do seu Curso. 4 4

23 Responsável pelo acompanhamento dos ex- alunos. 3 5

24 Responsável pela empregabilidade dos alunos. 3 5

25 Responsável pela orientação e pelo acompanhamento dos monitores. 2 6 26 Responsável pela busca de fontes alternativas de recursos para o seu Curso. 2 6 27 Responsável pela adimplência contratual dos alunos de seu Curso*. 1 6*

* Um dos entrevistados se absteve de responder.

Os coordenadores foram unânimes com relação aos cinco primeiros itens, mostrando que são funções arraigadas à coordenação representar o curso, vincular o curso aos anseios e desejos do mercado, responsabilizar-se pelo desenvolvimento atrativo das atividades acadêmicas, responsabilizar-se pela qualidade e pela regularidade das avaliações desenvolvidas no curso, e responsabilizar-se pelo sucesso dos alunos nas avaliações oficiais.

O estímulo à freqüência discente, a indicação para contratação e demissão de docentes, o processo decisório do curso, a elaboração e execução do projeto pedagógico, o desenvolvimento de atividades complementares e o estímulo à iniciação científica e de

pesquisa dos alunos e professores foram as funções apontadas por sete dos entrevistados em cada resposta. É importante frisar que não houve unanimidade em algumas das respostas acima pelas peculiaridades a seguir:

A indicação para contratação e demissão de docentes não se aplica à universidade pública, que se utiliza de concurso para contratação e de processo administrativo para demissão.

O processo decisório do curso e a elaboração e execução do projeto pedagógico não fazem parte das atribuições da coordenação local de uma das universidades particulares, que recebe esses comandos da direção da sede. No tocante à pesquisa e à iniciação científica, um dos coordenadores deixou

de responder.

Outra observação importante a respeito da pesquisa e da iniciação científica é o fato de que metade dos coordenadores afirmaram nunca terem participado de projetos deste tipo, o que demonstra a distância entre esta atividade e a experiência desses entrevistados. Esta afirmação pode ser corroborada pelo fato de que três dos entrevistados não possuem publicações e um publicou apenas um trabalho científico.

As funções de ser um líder reconhecido na área de conhecimento do Curso, um “animador” de professores e alunos, o indicador da aquisição de livros, materiais e assinatura de periódicos, o responsável pelo reconhecimento do Curso e pela renovação periódica desse reconhecimento por parte o MEC e responsável pelo engajamento de professores e alunos em programas e projetos de extensão universitária foram apontadas por seis dos oito entrevistados. Vale observar que o coordenador da universidade pública respondeu afirmativamente a apenas uma destas proposições, ou seja, reconheceu como atividade de sua coordenação somente a indicação de aquisição de livros, materiais e assinaturas de periódicos. Porém esta peculiaridade está em harmonia com o conjunto de respostas do entrevistado da

universidade pública. Por exemplo: ao negar seu reconhecimento como líder na área de conhecimento do curso, pode estar se reportando ao fato de não possuir graduação em CIC; ao negar que é responsável pelo reconhecimento do curso pelo MEC, está se referindo ao fato de que a universidade pública não está sujeita ao processo de reconhecimento de curso; e ao negar que seja responsável pelo sucesso dos alunos nos exames de ordem e assemelhados, está se remetendo ao elevado nível do corpo discente em face da concorrência para ingresso na universidade.

Ainda sobre o reconhecimento do curso pelo MEC, vale lembrar o texto da Constituição Federal, art. 207, que afirma que a as universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial. Em seguida, o art. 209, ao garantir a liberdade de ensinar à iniciativa privada, coloca como condições o cumprimento das normas gerais de educação nacional e a autorização e avaliação de qualidade pelo poder público.

Cinco dos oito entrevistados afirmaram que são “fazedores” do marketing do curso, controladores da freqüência docente e responsáveis pelo engajamento de professores e alunos em programas e projetos de extensão universitária. Ressalte-se que, no tocante aos programas e projetos de extensão universitária, há de se observar o que diz a LDB/96, art. 43, que aponta como um dos fins da educação superior a promoção da extensão, aberta à participação da população, visando à difusão das conquistas e benefícios da criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica geradas na instituição. Portanto, torna-se preocupante o fato de que três coordenadores não se reconhecem como responsáveis pelo estímulo da extensão universitária.

Metade dos coordenadores afirmou que são supervisores das instalações físicas, laboratórios e equipamentos do curso, responsáveis pelos estágios supervisionados e não- supervisionados e responsáveis pelo vínculo da regionalidade do curso.

Quanto ao vínculo de regionalidade, destaca-se a advertência de G. M. Rodrigues (2003:10) sobre a importância de integrar a universidade na problemática local e regional de desenvolvimento econômico e bem-estar social, tornando-a parceira social e co-responsável no desafio de promover oportunidades de acesso ao ensino superior. Cabe recordar que o art. 43 da LDB estabelece como fim da educação superior o estímulo do conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular os nacionais e regionais.

O acompanhamento dos ex-alunos e a empregabilidade dos alunos foi apontada como responsabilidade da coordenação por apenas três dos entrevistados. Embora todos os entrevistados se considerem vinculadores do curso com os anseios e desejos do mercado, a falta de acompanhamento dos ex-alunos e da empregabilidade dos alunos deixa de promover a comprovação prática da busca do ajustamento do curso ao mercado.

Apenas dois dos entrevistados afirmaram ser responsáveis pela orientação e acompanhamento dos monitores e pela busca de fontes alternativas de recursos para o curso. Ainda em relação às questões financeiras, apenas um dos coordenadores afirmou ser responsável pela adimplência contratual dos alunos de seu curso. Pode-se inferir que há um certo distanciamento dos coordenadores em relação à gestão de recursos financeiros.

Franco (2004:11) considera que ainda não se chegou a um denominador comum quanto às funções, responsabilidades, atribuições e encargos do coordenador de curso. Afirma que predominam na figura do coordenador apenas os encargos acadêmicos, sendo deixadas de lado responsabilidades e funções gerenciais, políticas e institucionais, no sentido estrito, o que de certa forma se contrapõe às respostas dos entrevistados. Verifica-se que as funções políticas, gerenciais e institucionais estão realmente agregadas às atividades dos coordenadores.

São comentadas, a seguir, as respostas dadas às questões abertas do instrumento a respeito das atividades exercidas pelos coordenadores nas instituições:

Pergunta 1. Com que pessoas e órgãos dentro e fora da IES você mais se relaciona?

Verificou-se que, dentro da IES, cinco dos entrevistados citaram o relacionamento com os docentes, seis com os diretores e apenas dois citaram os alunos, o que demonstrou um certo distanciamento da clientela.

Quanto ao relacionamento externo, ficou demonstrada a aproximação dos entrevistados com os conselhos profissionais e/ou entidades de classe, citados por cinco, dentre os oito coordenadores. Dois dos entrevistados mencionaram relacionar-se com outras instituições de ensino e apenas um deles relaciona-se com INEP.

Pergunta 2: Quais são as principais qualidades e competências que deve ter um coordenador para exercer o cargo em sua plenitude?

As respostas que merecem destaque orbitaram em torno da competência profissional (relacionada a uma boa formação técnica na área contábil), do bom relacionamento interpessoal, do conhecimento da legislação educacional, do conhecimento do processo ensino-aprendizagem e da preocupação com a elaboração e execução do projeto pedagógico do curso. Foram mencionadas outras qualidades genéricas, como liderança, ética, disciplina e organização.

Neste sentido, conforme citação anterior, Gomes (2002b:7), em resumo, lembra que conhecer a educação e seu entorno é condição necessária para buscar novas soluções e novos rumos para a realidade escolar perante os anseios da sociedade.

Pergunta 3: No exercício da coordenação, quais são as principais dificuldades? Estas dificuldades estão relacionadas com a sua formação, com a mantenedora ou com a IES?

Em relação ao exercício da coordenação, várias dificuldades foram apontadas, destacando-se a distância entre entidades mantenedora e mantida, principalmente em relação à disponibilização de recursos financeiros e incentivos para propiciar a participação em projetos, seminários, cursos e eventos destinados a alunos e professores, bem como para promover a organização destes eventos nas IES.

O coordenador da universidade pública informou que o quadro efetivo constitui-se de número reduzido de professores, o que torna atribuição do coordenador a administração de contratos temporários dos professores substitutos, culminando na sobrecarga de trabalho. Lembrou também que faltam auxiliares para exercer atividades operacionais abrangidas pelo trabalho do coordenador.

O entrevistado de uma das universidades privadas afirmou que as estratégias do curso e o projeto pedagógico estão sujeitos às determinações da coordenação da sede, que fica em outro Estado, cabendo ao coordenador apenas cumprir as deliberações superiores.

Conforme já comentado no item 2.1.2 – Importância da gestão educacional –; a teoria da administração participativa é um novo paradigma, sendo um dos novos caminhos que o gestor deve trilhar. É preciso dar ênfase à autonomia e integração de atividades, pois o ambiente organizacional deve ser respeitado pela tomada de decisões. A palavra-chave é a comunicação dentro da escola para que seja mas fácil alcançar os objetivos do ensino e ao mesmo tempo respeitar a cultura organizacional.

Outro coordenador lembrou que as IES não estão preparadas para lidar com a deficiência pré-universitária dos alunos além, de enfatizar a falta de preparo pedagógico de alguns docentes. No item 2.5. – Papel dos coordenadores de cursos – há um comentário a

respeito da falta de exigência da prática de ensino, com o mínimo de 300 horas, para o exercício do magistério superior, como ocorre com os outros níveis de ensino.

Um dos entrevistados destacou como maior dificuldade a administração de pessoas: professor-aluno, aluno-direção e professor-coordenador.

Em resumo, as principais dificuldades enfrentadas pelos coordenadores estão relacionadas à falta de autonomia financeira e à falta de apoio da mantenedora para a promoção de eventos internos, voltados para os alunos, e para a participação de professores em eventos externos.

Nesse momento importa ressaltar as considerações de Tachizawa (2001: 83-85) que aconselha as IES a adotarem a gestão estratégica, mais ampla do que o planejamento estratégico, porque requer o envolvimento de técnicos e gestores das IES, visando à garantia de maior eficiência na implementação das estratégias institucionais. A gestão estratégica compreende, portanto, o planejamento estratégico e o plano estratégico.

Pode-se afirmar que o projeto pedagógico deveria estar inserido em um planejamento estratégico e, conseqüentemente, em uma gestão estratégica. Questões estas que dependem mais do modelo de gestão adotado pela IES do que do coordenador de curso.

Pergunta 4: O que é mais importante para o exercício da coordenação?

Há uma certa diversidade de opiniões sobre o que é mais importante para o exercício da coordenação. As considerações mais freqüentes dos entrevistados foram: conhecer o projeto pedagógico; dar atenção aos problemas dos alunos e às suas diferenças individuais; conhecer bem o mercado; ter bom relacionamento com entidades externas; ter domínio amplo da área; ser transparente, leal e confiável; saber trabalhar em equipe; ter autonomia para tomada de decisões em relação aos projetos, à qualidade do ensino, à avaliação e ao acompanhamento do aluno; assimilar a cultura organizacional.

Maximiano (2000: 474-475) diz que a cultura representa a “moldura” pela qual fatos, objetos e pessoas são interpretados e avaliados. Dentro de uma organização a cultura é compreendida pela identificação de como são as pessoas e como devem ser tratadas, pela identificação do papel do dirigente e qual é a forma mais adequada para comportar-se em relação aos subordinados e, por fim, pela identificação de como os subordinados devem comportar-se em relação aos dirigentes.

Pergunta 5: Quais são as principais habilidades que um coordenador deve possuir para desenvolver bem suas atribuições?

Para os respondentes, prevaleceram as habilidades relacionadas às relações humanas: diálogo; busca do consenso; bom relacionamento interpessoal; habilidade política; criatividade; ética; motivação; perseverança; conhecimento do mercado; conhecimento técnico e conhecimento das atribuições e responsabilidades do cargo.

Libâneo (2001: 12-13) afirma que o estudo da organização e gestão da escola inclui o conhecimento da organização escolar, o desenvolvimento de saberes e competências para viabilizar a análise dos contextos de trabalho e a capacitação para participação no desenvolvimento do projeto pedagógico-curricular, com competência técnico-científica, sensibilidade ética e compromisso com a democratização das relações sociais na instituição escolar e fora dela. Assim, se verifica uma proximidade entre a visão dos entrevistados e a literatura pertinente.

Pergunta 6: Quais as habilidades você acha que deve desenvolver para melhorar o seu desempenho na coordenação?

Na auto-avaliação das habilidades a serem desenvolvidas para o melhor desempenho na coordenação os entrevistados citaram: aprimorar os conhecimentos técnicos e

pedagógicos; manter-se atualizado em relação à legislação educacional e às tendências do mercado; melhorar a visão estratégica, a função política e as relações públicas; estreitar o relacionamento com os alunos; desprender-se das atividades administrativas e estabelecer prioridades.

O Quadro 11, resume, segundo Lück (1998: 91), as principais habilidades e conhecimentos que os profissionais que se candidatam a função de diretor devem possuir, e coincide com os resultados deste estudo, já que a coordenação também é um cargo de direção escolar.

Quadro 11 – Perfil do diretor da escola eficaz

Área administrativa:

Visão de conjunto e estratégica.

Conhecimento da política e da legislação educacional. Competência administrativa e pedagógica.

Habilidade de planejamento.

Habilidade de manejo e controle de orçamento. Habilidade de organização

Habilidade de acompanhamento e monitoramento. Habilidade de avaliação.

Habilidade de usar uma grande variedade de técnicas de solução de problemas. Habilidade de tomar decisões eficazmente.

Habilidade de resolver problemas criativamente.

Área de relacionamento interpessoal / Inteligência emocional

Habilidade de se comunicar eficazmente.

Habilidade de mobilizar a equipe escolar e comunidade local. Habilidade de facilitar processos de equipe.

Habilidade de desenvolver equipes.

Habilidade de negociar e resolver conflitos.

Habilidade de avaliar e dar feedbak ao trabalho dos outros. Fonte. Lück (1998 : 91)

Pergunta 7: Caso tenha respondido que deveria desenvolver determinadas habilidades, como adquiri-las?

Na pergunta anterior todos os entrevistados manifestaram em suas respostas a necessidade de desenvolver determinadas habilidades. As formas apontadas foram: participar

de treinamentos específicos; estudar individualmente (auto-treinamento); participar de eventos, encontros, congressos e, mais especificamente, de encontros com coordenadores de outras instituições; ampliar os contatos externos; envolver alunos, professores e a direção em evento que promova discussões sobre o curso.

Merece destaque a resposta de um dos entrevistados, preocupado com a questão didático-pedagógica: em relação à questão didático-pedagógica é preciso treinamento, cursos com profissionais especializados em gestão acadêmica , didática e metodologia do ensino.

O art. 61 da LDB estimula a formação dos profissionais da educação, apresentando como fundamentos para sua formação a associação entre teorias e práticas, inclusive mediante a capacitação em serviço, e o aproveitamento da formação e experiências anteriores em instituições de ensino e outras atividades.

Pergunta 8: Em que medida o seu trabalho influencia diretamente o ensino e a aprendizagem, proporcionando melhoria da qualidade do curso?

As respostas em relação à influência do trabalho do coordenador no ensino e aprendizagem apontaram as seguintes situações como catalisadoras da melhoria da qualidade do curso: na medida em que o trabalho da coordenação atende às necessidades do mercado; quando há uma discussão entre coordenador e professores, visando à melhoria das aulas e dos critérios e técnicas de avaliação; quando há o acompanhamento das matérias relacionadas ao curso; quando há observação da legislação educacional no sentido de melhorar a qualidade do curso.

Três respostas, transcritas a seguir, mostram a importância que os depoentes deram à experiência pedagógica para que se alcance um bom andamento do curso:

Falando como coordenador e professor, o papel do professor é fundamental, visto que a motivação e interesse do aluno dependem do docente. Falando apenas como coordenador, são relevantes o trato das questões curriculares, a promoção de eventos e a adequação do perfil do professor à disciplina que irá ministrar.

Diretamente, pois é possível ter uma visão mais ampla que extrapola os limites da sala de aula onde está inserido o professor. Ao coordenador é possível tentar buscar a integração do aluno com as atividades complementares promovidas pela IES, tornando- se um entusiasta. O coordenador que está em sala de aula tem uma visão mais ampla que o professor em relação à vivência do aluno na universidade.

Através da integração das disciplinas, busca da interdisciplinariedade, promovida pelas reuniões semanais com os professores. Nestas reuniões também são tratadas as questões relacionadas ao ensino-aprendizagem.

As palavras de um dos depoentes sintetizam proficuamente a relevância da influência do trabalho do coordenador no ensino e aprendizagem: O coordenador é o

catalizador do processo pedagógico. Cabe a ele promover a motivação do docente em sala de aula.

No item 2.5 – Papel dos coordenadores de cursos – foi dado destaque ao relacionamento do coordenador com o docente. Enfatizou-se que, antes de ser coordenador de um curso, o profissional deve conhecer bem as responsabilidades dos professores que estarão sob o seu comando, para que possa desenvolver um trabalho coeso com sua equipe.