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Del 2: Kommunikasjon

5.4 Kommunikasjonsstrukturen i dei to programma

Pergunta 1: Existe avaliação interna do curso de Ciências Contábeis?

Seis coordenadores afirmaram que há avaliação interna no curso onde atuam. Dentre os que disseram não, um deles ponderou que há uma espécie de acompanhamento por parte da direção.

M. H. CASTRO (1998: 5) afirma que a ênfase em processos avaliativos hoje é considerada estratégica como subsídio indispensável ao monitoramento das políticas educacionais, e que, não há país no mundo interessado em aumentar a eficiência, a equidade e a qualidade de seu sistema educacional que não reconheça a avaliação como sendo o melhor mecanismo para estas reformas. Atualmente atribui-se relevância tanto à avaliação institucional (condições da infra-estrutura escolar; processos de gestão; formação, qualificação e produtividade dos recursos humanos, etc), como em relação à avaliação de resultados (o quê e como os alunos aprendem, quais os fatores associados ao rendimento escolar, impactos de fatores extra e intra-escolares na aprendizagem, etc.). Portanto, a literatura na área de avaliação é bastante extensa, e o que se busca, na prática, conforme as preocupações dos coordenadores, é chegar a um modelo de avaliação adequado para a melhoria da qualidade do ensino em todos os seus níveis.

Pergunta 2: Como é realizada a avaliação interna a que se submete o curso de Ciências Contábeis?

Sete coordenadores responderam sobre o processo interno de avaliação, incluindo- se o coordenador que afirmou apenas haver um acompanhamento. Este entrevistado informou que há uma avaliação do corpo docente pelos discentes, cujos relatórios são apresentados nas reuniões de colegiado. Os outros seis coordenadores promovem e/ou participam de avaliações, geralmente semestrais, baseadas em questionários respondidos pelos discentes. Em duas IES, os docentes também avaliam as turmas. Três IES, além de encaminharem os relatórios aos coordenadores, repassam também aos professores de forma individualizada. Observe-se a resposta do coordenador de uma das universidades particulares:

Os dados são coletados pela Coordenação de Programas de Avaliação Institucional e enviados em forma de relatórios a cada Coordenação. Também são elaborados relatórios individuais dos docentes para ponderação sobre as considerações dos alunos sobre o professor.

Também é interessante destacar a resposta do coordenador de uma das faculdades que apresentou um sistema diferenciado de avaliação:

Através do programa de monitoramento do curso, ou seja, cada professor entrega bimestralmente cinco questões com respostas e fundamentação dentro de 6 níveis de complexidade (Taxonomia de Bloom). Posteriormente o aluno é submetido a um teste sem identificação. Os resultados são tabulados e entregues ao professor ainda durante o semestre. Propicia que o professor avalie se obteve êxito ou não no processo ensino- aprendizagem. O programa já está implementado há um ano.

O entrevistado de outra faculdade particular apresenta em sua resposta um exemplo de avaliação da qual os professores também participam:

Os alunos avaliam os professores, a IES (estrutura física ) e o coordenador de curso. Os docentes avaliam as turmas, o coordenador e a estrutura física da IES. Os resultados são divulgados no início de cada semestre.

Nascimento (2001: 410-412) lembra que na área acadêmica são comuns as dificuldades sobre o planejamento e a formalização de atividades de avaliação. Existe alguma experiência na avaliação do desempenho de alunos e professores, aprendizagem dos alunos e da qualidade dos cursos, mas adverte que há uma variedade de programas, projetos e atividades desenvolvidos nas instituições de ensino que não são avaliados nem delimitados quanto ao seu alcance e implicações. Em geral, denomina-se avaliação a aplicação isolada e restrita de um questionário sobre o público-alvo da ação educacional. Adverte que desta maneira os resultados são tratados de maneira parcial e tomados como reflexo da verdade. Lembra que é preciso planejar bem a pesquisa avaliativa com atenção aos seus aspectos metodológicos. Enfatiza que a utilização de instrumentos diversificados e a busca de informações em múltiplas fontes permitem obter resultados que propiciam a visão global do processo, sem perder o detalhamento de aspectos pontuais.

Pergunta 3: Quais os pontos positivos e negativos, na sua opinião, da avaliação oficial?

Os respondentes indicaram, em resumo, como ponto positivo do ENC, conhecido como “provão”, o fomento da qualidade do ensino superior, estimulando investimentos das IES nos cursos.

Quanto aos pontos negativos, relacionaram: a inadequação didática da prova; a possibilidade de boicote por parte do aluno e a falta de avaliação do conhecimento agregado na educação superior.

Uma das emendas propostas ao Projeto de Lei de Conversão da Medida Provisória nº.147/2003, que cria o SINAES, previu que a avaliação do desempenho dos alunos deverá levar em conta o quanto a instituição acrescentou de conhecimento aos estudantes durante o curso (Brasil, 2004: web).

Embora os entrevistados tenham apontado falhas no ENC, todos reconhecem o benefício do exame em prol da qualidade da educação superior. Para um deles a prova alcançaria mais êxito se fosse escalonada por períodos.

L. F. Castro (2003: 24-25) reconhece que, apesar de suas incongruências, o Provão promoveu o debate sobre a qualidade dos cursos de graduação e a necessidade de avaliar as instituições de educação superior do Brasil.

As considerações do coordenador da universidade pública destaca-se entre as respostas:

O Provão era um mecanismo importante para fomentar a qualidade dos cursos das IES, que passaram a se preparar melhor. Este tipo de exame apresenta falha visto que avalia o conhecimento através de um simples questionário, o que reduz as chances de avaliar a capacidade do aluno. A outra falha é que não faz distinção da capacidade do aluno antes do ingresso na IES. Os alunos das IES públicas, em geral, apresentam melhor desempenho do que aqueles que estudam em IES privadas porque o aluno da IES pública tem a característica de melhor desempenho antes do ingresso na faculdade, ou seja, sua capacidade não é adquirida durante o curso, mas veio em sua bagagem antes da aprovação no vestibular. Portanto, pode-se concluir que o ensino da IES pública pode ser equiparado ao ensino da IES privada. Se houvesse uma troca de professores entre os dois tipos de IES, não haveria alteração nos resultados do Provão. O bom desempenho não está ligado necessariamente à qualidade do ensino e sim à qualidade do aluno. Neste sentido, L. F. Castro (2003: 25) afirma que um olhar mais atento revela que os conceitos do Provão escondem uma realidade de atrofia do ensino público. Não aparecem nos conceitos a falta de verba, de laboratórios modernos, de professores em sala e aula e de currículos atualizados.

O coordenador de uma das universidades particulares lembrou a eficiência e abrangência das avaliações das condições de oferta pelo fato de avaliarem o corpo docente, a biblioteca, as instalações físicas e o projeto pedagógico.

Outro aspecto levantado é que o egresso de CIC tem que se submeter a um exame de suficiência, conforme a Resolução CFC 853/99, para fazer jus ao registro profissional. O entrevistado de uma das faculdades fez uma crítica ao ENC, apontando como falha o fato do desempenho do aluno depender, entre outros fatores, de sua disposição para fazer a prova, enquanto o exame de suficiência exige uma nota mínima para o exercício da profissão.

Pergunta 4: A avaliação do curso exerce influência sobre o seu trabalho? De que forma?

Todos os entrevistados responderam afirmativamente. Para o coordenador da universidade pública a avaliação é um sistema de informações do curso sob a ótica dos alunos e dos órgãos de controle ligados ao MEC. Proporciona a identificação de problemas, gerando a busca de soluções. Neste caminho, o entrevistado do centro universitário afirmou que há uma preocupação generalizada com o bom desempenho dos alunos no exame. Após um primeiro resultado insatisfatório, a instituição promoveu ajustes, inclusive curriculares, que resultaram no alcance da menção máxima.

Para o coordenador de uma da universidades particulares é através da avaliação interna que se torna possível a discussão com professores, individualmente ou em grupo, a respeito das deficiências apontadas. A avaliação externa patrocinada pelo MEC permite identificar falhas, como baixa carga horária dos docentes, insuficiência de livros, entre outras. O coordenador de uma das faculdades afirmou que a avaliação externa possibilita ao aluno a comparação do seu curso com os cursos das outras IES e possibilita que a mantenedora avalie o trabalho do coordenador.

Os coordenadores de duas outras faculdades opinaram de forma semelhante. O primeiro afirmou que a busca pelo aperfeiçoamento do aprendizado traz melhores resultados nos exames, enquanto o segundo afirmou que os pontos negativos devem ser repensados para que não se repitam no futuro.

Outro coordenador de faculdade demonstrou preocupação com a avaliação do MEC, mas considera mais importante o desempenho do aluno no exame de suficiência, visto que sua empregabilidade depende do resultado satisfatório.

As respostas colhidas neste item de investigação, com a opinião de todos os coordenadores, demonstram que a avaliação é um dos quesitos que mais inquieta os gestores. O entrevistado de uma das universidades particulares resume bem este sentimento: O

resultado da avaliação está diretamente ligado ao trabalho do coordenador, ou seja, curso mal avaliado, coordenador mal avaliado e vice-versa.

Esta inquietude não é sem motivo. L. Rodrigues (2003: 30) lembra que a exposição gratuita na mídia eleva (ou rebaixa ) os cursos a tal de tal maneira que muitos alunos buscam os processos seletivos das escolas mais bem-sucedidas no histórico de conceitos.