5. Diskursenes konstituerende effekter
5.4 De feministiske diskurser
5.4.5 Kritiske betraktninger
Além dos esportes individuais e coletivos que se encontram credenciados junto ao
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Duas descidas realizadas no mesmo dia sobre par de esqui, em dois percursos diferentes, de curta distância e composto por um elevado número de portas pelas quais os competidores obrigatoriamente devem passar. A determinação do vencedor se dá pela soma dos tempos obtidos nas duas descidas.
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Duas descidas realizadas no mesmo dia sobre par de esqui, em dois percursos diferentes, com percurso mais longo e composto por menor número de portas (quando comparado ao slalom) pelas quais os competidores obrigatoriamente devem passar. A determinação do vencedor se dá pela soma dos tempos obtidos nas duas descidas.
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Descida em percurso longo e íngreme sobre par de esquis. A pista é composta por um pequeno número de portas e a tarefa do competidor é completar o percurso, passando entre elas, no menor tempo possível.
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Consiste na descida de um percurso de 7,5 km, divididos em três fases de 2,5 km, sendo que na primeira e segunda fase os atletas devem atingir dois alvos a 10 metros de distância.
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Jogo estruturado a exemplo do hóquei no gelo, cada equipe é composta por seis jogadores sentados sobre trenós de duas laminas, que para pontuar buscam penetrar o disco na baliza adversária, vencendo a equipe que mais marcar gols em três períodos de 15 minutos cada.
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Composto por quatro integrantes em cadeira de rodas, o esporte consiste no lançamento de duas pedras de granito por cada integrante em uma pista de gelo de 42 metros com objetivo de coloca-la o mais próprio do alvo.
Comitê Paralímpico Internacional, diversos outros esportes, embora não façam parte do
quadro de competições deste evento, também se encontram adaptados à prática por pessoas com deficiência.
Dentre eles podem ser citados o handebol em cadeira de rodas, o polybat, a petra, a dança em cadeira de rodas, dentre outros, que pela limitação e objetivos do trabalho, não serão tratados a exaustão, podendo tal aprofundamento ser obtido nos estudos de Verardi e Pedrinelli (2004), como também em Pedrinelli e Nabeiro (2012).
O handebol em cadeira de rodas se constitui em um esporte genuinamente adaptado por brasileiros. A primeira iniciativa que se tem notícias foi desenvolvida na cidade de Campinas, na Unicamp, em 2004, por intermédio de projeto de extensão da Faculdade de Educação Física, sendo os primeiros registros na literatura dado por Itani, na ocasião do desenvolvimento de seu trabalho final de graduação (ITANI; ARAÚJO; ALMEIDA, 2004).
No entanto, sua efetivação enquanto modalidade esportiva com propósitos de rendimento se deu em 2005, na cidade de Toledo, Paraná, com a criação e adaptação das primeiras regras, técnicas e táticas do handebol em cadeira de rodas direcionados às pessoas com deficiência física pelos professores de Educação Física José Irineu Gorla, Décio Calegari e Ricardo Carminato, por intermédio do Projeto de Extensão “Atividade Motora Adaptada” (GORLA et al., 2010).
Na atualidade este esporte pode ser praticado em duas modalidades, HCR7 e HCR4, sendo que as adaptações realizadas na primeira proporciona maior inclusão e aproximação ao handebol indoor e as efetuadas na segunda, maior plasticidade e espetáculo, se assemelhando ao handebol de areia (CALEGARI, 2010).
Criada especificamente para pessoas com paralisia cerebral, a Petra teve sua origem na Dinamarca em 1989 e se constitui em mais uma prova de atletismo adaptado. A prática do esporte consiste no deslocamento do atleta em pé, auxiliado por uma armação com três rodas anexadas a um suporte para o corpo, acento e guidão (ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DESPORTO PARA DEFICIENTES, 2013a).
Por seu turno, o polybat, se caracteriza como um esporte semelhante ao tênis de mesa, o que faz com que seja conhecido também por tênis de mesa lateral. Sua criação se deu no final da década de 1980 na Inglaterra, sendo introduzido no Brasil em 1987 através de ações da ANDE. Jogado individualmente ou em duplas, o jogo se dá em mesa de tênis (ou superfície similar) sem a rede do centro e com painéis laterais que exercem a função de
barreiras e impedem a saída da bola da mesa. Munido de uma raquete de 30 cm, o jogo consiste em rebater uma bola de plástico com objetivo de faze-la sair pelo fundo da mesa no lado do adversário, podendo ser jogado tanto em pé quanto em cadeira de rodas. Seu público alvo são pessoas com deficiências severas – distrofia muscular, paralisia cerebral, ossos quebradiços, traumatismo craniano (ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DESPORTO PARA DEFICIENTES, 2013b).
Já a dança adaptada se constitui em uma modalidade esportiva que envolve diferentes tipos de pessoas com deficiência, visto que sua prática tem sido observada por pessoas com deficiência física, auditiva e intelectuais, que realizam coreografias e competem em grupo com pessoas com o mesmo tipo de deficiência ou em parceria com pessoas não deficientes (FERREIRA, 2002).
As primeiras iniciativas de inserção das pessoas com deficiência na dança ocorre por iniciativa da bailarina americana Marian Chace, que percebendo os benefícios terapêuticos da dança para a autoconfiança e autoestima, decide em 1930, a atuar junto à Cruz Vermelha com o trabalho voltado à dança terapia (ALBRIGHT, 1977 apud FERREIRA, 2003). Já na Europa, a dança em cadeira de rodas, ocorre na década de 60 por intermédio da Spastics
Society School, em Londres, ainda com características bastante modestas, haja vista que se
limitava a movimentos ritmados pela música a esquerda/direita, frente/atrás e deslocamentos com giros, sendo posteriormente trabalhada em grupos e novos movimentos inseridos, porém sem muita técnica, sendo caracterizados por movimentos simples e lentos, como a valsa inglesa, passando posteriormente, a uma gradativa incorporação de novos estilos, o que fez com que esta atividade passasse mais tarde a ser chamada de dança em cadeira de rodas e reconhecida como tal na década de 70, como a primeira competição realizada em 1971 (HART, 1996 apud FERREIRA, 2003).
A respeito de sua realização enquanto esporte de competição (dança esportiva em cadeira de rodas), as primeiras competições se deram em caráter não oficial, na Holanda, em 1985, ocorrendo o primeiro evento oficialmente reconhecido pelo Comitê Internacional Paralímpico apenas em 2000, na Noruega (FERREIRA, 2003).
Atualmente, sua prática pode se dar tanto com propósitos competitivos, com a participação de uma cadeirante e um andante competindo nas categorias standard (valsa, tango, valsa vienense, slow foxtrot e quickstep) e danças latinas (samba, cha-cha-cha, rumba,
paso doble e jive) quanto recreativas, com a participação individual, em pares ou em grupos
No Brasil, sua introdução se deu na década de 1990, com seu desenvolvimento e divulgação por intermédio de grupos independentes, dentre eles, Universidades, Associações de pessoas com deficiência, Municípios, Centros de Reabilitações e Escolas; porém com atuação marcante das Universidades, visto que a percursora deste esporte no país foi Eliana Ferreira, acadêmica do curso de Educação Física da Universidade Federal de Uberlândia em 1990, por intermédio de projeto de pesquisa desenvolveu o primeiro estudo sobre o assunto no Brasil, com tema voltado à metodologia de ensino da dança em cadeira de rodas para pessoas com deficiência física, trabalho este que contribuiu com o desenvolvimento de vários outros estudos posteriormente.
Todavia, a dança adaptada, como já sinalizado anteriormente, não se restringe às pessoas com deficiência física usuárias de cadeira de rodas, pois experiências metodológicas tem sido desenvolvidas a fim de adequar metodologias de ensino da dança às pessoas com deficiência visual – sapateado (VALLA; PORTO; TOLOCKA, 2006), deficiência auditiva – sapateado (LOPES; ARAÚJO, 2009) e às pessoas com deficiência intelectual (ALVES et al., 2012).
Ainda, dentre os esportes possíveis de serem adaptados à prática por pessoas com deficiência constam os de aventura, realizados predominantemente na natureza (terra, água e ar), porém não restritos a elas, conforme trataremos a seguir.