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Kritikk av de psykoanalytiske tilnærmingene:

4. Utviklingen av ulike terapiretninger

4.1 Individfokuserte terapiretninger. Biologiske forklaringsmodeller

4.1.2 Terapier som benytter psykoanalytiske forklaringer

4.1.2.4 Kritikk av de psykoanalytiske tilnærmingene:

Fundada em 20 de maio de 1989, após a criação do Tocantins pela Constituição de 1988, Palmas primeiro foi criada nas pranchetas dos arquitetos urbanistas, depois pelas mãos dos trabalhadores locais e outros vindos de todo o país, e, por fim, só veio a ser implantada como capital definitiva em 1º de janeiro de 1990, com a instalação dos poderes constituídos (após a alocação na capital provisória, Miracema do Tocantins). A capital do Tocantins nascia como a realização dos anseios seculares de autonomia de um povo.

Tabela 1 - Tocantis

População Área Bioma 228.297 hab. 2.218,94 km2 Cerrado

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísitca (2010)

Com mais de 200 mil habitantes oriundos de toda a parte do país, possuí setenta por cento das quadras habitadas pavimentadas. O mesmo ocorrendo com saneamento básico e água tratada que chega a 98% da população. De um modo geral a cidade é caracterizada pelo

seu planejamento, pois foi criada quase na mesma forma de Brasília, com a preservação de áreas ambientais, boas praças, hospitais e escolas.

Palmas possui as mais importantes taxas de crescimento demográfico do Brasil nos últimos dez anos, recebendo pessoas de praticamente todos os estados brasileiros. Segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2010), o município atingiu um crescimento populacional de mais de 110% em 2008 comparando com a população residente em 1996, saindo dos 86.116 habitantes para uma estimativa de 184.010 habitantes, segundo pesquisas divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nos últimos anos, o desenvolvimento econômico pelo qual tem passado o município de Palmas de certa forma tem contribuído para a atração de um contingente populacional proveniente de diversas partes do país. Esta corrente migratória se deve à expectativa gerada com o surgimento de oportunidades de negócios e empregos em função da implantação do estado e da capital.

Palmas encontra-se localizada próxima à rodovia BR-153 (Belém-Brasília). O município de Palmas limita-se com os municípios de Porto Nacional, Lajeado, Paraíso do Tocantins, Aparecida do Rio Negro e Santa do Tereza. O acesso terrestre é pela TO-O50 e TO-060, que bifurcam com a BR-153. Dela partem várias ramificações de rodovias estaduais, interligando Palmas ao restante do Tocantins. Pela Belém-Brasília, o município tem acesso às principais cidades do Tocantins e regiões do país, especialmente Belém, Goiânia e Brasília.

O relevo está caracterizado pelas Serras do Carmo e do Lajeado, que constituem um relevo basicamente escarposo, sendo que a cidade se mantém em uma 'planície' entre a Serra e o lago represado. Dentre os principais rios e ribeirões de Palmas, destacam-se o rio Tocantins (principal), e ribeirões das Pedras, Taquaruçu, Córrego Macaco e Taquarussu Grande.

Por ter sido concebida com o fim de ser um centro administrativo, Palmas possui uma economia com um setor de serviços mais desenvolvido comparado aos outros setores da economia. A participação da agropecuária na economia palmense ainda é considerada pequena.

A economia é predominantemente formal, composta principalmente por sociedades limitadas e firmas individuais. A empresa mais comum no município é micro, sendo elas que compõem mais de 80% das 4.394 empresas palmenses.

Serviços - 57,53% Comércio - 34,59% Indústria - 7,87%

Tabela 2 - Evolução do PIB e do PIB per capita de Palmas Anos PIB (emreais) PIB per capita (em reais)

2002 1.220.794 7.189

2003 1.286.944 7.049

2004 1.530.883 8.159

2005 1.733.265 8.326

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2010)

Em Palmas existem vários pontos turísticos, entre eles: o Parque Cesamar, a Praia da Graciosa, a Praia da Prata, as cachoeiras da região de Taquaruçu, entre outras. Muitas pessoas vêm de outras cidades, estados e até países conhecer a Feira do Bosque. Também durante os meses de junho a agosto acontece a temporada de praias, pois são os meses de verão, enquanto que, o restante do país predomina o inverno. E isto é sem sombra de dúvidas, um dos principais atrativos turísticos do estado, onde acontecem shows nacionais, regionais, campeonatos esportivos e náuticos. Com belezas naturais ainda intactas, quilômetros de praias fluviais, cachoeiras e reservas ecológicas, a capital está situada no centro geográfico de Tocantins e integra a Região Turística de Palmas, juntamente com outros quatro municípios - Lajeado, Miracema do Tocantins, Monte do Carmo e Porto Nacional.

Palmas, a capital do estado de Tocantins, ainda é um canteiro de obras, considerada a mais nova cidade do Brasil, chamada de "capital das oportunidades" e tem atraído milhares de pessoas, que em busca de trabalho, migram para a nova fronteira econômica do país. É neste clima de crescimento que o turismo surge como um dos segmentos a ser explorado. Como conseqüência, Palmas hoje conta com 310 empreendimentos instalados nas áreas industriais de Palmas, gerando um total de 3.850 empregos. Deste total, 172 empreendimentos estão localizados no Eco-Industrial, gerando 2.692 empregos, enquanto que no distrito de Taquaralto são 10 empresas e 140 empregos. Os empregos diretos e indiretos gerados por estas empresas beneficiam centenas de famílias na capital, contribuindo decisivamente para o desenvolvimento econômico do município.

A forte expansão do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma das riquezas produzidas de Palmas, que em 2007 foi estimado em R$ 2,2 bilhões, motivado por investimentos da Prefeitura de Palmas na economia, e que também é fator preponderante para a atração de investidores. O aumento do PIB de Palmas foi de 6% e se comprado ao do Brasil, que o País apresentou o percentual de 3,5%. Sendo que a capital, até o final de 2007, representou 18,4% da riqueza gerada no Tocantins e 0,08% do País (PALMAS, 2010).

Identificado o método e os sujeitos da pesquisa, bem como a caracterização do local onde estão localizados, podemos partir para o capítulo IV, com o artigo apresentado, conforme exigência do Mestrado em Gerontologia, da Universidade Católica de Brasília- UCB: intitulado: “Relação entre trabalho, aposentadoria e lazer nas expressões de idosos que frequentam bares em Palmas-TO”.

7 CAPÍTULO IV – ARTIGO: “RELAÇÃO ENTRE TRABALHO, APOSENTADORIA E LAZER NAS EXPRESSÕES DE IDOSOS QUE FREQUENTAM BARES EM PALMAS-TO”5

Neste capítulo, apresentamos o artigo intitulado: “Relação entre trabalho, aposentadoria e lazer nas expressões de idosos que frequentam bares em Palmas-TO”, encaminhado a Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia UnATI-UERJ, em 19 de janeiro de 2011.

O que se refere às respostas aos questionários que foram tabulados conforme os temas das perguntas não no sentido de dar um caráter estatístico, sem valor para análise quantitativa, mas para mostrar a diversidade e a heterogeneidade das expressões, conforme os fundamentos acima explicitados, principalmente no sentido de articular as trajetórias sociais com as trajetórias individuais, conforme assinala Bourdieu (1992) ao falar de habitus. Na segunda parte referimo-nos a expressões de significação da frequencia a bares conforme o referencial assinalado.

Apresentamos os resultados obtidos com os 05 idosos aposentados e 01 beneficiário do Benefício de Prestação Continuada e no aguardo para aprovação e publicação em revista científica.

RESUMO

Introdução. Este estudo de natureza qualitativa, tem como objetivo identificar em Palmas-TO, as expressões de idosos beneficiários de aposentadoria ou beneficio assistencial e frequentadores de bares sobre a relação entre trabalho, aposentadoria e lazer. Fundamentação. A fundamentação da pesquisa busca a compreensão da articulação entre continuidade, ruptura e habitus nas trajetórias de vida dos idosos e sua relação com o trabalho, a sociedade, a família e a cultura, levando em conta as teorias sociológicas do envelhecimento e as teorias do habitus de Pierre Bourdieu. Metodologia. A metodologia da pesquisa é qualitativa, de caráter exploratório e

descritivo, realizada por meio de entrevista estruturada aplicada a seis idosos do sexo masculino com idades de 65 a 73 anos, selecionados por amostragem de conveniência. Resultados e análise. Os dados trazem o perfil dos idosos com baixa escolaridade e renda e diversidade de convivência familiar. As expressões da relação entre aposentadoria, trabalho e lazer apontam para uma visão da frequência a bares como uma diversão e uma relação de trocas sociais que mudou muito após aposentadoria para uma parte dos idosos e não mudou para outra, não havendo contradição com o mundo do trabalho e nem com a família. Os habitus dos idosos têm continuidade, mas a aposentadoria configura novas relações com amigos e com netos, no tempo livre. Poucas sugestões foram apresentadas para lazer no contexto da cidade. Este está relacionado com a indústria capitalista do entretenimento, mas deve ser objeto de políticas públicas.

Palavras-chave: Idosos; aposentadoria; atividades de lazer; Políticas Públicas.

ABSTRACT

RELATIONSHIP BETWEEN WORK, RETIREMENT AND LEISURE IN TERMS OF THE ELDERLY ATTENDING BARS IN PALMAS-TO.

Introduction. This qualitative study, aimed to identify in Palmas-TO, the expressions of elderly recipients of care or retirement benefit and bar goers on the relationship between work, leisure and retirement.

Reasons. The rationale of the research seeks to understand the relationship between continuity, rupture and habits in the life course of older people and their relationship with work, society, family and culture, taking into account the sociological theories of aging and theories of habitus of Pierre Bourdieu.

Methodology. The research methodology is qualitative, exploratory and descriptive, conducted through structured interviews with six elderly males aged 65 to 73 years selected by convenience sampling.

Results and analysis. The results bring the profile of the elderly with low education and income and diversity of family life. The relationship between retirement and leisure indicates a vision of leisure activities as a diversion and a social exchange relationship, that has changed after retirement for some elders, and has not changed for others; there’s no contradiction with leisure and the world of work, and no contradiction with the family. The habitus of the elderly have continued in their life course, but the retirement sets up new relationships with friends and grandchildren in their free time. Few suggestions were made for leisure in the city context. The context of leisure is related to the capitalist entertainment industry, but it should be the object of public policy.

Keywords: Elderly; retirement, leisure activities; Public Policy. Introdução6

Este estudo trata da relação entre trabalho, aposentadoria e lazer - a vida do trabalho e a vida fora do trabalho, na velhice como uma questão de cultura, sociedade, trajetória, estilo de vida. O bar faz parte da esfera social, fora de casa, é um estilo de vida masculino. A pesquisa de campo trata do estilo de vida de idosos que freqüentam bares na cidade de Palmas – TO.

A frequência a bares por parte de idosos não é referida na literatura, e por isso essa pesquisa pretende ter um caráter inovador, inclusive para formulação de políticas de lazer para uma população idosa mais longeva, cuja expectativa de vida é de 73 anos. Os objetivos desse trabalho são de analisar as relações entre trabalho

e não trabalho na trajetória de vida e as condições sociais, culturais e políticas da vida de idosos que frequentam bares durante o dia. Essas condições estão condicionadas pela economia capitalista, marcadas pelas particularidades em que vivem.

Pressupõe-se que a relação entre continuidade, desengajamento e habitus se estrutura na interação entre trabalho-aposentadoria-lazer de idosos, envolvendo a dialética entre trabalho e não trabalho na sociedade capitalista contemporânea, que tem no trabalho uma centralidade, não só como valor, mas como meio de subsistência. Serão as atividades de lazer uma questão de habitus, ou seja, um estilo de vida incorporado pelas determinações sociais, como assinala Bourdieu (2004)i ?. Esse habitus é um sistema de disposições e tendências incorporadas pelos atores, decorrentes da especificidade do processo de socialização por eles percorrido, particularmente da sua inserção social objetiva em determinados campos (religioso, lazer, intelectual, científico, etc.) que presidem as suas práticas sociais. Essa socialização tem como pressuposto a teoria marxista de análise do capitalismo como forma de exploração fundada na mais-valia e na centralidade do trabalho, mas onde as trajetórias dos trabalhadores não se resumem a dar-lhe continuidade ou separar-se dele, como postula uma visão funcionalista limitada aos papéis sociais imediatos. Assim, o lazer se inscreve nas condições determinadas pelo contexto geral do capitalismo e pelas particularidades das histórias, das culturas e da heterogeneidade da velhice.

Na sequência do texto abordam-se sinteticamente, as teorias do envelhecimento e os conceitos de trabalho, aposentadoria, lazer e habitus, tratando- se posteriormente da metodologia e do resultado da pesquisa. O projeto de pesquisa, encaminhado ao Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Católica

de Brasília foi registrado sob o Nº CEP/UCB 281/2010, e submetido à avaliação foi aprovado.

Desengajamento, continuidade e habitus

As teorias sociais do envelhecimento trazem, numa perspectiva funcionalista, como referência uma sistematização tipológica que as classifica, em três vertentes: teorias do desengajamento, da continuidade e da modernização (HOOYMAN e KIYAK, 2008i; DOLL et al, 2007ii; SIQUEIRA, 2001iv). A teoria do desengajamento postula que em razão do declínio inevitável da idade reduz-se significativamente a atividade com o mundo do trabalho e da atividade externa, colocando ênfase em na vida interior, numa perspectiva de mudança do controle e do poder dos mais velhos para os mais jovens. Nerii (2001) e Doll et al. lembram que foram Cummings e Henry, que em 1961 formularam essa proposta a partir do decréscimo das atividades dos idosos na comunidade. Essa visão não pressupõe a heterogeneidade do envelhecimento e que os lugares ocupados por idosos estão condicionados pela história social, política cultural.

A teoria da atividade, por sua vez, tem como hipótese orientadora de que os idosos ativos estariam mais satisfeitos que os não ativos, e a sua participação na sociedade muda de um papel para o outro conforme a história individual e social. Faleirosii (2008a), aliás, lembra que as trajetórias são sócio-individuais. Essa teoria, como salienta Neri (2001), apesar de suas limitações referentes à heterogeneidade da velhice foi validada por um grande número de pesquisas e Hooyman e Kiyak (2008) assinalam ela se centra na personalidade dos idosos e em suas experiências ou estilos de vida. A teoria da modernização postula que as mudanças de papéis se devem à própria estrutura e transformação da sociedade, no sentido de definir

funções para diferentes fases da vida, tanto na família como no trabalho e nos valores. (DOLL et al, 2007).

Do ponto de vista crítico essas teorias apenas levam em conta uma percepção evolutiva, sem aprofundar as determinações mais profundas, inspiradas no marxismo (BERNARD e SCHARF, 2007iii). A teoria crítica mostra que a teoria do envelhecimento não se reduz a olhar mudanças de fecundidade, valores e papéis, mas implica olhar a estrutura capitalista. Para Marxiv (1983) o trabalho constitui a relação fundamental do ser humano na transformação da natureza e de si mesmo, mas na sociedade burguesa esse trabalho se estrutura em relações de produção de exploração e de dominação, onde também “há relações pertencendo a formas de sociedade anteriores que só poderemos encontrar nela debilitadas ou disfarçadas (p. 223)” sob o domínio do capital. É nessas condições que é possível considerar o habitus como um processo complexo de relações, como assinala Bourdieu (2004, p.

131)

“é um principio gerador de respostas mais ou menos adaptadas às exigências de um campo, é produto de toda a história individual bem como através das experiências formadoras da primeira infância, de toda a história coletiva da família e da classe; em particular, através das experiências em que se exprime o declínio da trajetória de toda uma linhagem e que podem tomar a forma visível e brutal de uma falência ou, o contrário, manifestar-se em regressões insensíveis”... “os habitus individuais são produto da interseção de séries causais parcialmente independentes. Percebe-se que o sujeito não é o

ego instantâneo de uma espécie de cogito singular, mas o traço individual de

toda uma história coletiva”.

Essa incorporação de determinações sociais só se manifesta quando há uma apropriação grupal e individual, seja por forma de submissão ou dominação e também de tradições ou de processos adquiridos nas relações de trocas sociais. Nesse sentido, postula-se, nesse trabalho que a frequência a bares por parte de idosos é uma relação social e não apenas um comportamento individual isolado, um evento vinculado apenas a uma decisão individual e fragmentada. A análise dos

lugares sociais é mais importante que a análise dos papéis sociais individuais. O bar representa um lugar social que se constrói e se estrutura, social e economicamente, na dinâmica do capitalismo e nas condições particulares em que se dão as relações de lazer e de estilos de vida.

Aposentadoria e lazer

Os trabalhadores, no processo de lutas sociais, não aceitaram passivamente as condições impostas pelo capital para o trabalho submetido à ordem capitalista. Conforme Faleirosv (2008b) foi com o advento e o desenvolvimento da industrialização capitalista, na dinâmica dos conflitos de classe, que se implantaram medidas de seguro social, como garantia contra os riscos de invalidez, da velhice, das doenças, das demissões, da indigência e dos acidentes de trabalho. Os direitos sociais foram sendo conquistados em duros enfrentamentos entre burguesia proletariado e o direito à aposentadoria foi estabelecido por meio de contribuições a fundos públicos e outorgados por ocasião de tempo de contribuição, da idade avançada ou invalidez. O regime geral de previdência social no Brasil está definido nos artigos 194 e 195 da Constituição Federal, mas os servidores públicos e os militares têm regime próprio de aposentadoria e pensões.

A aposentadoria não significa, por si mesma, uma ruptura com o trabalho, pois, mesmo aposentados há idosos que continuam trabalhando. Pesquisa com idosos brasileiros (SESC/FPA, 2006vi) indica que 33% dos idosos trabalham e 11% são aposentados e trabalham. No entanto 44% dos homens trabalham entre 60 e 69 anos, do mesmo que 20 % das mulheres. As aposentadorias da classe trabalhadora de baixa renda estão vinculadas a uma concessão por idade mais do que por tempo de contribuição. Em 2007, no Regime Geral havia 13.879.766 aposentadorias em

manutenção, correspondentes a 65,14% dos benefícios previdenciários. As aposentadorias por tempo de contribuição correspondem a 28,41%, as aposentadorias por idade a 51,74%, as aposentadorias por invalidez a 19,83%. As pensões por morte no total de 6.096.260 representavam 28,61% dos benefícios Previdenciários. Porcentagem calculada com dados elaborados por Salvador (SALVADOR, 2010vii). Conforme Salvador (2010, p.285)

“O Brasil vem se tornando um país de elevada exigência para o gozo do benefício de aposentadoria. A situação é agravada pelo fato de a participação dos idosos ser elevada no mercado de trabalho, pela inexistência de um estado de proteção universal e de um mercado de trabalho com predomínio de ocupações não assalariadas. Com efeito, os trabalhadores brasileiros vêm permanecendo mais tempo no mercado de trabalho, cujas ocupações predominantes são de caráter precarizado, o que dificulta até mesmo o cumprimento da carência das contribuições exigidas pela previdência social na concessão das aposentadorias”

Segundo os indicadores sociais do IBGEviii (2009), em Tocantins em 2008, havia 1.303.000 habitantes, 121.000 idosos, sendo 9,3% da população, 66,7% na área urbana e 33,3% na área rural, sendo 51,2% de idosos do sexo masculino e 48,8% do sexo feminino. No Brasil havia 21.022.000 de pessoas acima de 60 anos em 2008.

O envelhecimento coloca desafios para o financiamento da previdência social, implicando uma gestão eficiente, sem desvios e sem corrupção. Além desses problemas há os referentes à população contributiva devido ao trabalho informal, rotatividade do emprego e aumento da longevidade. A cobertura em 2006 alcançava 76,7% da população idosa com benefícios previdenciários e 6,92% com benefícios assistenciais.

Assim, as condições de envelhecimento estão articuladas às determinações do contexto, como o lazer. Este está condicionado à disponibilidade de tempo. Conforme a pesquisa SESC/FPA (2007) 72% dos idosos se referem ao tempo livre

com “atividades desenvolvidas em casa, como assistir TV (29%) ler e ouvir música (15%)”. Já 48% realizam atividades fora de casa como passear (21%), atividades religiosas (9%), atividades físicas e esportivas (8%), atividades com amigos (7%), dançar (3%) e também namorar e conversar com amigos (6%) e atividades culturais (2%). Sobre o que gostariam de fazer no tempo livre 59% indicam atividades fora de casa, revertendo aquilo que existe atualmente.

Para Dumazedierix (1976) o lazer é uma realidade ambígua com múltiplos aspectos contraditórios implicando tanto o repouso na reprodução da força de trabalho como atividades várias na vida e atividades culturais e afirma que “o importante é que o trabalho não mais se identifica com a atividade e o dia não é ocupado unicamente pelo trabalho” (p.24) e existe uma tendência a se ter atividades