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Sampieri et al. (1998), consideram que uma definição operacional constitui um conjunto de procedimentos, que descrevem as atividades que um observador deve realizar para coletar as impressões sensoriais, as quais indicam a existência de um conceito teórico em maior ou menor grau, em outras palavras, especifica que atividades ou operações devem ser realizadas para se medir uma variável.

Richardson (1999) comenta que em alguns estudos é comum que uma definição operacional contenha seus indicadores, como fatores que possibilitam a mensuração ou a indicação da variável ou fenômeno. O autor argumenta que caso os indicadores não estejam explicitados na definição operacional, estes deverão estar no projeto de pesquisa.

A variável independente deste estudo foi definida operacionalmente por meio dos tipos de comportamento do líder: diretivo, apoiador, participativo e orientado para o resultado.

As variáveis dependentes deste estudo foram definidas operacionalmente por meio das variáveis resultado do subordinado:

• Satisfação intrínseca: O nível de autonomia para a ação, possibilidade de desenvolvimento pessoal e execução de tarefas desafiadoras e significativas que os indivíduos possuem na organização.

• Satisfação Geral: O grau de satisfação relacionado com o trabalho.

• Satisfação com a Supervisão: O nível de satisfação com a supervisão imediata.

• Desempenho do subordinado: Refere à qualidade e quantidade da produção de determinado indivíduo, avaliado pelo seu superior imediato.

• Expectativa I: Relacionada com a quantidade de esforço que leva a um bom desempenho

• Expectativa II: Relacionada com o resultado (recompensa) que um bom desempenho pode proporcionar.

A definição operacional das variáveis moderadoras utilizadas nesse estudo:

• Estrutura da Tarefa: O nível de estruturação das regras e procedimentos para a execução da tarefa (ex: simples, repetitivos).

• Formalidade da Organização: Nível de formalização dos procedimentos e políticas da organização.

• Formalidade do Grupo: Nível de importância dada, pelo subordinado, ao grupo, em outras palavras, a preferência dada ao grupo vis-à-vis seu superior imediato.

• Habilidade auto-percebida: O nível de habilidade percebido pelo subordinado para a execução de determinada atividade ou tarefa.

Uma observação importante a fazer está relacionada com as variáveis moderadoras. Originalmente esse estudo consideraria para os cálculos de avaliação do efeito de moderação apenas a variável moderadora estrutura da tarefa, entretanto, ao se avaliar os valores relacionados com a qualidade da variável (Alfa de Crobach = 0.55), percebeu-se que esta variável, eventualmente, não apresentaria bons resultados nas análises. Partindo-se dessa consideração, as outras variáveis consideradas no estudo e, que em princípio, não seriam utilizadas nos cálculos foram então incorporadas. Da mesma maneira que para a variável

estrutura da tarefa, foram incorporadas somente as variáveis que apresentaram resultados

aceitáveis de alfa (importância do grupo, formalidade da organização e habilidade auto-

percebida). As variáveis moderadoras que não apresentaram valores de alfa acima de (0.60),

com exceção da estrutura da tarefa, foram desconsideradas nos cálculos (necessidade de

realização e preferência por estrutura externa).

Na figura 8, pode-se observar um esboço geral da teoria onde os principais componentes são dispostos, possibilitando uma melhor visualização e entendimento. As hipóteses utilizadas no esboço foram formuladas por Indvik (1985).

Figura 8: Esboço geral da Teoria de Liderança do Caminho-Meta

Fonte: Elaborado pelo autor

Variáveis Independentes

Comportamentos dos líderes (Diretivo, Apoiador, Participativo,

Orientado para o Resultado

Diretivo Apoiador Participativo Orientado p/ o Resultado

O comportamento do líder aumentará o esforço do subordinado à medida em que (1) este proporciona satisfação das necessidadesdo subordinado, contingente ao desempenho (2) e que

complementa o ambiente do subordinado por meio do fornecimento de coordenação, direcionamento, suporte recompensas por um desempenho efetivo (HOUSE e M ITCHELL, 1974)

Os subordinados aceitam o comportamento do líder se este for uma fonte imediata de satisfação ou o instrumento para satisfação futura.

Se o comportamento não for aceito, a obtenção da meta é menos provável por causa da resistência passiva, sabotagem, ou conflito entre líder e subordinado (HOUSE e DESSLER, 1974)

H 2:

Estrutura da tarefa modera (+) Satisfação Intrínseca Satisfação Extrínseca Clareza do Papel Expectativa I Expectativa II

H4a: Estrutura Am biental m odera (-): Clareza do papel, EI, EII, Satisfação e Desempenho p/ Subordinados que preferem Estrutura Externa H4b: Estrutura Ambiental não m odera os resultados dos subordinados (que não preferem Estrutura Externa.

H5a: Necessidade de Realização m odera (+) a Satisfação

H5b: Habilidade Autopercebida modera (+) Satisfação

H5c: A preferência pela Estrutura Externa modera (-) a Satisfação (quando estrutura da tarefa é elevada).

H5d: A preferência pela estrutura externa não modera a Satisfação (quando a estrutura da tarefa e baixa).

H 6a: A Estrutura Am biental m odera (-): Clareza do papel, EI, EII, Satisfação e Desempenho (para subordinados com alta necessidade de realização).

H 6b: A Estrutura Ambiental não m odera os resultados do subordinado (para subordinados com baixa necessidade de realização)

H 7a: A Necessidade de Realização m odera (+) e a Satisfação (quando a estrutura do trabalho e baixa). H 7b: A necessidade de Realização não m odera a satisfação do subordinado. H 7c: A habilidade auto-percebida m odera (+) a Satisfação do subodinado. Variáveis M oderadoras Característica Ambiental Estrutura da Tarefa Formalidade da Organização Importância do Grupo Característica Subordinado Habilidade auto-percebida Variáveis Dependentes D esempenho Satisfação Intrínseca Satisfação com a Supervisão Satisfação Geral

Expectativa I Expectativa II Clareza do Papel

H 1:

Estrutura da tarefa m odera (-): Satisfação Intrínseca Satisfação Extrínseca Clareza do Papel Expectativa I Expectativa II

H 3: Estrutura da Tarefa Modera (-) a relação entre os Comportamentos (Apoiador e Diretivo) e o D esempenho Modera: (+) = Positivamente; (-) = Negativam ente

As hipóteses utilizadas nesse esboço foram elaboradas por Indvik (1985). Variáveis Independentes

Comportamentos dos líderes (Diretivo, Apoiador, Participativo,

Orientado para o Resultado

Diretivo Apoiador Participativo Orientado p/ o Resultado

O comportamento do líder aumentará o esforço do subordinado à medida em que (1) este proporciona satisfação das necessidadesdo subordinado, contingente ao desempenho (2) e que

complementa o ambiente do subordinado por meio do fornecimento de coordenação, direcionamento, suporte recompensas por um desempenho efetivo (HOUSE e M ITCHELL, 1974)

Os subordinados aceitam o comportamento do líder se este for uma fonte imediata de satisfação ou o instrumento para satisfação futura.

Se o comportamento não for aceito, a obtenção da meta é menos provável por causa da resistência passiva, sabotagem, ou conflito entre líder e subordinado (HOUSE e DESSLER, 1974)

H 2:

Estrutura da tarefa modera (+) Satisfação Intrínseca Satisfação Extrínseca Clareza do Papel Expectativa I Expectativa II

H4a: Estrutura Am biental m odera (-): Clareza do papel, EI, EII, Satisfação e Desempenho p/ Subordinados que preferem Estrutura Externa H4b: Estrutura Ambiental não m odera os resultados dos subordinados (que não preferem Estrutura Externa.

H5a: Necessidade de Realização m odera (+) a Satisfação

H5b: Habilidade Autopercebida modera (+) Satisfação

H5c: A preferência pela Estrutura Externa modera (-) a Satisfação (quando estrutura da tarefa é elevada).

H5d: A preferência pela estrutura externa não modera a Satisfação (quando a estrutura da tarefa e baixa).

H 6a: A Estrutura Am biental m odera (-): Clareza do papel, EI, EII, Satisfação e Desempenho (para subordinados com alta necessidade de realização).

H 6b: A Estrutura Ambiental não m odera os resultados do subordinado (para subordinados com baixa necessidade de realização)

H 7a: A Necessidade de Realização m odera (+) e a Satisfação (quando a estrutura do trabalho e baixa). H 7b: A necessidade de Realização não m odera a satisfação do subordinado. H 7c: A habilidade auto-percebida m odera (+) a Satisfação do subodinado. Variáveis M oderadoras Característica Ambiental Estrutura da Tarefa Formalidade da Organização Importância do Grupo Característica Subordinado Habilidade auto-percebida Variáveis Dependentes D esempenho Satisfação Intrínseca Satisfação com a Supervisão Satisfação Geral

Expectativa I Expectativa II Clareza do Papel

H 1:

Estrutura da tarefa m odera (-): Satisfação Intrínseca Satisfação Extrínseca Clareza do Papel Expectativa I Expectativa II

H 3: Estrutura da Tarefa Modera (-) a relação entre os Comportamentos (Apoiador e Diretivo) e o D esempenho Modera: (+) = Positivamente; (-) = Negativam ente