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Finanssektorproblemer og krisehåndtering i 1. halvår 1991

5. Problemene i finanssektoren, med særlig vekt på bankkrisen og Norges Banks krisehåndteringsrolle Banks krisehåndteringsrolle

5.7 Finanssektorproblemer og krisehåndtering i 1. halvår 1991

O estado nutricional das crianças foi avaliado segundo critérios recomendados pela Organização Mundial de Saúde (WHO, 1995), através dos índices peso-para-idade (P/I), estatura-para-Idade (E/I), peso-para-estatura (P/E) e índice de massa corporal-para-idade (IMC/I), expressos em unidades de desvio-padrão (escore Z), segundo sexo e faixa etária. O estado nutricional das crianças de 0 a 5 anos foi avaliado segundo os índices P/I, E/I e P/E. As crianças da faixa etária de 5 e 10 anos, foram avaliadas segundo os índices antropométricos P/I, E/I e IMC/I e as crianças de 10 a 12 anos foram avaliadas pelos índices E/I e IMC/I.

Os dados relativos ao peso, estatura, idade e sexo foram comparados aos da população de referência da Organização Mundial da Saúde – WHO-2006para crianças de até 5 anos (WHO, 2006a; DE ONIS et al., 2006) e WHO-2007 para crianças de 5 a 12 anos (DE ONIS et al., 2007b).

Os pontos de corte adotados neste estudo (Quadro 2), foram aqueles recomendados para serem utilizados nacionalmente, no âmbito do SISVAN (BRASIL, 2008b), com adaptações para se conhecer o risco de déficit nutricional.

Z- escore P/I Crianças de 0 a 10 anos E/I Crianças de 0 a 12 anos P/E Crianças de 0 a 5 anos IMC Crianças de 5 a 10 anos IMC Crianças de 10 a 12 anos < -3 Muito baixo peso Muito baixa estatura Magreza acentuada Magreza acentuada

≥ -3 e < -2 Baixo peso Baixa

estatura Magreza Magreza

Baixo peso

≥ -2 e < -1

Risco BP1 Risco BE2 Risco M3

≥ -1 e ≤ 1 Eutrofia Eutrofia Eutrofia > 1 e ≤ 2 Peso adequado para idade Risco de

sobrepeso Sobrepeso Sobrepesod > 2 Sobrepesoa

Estatura adequada para idade

Sobrepesob Obesidadec Obesidadee

a: termo utilizado em substituição ao “peso elevado para a idade” com relação ao Índice P/I b: indica sobrepeso agrupado à obesidade.

c: indica obesidade (Z-escore > 2 e ≤ 3) agrupada à obesidade grave (Z-escore > 3) d: corresponde a Z-escore > 1 e < 2

e: corresponde a Z escore ≥ 2 1: risco de baixo peso 2: risco de baixa estatura 3: risco de magreza

Quadro 2. Pontos de corte dos índices antropométricos utilizados na avaliação do estado nutricional das crianças Xakriabá de 0 a 12 anos

Ressalta-se que, em algumas descrições dos resultados e em partes da discussão, denominou-se baixo peso para idade, baixo peso para estatura e baixa estatura para idade, o estado nutricional referente ao Z-escore < - 2, abrangendo assim, os déficits mais acentuados expressos pelo Z-escore < -3 (muito baixo peso, muito baixa estatura e magreza acentuada). Nesses casos, o valor de Z-escore será sempre apresentado.

Participaram da coleta de dados antropométricos, todas as crianças Xakriabá de 0 a 12 anos que compareceram nos dias e locais informados ou que foram encontradas na busca ativa. Aquelas que puderam ser avaliadas por pelo menos um indicador antropométrico, fizeram parte do estudo.

Dentre as 2.973 crianças de 0 a 12 anos identificadas no censo e convidadas a participarem das aferições antropométricas para avaliação do estado nutricional, 1.334 (44,9%) crianças encontravam-se na faixa etária de 0 a 5 anos (≤ 60 meses) e 1.639 (55,1%) encontravam-se na faixa etária de 5 a 12 anos (> 60 meses a < 156 meses). Dentre essas, compareceram para a aferição dos dados antropométricos 2.400 crianças (80,7%), sendo 908 (68%) crianças de 0 a 5 anos e 1.492 (91%) crianças de 5 a 12 anos (Figura 8).

Houve perda de 7 (0,7%) crianças de 0 a 5 anos por motivos já mencionados e de 53 crianças de 5 a 12 anos (3,5%), por ausência de dados de estatura (falta do dado aferido ou exclusão por inconsistência). Assim, segundo os índices P/I (Figura 8), foi avaliado o estado nutricional de 901 de 0 a 5 anos e de 1.018 crianças de 5 a 10 anos completos. Segundo o índice E/I, foi avaliado o estado nutricional de 853 crianças de 0 a 5 anos e de 1.439 crianças de 5 a 12 anos. Segundo o índice P/E, foi avaliado o estado nutricional de 853 crianças de 0 a 5 anos. Segundo o IMC/I, foi avaliado o estado nutricional de 988 crianças de 5 a 10 anos incompletos e 451 crianças de 10 a 12 anos.

Dentre as 342 crianças menores de 3 anos cujas mães responderam ao Módulo 7 do questionário, 242 crianças (70%) compareceram nas datas e locais agendados para a aferição dos dados antropométricos.

Para tratamento e análise dos dados utilizou-se os programas Anthro-2006 versão 2.0.2 (World Health Organization), Anthro-Plus (World Health Organization, 2009), o Epi-Info for Windows (CDC - Atlanta, Estados Unidos) e o SPSS-PC, versão 13 (SPSS

Inc., Chicago, United States).

Para caracterizar a população do estudo, foram realizadas análises descritivas de frequência de eventos. Para comparar proporções dos desvios nutricionais, realizou-se o

“Teste do Qui-quadrado” e o “Teste Exato de Fisher”, assumindo-se o intervalo de confiança de 95% para significância estatística.

Figura 8. Crianças Xakriabá de 0 a 12 anos identificadas no censo e avaliadas quanto ao estado nutricional, em 2007

2.973 crianças de

0 a 12 anos

1.334 (0 a 5 anos)

Censo

1.639 (5 a 12 anos)

Censo

908 (68,0%)

Compareceram

1.492 (91,0%)

Compareceram

901 (99,2%) crianças

avaliadas

901 crianças

(P/I)

853 crianças

(E/I)

861 crianças

(P/E)

1.020 crianças

(> 60 e < 120 meses)

472 crianças

(≥ 120 e < 156 meses)

1.018 crianças

(>60 e ≤ 120 meses)

(P/I)

988 crianças

(IMC/I e E/I)

451 crianças

(IMC/I e E/I)

1.439 crianças

(E/I)

4.7.2 Dados sobre o aleitamento materno e alimentação complementar Dados quantitativos

Para tratamento e análise dos dados foram utilizados os programas Epi-Info for Windows (CDC - Center for Disease Control and Prevention, Atlanta, Estados Unidos), Anthro-2006 versão 2.0.2 (World Health Organization) e SPSS-PC, versão 13 (SPSS Inc.,

Chicago, United States). Análise descritiva de frequência de eventos foi realizada para caracterizar a população do estudo. Para estimar a duração mediana da amamentação, foi utilizada a análise de sobrevivência por meio da tábua de sobrevida (para o AME) e do estimador não paramétrico Kaplan Meier (para o AM), que permitiu a inclusão das crianças que ainda mamavam (dados censurados). Na verificação da relação entre variáveis independentes e o tempo de amamentação, foram comparadas as curvas de sobrevivência em cada categoria da variável (análise bivariada), empregando-se os testes de Log rank e Breslow. O Log rank reforça o enfoque nos tempos maiores e o Breslow nos tempos menores. As variáveis independentes que apresentaram significância abaixo de 25% (p<0,25) para um ou ambos os testes, foram inseridas no modelo de regressão de Cox para análise multivariada, visando ajustar o efeito de confusão entre as co-variáveis. O modelo final contemplou as variáveis com significância estatística ao nível de confiança de 95% (p≤0,05).

Dados qualitativos

Durante a realização dos grupos focais, as informações revelados por meio da comunicação verbal/corporal foram anotadas e/ou gravadas em áudio e foram posteriormente transcritas, organizadas e, então, analisadas segundo referencial metodológico proposto por Bardin (2008). Para amplo conhecimento do conteúdo a ser analisado foram realizadas leituras flutuantes. Em seguida, fez-se uma pré-análise dos dados, agrupando-se ideias que se aproximavam e que se distanciavam, o que constituiu o “corpus” de análise (ver Figura 9). Assim, nesse “corpus”, buscou-se identificar os núcleos de sentido (categorias de análise) nas falas e ações, por meio da decomposição do conjunto de dados. As categorias de análise foram: primeiro alimento ao nascer; primeiro leite; amamentar; fatores que aumentam e diminuem o leite; outros tipos de leite; chás e outros líquidos; problemas nas mamas; tempo de amamentação; comida de bebê; comida de criança; ter o alimento. Considerando essas categorias, analisou-se laços culturais,

diferenciações de opiniões, vivências e crenças a respeito do mesmo tema. Procurou-se distinções nas falas/ações das mães de diferentes faixas etárias e polo-base de residência. Foram realizadas inferências e interpretação dos dados que, por fim, possibilitaram a compreensão dos significados atribuídos à nutrição das crianças, pelas mães Xakriabá.

Figura 9. Sistema de análise do discurso das mulheres indígenas Xakriabá, reunidas em grupos focais, em 2011

Transcrição das falas, expressões faciais, gestos, entonação da voz

Leituras flutuantes

Pré-análise

(organização das ideias iniciais)

“Corpus” de análise

Ideias que se distanciam Ideias que se aproximam

Categorização (núcleos de sentido)

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