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2. CONTEXTUAL ENVIRONMENT OF THE FMCT NEGOTIATIONS

2.2 E ARLY EFFORTS TO DEVELOP NUCLEAR WEAPONS

Os relatos dos usuários são permeados por experiências de afastamento do mundo do trabalho. Alguns afirmam que já trabalharam, mas, em decorrência do tratamento atual, foram afastados das funções que exerciam ou simplesmente deixaram de trabalhar. Os usuários referem-se ao desejo de estar no mercado de trabalho e de contribuir ativamente com a renda familiar.

Irani: Eu trabalhava como babá para os outros. Eu trabalhava

cuidando de crianças. Todo mundo gostava de mim. Eu não sou uma pessoa agressiva com ninguém. Todo mundo para quem eu trabalhei gostava do meu trabalho.

Cleusa: Já trabalhei muito tempo lá em Brasília. Trabalhava em uma

casa. Cuidava das crianças. Larguei lá e vim para cá de novo.

Neusa: Tem vinte anos que eu sou professora. Daqui a cinco anos,

eu me aposento. Não tem jeito de ficar dentro da sala, não. Com aluno, não! Só longe da sala de aula. Trabalho burocrático. Eu trabalho na biblioteca. Faço cartazinho. Eu faço material para recuperar aluno fraco. Eu recorto, eu desenho, eu faço atividade em caderno de caligrafia. É isso que eu faço! Faço cartazes para os professores. Eu tenho a letra muito bonita! Faço cartazinho, entrego correspondência, respondo assinatura de ponto. Eu estou ali passando.

Alberto: Eu queria trabalhar e ter condições de ajudar minha mãe

melhor. Ajudar minha irmã também. Se a pessoa sarar, perde o benefício. Se sarar, perde o benefício. Já falaram aqui no CAPS. Aí, se sarar, tem que trabalhar. Mas aí, é melhor. Aí, tem condição de trabalhar. Aí, ajuda em casa também. É muito melhor. Meu irmão é que fala comigo assim: ‘É! Você está sentado, está aí com seu dinheiro’, não sei quê. Eu falo com ele: ‘Você que pensa que é assim rapaz! Não é bem assim, não!’ Eu não dou conta mesmo! Tem que levantar cedo, né? O remédio é forte! Eu tomava dois tipos de remédio. Tem remédio que dá aquela secura.

Participar do mundo do consumo em uma sociedade capitalista é uma atribuição de indivíduos que estão inseridos no mundo do trabalho. Uma vez que o indivíduo que trabalha financia itens de consumo, o trabalho assume um papel importante na atual sociedade capitalista e consumista. O usuário do CAPS considera importante participar desse mundo do trabalho. Por pressões externas ou internas, os usuários referem-se ao desejo de participar desse universo do trabalho.

Para Lancman (2007, p. 275), “O trabalho assume um papel central na constituição da identidade individual e possui implicação direta nas diversas formas de inserção social dos indivíduos.” Ela afirma que a centralidade do trabalho no mundo social é discutida por autores como Dejours, Antunes, Castel, entre outros. Lancman (2007) considera que, na constituição de redes de relações sociais e de trocas afetivas e econômicas, o trabalho pode ser visto como fundamental. O trabalho, para a autora, pode ser considerado fundamental na vida cotidiana das pessoas.

Esses conceitos sobre o trabalho estão ligados à constituição da identidade do sujeito e à noção de alteridade, conforme Lancman (2007). Ela considera que é pelo do olhar do outro que o sujeito se constitui como sujeito, ou seja, na relação com o outro, na busca de semelhanças e de diferenças. As relações cotidianas, para Lancman (2007, p. 276), permitem a construção da identidade individual e social, pelas trocas ao longo da vida do sujeito e, na vida adulta, “o espaço do trabalho será o palco privilegiado dessas trocas, aparecendo como mediador central da construção desenvolvimento e complementação dessa identidade.”

Lancman (2007) considera que há um ganho social no trabalho, uma vez que este gera sentimento de pertencimento a um grupo e certos direitos sociais. Para a autora, o trabalho possui função psíquica por ser alicerce da constituição do sujeito e da sua rede de significados. Estão incluídos aqui, segundo Lancman (2007), processos de reconhecimento, de mobilização da inteligência, de realização, de identidade e de subjetividade. “O trabalho é matriz da integração social.” (LANCMAN, 2007, p. 274).

Essa forte correlação entre as formas de inserção no trabalho e as formas de integração social permeia os relatos dos usuários do CAPS Unaí. Para muitos usuários, trabalhar é um sonho. Os relatos descrevem desejos de criação, desejos de alteração do papel social, desejos de realização pessoal.

Gabriela: Meu sonho desde criança! Eu não tive oportunidade de

estudar quando eu era criança. Eu nunca tive meu primeiro emprego. Meu sonho! Ainda quero ter meu primeiro emprego. Meu sonho! Pode ser trinta dias, nem que eu seja voluntária, mas eu quero ter meu primeiro emprego!

Neusa: Eu tô tentando escrever um livro. Já comecei ele umas três

vezes. Mas eu não consigo. Doutor Ângelo me falou, a pastora com quem eu faço consolidação me falou, mas eu não consigo! Eu começo e não termino. Ele não tem sequência, foge. É que fica muito abafado assim. Tem muita passagem, assim, que eu não tenho coragem de contar!

Alberto: Eu trabalhava como servente de pedreiro. Na verdade, eu

tenho vontade de ser motorista. O sonho meu é conseguir ser motorista. Motorista de carreta. Porque meu pai trabalhava nesse ramo de motorista de carreta, a vida inteira. Eu sonhei, nossa! Sonho demais esse sonho! Desde criança que eu já tinha vontade, né? Aí, por causa desse problema que eu tenho, né? Por enquanto, está impossível realizar esse sonho. Por enquanto, né? Mas, um dia, se Deus quiser, eu acredito que Deus vai realizar esse sonho na minha vida. Tem que ter a saúde boa, né? Tem que comprovar que eu tô

com a saúde boa, que eu estou em condição de trabalhar. Talvez eu vou ter que estudar um pouco também, né? (riso). Mas eu tô lutando. É um sonho meu. Eu tô lutando pra mim ficar bom. E cada dia que passar, eu vou ficar melhor. Por enquanto, eu não posso, né? As medicações, elas já fala, né, pra você não dirigir, não mexer com ferramentas perigosas. As bulas já vêm aconselhando a pessoa, por que os remédios dá sono, né? Se Deus quiser, um dia eu vou conseguir. Eu tô lutando por isso. E, se eu não puder realizar o sonho, eu trabalho em qualquer outra coisa, porque eu sempre trabalhei de servente de pedreiro. De qualquer coisa eu trabalho, qualquer coisa. Sempre trabalhei. Quando eu tô bem, eu não paro dentro de casa. Se eu tiver bom, eu caço um serviço. Qualquer coisa eu faço. Quem sabe, até o final do ano, eu já tenha recebido a alta pra eu poder trabalhar de novo. Eu tô com esperança! Cada dia que passa, eu tô ficando melhor, né? Eu já tomo o remédio sozinho. Precisa da minha mãe nem mandar! Eu tomo. O que eu tô precisando mais tomar é o clonazepam.

Esses relatos evidenciam o desejo dos usuários do CAPS de participarem do mundo do trabalho. Há um desejo evidente, em todos os relatos, de inserção no mundo laboral. Nos relatos, os usuários afirmam que se trata de um sonho, de um grande desejo. A maior parte dos usuários é privada do mundo do trabalho devido ao tratamento, à medicação ou à própria condição mental. A despeito disso, procuram formas de inserção no mundo do trabalho e reafirmam o desejo profundo de realizar esse sonho.

“O trabalho permite, também, o confronto entre mundo externo e mundo interno do trabalhador.” (LANCMAN, 2007, p. 275). A singularidade de cada pessoa entra em conflito com o mundo objetivo e suas lógicas e desafios, afirma Lancman (2007). Para essa autora, as relações que se originam no trabalho e o próprio trabalho não devem ser encarados como um espaço de neutralidade social ou subjetiva.

Fonseca (2008) afirma que boa parte dos usuários do CAPS demonstra interesse pela independência financeira, mas teve pouca ou nenhuma inserção em atividades produtivas. Eles dependem, financeiramente, de familiares; são pensionistas ou recebem benefício social. Em geral, procuram a terapia ocupacional em busca de apoio para conseguir um emprego. “Esse pedido direcionado indica que o sentido apreendido da palavra ocupacional pelos usuários, freqüentemente, é o de trabalho formal.” (FONSECA, 2008, p. 90)

As oficinas, historicamente, foram concebidas como instrumento de revalorização do trabalho na terapêutica. Segundo Fonseca (2008), esse é um termo

resgatado da Idade Média, lembrando os ofícios que eram transmitidos de mestre para aprendiz. Essa retomada foi difundida na década de 90 nos serviços de assistência psiquiátrica em decorrência de uma valorização econômica do trabalho. (FONSECA, 2008)

Entretanto, a introdução das oficinas nos serviços terapêuticos brasileiros foi permeada pela banalização do termo, conforme Fonseca (2008). Os objetivos das oficinas realizadas na rede assistencial do país foram muito diversificados. Elas se tornaram, para os gestores, um espaço de oferta terapêutica; para os profissionais, local de visibilidade; para os usuários, uma possibilidade de renda. Assim, de acordo com Fonseca (2008, p. 90), “a contradição é que as ‘oficinas’, em sua maioria, em um curto período, caíram no descrédito, ou seja, não alcançaram o status de intervenção clínica em todos os serviços.”

A despeito dessa banalização, Rauter (2000) considera que as oficinas como originalmente pensadas, podem funcionar como elemento de transformação e de enfrentamento. Para esse autor, nas oficinas, há uma possibilidade de reinvenção do cotidiano, uma invenção de novos modos de vida.

As oficinas serão terapêuticas ou funcionarão como vetores e existencialização caso consigam estabelecer outras e melhores conexões que as habitualmente existentes entre produção desejante e produção da vida material. (RAUTER, 2000, p. 269)

Para Fonseca (2008), as oficinas ainda são eixos orientadores da prática nos serviços terapêuticos. A preocupação com a técnica e com a estética varia conforme os objetivos da oficina e o destino final do produto. Ele afirma que os usuários costumam chamar o que ocorre nas oficinas de aula, uma vez que, nesse espaço, ocorre o aprendizado de técnicas e de processos.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O interesse inicial desta pesquisa foi o de conhecer os sentimentos e os pensamentos expressos pelos usuários do CAPS de Unaí acerca das atividades ocupacionais oferecidas ali. Havia, entre os usuários, um desejo de participar ativamente das atividades terapêuticas ocupacionais oferecidas pelo serviço de saúde. Portanto, a percepção dos usuários do CAPS Unaí foi o ponto de partida para descrever como eles se relacionam com seu mundo e com suas vivências.

A fenomenologia foi fundamental para esta pesquisa. A proposta, nesta dissertação, foi descrever um fenômeno cotidiano, um fenômeno da vida. A autora optou pela fenomenologia porque sua proposta foi buscar a verdade em seu estado nascente. A fenomenologia reconhece que a verdade pode ser encontrada dentro dos limites da perspectiva humana, considerando a percepção.

A percepção de cada usuário do CAPS foi o ponto de partida para descrever suas vivências, e a forma como cada um se relaciona com o seu mundo. A percepção oferece verdades, presenças. Durante os relatos dos usuários, suas verdades foram percebidas no momento em que o sentido se fez para cada indivíduo. Assim, a fenomenologia se mostrou o método apropriado para a descrição das vivências dos usuários do CAPS.

Descrever fenomenologicamente, o relato dos usuários nesta pesquisa foi uma forma de evidenciar os conhecimentos que os indivíduos certamente possuem sobre sua condição, o que pode contribuir para melhorá-la. No CAPS, a proposta das oficinas terapêuticas ocupacionais abarca o novo paradigma da reforma sanitária com vistas a fomentar uma maior integração social e familiar dos usuários.

Por sua configuração, a oficina terapêutica do CAPS é um ambiente propício para manifestação de sentimentos e de pensamentos dos usuários. É um espaço para o desenvolvimento de habilidades corporais e de realização de atividades produtivas. Neste sentido, o objetivo geral desta pesquisa, o de conhecer a percepção dos usuários do CAPS Unaí acerca dos sentidos das atividades terapêuticas ocupacionais em seu cotidiano, foi alcançado.

Os demais objetivos propostos nesta dissertação também foram alcançados, uma vez, que na descrição dos relatos, ficaram evidentes os motivos que levaram os usuários a frequentarem as oficinas terapêuticas. Foram descritos, ainda, seus relatos acerca das suas relações cotidianas com a loucura, assim como também foi

descrita avaliação que os usuários fazem acerca de suas vivências, como se sentem e o que pensam.

Em média, oito usuários frequentam as oficinas terapêuticas do CAPS Unaí. São seis mulheres e dois homens que desenvolvem atividades artesanais orientadas por duas profissionais, uma Artesã e uma Terapeuta Ocupacional. A faixa etária dos usuários varia entre 31 e 52 anos de idade. A renda média dos pesquisados variou entre um a dois salários mínimos. Todos receberam diagnóstico médico psiquiátrico e fazem tratamento no CAPS Unaí há mais de dois anos.

Para os usuários, as oficinas terapêuticas ocupacionais do CAPS Unaí possuem vários sentidos. Os mais citados nos relatos foram o sentido de afastamento da rotina diária; um lugar para não se pensar em nada, com afastamento de sentimentos e de pensamentos negativos que permeiam seu cotidiano. Foi relatado ainda o sentido de aprendizado: os usuários colocam as oficinas como um espaço de aprender uma nova habilidade que pode ser utilizada no futuro como fonte de renda. O sentido de pertencimento foi citado pela maioria dos usuários. O carinho, o cuidado e o acolhimento da equipe e dos demais usuários influenciam os relacionamentos dos usuários nas oficinas.

As vivências de preconceito e de discriminação permeiam os relatos da maioria dos usuários. São experiências de enfrentamento da discriminação e do estigma da loucura. Foram registrados ainda relatos de vivências de hospitalização psiquiátrica, de inserção no mundo do trabalho, de uso de medicamentos e de convivência com a família. Os sonhos e os desejos expressos pelos usuários do CAPS Unaí envolvem a inserção no mundo do trabalho. A maioria dos usuários relata que deseja trabalhar para contribuir na renda familiar.

A maioria dos usuários relatou que gosta de frequentar as oficinas terapêuticas do CAPS. Esse é o motivo que os faz manterem a frequência às oficinas. Um ponto significativo dos relatos é a não apropriação, pelos usuários, dos rótulos médicos impostos pelo sistema de saúde. Cada usuário descreveu sua loucura de maneira própria. Cada um nomeou a sua condição mental de modo particular. Ao relatar a experiência coletiva da loucura a maioria dos usuários afirmou que todos nós somos loucos.

A loucura foi abordada de diferentes formas ao longo da história das civilizações em virtude dos determinantes sócioculturais de cada época. Atualmente a loucura é atravessada pela hegemonia do código médico. Essas influências

afetam a forma como o usuário do CAPS se relaciona com a própria loucura, com seus pares e com a sociedade em geral. Com a racionalidade normatizada, com a razão universal, a loucura se tornou refém de sua própria verdade.

Ao longo de seu processo de objetivação em doença mental, a loucura passou de alteridade para alienação. Ela foi alienada pelo código médico configurando-se apenas em doença mental. Entretanto, os usuários do CAPS, em alguns momentos, evidenciam, em seus relatos, uma não apropriação desse código. Aparece, aqui, uma resistência sutil, uma resistência da loucura, que insiste em manter o “vaguear da razão extraviada”. (FOUCAULT, 1999, p. 520)

Nesta dissertação, a descrição das vivências dos usuários do CAPS Unaí foi um desafio para a pesquisadora. Foram diversos relatos que surgiram ao longo do período de observação das oficinas. Seriam necessárias muitas outras pesquisas para a organização de todo o material levantado e para a contemplação integral de todas as vivências expressas pelos usuários do CAPS Unaí.

As nuanças dessas vivências cotidianas dos usuários do CAPS, que foram surgindo ao longo do contato da pesquisadora com o grupo, foram uma agradável surpresa. Ao se aproximar do campo de pesquisa, a pesquisadora teve acesso a um universo complexo e profundo vivenciado pelos usuários do CAPS. Os usuários foram receptivos. Permitiram que a pesquisadora registrasse seus relatos de vivências, muito particulares, mas que permeiam suas relações com toda a comunidade. Foram momentos de troca muito ricos. A pesquisadora deixou o grupo com a promessa do registro científico de seus relatos e o grupo de usuários do CAPS partilhou suas experiências.

Aproximar-se deste universo, para a pesquisadora, foi uma experiência tocante e mobilizadora. Buscar o registro em relatório científico desta experiência marcante foi uma forma de manter o compromisso da pesquisadora em contribuir para a sociedade e para a ciência. Entretanto, a riqueza do contato com os usuários do CAPS dificilmente pode ser completamente expressa em palavras ou apenas em relatos científicos. Foram momentos emocionantes, engraçados, difíceis, alegres, tristes, de aprendizado, enfim, de troca, que precisam de outros espaços para expressão de todas essas emoções e informações.

Os relatos dos usuários do CAPS Unaí sobre suas vivências cotidianas com a loucura evidenciam que eles têm muito a dizer sobre seu universo. Esses relatos são complexos e possuem muitas nuanças que permitem a elaboração de estudos

voltados especificamente para elucidação desses temas. A complexidade dos relatos não pode ser simplificada apenas em poucos textos científicos. Os relatos registrados compreendem uma gama de significados que extrapolam os limites dos textos científicos. Foram relatos mobilizadores, geradores de conteúdos da ordem do indizível.

Esse é um universo muito rico. Nele, cabem outras pesquisas para contemplar seus diversos aspectos característicos. Convém ressaltar a riqueza proporcionada pela experiência desta pesquisa para a pesquisadora. Foram momentos prazerosos vividos junto aos usuários do CAPS durante a fase de registro dos relatos nesta pesquisa. Também, foram momentos geradores de sofrimento, uma vez que os relatos descritos revelam detalhes dolorosos do cotidiano dos usuários do CAPS.

Diversos temas suscitados nessa pesquisa podem gerar novos estudos. Os relatos dos usuários do CAPS foram ricos ao descrever situações pouco exploradas na literatura, tais como: a não apropriação do diagnóstico médico pelo usuário do CAPS; os desafios enfrentados pelo CAPS para implementar as ações preconizadas (especialmente nas relações com a comunidade); a medicalização dos usuários do CAPS; o papel do ócio na cena terapêutica; a produção nas oficinas terapêuticas ocupacionais; os relatos comuns de situações de tentativas de suicídio; além de outros temas que podem ser inferidos após a leitura dos relatos dos usuários nesse trabalho.

Um possível viés deste trabalho é o que o registro dos relatos foi realizado no mesmo local frequentado pelos usuários: o CAPS Unaí. Este fato pode influenciar os relatos dos pesquisados, de forma a tecer considerações positivas sobre o serviço. Cabem aqui outras pesquisas que se afastem desse possível viés.

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