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Drøfting av teoretisk innramming – del II

2.2 Teoretisk innramming II: Idrettsglede i lys av psykologiske og filosofiske teorier

2.2.4 Drøfting av teoretisk innramming – del II

Ainda que, não seja o foco desta pesquisa proceder ao resgate histórico da hemodiálise, entendemos pertinente a inclusão de alguns informes sobre como

surgiu e evolui essa modalidade de tratamento, para que se torne mais compreensível sua prática.

No século XIX, foram desenvolvidos muitos estudos sobre aspectos anatomofuncionais do rim, após Richard Bright demonstrar em 1845 que os rins eram fundamentais para a manutenção da vida (ROCHE, 2006).

O conceito de diálise foi empregado pela primeira vez em 1861, por Thomas Graham, que viveu entre 1805 e 1869, e era graduado em Química pela Universidade de Andersonian, Glasgow-Escócia. Ele observou que cristalóides poderiam se difundir através de uma membrana semipermeável e utilizou esse método para extrair uréia da urina. O chamado método de Graham é ainda hoje, utilizado para purificação do sangue de pacientes com falência renal, embasando o procedimento do chamado rim artificial (GRAHAM, 2007).

Os experimentos de Graham foram bastante significativos para a feitura do primeiro rim artificial que “foi construído por Abel, Rowntree e Turner em 1913, e o alemão George Hass realizou a primeira diálise durante 15 minutos em humano no ano de 1924”. (ROCHE, 2006).

Durante a II Guerra Mundial, surgiram muitos casos de feridos graves que apresentavam necessidade de transfusões sangüíneas, muitas das quais incompatíveis, levando-os ao desenvolvimento de insuficiência renal aguda. Na época, não havia diuréticos nem hipotensores e foi, então, que o médico holandês naturalizado norte-americano, Willem Johan Kolff, percorreu várias empresas européias na busca de subvenções para construir uma máquina de hemodiálise. (KOLFF, 2006).

A máquina de hemodiálise idealizada por Kolff tinha as seguintes características:

[...] utilizava cerca de quarenta metros de tubos de membrana de acetato de celulose enrolada num tambor rotatório, o qual mantinha-se mergulhado em uma bacia contendo a solução de diálise. Uma bureta coletava o sangue do paciente (não havia bomba de sangue), e pela ação da gravidade o impulsionava através da membrana dialisadora. O sangue depois de purificado retornava ao corpo do paciente. (KOLFF, 2006, p.1).

Os registros da história acusam que foram tratados 15 pacientes pelo rim artificial antes que alguém viesse a sobreviver. Kolff obteve a primeira vitória em 1945, quando conseguiu que Sophia Schafstadt uma paciente em coma e anúrica,

recuperasse a consciência, após realizar hemodiálise, e ainda sobreviveu por sete anos (KOLFF, 2006).

Nas Figuras 4 e 5, podem ser observadas, respectivamente, a máquina de Kolff e seu idealizador:

Figura 4 – 1ª máquina de hemodiálise Figura 5 – Willem Kolff

Pouco a pouco, foram aperfeiçoando a máquina, mas existia outro desafio: o acesso vascular. Esse problema foi solucionado de forma parcial em 1960, com o shunt arteriovenoso de Quinton, Dillard e Scribner, e finalmente, em 1966, foi criada, por Cimino e Brescia, a FAV (ROCHE, 2006).

A inserção do Brasil na história da hemodiálise veio em 1949, quando o médico Tito Ribeiro de Almeida construiu, de forma criativa, mas improvisada, o primeiro rim artificial brasileiro e o colocou em funcionamento no Hospital das Clínicas da FMUSP. Esse modelo de máquina foi utilizado até 1954, quando o Brasil importou o primeiro rim artificial. Em 1956, o mesmo hospital importou uma máquina considerada à época, como revolucionária, em termos de qualidade de diálise: era a “máquina de tanque” (CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2000).

Em entrevista concedida aos médicos Romão Júnior e Mion Júnior, o também médico, Tito Almeida relembra que a primeira sessão de hemodiálise no Brasil foi realizada em 19 de maio de 1949, em uma paciente de 27 anos. Diz o renomado facultativo, que “no Brasil não cuidamos da história”, e não foram guardadas as primeiras máquinas de hemodiálise (ROMÃO JÚNIOR; MION JÚNIOR, 2004).

No Ceará, segundo registros em forma de banner, do Centro de Pesquisas de Doenças Hepatorenais – CPDH, inserido no Hospital Universitário

Walter Cantídio (HUWC), da Universidade Federal do Ceará–UFC, a evolução da hemodiálise pode ser assim resumida:

- a primeira diálise peritoneal aconteceu em 1964, sob a responsabilidade dos médicos Elias Boutala Salomão, Paulo Marcelo Martins Rodrigues, Edísio Tavares;

- a primeira hemodiálise foi realizada pelo médico Emir Limaverde, em 1966.

Um fato marcante na história da hemodiálise no Brasil foi a chamada “tragédia de Caruaru”, ocorrida em 1996. Em uma clínica de hemodiálise daquele município pernambucano, havia 138 pacientes em hemodiálise, dos quais 80% apresentaram sintomas de forte intoxicação e, em cinco meses, 54 pacientes faleceram de insuficiência hepática. Após vários debates sobre as diversas hipóteses levantadas, as autoridades sanitárias chegaram à conclusão de que o problema estava na água utilizada pela clínica, que provinha de um açude, a qual água estava contaminada por cianobactérias (que podem causar hemorragias intra- hepáticas que levam à morte), dali era bombeada para os caminhões-pipa, onde os motoristas cloravam a água (MELO; RIOS; GUTIERREZ, 2007).

Tamanho descaso com a vida da clientela só poderia mesmo culminar em uma tragédia. Desde então, a legislação brasileira específica vem sendo aprimorada por meio de sucessivas regulamentações que visam ao controle de qualidade da diálise.

3.3 A Hemodiálise como opção de tratamento

No Brasil, a atenção com a DRC dá ênfase quase que exclusiva ao estádio mais avançado da doença, quando já existe indicação para a TRS, (BASTOS et al., 2004).

Conforme Góes Júnior et al., (2006, p.424),

A prevalência é mais elevada no sexo masculino e aumenta com a idade, passando de 12 pacientes por 100.000 habitantes, naqueles com menos de 30 anos para 144 naqueles com 60 anos ou mais (em 2002). Em 2004, cerca de 59.000 pacientes estavam em terapia dialítica. [...] Os fatores de risco que mais influenciam a mortalidade são a idade avançada e a presença de diabetes.