DEL 3: SAMMENLIGNING OG KONKLUSJONER
9. KONKLUSJONER
9.1 Det mentale bildet av Medeia
Do protocolo organizado a partir das anotações da autora durante o curso da pesquisa, com o objetivo de descrever as opções adotadas durante sua evolução no sentido da superação de dificuldades não previstas, bem como para permitir a sua reprodução em outros contextos, podem ser destacados os seguintes momentos críticos:
• O universo (grupos a serem investigados), inicialmente previsto para o ambiente de trabalho da autora, conforme recomendado pela natureza profissional do MGCTI – o Escritório de Projetos do Ministério da Previdência Social – foi substituído pelos programas de pós-graduação e projetos de pesquisa da UCB. Esta substituição se deu pela percepção de dificuldades previsíveis com relação à continuidade ou mudanças de localização do Escritório de Projetos no ambiente do Ministério e também pela esperada facilidade de acesso às informações relativas aos programas e grupos de pesquisa da UCB, tanto na fonte plataforma LATTES, quanto no SIGEP;
• Revisão do objetivo (novo enunciado), a partir das recomendações da banca de qualificação do projeto de dissertação. O objetivo original era o de desenvolver um modelo de avaliação e constituição de grupos de alto desempenho que foi considerado muito ousado para o tempo disponível à conclusão da pesquisa. Assim o objetivo foi substituído pelo desenvolvimento de uma metodologia de avaliação de desempenho, bem
como proposição de recomendações e estratégias à formação de grupos acadêmicos. Desta forma, o principal resultado da dissertação não foi proposição de um modelo, mas apenas o desenvolvimento de uma metodologia de avaliação, acompanhada de conjunto de recomendações sobre as estratégias empírica e teoricamente fundamentadas. Esta orientação se provou sábia, pois houve enormes dificuldades na coleta de informações confiáveis relativas aos grupos de pesquisa e definição das escalas de medidas de desempenho;
• Para avaliação dos grupos de pesquisa a idéia original foi aferir a produtividade com base nos resultados da avaliação realizada pela UCB em 2004 para efeito de promoção de docentes. Entretanto, a série não foi continuada. Como alternativa se tentou estabelecer comparações com as avaliações do INEP. Isto também não foi possível, pois as informações de outras IES não são disponíveis. A avaliação de desempenho de grupos acadêmicos envolveu a análise de indicadores e, embora avaliações sejam realizadas pela CAPES, pelo INEP, pelas CPA e, de certo modo, pelo CNPq, nem sempre são encontradas fontes e critérios para avaliação de grupos de pesquisa;
• As medidas de produtividade aferidas apenas pela produção científica, com base nas informações extraídas do LATTES ou do SIGEP se revelou inviável como resultado das limitações operacionais desses sistemas; assim uma primeira avaliação dos grupos de pesquisa teve base nas avaliações do ENADE, PROVÃO e da CAPES, tomadas em relação às notas máximas possíveis. Todavia, devido à ausência de um padrão ou método para aferição da produtividade destes grupos, optou-se por realizar uma análise qualitativa de desempenho por meio das entrevistas e outros critérios de avaliação;
• Ficou clara a necessidade de redimensionar o universo dos grupos a serem investigados – antes seriam todos os grupos com mais de três anos e com oito ou mais participantes; a investigação na plataforma LATTES mostrou que são poucos os grupos que funcionam, de fato como tal; assim, a amostra dos grupos ficou bastante reduzida; outros grupos foram eliminados em função de baixa freqüência de respostas ao questionário; um dos critérios para que uma reunião de pessoas se constitua como um grupo é a relação de pertinência – o sentido de pertencer, não identificado em alguns
agrupamentos. Houve necessidade de re-significação dos conceitos de alto desempenho, positividade/negatividade, conectividade e inteligência;
• Também o conceito de felicidade como critério de desempenho foi substituído pela idéia de espaço emocional (estado de ânimo) proposta por Echeverría (1997); sobretudo, em relação ao grau de satisfação dos protagonistas;
• Um artigo foi encaminhado e aceito pela Revista Estudos da Associação Brasileira das Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), explorando a variável inteligência (qualificação do pessoal e capacidade de realização de projetos) como fator explicativo do desempenho de grupos acadêmicos;
• Um artigo de referência tratando da matemática do caos serviu de base teórica para os modelos escolhidos foi aceito pela Revista Brasileira de Economia de Empresas; fundamentou as escolhas feitas na construção dos modelos MA e ME; aguardando publicação;
• Mais um artigo tratando dos fundamentos teóricos da pesquisa foi encaminhado à revista Produção On-Line, no sentido de obter uma avaliação independente em relação à metodologia adotada;
• Um capítulo introdutório sobre a teoria da complexidade foi incluído no livro em preparação sobre complexidade e avaliação, com a participação da autora, que faz parte de uma coleção aprovada pela editora Universa; isto envolveu uma extensa revisão bibliográfica; os referidos artigos e capítulo do livro serviram para submeter à avaliação independente das bases teóricas que fundamentaram a pesquisa;
• O questionário foi testado no ambiente do seminário de pesquisa (SPQ), promovido pelo MGCTI, mas as respostas que retornaram foram muito escassas. Durante sua aplicação, foram encaminhados a todos os docentes dos programas de pós-graduação e aos pesquisadores dos grupos de pesquisa cadastrados na plataforma LATTES. Na classe dos líderes de grupos até então selecionados (9 diretores de programas e 25 líderes de grupos de pesquisa) optou-se pela assistência presencial aos respondentes, pois as entrevistas poderiam eliminar possíveis dificuldades de entendimento das questões e de respostas ao questionário. Todavia, 11% dos diretores de programas e 80% dos líderes dos grupos de pesquisa não foram assistidos
presencialmente pela autora durante as respostas ao questionário. Na maior parte dos casos, esse acompanhamento tornou-se inviável devido à dificuldade de disponibilidade de tempo por parte dos líderes. Dessa forma, considerando a importância dos resultados a serem obtidos por meio das entrevistas, no encontro presencial entre os líderes de grupos e a autora foi priorizada a realização das entrevistas;
• As entrevistas com os 9 diretores de programas e líderes de 8 grupos de pesquisa tiveram como base a análise SWOT. Nesta classe, 100% das entrevistas foram realizadas presencialmente. Esta situação foi levada em conta na interpretação das correlações, fazendo testes com alargamento da medida de confiança, para melhor identificar as variáveis de peso que influem no desempenho. As interpretações serão reforçadas pelo cotejo dos resultados do questionário com as entrevistas e pelas comparações com distintos níveis de confiança;
• A análise fatorial com base nas planilhas resultantes do questionário e da aplicação do SAS serviu como método para aferir os pesos das variáveis e dos seus fatores explicativos. A idéia original era a de usar o método da matriz de impactos cruzados para identificação das variáveis de peso e graus de dependência. Isto permitiria identificar as variáveis de peso e isolar as variáveis menos dependentes das demais. Não obstante a análise fatorial se revelou adequada e mais fácil de realizar sem prejuízo dos resultados; e,
• A elaboração do questionário teve como base as variáveis discutidas nos pilares teóricos desta pesquisa. O questionário aplicado conteve 36 itens relacionados às variáveis investigadas da seguinte forma: 6 itens relativos a Conectividade, 4 Positividade/Negatividade, 2 Meios, 6 Inteligência, 3 Grau de Satisfação e 15 Espaço Emocional. No entanto, durante o processo de análise dos dados, foi observado que parte dos itens não era necessária para a análise. Os itens relacionados a gênero não refletiram uma base sólida para investigação, tendo em vista que, por exemplo, a proporção de homens e mulheres dentro dos grupos demonstrou ser totalmente discrepante. Inicialmente, espaço emocional foi considerado como uma variável de conclusão, no entanto não precisamos dela à medida que as variáveis P/N, Meios e Inteligência explicaram a dinâmica complexa. Dessa forma, 17 dos 36 itens do questionário foram desconsiderados. Tendo sido eliminados 2
itens relacionados a conectividade (10C e 11C) e os 15 itens referentes a espaço emocional (de 22E a 36E). A explicação do código de cada item e a relação entre os itens do questionário e as variáveis exploradas encontra-se no Quadro 2 apresentado no capítulo 4.