Por qué hay más respeto en la familia
4.2.2.4 Confianza y habilidades
Os cursos de pós-graduação brasileiros são avaliados com base nas orientações estabelecidas pela Diretoria de Avaliação/Capes e se efetivam com a participação da comunidade acadêmico-científica (consultores ad hoc). Os instrumentos utilizados são o Coleta Capes, o Qualis Capes32.
se. Em sua análise, André (2001) pondera que essa redução pode ser associada ao aumento de pesquisadores qualificados para fazer solicitação de financiamento, ocorrendo uma dispersão maior de concessão de bolsas por área.
Em outro estudo, Chaves (2007) analisa os impactos do reordenamento econômico do governo, a partir da década de 1990, frente à crise da economia capitalista evidenciando um deslocamento dos financiamentos da produção científica do país para a parceria público-privada, formação de parcerias entre as instituições públicas e o setor privado.
31 Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). CNPq (Conselho Nacional
de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Fapemig (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais) Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul). PIBIC (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica).
32Qualis é o conjunto de procedimentos utilizados pela Capes para estratificação da qualidade da
produção intelectual dos programas de pós-graduação. Tal processo foi concebido para atender às necessidades específicas do sistema de avaliação e é baseado nas informações fornecidas por meio do aplicativo Coleta de Dados. Como resultado, disponibiliza uma lista com a classificação dos veículos utilizados pelos programas de pós-graduação para a divulgação da sua produção. (BRASIL/CAPES).
Faz parte do sistema de avaliação dos programas de pós-graduação, no Brasil e qualifica a produção cientifica dos docentes/pesquisadores e discentes. Vale destacar que constituem os principais indicadores de qualidade desses programas. Com o aumento do volume da produção científica, ocorrido nas últimas décadas, e a grande diversidade de veículos disseminadores dessas publicações, entre eles os periódicos, a Capes teve a iniciativa de estabelecer padrões de qualidade
Na referida avaliação, o resultado é expresso em um conceito numérico de 1 a 7 e serve como parâmetro para concessões de bolsas e recursos para o fomento à pesquisa, enquanto que a análise da qualidade dos veículos de divulgação é utilizada para aferir a qualidade ou seja, periódicos científicos.
A classificação dos periódicos é realizada pelas áreas de avaliação e passa por processo anual de atualização. Esses veículos são enquadrados em estratos indicativos da qualidade, sendo o início - A1, o mais elevado e, os demais, A2; B1; B2; B3; B4; B5; C, com peso zero.
Partindo do princípio de que a Capes avalia e pontua as produções científicas dos pesquisadores dos programas de pós-graduação, tendo como referência o Qualis Capes, é importante, também, a utilização dos mesmos para análise da área da Didática.
Embora as críticas sejam feitas ao sistema de avaliação da pós-graduação, enfatizando sua aproximação aos critérios mercadológicos, o que temos, de fato, são esses índices para compreender as tendências e a visibilidade do conhecimento didático produzido quanto à valoração dos veículos de sua divulgação.
Tomando como necessária a análise do objeto de estudo por meio da relação com o critério Qualis, realizamos algumas minerações no banco de dados do projeto Panorama Nacional e organizamos os resultados expostos nas Tabelas 11 e 12, a seguir. A área da Didática nos três programas tem predomínio de produções qualificadas no indicador B, contanto com 74,63% dos artigos analisados (Tabela 11).
nas publicações científicas, criando o Qualis, com sua primeira aplicação no triênio 1998 a 2000 (CAMPOS, 2010). O Qualis tem sua base no conjunto de informações fornecidas por meio do aplicativo Coleta de Dados. Como produto final, a Capes disponibiliza uma lista com a classificação de todos os periódicos utilizados pelos programas de pós-graduação "stricto sensu" para a divulgação de sua produção científica. A relevância do artigo é medida de forma indireta, uma vez que o Qualis avalia a importância e impacto dos periódicos científicos para cada área do conhecimento.
A partir do dia 16 de abril de 2008, o Conselho Técnico Científico de Ensino Superior (CTC-ES) deliberou a reestruturação do Qualis (CAMPOS, 2010). Com a reestruturação, a classificação Qualis dos periódicos constituiu-se em oito estratos, em uma ordem decrescente de relevância para a área, assim estabelecida: A1, A2, B1, B2, B3, B4, B5 e C. Ressalta-se que a Capes recomendou maior rigor na classificação dos estratos A1 e A2, tidos como os mais elevados. A definição dos estratos tem utilizado o fator de impacto dos periódicos, podendo variar o valor de referência para inclusão em cada um deles, de acordo com a área do conhecimento, em virtude da natureza de cada uma delas.
Tabela 9 – Indicadores A, B e C do Qualis Capes - agrupados.
Programas
Periódicos Qualis Capes
A B C Sem Qualis Total Nº % Nº % Nº % Nº % PPGED A 8 18,6 31 72,1 3 7,0 1 2,3 43 PPGED B 1 6,3 14 87,5 0 0,0 1 6,3 16 PPGED C 3 37,5 5 62,5 0 0,0 0 0,0 8 Total Geral 12 17,9 50 74,6 3 4,48 2 2,99 67
Fonte – Dados obtidos na base de dados do projeto Panorama Nacional (2004-2010).
Tabela 10 – Indicadores A B e C do Qualis Capes - estratificados.
P ro g ramas Periódicos Qualis/Capes A B C SEM QUALIS T o tal A1 A2 B1 B2 B3 B4 B5 N % N % N % N % N % N % N % N % N % PPGED A 2 4,7 6 13,9 7 16,3 3 7,0 5 11,6 8 18,6 8 18,6 3 7 1 2,3 43 PPGED B 1 6,3 0 0,0 0 0,0 5 31,3 2 12,5 4 25,0 3 18,8 0 0,0 1 6,3 16 PPGED C 2 25,0 1 12,5 1 12,5 4 50,0 0 0,0 0 0,0 0 0,0 0 0,0 0 0, 0 8 Total Geral 5 7,5 7 10,5 8 11,5 12 17,9 7 10,5 12 17,9 11 16,4 3 4,5 2 3 67
Fonte – Dados obtidos na base de dados do projeto Panorama Nacional (2004-2010).
No que tange à classificação por estratos dentro dessa categoria, identificamos no estrato B1 um percentual de 11,5%; no B2, 17,9%; no B3, 10,5%; no B4, 17,9% e, por fim, no B5, um percentual de 16,4% (Tabela 12). Essa classificação indica pouca discrepância entre as publicações dentro da mesma categoria, com uma pequena tendência para os estratos B2 e B4.
A partir das avaliações trienais dos programas de 2004 (2001-2003), 2007 (2003-2006) e 2010 (2007-2009) disponibilizadas pela Capes, realizamos uma tabulação dos dados referentes à produção e qualificação em periódicos (Tabela 13) e obtivemos a síntese: foram produzidos 439 artigos, entre os quais: 125 – A1 (25,7%); 33 – A2, (6,8%); 136 – B1 (27,9%); 27 - B2 (5,5%); 19 – B3 (3,9%); 34 – B4 (7,0%); 26– B5 (5,3%) e 87 – C (17,9%).
Para verificar a correlação entre os dados obtidos nas qualificações da amostra estudada, com os dados obtidos nas avaliações trienais (Tabela 13) utilizamos o Coeficiente de Correlação de Pearson (Rxy)33.
O resultado foi Rxy = - 0,15, indicando correlação negativa muito fraca34. Esse índice nos permite afirmar que, os dados obtidos pouco correlacionados, ou seja, a tendência das qualificações Qualis da produção científica, da área da Didática não pode ser explicada pela tendência dos dados depreendidos das fichas trienais. Assim, podemos comparar os valores percentuais, mas, sem correlacioná-los.
33O Coeficiente de correlação de Pearson (Rxy) é um índice estatístico inferencial utilizado no estudo
da correlação linear entre variáveis. Ele explica, do ponto de vista da Estatística, as influências que as mudanças no comportamento de uma variável têm sobre as mudanças no comportamento da outra.
Tabela 11 – Indicadores A, B e C do Qualis Capes com estratos obtidos nas avaliações trienais – Capes.
Programas
Periódicos Qualis Capes- Avaliações Trienais
A B C Total A1 A2 B1 B2 B3 B4 B5 Nº % Nº % Nº % Nº % Nº % Nº % Nº % Nº % PPGED A 7 17,9 0,0 21 53,8 0,0 0,0 0,0 0,0 11 28,2 39 PPGED B 9 64,3 0,0 3 21,4 0,0 0,0 0,0 0,0 2 14,3 14 PPGED C 21* 100,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 21 TRIÊNIO 2004 37 50,0 0 0,0 24 35,8 0 0,0 0 0,0 0 0,0 0 0,0 13 19,4 74 PPGED A 29 22,7 0,0 51 39,8 0,0 0,0 0,0 0,0 48 37,5 128 PPGED B 36 57,1 0,0 5 7,9 0,0 0,0 0,0 0,0 22 34,9 63 PPGED C 15 31,9 0,0 28 59,6 0,0 0,0 0,0 0,0 4 8,5 47 TRIÊNIO 2007 80 33,6 0 0,0 84 35,3 0 0,0 0 0,0 0 0,0 0 0,0 74 31,1 238 PPGED A 4 4,1 22 22,7 19 19,6 5 5,2 11 11,3 15 15,5 21 21,6 97 PPGED B*** 1 2,1 7 14,6 6 12,5 10 20,8 6 12,5 14 29,2 4 8,3 48 PPGED C 3 10,0 4 13,3 3 10,0 12 40,0 2 6,7 5 16,7 1 3,3 30 TRIÊNIO 2010** 8 4,6 33 18,9 28 16,0 27 15,4 19 10,9 34 19,4 26 14,9 175 Total Geral (Relatório Capes) 125 25,7 33 6,8 136 27,9 27 5,5 19 3,9 34 7,0 26 5,3 87 17,9 487
* Não foram indicadas as classificações, apenas que os 21 artigos foram qualificados. ** A estratificação nos indicadores iniciou no triênio de 2010.
*** Nesse triênio, o programa não teve nenhuma publicação em periódicos.
(Fonte – Fichas das avaliações trienais – 2004, 2007 e 2010. Capes/Brasil. Acesso em: jul. 2015).
Total Geral
Triênios (nº) 125 33 136 27 19 34 26 87 0 487
Área/Geral nº 5 (4%) 7 (21,2%) 8 (5,9%) 12 (44,4%) (36,8%) 12 (35,3%) 7 (42,3%) 11 3 (3,4%) 2 67 (13,8%) Coeficiente de Correlação de Pearson obtido do TOTAL ÁREA E TOTAL CAPES => Rxy= -0,15.
Ao fazermos a comparação percentual dos valores obtidos nos triênios com as qualificações da área da Didática, por extratos, apresentados nas Tabelas 11 e 12 anteriormente, verificamos, em relação aos indicadores, que esta produção, é de 4% em relação ao A1; 26,9% em relação ao A2; 6,8% em relação ao B1; 70,6% em relação ao B2; 53,8% em relação ao B3; 60% em relação ao B4; 50% em relação ao B5 e 3,4% em relação ao C.
A qualidade da produção da área da Didática foi estabelecida pelos 93% dos artigos publicados em periódicos considerados pela Capes, ou seja, os indicadores A e B. Desses 93%, que representam 62 artigos, 24% são Qualis A e 76% Qualis B. Quando comparados entre si, os estratos do Qualis B, a tendência fica em B2 e B4, ambos com percentuais iguais a 17,91%. Esses dados sinalizam que a produção da área está localizada em estratos do indicador B menos pontuado.
No que se refere à publicação de artigos em outro idioma, encontramos expressa a tendência de veiculá-la, prioritariamente, em língua portuguesa, apresentando um percentual igual a 79,1%. Em segundo lugar, ficou o idioma espanhol, com percentual igual 16,3% e, por fim, com menor expressividade (4,7%), têm-se as publicações em inglês.
No PPGED A, identificamos a ocorrência de 34 artigos publicados em português, representado 79,1%, 2 publicados em inglês, representando 4,7% e 7 publicados em espanhol, perfazendo um percentual de 16,3%. Já, nos PPGED C e PPGED B temos a totalidade dos artigos analisados publicados em português.
Se analisarmos esses resultados com a qualificação do Qualis Capes desses artigos, apresentada anteriormente nas Tabela 11 e 12, podemos afirmar que os artigos são veiculados no idioma português com alguma expressividade em espanhol, associada a uma qualificação com centralidade na categoria B do Qualis Capes, isto é, com representação em 74,63% das publicações nesse segmento.
Em relação à publicação no âmbito nacional e internacional, no documento da área da Educação, produzido pela Capes triênio 2010-2012, a avaliação mostrou que houve considerável aumento das publicações
[...] a produção em periódicos científicos nacionais ampliou-se mais de 3 vezes nos últimos dez anos, fato mais positivo considerando- se que tais periódicos estão aprimorando sua gestão editorial,
garantindo maior circulação e, paulatinamente, incrementando suas indexações (CAPES, 2013, s/p).
No que tange à produção publicada fora do país, embora ainda concentrada em programas mais consolidados, tem crescido quantitativamente, assim como se direcionado a periódicos de mais reputação internacional na área (CAPES, 2013, s/p).
Ao confrontar essas informações com a realidade encontrada, identificamos que numericamente a produção sobre Didática tem expressividade, porém, no quesito publicação internacional, deparamos com a necessidade de melhorias, considerando que dois dos três programas não publicaram nenhum artigo em idioma internacional, o que contribui para que publicações dentro da lógica de qualificação dos programas seguindo os ditames Capes não tenham o impacto que favorece o reconhecimento e o fortalecimento da área.