6.2 Approaches to modelling
6.2.2 Complex systems
Além da análise do trabalho das unidades no stand da Embrapa foi feito um acompanhamento dos visitantes, em especial dos estudantes (que correspondiam a 87% dos visitantes observados), verificando as impressões sobre o trabalho da empresa.
Nesse sentido, pode-se observar o seguinte perfil dos visitantes (escolhidos aleatoriamente entre cem estudantes, durante as SNCT), conforme as análises feitas no quadro 7:
Quadro 7 – Perfil dos visitantes (estudantes) do stand da Embrapa
Perguntas Perfil evidenciado nas respostas
Proveniência 71% DF 29% entorno
Nível de Escolarização 83% Ensino Fundamental 17% Ensino Médio
Conhecia a Embrapa 78% disseram que não conheciam o trabalho da Embrapa
Impressões sobre a exposição Praticamente a totalidade dos entrevistados gostou das apresentações
O que mais chamou a atenção Para os visitantes, a presença dos próprios pesquisadores (24%), os objetos vivos e em movimento (62%) e a distribuição dos materiais (14%) foram os maiores atrativos
Áreas identificadas no trabalho da Embrapa Praticamente a totalidade identificou Ciências, seguido por Biologia, Química, Geologia, Agronomia, Física e Comunicação.
Interesse em estudar áreas correlatas ao
trabalho da Embrapa 82% têm interesse em atividades relacionadas às áreas de atuação da Embrapa. Seguir os estudos e trabalhar na Instituição 92% afirmaram que gostariam de trabalhar na
Embrapa
Como visto, com relação aos visitantes do stand da Embrapa, a maioria era composta por estudantes. Dentre esses estudantes, a maior parte pertencia ao Ensino Fundamental, provenientes das cidades-satélites do DF, não conhecia o trabalho realizado pela Embrapa e, após a visitação, ficaram impressionados com a exposição, a ponto de alguns visitantes revelarem o desejo de trabalhar, futuramente, na empresa.
Dessa forma, como verificado, a grande procura pelo stand da Embrapa foi por parte dos estudantes da Educação Básica. Em alguns casos, os estudantes estavam fazendo uma pesquisa (dever de casa) que consistia em um relatório ou redação sobre a visita (figura 39). De acordo com a figura 39 é possível verificar também o comportamento dos expositores, os quais praticamente ministravam aulas sobre o material apresentado.
Para a aluna P. de 13 anos, pertencente ao 8º ano do Ensino Fundamental, de uma escola pública do DF, a visita mostrou coisas que ele já conhecia no dia a dia.
Engraçado é que todo mundo lá em casa toma café, mas eu nunca tinha visto os graõzinhos, só na embalagem né (...) tão bonitinha a plantinha. Pena que não dá pra levar pra casa uns grãozinhos, senão ia até fazer café com eles (...).
A estudante E., de 19 anos, que estuda Nutrição no Senac-DF, moradora de Taguatinga, apesar de já conhecer a Embrapa, saiu da exposição com outra visão da empresa.
Assim, mais ou menos assim, por que meu pai vai pra esses trem aí delas, dela aí que acontece assim. Eu sei que tem assim, tem a parte de animais, tem a parte da plantação, de como cuidar da plantação. Essas coisas assim, de roça mesmo! Eu tô aqui pra ver as sementes. É bem interessante mesmo! E a questão do Biofrito ali! Do óleo que eu ainda não sabia. Da conservação, pra manter a conservação, não pode jogar na pia, essas coisas assim. É já pensava já, já sabia, por que o meu pai participa, direto ele vai assim pra reunião né por que ele tem uma chácara, então, aí tem diversas coisas. Um dia desses, ele foi pra uma de banana, como plantar banana. Essas coisas assim, então, não mudou muita coisa não. Se eu pudesse fazer estágio lá depois, eu faria! Eu acho bem interessante!
Dessa forma, para a aluna S., de 11 anos, pertencente ao 6º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública do DF, moradora do Gama, a visita despertou o interesse em trabalhar na empresa.
Eu já tinha ouvido falar sim, mas sabe, num sabia direito o que era... sei que faz coisa de agricultura (...) mas nossa, muito legal aquela parte das sementes, tudo colorido é muito bonito. Eu gostei sim! Quero trabalhar lá um dia (...) será que pode?
As amigas C. e A., de 22 e 17 anos, respectivamente, moradoras do Paranoá e do Jardim Ingá, já pensam inclusive em estudar Agronomia.
A gente sempre foi inserida, pelo menos nas escolas no Ensino Médio sempre foi inserido estudos sobre Embrapa, a gente sempre acompanhou. Sempre foi levada nos passeios e a gente sempre veio em feira de ciências, aquela feira das olimpíadas do conhecimento. Eu particularmente gosto do cultivo né! Das formas do cultivo, por que a gente é muito ligada. Desde pequena a minha mãe sempre acostumou a gente a conviver assim com a planta. Minha mãe foi da roça assim propriamente dito. Lá eles cultivam muito e isso sempre me interessou. Eu gosto muito disso, só que eu sempre quis estudar, mas nunca tive oportunidade.
Eu vou fazer Agronômia, pelo convívio da roça. E chama muita atenção, os estudos da Embrapa, chama muita atenção. Pelo menos a nossa chama. E pelo desenvolvimento com as plantas, é pra poder combater as doenças isso chama muito a atenção. E pra gente ajuda muito. Todo tipo de conhecimento que eu pego, que eu utilizo e que eu posso passar pro pessoal de lá da cidade da minha mãe que eles não têm esse tipo de conhecimento. Lá é muito assim, pelo menos o que eu aprendo com a Embrapa ou com qualquer outro tipo de empresa.
A estudante J., de 20 anos, estudante do Ensino Médio em Águas Lindas de Goiás, apesar de gostar mais de matemática, ficou impressionada com o trabalho da Embrapa.
Eu não, nunca ouvi falar da Embrapa. Bom, eu acho assim, uma oportunidade pra aqueles que não conhecem como eu né? E assim é um trabalho muito interessante. Não tem restrição pra o público que é liberal e interessante. Eu tô amando! Assim, é uma oportunidade que eles dão, como eu disse né, pra os jovens aprenderem mais. Só aqui em Brasília que tem isso? Eu não sabia e agora eu tô me informando melhor. Acho interessante aqui é, rochas, insetos, da tecnologia também, dos jogos online. Mas assim, é, eu sou mais o cálculo mesmo. E eu tô fazendo um trabalho que o colégio tá passando pra ajudar os alunos entendeu? E assim pra a gente se garantir mais notas, e também levar a ciência pra escola.
As estudantes C. e V., de 18 e 16 anos, respectivamente, moradoras do Gama, apesar de não conhecerem a Embrapa, já tinham uma ideia do seu trabalho.
Eu já ouvi falar! Ah, me falaram que era uma empresa aqui, muito famosa, só que agora eu sei do que. Eu amei a exposição!
É eu acho que eles tão querendo falar sobre o ambiente, pra preservar mais a Agricultura. Eu quero ser bióloga então, tudo a ver né!?
A estudante M., de 11 anos, vinda de Jardim Brasília, em Goiás, passou a conhecer melhor a Embrapa depois da visitação.
Eu não conhecia a Embrapa antes não. Mas também não sei muito não. Só sei que faz um monte de coisa. Agora sei que lá mexe com planta, animal. Eu gostei da reciclagem, não polui o ar. Coisa que você nem imagine que dá fazer com o que sobra, e você faz é muito mais. Com óleo de cozinha você faz sabão, tem combustível!
Pode-se citar também um exemplo real da influência que a Embrapa exerce sobre os visitantes. V.M., hoje estagiário da Embrapa Agroenergia, visitou a feira há três anos e, impressionado, resolveu cursar Biologia. Para ele, o trabalho na unidade ajuda na pesquisa para diminuir a questão do desmatamento.
Com pequenas ações a gente consegue mudar, a gente consegue mudar problemas muito grandes. Desenvolvendo o que a gente já tem, a gente consegue cada vez mais tirar o maior proveito e o maior potencial energético das próprias tecnologias que a gente já trabalha. Não é necessário desmatar mais, não é necessário criar tanto problema ambiental. Basta desenvolver aquilo que a gente já tem.
Já para a professora R., que era responsável pela visita de uma escola pública estadual do Goiás, a visita tem grande relevância no trabalho da escola.
Eu trabalho no campo social, né, e a gente tá com um trabalho com as crianças da Escola Estadual, da escola infantil, com sustentabilidade. Um projeto que a gente tá começando. Nós estamos estudando o projeto, pra criança e a primeira ideia inicial foi fazer uma feira, uma mini feira sobre sustentabilidade. Então eu acho que essa informação que, que às vezes é difícil pra criança, até a produção hidropônica, eh, o remanejamento dos óleos, do óleo de cozinha, dos óleos minerais, do etanol, da
começarem a entender um pouco mais né. E, e esse visual pra eles é muito importante né, pra questão da aprendizagem. Muito porque a criança ela consegue entender no que ela consegue ver, não só no que ela escuta. Então tendo esse visual todo aqui, a interação é importante.
Para a própria expositora Ada (09), existe uma relação entre e o trabalho da Embrapa e o da escola.
Fazer chegar as informações. Então depois de, além da gente divulgar as nossas tecnologias, que a gente faz isso também, mesmo pras crianças de necessidade tal, depende muito eu diria, da idade, por exemplo, um adolescente já entende isso tudo, inclusive professores já falam: “presta atenção que eu vou passar”, cê tá entendendo? Já serve até mesmo pra aula dele lá no colégio: “eu vou passar uma prova um trabalho sobre isso!” Cê entendeu? É uma forma até de forçar, forçar a prestar atenção, pegar todas aquelas informações cê entendeu, pra depois repassar pros outros.
No museu da memória guardo de Munique os carrilhões da praça, a festa da cerveja.
Guardo a galeria de retratos das amantes de Frederico, o Grande, e as telas do monge Zurbarán. No museu da memória reservei um espaço para a pequena Gräfelfing.
Mas, no centro desse nada que são as lembranças, guardo os doces olhos de Radha, mais que os castelos da Baviera, mais que Bóris Gudonov.
No museu da memória João Cabral de Melo Neto
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São descritos, neste capítulo, os objetivos identificados na participação da Embrapa durante a SNCT, classificados como categorias de análise. Porém, inicialmente, são mostrados alguns dados e observações sobre a presença da empresa no evento.
De maneira geral, segundo os relatórios preparados pela ACS sobre a SNCT de 2009 e 2010, aproximadamente 120 mil pessoas – dos quais 75 mil estudantes – visitaram, por ano, o stand de exposições, o que significou uma grande visibilidade para a Embrapa.
A coordenação do evento ficou centralizada na ACS, a quem coube, por exemplo:
1) mapear, com o apoio do Cirad, as unidades que poderiam participar do evento;