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pesquisa da Embrapa nas áreas de segurança alimentar e de produção de alimentos, iniciativas capazes de promover inserção social e econômica de excluídos, a popularização da Ciência e a democratização do acesso à informação.

Assim, observa-se uma preocupação com o impacto social do acesso às informações, incluindo a aprendizagem ao longo da vida e o processo de popularização da Ciência como forma de democratizar o saber.

Por fim, ao se relacionar as estratégias do Plano Diretor da unidade com o da Embrapa, são destacados os “desafios institucionais e organizacionais” como as diretrizes de maior atenção. São mostradas no quadro 4 as diretrizes 4 (“Promover a gestão e a proteção do conhecimento”) e a 7 (“Fortalecer a comunicação institucional e mercadológica para atuar estrategicamente diante dos desafios da sociedade da informação”).

Quadro 4 – Contribuições das ações gerenciais da Embrapa Informação Tecnológica, planejadas conforme estratégias associadas a diretrizes selecionadas do V PDE

Diretrizes Estratégias Estratégias Associadas Contribuições da Unidade

Promover a gestão e a proteção

do conhecimento Aprimorar mapeamento, o processo organização, de gestão e proteção da informação e do conhecimento gerado pela Embrapa, e fortalecer competências e instrumentos necessários.

.Diversificar, expandir e imprimir maior velocidade à produção de publicações da Embrapa nas diversas mídias; .Intensificar o processo de democratização do acesso às informações técnico-científicas da Embrapa;

.Aprimorar os processos de gestão da informação;

.Coordenar processos de aquisição e disponibilização de informações técnico-científicas e modernização das bibliotecas da Embrapa (Sistema Embrapa de Bibliotecas – SEB) Fortalecer a comunicação

institucional e mercadológica para atuar estrategicamente diante dos desafios da sociedade da informação.

Aprimorar fluxos, canais e espaços formais e informais de diálogo e influência recíproca entre a Empresa e seus públicos de interesse.

.Aprimorar o atendimento ao cidadão, por meio da melhoria de processos e da modernização de espaços para comercialização de publicações. Fonte: Adaptado de Embrapa (2011, p.28).

No caso, as Diretrizes estratégicas correspondem às Diretrizes 4 e 7 do V PDE, enquanto que as “Estratégias Associadas” relacionam-se aos desafios institucionais e organizacionais do V PDE.

De acordo com o documento, a missão da unidade envolve a gestão da informação em seu sentido amplo. A maior parte das atividades desenvolvidas pela unidade acaba por se alinhar às estratégias contidas no V PDE, principalmente àquelas voltadas a gestão do conhecimento e a processos de comunicação institucional.

Já a Secretaria de Comunicação Social da Embrapa – Secom – é uma Unidade Central da Embrapa, responsável pela gestão dos processos de comunicação (EMBRAPA, 2011a). Fica localizada no edifício-sede da empresa, em Brasília, e por ser uma Unidade Administrativa – também chamada de Unidade Central – faz parte, ao lado da Diretoria Executiva, de órgãos integrantes da administração superior, “às quais compete planejar, supervisionar, coordenar e controlar as atividades relacionadas à execução de pesquisa agropecuária e à formulação de políticas agrícolas” (EMBRAPA, 2011). Portanto, se trata de uma unidade de extrema importância, ligada diretamente à Presidência da Embrapa, responsável, no caso, por políticas da empresa. Conforme mostrado anteriormente na figura 14, ela aparece logo abaixo do Diretor-Presidente, sob a sigla ACS (Assessoria de Comunicação Social, como era anteriormente chamada), fazendo parte, inclusive, do conselho administrativo. Portanto,

A Secretaria de Comunicação – Secom – é uma Unidade Central da Embrapa, responsável pela gestão dos processos de comunicação da Embrapa. o planejamento, a coordenação e a execução de ações de comunicação, cujo objetivo é reforçar o conhecimento e o entendimento da sociedade sobre o papel e a importância da Empresa para o desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro. (EMBRAPA, 2011a).

Possui diversas coordenadorias e supervisões, como a Supervisão de Relacionamento com o Público Externo, a Supervisão de Relacionamento com o Público Interno, a Coordenadoria de Jornalismo – CJO, a Supervisão de Articulação com a Imprensa, a Supervisão de Divulgação Interna, a Supervisão de Mídias Digitais, a Supervisão de Administração, a Coordenadoria de Articulação e Estudos em Comunicação – CEC, a Coordenadoria de Gestão da Marca e Publicidade – CMP e a Coordenadoria de Relações Públicas – CRP, sendo esta última responsável pela preparação da participação da Embrapa na SNCT. Basicamente, essas Supervisões e Coordenadorias são formadas por jornalistas – como acontece na chefia da CRP e com os funcionários responsáveis pela preparação da Embrapa para a SNCT18.

4.1.2.3. A Política Comunicacional

A Embrapa, em sua estrutura, possui então duas unidades – uma unidade centralizada (no caso a Secom, vinculada à Presidência da empresa) e uma unidade descentralizada (Embrapa Informação Tecnológica) – próprias em divulgar as atividades da empresa, sendo a Secom a unidade responsável pela participação na SNCT. Ambas as unidades, entretanto, desenvolvem suas atividades seguindo as orientações traçadas nos Planos Diretores, estando em vigor, atualmente, o V Plano Diretor, referente ao período 2008-2011-2023. Dessa forma, entende-se que existe uma Política de Comunicação própria da instituição.

Foi inclusive com esse mesmo título, que foi publicada, no ano de 2002, a 2ª Edição, revista e ampliada, da “Política de Comunicação” da Embrapa. Essa publicação foi resultado de um projeto iniciado no ano de 1995 – pela Diretoria Executiva da Embrapa – intitulado Comunicação na Embrapa, coordenado pela Assessoria de Comunicação Social e com a participação de inúmeros departamentos da empresa e de representantes das unidades descentralizadas. Assim, o documento reforça a importância da comunicação com vários setores da sociedade, conforme descrito abaixo:

Ela mantém e reforça a disposição da Embrapa de integrar as ações e estratégias de comunicação voltadas para os ambientes interno e externo, respaldada no conceito de comunicação como um processo de gerenciamento vital que permeia toda a organização.

Mais do que nunca, neste ambiente competitivo, altamente profissionalizado, que se caracteriza pelo encurtamento do tempo e pela ampliação do espaço, a comunicação precisa estar integrada ao processo de tomada de decisões. Para uma empresa pública, como a Embrapa, que se debruça sobre o mercado e que, ao mesmo tempo, revigora seus vínculos e compromissos com a sociedade, é fundamental tornar pública e transparente a sua competência técnica e a sua missão institucional.

A Revisão da Política manteve íntegro o princípio básico exposto no documento inicial, definido em 1995: a comunicação é um processo que compete a todos e que exige capacitação. Ela deve vislumbrar, ao mesmo tempo, o cliente e o cidadão e se constituir num autêntico sistema de inteligência empresarial. (EMBRAPA, 2002, p.8).

Assim, a adoção da Política de Comunicação tem um papel estratégico, devendo fazer parte da estrutura da empresa, sendo entendida como parte da sua cultura organizacional:

A Política de Comunicação Empresarial da Embrapa tem como objetivo contribuir para o cumprimento da missão institucional da Empresa. É o instrumento orientador e normativo concebido para sistematizar as ações de comunicação da Empresa, maximizando seu desempenho. Esta Política pressupõe a criação e manutenção de fluxos de comunicação que facilitem a interação entre a Embrapa e seus distintos públicos de interesse, num processo de influência recíproca.

A Política de Comunicação Empresarial está em sintonia com os objetivos estratégicos e com a cultura organizacional da Embrapa e deve ser assumida por todos indistintamente, em particular por quem exerce atividades de comunicação na Empresa ou participa do processo de tomada de decisões.

comercialização de produtos, desenvolvendo atividades de divulgação de produtos, participando também da SNCT de 2007, classificado novamente, como um evento de mesmo caráter, de divulgação de produtos.

Os preceitos estabelecidos na Política de Comunicação Empresarial darão suporte ao desenvolvimento de planos anuais ou plurianuais de comunicação e serão desdobrados em procedimentos que definem posturas das Unidades da Embrapa e dos seus profissionais. Estarão presentes, também, na implementação de ações de comunicação e na criação de produtos ou programas que objetivem fortalecer a imagem da Embrapa, contribuindo para a sustentabilidade institucional.(EMBRAPA, 2002, p. 11).

Visando então propor de que maneira deve ser feita a comunicação com os públicos e clientes da Embrapa, o documento é estruturado da seguinte forma: