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3.3.2. Objetivos Específicos

O objetivo geral, acima descrito, pode ser agora desmembrado nos seguintes objetivos específicos:

1) listar e identificar os objetivos expositivos propostos para a SNCT encontrados

nos documentos da Embrapa;

2) listar e identificar os objetivos expositivos declarados pelos seus organizadores,

durante as reuniões preparatórias da Embrapa para a SNCT;

3) listar e identificar os objetivos expositivos relatados pelos seus expositores,

durante a realização da SNCT;

4) caracterizar os objetivos percebidos pelo pesquisador ao observar a exposição

durante a SNCT;

5) caracterizar os objetivos e examinar as impressões que o público visitante tem a

respeito da exposição; e

6) examinar como ocorre a PC, pela Embrapa, durante a SNCT.

3.4. Coleta de Dados

Uma vez escolhida a instituição, ou seja, o caso a ser estudado, a coleta de dados foi iniciada depois de seguir os procedimentos para as responsabilidades éticas de acesso ao campo (BRICKHOUSE, 1992).

A coleta de dados se desenvolveu em três momentos, ora concomitantes, ora distintos. Essa coleta ocorreu nos anos de 2009 e 2010 – vale destacar aqui que também foi acompanhado o trabalho da Embrapa na SNCT durante as edições de 2008 e 2011. Esses anos foram considerados como piloto e controle, respectivamente. Entretanto, como não se verificou uma diferença significativa na análise dos dados coletados, estes foram descartados.

Dessa forma, durante a coleta, acompanhou-se:

1) a preparação da SNCT – participando das reuniões preparatórias da Embrapa,

na sede da empresa, em Brasília-DF, quando convidado, coordenadas pelo pessoal da Assessoria de Comunicação Social (ACS)17 – atualmente denominado

por Secretaria de Comunicação Social (Secom), responsável pela coordenação nacional da participação da Embrapa no evento – e pela equipe da Secretaria de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social (Secis) do MCTI (DF) – responsável pela coordenação nacional do evento.;

17A partir de 2011 a ACS passou a se chamar Secretaria de Comunicação Social (Secom). Em alguns momentos desta tese

aparecerá o termo “ACS” ao invés de “Secom” (de acordo com o documento analisado), haja vista a mudança recente da nomenclatura pela Embrapa.

2) a exposição da Embrapa na SNCT – observando a participação das unidades da

Embrapa no evento, desde a sua montagem até a exposição em si; e

3) a avaliação final da SNCT – participando das discussões sobre a participação da

Embrapa na SNCT, coordenadas pelo pessoal da ACS – quando convidado – e do MCTI (DF), sobre o evento em geral, em Brasília.

Dessa maneira, foram acessados os documentos das instituições (Embrapa e MCTI) com relação à PC, ao mesmo tempo em que as entrevistas com os profissionais responsáveis pelo planejamento e organização das exposições foram realizadas, antes, durante e/ou depois das reuniões de planejamento, até que toda a exposição fosse montada. Finalizadas as reuniões e pronta a exposição, se acompanhou todo o processo do evento. Foi escrito um diário de campo, tomadas notas de todas e quaisquer informações adicionais que podiam ser pertinentes sobre as exposições e atividades promovidas pelas instituições. Findo o evento, nova análise de documentos e entrevistas com os atores envolvidos com a SNCT foram realizadas.

3.5. Instrumentos de Pesquisa

Para esta pesquisa, optou-se por realizar entrevistas, observações e análise de textos e objetos – presentes no stand da Embrapa durante a SNCT –, bem como proceder à coleta de documentos pertinentes, conforme indicado por Denzin e Lincoln (2005) para a pesquisa qualitativa.

Documentos

Foram analisados documentos relativos à SNCT do MCTI, bem como os relatórios finais com as conclusões, críticas e sugestões da Embrapa, e àqueles referentes às reuniões preparatórias. Com relação aos documentos preparatórios, o objetivo desta análise é o de se comparar o discurso elaborado nas reuniões com aquilo que é posto em prática. Ou seja, desta maneira, estudar quais os objetivos que são destacados nas reuniões e de que forma são expostos. Sobre os relatórios finais, o importante foi se verificar o que é realmente levado em consideração após as críticas.

Entrevista

Optou-se por realizar entrevistas individuais, pois essa ferramenta de coleta de dados pareceu melhor adaptar-se ao objeto de pesquisa – os objetivos das exposições de PC. Cabe aqui ainda mencionar que se optou por entrevistas por pautas, tendo-se apenas um protocolo de entrevista com temas a serem cobertos. Segundo Gil (2008), este tipo de

entre si. Nesse caso, o entrevistador faz poucas perguntas, deixando que o entrevistado fale livremente, mas sempre se referindo à pauta.

Escolheu-se esse tipo de entrevista para se entender o que se passa na cabeça do informante, além do fato que esse tipo de entrevista não há imposição de perguntas ou respostas, uma vez que o próprio entrevistado discorre sobre o tema proposto com base nas informações que ele detém (LUDKE e ANDRÉ, 1996).

Assim, de forma geral, as perguntas realizadas aos participantes tinham como objetivo responder as seguintes questões:

1) qual a importância/interesse para a Embrapa (ou unidade de trabalho) em

participar da SNCT?;

2) qual o público-alvo?;

3) qual a linguagem adotada?; e

4) qual a metodologia utilizada para chamar a atenção do público e realizar a PC?

Além dessas entrevistas com o pessoal da Embrapa, foram também realizadas entrevistas em pautas com os visitantes para aprofundar os significados que estes atribuiam à exposição e a certas peculiaridades nela contidas. Quis-se entender o que mais chamou atenção do visitante e o motivo. Essas entrevistas tiveram como principal objetivo saber do visitante que mensagem a exposição transmite. As perguntas feitas nesse sentido foram:

1) o visitante já conhecia a Embrapa e sabia das suas atividades?; 2) conhecendo ou não, qual impressão ficou a respeito da instituição?;

3) o visitante considera o trabalho da empresa de relevância para a pesquisa

brasileira?;

4) o que mais chamou a atenção na exposição?; e

5) a visita estimulou o interesse de estudar em áreas consideradas tecnológicas

(como Química, Física e Biologia), bem como a possibilidade de, no futuro, trabalhar na Embrapa?

Também foi gravado o diálogo entre os expositores e o público visitante durante a SNCT, bem como as reuniões preparatórias da Embrapa e do MCTI para a SNCT.

Com relação às entrevistas e gravações, estas foram gravadas em áudio, transpostas para a forma escrita e protocoladas com a data e informações sobre o entrevistado. Nas transcrições das entrevistas com as pessoas envolvidas na SNCT (pessoal da Embrapa, do MCTI e os visitantes), para facilitar o entendimento e o reconhecimento dos falantes, resolveu-se adotar a seguinte convenção:

as falas dos sujeitos foram destacadas em itálico, com recuo de página de dois centímetros e formatação da letra para Arial 10;

a presença de reticências “(...)” indica que foram suprimidas as falas dos sujeitos de pesquisa naquele trecho;

os sujeitos da Embrapa foram identificados por uma letra inicial – de acordo com a sua classificação funcional – e mais uma letra identificatória, acompanhados, quando necessário, pelos dois últimos algarismos do ano da fala – entre parênteses. Essa identificação será mostrada no capítulo correspondente. Assim, com relação à classificação funcional, foram usadas as seguintes letras iniciais:

A para analista; Ad para administrador; As para assistente; C para comunicador; E para estagiário; G para gerente; J para jornalista; P para pesquisador;

a avaliação da participação da Embrapa na SNCT de 2009 e 2010 baseou-se nas entrevistas realizadas com os coordenadores durante a sua elaboração, com os expositores no stand durante a apresentação e na análise do relatório preparado pela ACS sobre o evento.

com relação aos visitantes, estes foram identificados por uma letra maiúscula, sendo indicado a sua idade e acompanhados pelos dois últimos algarismos do ano da fala.

por parte do MCTI, o Coordenador Nacional da SNCT foi identificado por CNS, enquanto que o Coordenador em Brasília foi identificado por CNSB – também acompanhados pelos dois últimos algarismos do ano da fala, quando necessário. nas transcrições dos diálogos firmados entre os expositores e os visitantes

durante a exposição, estes foram identificados por A (apresentador) e V (visitante).