Kapittel 10 Multivariate analyser
10.6 Andre kjennetegn ved 46’erne
O aparecimento de instituições de apoio à cadeia produtiva de PMEs nos arranjos produtivos locais está ligada ao amadurecimento das relações entre os elos desta cadeia. Como pudemos ver acima, as crescentes interações entre os agentes fazem crescer a confiança entre eles e aumentam a vontade de promover ações conjuntas. Isso abre a possibilidade para que se institucionalizem essas relações através da criação de estruturas formais ou informais. Conforme Batschauer (2004) são consideradas instituições formais aquelas como mercados organizados, leis, direitos, entre outros e informais quando são aquelas regras como normas comportamentais e tradições. A mesma autora ainda assinala que as funções básicas das instituições são a redução da incerteza, gestão de conflitos e a possibilidade de cooperação que estimulem inovações. Entretanto muitas vezes o termo instituição é colocado como sinônimo para organização. Mas o que são essas organizações?
Organizações são consideradas estruturas formais e podem ser econômicas, sociais, políticas e educacionais. Podem ser colégios/universidades para treinamento da mão-de-obra, agências reguladoras de concorrência, centros de pesquisa, orgãos de representação de classe,
entre outros. Lundvall apud Batschauer (2004) destaca o fato de que o papel principal das instituições é a configuração de processos inovativos, ao criar estímulos para difusão do conhecimento e redução das incertezas.
Porter (2001) escreve sobre o acesso a instituições e a bens públicos em distritos industriais. Segundo o autor, bens públicos existentes nos aglomerados seriam “bens quase públicos”, pois o acesso a eles envolveria algum custo, mesmo que bem menor caso fosse adquirido de maneira individual. Para Porter algumas das vantagens de instituições nos aglomerados seriam a economia com treinamento de mão-de-obra interno, acesso à infra- estrutura e assessoria técnica. O papel destas instituições surgidas da economia local é o mesmo que o de instituições criadas pelo governo: promover a concorrência e o desenvolvimento local.
Já Becattini (1994) coloca à nossa disposição ainda um outro ponto relativo a instituições oriundas de arranjos produtivos, o sistema de crédito local. Como a grande maioria das empresas que compõem o aglomerado é de pequeno porte, o acesso ao crédito para as firmas da região é limitado. O autor descreve um “banco local”, originário do próprio distrito, com relações próximas com o empresariado local e inserido na vida local do distrito. O conhecimento que o banco tem do aglomerado faz com que saiba com maior acuidade da sua evolução, pontos fortes e momentos de fraqueza. Deste modo a avaliação desse banco sobre os riscos de um empréstimo é certamente mais fidedigna do que a avaliação de um banco exterior ao aglomerado. Porém, a honestidade deve sempre pautar as relações entre o banco e a firma, pois uma operação mal-sucedida pode colocar em sério perigo toda a economia local.
Outro fator condicionado às instituições listado pelos especialistas em clusters é a promoção da competitividade que é gerada a partir da regulação da cooperação e da concorrência. Quanto a isso Garafoli (1994) escreveu que
O papel das instituições locais, de regulação da cooperação e da concorrência entre as empresas, de modo a estimular permanentemente a inovação, foi sempre crucial: as empresas eram encorajadas a entrar em concorrência umas com as outras através da criação de novos produtos e de novos processos produtivos, mais do que através da redução dos salários e dos preços. (GARAFOLI, 1994, p. 44).
Muitas vezes existe uma ação do governo no intuito de promover as instituições nos arranjos. Segundo Porter (2001) o papel mais elementar do governo na economia consiste em assegurar a estabilidade macroeconômica e política, que só é possível através de instituições governamentais sólidas. Em seguida, o governo deve melhorar a capacidade microeconômica geral da economia, também por meio de instituições que ofereçam aos setores econômicos informações, infra-estrutura física e mão-de-obra educada. Depois, criar regras e incentivos à defesa da concorrência, adequar o sistema tributário e leis dos consumidores. Contudo, Porter destaca que apenas essas medidas talvez não sejam necessárias para o desenvolvimento dos arranjos, e, como esses têm grande força indutora nas economias regionais, sendo que boa parte das vantagens dos aglomerados decorrem de externalidades que envolvem entidades governamentais, é função do governo reforçar o processo de desenvolvimento e aprimoramento nos arranjos.
Dentro dos aglomerados seria de grande valia que o governo tentasse antes de mais nada reforçar e promover os aglomerados existentes e/ou emergentes ao invés de tentar criar novos, pois os maiores casos de sucesso iniciaram-se sem a ajuda governamental. A seguir, uma série de ações que podem ser promovidas pelo governo para estimular o arranjo. Porter (2001) lista algumas, dentre elas: promoção de encontro entre empresas, instituições e orgãos governamentais; levantamento de informações sobre o aglomerado; políticas educacionais para encorajar escolas e universidades públicas a atenderem as demandas do aglomerado; simplificação das regulamentações; estabelecer zonas de livre-comércio relacionadas ao aglomerado.
Mais do que qualquer outra coisa, as instituições têm contribuído para a inovação nos distritos industriais. Seu papel de formadora de mão-de-obra, centros de pesquisa, controle de qualidade e regulação do mercado estimula a que as empresas concorram entre si e busquem a inovação, deixando de lado a concorrência baseada em exploração do trabalho e dos baixos custos de matérias-primas. Para que possamos entender melhor como a inovação aparece nos aglomerados, vamos detalhar aqui o aprendizado peculiar que ocorre dentro dos arranjos produtivos locais.