• No results found

5. DATAPRESENTASJON OG TOLKNINGER

5.3 TRAINEENES FORSTÅELSE AV KARRIERE

4.3.1 Aspectos sociais

Nível de profundidade Binárias

I II III Sim Não

Na elaboração do Plano de Negócios são contemplados os aspectos abaixo relacionados, considerados premissas socioambientais que contribuem para o desenvolvimento sustentável, tais como:

27- considerar nas atividades da cadeia de valor, de respeito à legislação trabalhista, previdenciária, fiscal e ambiental;

Comentários:

¾ Creio que sim, mas tenho dúvidas se é realmente observado.

100,00

28- considerar nas atividades da cadeia de valor, critérios específicos de responsabilidade socioambiental tais como proibição do trabalho infantil e forçado (ou análogo ao escravo); atenção à eqüidade de gênero e adoção de padrões de proteção ambiental;

Comentários:

¾ Nesta atividade, nós procuramos parceiros para desenvolver.

100,00

29- estimular a formação de redes ou cooperativas de pequenos fornecedores, ajudando-os a se adequar a novos padrões de fornecimento;

100,00 30- incentivar as práticas do Comércio Justo (Fair Trade); 71,42 28,58 31- orientar os participantes da cadeia de valor a buscarem

certificações socioambientais existentes (SA 8000, ISO 14001, selo FSC, FLO, ABNT NBR 16001 etc);

Comentários:

¾ Tenho dúvidas se os funcis do BB que atuam no DRS já estão sensibilizados suficientemente para ter esta preocupação.

42,85 57,14

32- executar na cadeia de valor do DRS, uma política de comunicação, destinada aos consumidores, que seja transparente e ética, em conformidade com o Código de Defesa do Consumidor e com a Declaração dos Direitos Humanos;

4.3.1 Aspectos sociais – continuação

Nível de profundidade Binárias

I II III Sim Não

33- obedecer na cadeia de valor DRS, a legislação em vigor relativa à proteção da maternidade, paternidade, amamentação e creche, e repelir qualquer tipo de discriminação à mulher gestante e aos envolvidos (homens e mulheres) com filhos menores de 06 anos?

71,42 28,58 34- seguir a legislação relacionada ao preconceito e discriminação

negativa e promover igualdade de oportunidades aos participantes dos segmentos em desvantagem, como negros (pretos e pardos), mulheres, pessoas com deficiência e pessoas acima de 45 anos, entre outros segmentos e situações;

85,72 14,28 35- cumprir as obrigações legais e buscar alcançar as metas para a

excelência em saúde e segurança no ambiente de trabalho; 85,72 14,28 36- contribuir, no caso de necessidade de redução de pessoal em

alguma empresa parceira, para a implementação de alternativas de contenção (como verificar com outras empresas a possibilidade de transferência temporária do excedente de empregados, reduzir a carga horária) e redução de despesas, a fim de evitar demissão em massa;

Comentários:

¾ Não temos essa experiência /informação da entidade parceira, só podemos afirmar que as ações do DRS visam incluir pessoas no mercado de trabalho e não excluí-las.

33,33 66,67

37- contribuir para a melhoria do padrão gerencial dos participantes e beneficiários da cadeia de valor, disponibilizando informações e promovendo atividades conjuntas de treinamento; Comentários:

¾ Acho que a capacitação oferecida é fraca (pequena) em termos de carga horária.

95,24 4,76

38- proporcionar fácil acesso do consumidor/ cliente a um serviço de informação onde possa registrar e comunicar suas manifestações de forma a priorizar o diálogo e o engajamento das partes interessadas;

57,15 42,85 39- estimular os envolvidos na cadeia de valor a participarem

ativamente da elaboração, aperfeiçoamento, execução, controle e avaliação de políticas públicas e programas governamentais relacionadas ao desenvolvimento sustentável tais como a Agenda 21 Local e o Zoneamento Ecológico-Econômico, contribuindo para o seu fortalecimento;

Comentários:

¾ Acredito que seja uma preocupação de uma minoria. ¾ Nos casos em que o tema já faz parte da realidade local.

66,67 33,33

40- estimular o desenvolvimento de ações de educação para a cidadania com a livre discussão de temas políticos tais como, a importância da participação popular e o combate à corrupção e à propina;

66,67 33,33 41- estimular ações de utilização de incentivos fiscais para deduzir

ou descontar dos impostos os valores relativos a doações e patrocínios que fortaleçam as iniciativas de proteção a crianças e adolescentes, apoio ao esporte e a cultura?

47,61 52,39

A análise dos dados com ênfase social demonstra que de uma forma geral os critérios desta natureza estão sendo observados na elaboração dos Planos de Negócios do DRS. O

pressuposto de que a responsabilidade socioambiental das empresas está diretamente ligada à promoção do desenvolvimento sustentável se manifesta como um elemento efetivo da estratégia. O conjunto das respostas desenha um cenário em que estão presentes:

¾ questões relacionadas ao incentivo para a formação de redes e cooperativas; ¾ a busca da observância das orientações relativas à saúde e segurança no trabalho; ¾ o estímulo ao engajamento em ações e programas que buscam a promoção do

desenvolvimento sustentável tais como Agenda 21 Local e Zoneamento Ecológico- Econômico;

¾ o reconhecimento da importância da educação como elemento promotor da cidadania, dentre outros.

Merece atenção a necessidade de um esforço maior no sentido de disseminar a importância das certificações socioambientais como diferenciais, que conferem maior credibilidade às empresas certificadas e por conseqüência, contribuem para que os empreendimentos sobrevivam de forma mais sustentável.

Observa-se também que, medidas preventivas afetas a eventuais necessidades de redução de pessoal em algum elo da cadeia de valor carecem ser melhor observadas, pois essa possibilidade, se não considerada, poderá interferir no equilíbrio necessário à manutenção da qualidade de vida dos envolvidos.

Além disso, nessa etapa da metodologia repete-se o que já havia sido apontado na etapa de Capacitação: necessidade de maior empenho para a divulgação das possibilidades de viabilizar ações de natureza socioeducativas, culturais e esportivas com os recursos dos incentivos fiscais provenientes de doações dedutíveis do cálculo do imposto de renda, tanto das pessoas físicas quanto das pessoas jurídicas.

4.3.2 Aspectos ambientais

Nível de profundidade Binárias

I II III Sim Não

Quanto ao enfoque mais específico sobre as questões ambientais, a equipe DRS considera na elaboração dos Planos de Negócios 42- a necessidade de tratar a questão ambiental como tema transversal em toda a cadeia de valor e presente em todas as fases da metodologia DRS;

Comentários:

¾ Quase nada. As questões ambientais são minimamente consideradas

95,23 4,76

43- os cuidados necessários à preservação da biodiversidade; Comentários:

¾ Quase nada. As questões ambientais são minimamente consideradas

90,48 9,53 44- a realização de campanhas ou projetos educacionais de

conscientização da população quanto aos desafios ambientais decorrentes da atividade humana;

Comentários:

¾ Quase nada. As questões ambientais são minimamente consideradas

85,72 14,28

45- ações de gestão ambiental com base nos 3Rs (redução, reutilização e reciclagem);

Comentários: Quase nada. As questões ambientais são minimamente consideradas

80,95 19,05 46- ações de gestão ambiental com base nos princípios do

consumo consciente; 61,90 38,10 47- o cumprimento da obrigação legal tais como observância de

Áreas de Preservação Permanente (APP), Reserva Legal, exigência de Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), em toda a cadeia de valor;

Comentários:

¾ Quase nada. As questões ambientais são minimamente consideradas

90,48 9,53

48- ações de gestão ambiental para prevenir os impactos causados

por seus processos e produtos ou serviços; 95,24 4,76 49-ações de gestão ambiental referentes a emissões atmosféricas,

efluentes e resíduos sólidos resultantes da atividade produtiva; Comentários:

¾ Quase nada. As questões ambientais são minimamente consideradas

90,48 9,53 50- ações de verificação da origem e certificação dos insumos

madeireiros e florestais utilizados nos processos da atividade produtiva priorizada;

80,95 19,05 51- ações de estímulo à utilização de energias renováveis;

Comentários: Quase nada. As questões ambientais são

minimamente consideradas 80,95 19,05 52- ações de compensação ambiental referentes às emissões de

CO2 geradas pelas atividades na cadeia de valor; 47,61 2,39 53- ações de estímulo à preservação de áreas protegidas;

Comentários:

¾ Quase nada. As questões ambientais são minimamente consideradas

4.3.2 Aspectos ambientais - continuação

Nível de profundidade Binárias

I II III Sim Não

54- ações de estimulo à recuperação de áreas degradadas; Comentários:

¾ Quase nada. As questões ambientais são minimamente consideradas

85,72 14,28 55- ações de estímulo ao uso de tecnologias sociais;

Comentários:

¾ Quase nada. As questões ambientais são minimamente consideradas

95,24 4,76 56- ações de estímulo à preservação de nascentes;

Comentários:

¾ Quase nada. As questões ambientais são minimamente consideradas

85,72 14,28 57- ações de prevenção para a não-utilização de materiais e

insumos provenientes de exploração ilegal de recursos naturais; Comentários:

¾ Quase nada. As questões ambientais são minimamente consideradas

80,95 19,05

A respeito dos resultados apresentados na dimensão ambiental, avaliamos que eles são positivos, pois é um aspecto que há pouco mais de uma década era praticamente desconsiderado na condução dos negócios da empresa. Demonstra que a importância que vem sendo dada ao tema, seja pelo movimento que ocorre em escala planetária, seja pelos compromissos que o BB assumiu (Protocolo Verde, Princípios do Equador, Pacto Global, etc), se manifesta como um elemento novo que provoca mudanças nas formas por meio das quais a instituição concebe e realiza os seus negócios.

Evidencia um progresso que se coaduna ao cenário empresarial vivenciado no Brasil, pois mesmo “em meio a avanços e recuos, benchmarks inovadores e marketing de superfície, mudanças relevantes e maquiagens enganadoras” caracteriza a expansão do comprometimento ambiental entre as empresas brasileiras (INSTITUTO ETHOS DE RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL, 2008c).

Cabe registrar que a busca para a melhoria deste processo deve ser permanente e efetiva. Pois embora seja fato que na última década a dimensão ambiental foi inserida na pauta da gestão empresarial, é sabido também que a tecnologia e o engenho humano nos últimos 30 anos do século XX adquiriram a capacidade de alterar o planeta em uma fração do tempo histórico. Provocaram grandes mudanças na atmosfera, nos solos e nas águas, entre plantas e animais e nas relações entre todos esses elementos, cujos impactos no médio e longo

prazo ainda não são vislumbrados com clareza. (INSTITUTO ETHOS DE RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL, 2008c).

Chama atenção o critério 52 que trata das ações de compensação ambiental referentes às emissões de CO2 geradas pelas atividades na cadeia de valor. O resultado aponta que esta questão é abordada com menos ênfase do que as demais relacionadas na dimensão ambiental. A abordagem merece ser aprimorada diante da relevância do assunto. Matéria da Folha de São Paulo informa que no último mês de maio, em simpósio realizado em Gijón na Espanha, 450 pesquisadores de 60 países avaliaram que o aquecimento global persistirá durante vários séculos. Segundo os pesquisadores, mesmo que se deixe de emitir totalmente CO2 na atmosfera, a temperatura média subiria dois graus durante os próximos 50 anos pela inércia adquirida pelo fenômeno. Ainda estimando que acontecerá uma redução da emissão de gases poluentes pela consciência social e política do problema, acreditam que não será suficiente para reverter o fenômeno, uma vez que o aquecimento global persistirá durante "vários séculos", segundo consta no sumário de conclusões do seminário.

O diretor do Centro Oceanográfico de Gijón, Luis Valdés encerrou o evento concluindo que é urgente uma metodologia precisa para "definir com clareza as ações que o homem pode adotar para diminuir os efeitos da mudança” (FOLHA, 2008).

Nesse contexto, confirma-se a importância da utilização deste critério na elaboração de metodologias de desenvolvimento sustentável ao tempo em que aponta a necessidade tratá-lo de forma consistente e objetiva na estratégia DRS.

4.3.3 Aspectos econômicos

Nível de profundidade Binárias

Do ponto de vista da sustentabilidade econômica, são considerados

os seguintes critérios: I II III Sim Não

58- a atividade produtiva selecionada proporciona a geração de

novas oportunidades de negócios para a empresa BB? 100 59- o Plano de Negócios está estruturado de forma a contribuir

para a fidelização dos clientes e a perenização da empresa BB? 95,24 4,76 60- as ações propostas estão estruturadas de forma a minimizar

riscos e melhorar os resultados da empresa BB? 100 61- as ações propostas estão estruturadas de forma a promover

uma maior participação da empresa BB no mercado de baixa

4.3.3 Aspectos econômicos - continuação

Nível de profundidade Binárias

I II III Sim Não

62- as ações propostas estão estruturadas de forma a permitir a

ampliação da base de clientes BB? 100 63- as ações propostas permitem o aprimoramento das atividades

produtivas, com visão de cadeia de valor? Comentários:

¾ Visam minimamente o beneficiamento. De um modo geral a cadeia de valor é “curta”, nem sempre vislumbrando o empoderamento do produtor.

95,24 4,76

64- as ações propostas permitem a inserção dos envolvidos nos

mercados de trabalho e consumo? 100,0 65- as ações propostas contribuem para a democratização do

acesso ao crédito e demais produtos e serviços financeiros? 95,24 4,76 66-as ações propostas contribuem para a geração de negócios de

comercialização dos produtos e serviços das atividades vinculadas

à Estratégia DRS, com clientes e potenciais clientes do BB? 95,24 4,76 67- As ações propostas estão estruturadas com visão de curto,

médio e longo prazo a fim de que a estratégia DRS seja efetivamente capaz de mudar a realidade dos agentes envolvidos e promover o desenvolvimento sustentável das atividades?

100 68- As ações propostas observam o potencial de crescimento da

atividade e dos seus agentes com base nas possibilidades do

mercado? 100

A aplicação na estratégia DRS dos critérios econômicos propostos é o que apresenta os melhores resultados. Não restam dúvidas que na avaliação dos funcionários consultados os critérios econômicos já são utilizados com efetividade. Isto se explica se considerarmos a natureza econômico-financeira da empresa e sua expertise no trato de questões que contribuem para a realização de resultados contábeis positivos.

Mesmo assim, é importante que se destaque que os critérios econômicos aqui pospostos agregam na sua gênese elementos socioambientais que os diferenciam de critérios focados unicamente no retorno de moeda. Prevêm questões, tais como, a inclusão dos envolvidos no mercado de trabalho e consumo, a democratização do acesso ao crédito e a presença de ações nos Planos de Negócios que sejam capazes de mudar a realidade dos participantes e promover o desenvolvimento sustentável. Fica implícita, portanto, a necessidade de se estruturar os Planos de Negócios contemplando de forma equilibrada e sinérgica ações de natureza econômica, social e ambiental.

4.4 Etapa Monitoramento

Nível de profundidade Binárias

I II III Sim Não

69- A equipe de trabalho DRS avalia regularmente o atingimento dos objetivos definidos nos planos de negócios DRS e a necessidade de revê-los?

Comentários:

47,61 53,39 70- O cumprimento dos objetivos definidos para estratégia DRS

é monitorado pelo BB?

Comentários: Apenas qualitativamente. 95,23 4,77 71- A implementação dos critérios de sustentabilidade definidos

no Plano de Negócios é verificada periodicamente pelo BB? 47,61 53,39 72- Os parceiros do DRS são estimulados pelo BB a contribuir

para o monitoramento da implementação dos critérios de sustentabilidade definidos no Plano de Negócios?

66,67 33,33 73- A equipe de trabalho DRS (BB e parceiros) elabora

periodicamente, em conjunto com outras lideranças locais, balanço das ações sociais, ambientais e econômicas para analisar as atividades e monitorar seus impactos?

33,33 66,67 74- A equipe de trabalho DRS realiza regularmente atividades de

controle e monitoramento de possíveis impactos negativos causados pelas ações do DRS, tais como consumo inadequado de recursos naturais, existência de trabalho infantil e gestão ineficiente de resíduos e dejetos?

33,33 66,67 75- A equipe de trabalho DRS realiza atualização do material de

comunicação destinado aos consumidores (rótulos, embalagens, peças publicitárias etc) com o objetivo de garantir a transparência e o uso seguro dos seus produtos e serviços?

100,00 76- Existe estratégia para redefinição de processos de gestão e

produção, caso sejam identificados impactos negativos ocasionados pelas ações do DRS?

52,39 47,61 77- A Estratégia DRS possui indicadores para monitorar os

impactos causados por suas atividades na comunidade do

entorno? 28,58 71,42

Lembramos que a etapa de Monitoramento engloba o acompanhamento - planejado para acontecer na etapa de Implementação do Plano de Negócios - e a análise da eficácia da metodologia DRS, que deve ocorrer com o objetivo de corrigir os rumos e os processos, tornando-os mais eficientes e capazes de atingir os resultados pretendidos.

Diferentemente do bloco anterior, o que se constata na fase de Monitoramento é que os critérios propostos nesta etapa precisam ser trabalhados de forma mais contundente na estratégia DRS. Os resultados indicam que há necessidade de incorporar de forma efetiva, práticas regulares e periódicas que promovam, com a participação dos envolvidos, o acompanhamento, a análise e eventuais redirecionamentos das ações que estão sendo implementadas na estratégia DRS. A utilização tímida e parcial dos critérios de

Monitoramento pode comprometer o atingimento dos objetivos propostos. Diversos estudos (BOSSEL, 1998; DAHL, 1997; HARDI e BARG, 1997) indicam que processos de mensuração - tais como acompanhamento e avaliação - são indispensáveis para que o conceito de desenvolvimento sustentável se torne operacional. Tal medida permite que sejam identificados os pontos potencialmente fracos e consoante à visão de autores como Jesinghaus (apud Bellen, 1999), “reconhecer o que não está sendo enfatizado na aferição do progresso rumo à sustentabilidade é tão importante quanto reconhecer o que está”. Além disso, o autor afirma que a “transparência do processo e a forma de comunicação dos resultados são pontos fundamentais de qualquer ferramenta de avaliação da sustentabilidade”.

Em relação ao campo “Comentários”, disponibilizado para a manifestação dos funcionados, observa-se que de uma forma geral foram pouco utilizados. No entanto, alguns deles, tais como os relacionados à questão ambiental, conflitam com o que foi respondido pela maioria, o que permite concluir que na avaliação dos funcionários que assim se manifestaram, estes critérios não estão sendo contemplados nos Planos de Negócios, sinalizando para a empresa a necessidade de disseminar com maior ênfase a importância da dimensão ambiental para a sustentabilidade dos negócios.

5. CONCLUSÃO

Nesta etapa é oportuno resgatar a inspiração que motivou o presente trabalho, a qual partiu do seguinte questionamento: quais são os critérios essenciais que devem ser

considerados na elaboração, implementação e monitoramento de estratégias voltadas à promoção do desenvolvimento sustentável? Tal inquietação definiu o objetivo principal do

presente estudo que foi desenvolver um instrumento com critérios essenciais de

sustentabilidade, para ser utilizado na elaboração, implementação e monitoramento de estratégias orientadas para a promoção do desenvolvimento sustentável, com ênfase à estratégia DRS do Banco do Brasil.

Para dar conta desse propósito, ao longo do trabalho apresentou-se o contexto histórico brasileiro e mundial em que ocorreu a inserção das questões socioambientais nos processos de tomada de decisão das empresas, consideradas até então, irrelevantes. Também como pano de fundo, foi trazida a conjuntura em que surgiu a noção de desenvolvimento sustentável e de que forma essa conjunção de ações influenciou a construção do marco legal instituído pela legislação ambiental brasileira.

Tal abordagem remeteu para a discussão acerca da responsabilidade socioambiental das empresas e sobre a necessidade de se considerar, na gestão empresarial, temas emergentes, tais como ecologia e meio ambiente, saúde e bem-estar, diversidade, direitos humanos e comunidades. Tendências consideradas importantes para garantir o desempenho dos negócios e que apontaram para a necessidade de uma mudança estratégica empresarial no sentido de garantir a sobrevivência corporativa sustentável. Ficou evidente que questões ligadas à sustentabilidade, se desconsideradas na gestão contemporânea, podem tornar-se enormes fatores de risco para as organizações.

Verificou-se que nessa conjuntura surgiu o movimento de responsabilidade socioambiental empresarial e a conseqüente necessidade de prestação de contas à sociedade por meio de relatórios de sustentabilidade e balanços socioambientais. Constatou-se ainda, que o segmento financeiro acompanhou este movimento e sua presença ficou caracterizada, tendo em vista que foram celebrados vários pactos pelo setor na busca da sustentabilidade, tais como, os Princípios do Equador, a Declaração de Colevecchio e no Brasil, o Protocolo

Verde. Na opinião de Almeida, na última década houve um aprimoramento do papel das instituições financeiras nesse processo, pois “embora os bancos e as seguradoras tenham enfrentado complexos embates com diversas ONGs, atualmente, identificam a oportunidade de estar entre as fontes indutoras de um novo modelo de desenvolvimento” (ALMEIDA, 2007).

A pesquisa bibliográfica indicou que a demanda para a proposta de uma ferramenta que sistematize critérios de sustentabilidade faz sentido à medida que se percebe que as empresas que decidiram incorporar os princípios do desenvolvimento sustentável em seus modelos de gestão ainda enfrentam o desafio e as incertezas da mudança do paradigma desenvolvimentista atual. O cenário que se descortinou atribuiu às empresas a identidade de entes sociais e, portanto, co-responsáveis pela promoção de um modelo de desenvolvimento que guarde equilíbrio entre as questões social, econômica e ambiental. Além disso, fica nítido o papel que cada empresa desempenha na sociedade. Seja pela sua capacidade de interagir com os seus públicos (acionistas, clientes, sociedade, fornecedores, Estado, meio ambiente, concorrentes, funcionários) e gerar ganhos para todos; seja pela consciência que manifesta ao zelar pela construção da reputação e credibilidade a partir de questões como ética,