Kapittel 6 - 1890-tallet: Kun barnets hensyn
6.2 Tillegg til Fabrikktilsynsloven 1894
Para a implantação da Incubadora descrita faz-se necessário descrever, a seguir, a concepção e os desafios encontrados durante este processo. Inicia-se por compreender quais
os pontos fortes e fracos a serem superados em cada etapa pautada na análise documental e nos casos de sucesso mais relevantes destacados em nível mundial, no Brasil, nas visitas realizadas à UNICAMP e às Incubadoras existentes em Santa Catarina. Desta forma foi possível identificar pontos fortes e fracos, visando conceber a incubadora, e possibilitando entender como seria possível vencer e superar esses desafios, no sentido de alcançar o sucesso na implantação.
Desta forma, são descritos os pontos fortes e fracos identificados após estas visitas:
Pontos fortes:
• Formação de um grupo gestor rotativo composto por parcerias público privadas, • Efetiva participação da Associação Empresarial como diferencial de
credibilidade,
• Espaço que permite gerar os estímulos a partir do qual é possível desenvolver e criar novas tecnologias resguardado o necessário sigilo;
• Aumento do número de registros de patentes;
• Aumento da taxa de sobrevivência de novos negócios em até 92%;
• Rápida transferência de tecnologias das universidades e centros de pesquisa para o setor produtivo com valor agregado;
• Estímulo para que jovens acadêmicos visualizem esse espaço alternativo como opção para iniciar novos empreendimentos;
• Possibilidade de que as empresas já estabelecidas possam modificar parcial ou totalmente processos ou produtos gerando novos negócios ou até empreendimentos;
• Facilidade de usar a rede de parcerias estabelecidas no Estado;
• Modificação do status quo das regiões onde se estabelecem as incubadoras no médio prazo,
• Estímulo ao desenvolvimento das tecnologias mais limpas como um diferencial competitivo para o setor madeira/móveis.
Pontos Fracos:
• Pouca divulgação junto ao meio acadêmico;
• Excesso de burocracia no que se refere ao acesso aos mecanismos de crédito oficiais mais baratos. Não existem linhas de crédito específicas, o que restringe os acessos;
• Falta de apoio e priorização das próprias universidades, no sentido de disponibilizar o espaço para surgimento de pré-incubadoras;
• Falta de maior conscientização e estímulos aos pesquisadores das universidades no Brasil, para que desenvolvam projetos de extensão usufruindo os incentivos da lei de propriedade intelectual que em sua maioria desconhece por completo o assunto.
A partir dessa compilação, foi possível compreender o possível diferencial em relação às incubadoras existentes, e qual incubadora se adequaria à região, consideradas as especificidades e características técnicas, econômicas e de sustentabilidade sócio-ambiental do setor madeira/móveis.
Assim, a efetiva implantação da incubadora, teve seu início oficializado em 16 de novembro de 2005, quando aconteceu a reunião de formalização, no auditório do Centro de Gestão Empresarial de São Bento do Sul.
Assume-se em conjunto com as entidades citadas, a instalação de uma incubadora, cujo diferencial competitivo, com foco no setor madeira/móveis do planalto norte do Estado de Santa Catarina, seria: incentivar o desenvolvimento de tecnologias mais limpas, no viés do programa da Organização das Nações Unidas – ONU contempladas no Brasil no escopo dos itens da agenda 21, consideradas as aspirações e o potencial da cidade e da região.
Atendendo as etapas previstas pra implantação física da incubadora foi estabelecido conforme figura 5
Para cumprir as etapas pré-definidas no cronograma de implantação, elaborou-se um esboço do pré-projeto, tendo como base de apoio principal a pesquisa elaborada por Denk (2002), junto à comunidade empresarial entre os anos de 2000 a 2002, estudo no qual aponta:
“Oportunidades para toda a região, descreve a possibilidade de se implementar um mecanismo de fomento face as características industriais e destaca a liderança regional como ponto de referência para atrair novos investimentos e concentrar iniciativas inovadoras”.
Visando garantir a credibilidade inicial e possibilitar a continuidade das etapas da implantação, buscou-se a aprovação conjunta do pré-projeto, em reunião com todos atores parceiros públicos privados.
CRONOGRAMA DE IMPLANTAÇÃO – 2006 - 2007
MÊS/ANO
ATIVIDADE
fev/06 mar/06 abr/06 mai/06 jun/06 jul/06 ago/06 set/06 out/06 nov/06 dez/06 jan/07 fev/07 Instalação da incubadora X X X Seleção de pessoal X Desenvolvimento do Plano de Negócios da Incubadora X X X Consolidação das parcerias X Divulgação e fomento X X X X X X X X X X X X X Desenvolvimento e lançamento de editais X X X X X Seleção de empreendedores X X X Desenvolvimento de projetos para participação em editais para captação de recursos X X X X X X X X X X X X Consultoria e treinamento dos empreendedores X X X X X X X X
Apesar de ter sido aprovado o pré-projeto de implantação em conjunto com todos os atores parceiros, foram aceitas adequações sugeridas, as quais foram discutidas individualmente nas visitas de sensibilização, objetivando assim garantir o cumprimento do cronograma de implantação planejado.
Para vencer esta etapa inicial, muitas reuniões se sucederam e muitas convergências e divergências tiveram que ser ajustadas para que o proposta do projeto de incubar pudesse dar prosseguimento.
Vencida esta etapa passa-se a fase de planejamento segundo orientação do SEBRAE (2006), e ANPROTEC (2005) conforme visto anteriormente
Na primeira etapa do planejamento, buscou-se estruturar as alternativas, analisar a viabilidade da implementação real, entender quais os apoios existentes ou outros que seriam necessários, compreender quais necessidades de se reduzir desperdícios de recursos, compreender quais os fatores de risco - pontos fortes e fracos - que estariam presentes e poderiam inviabilizar o empreendimento, compreender as possibilidades de estabelecer parcerias, entender como acontecem as melhorias ou modificações de processo ou inovações. A segunda etapa do planejamento, para implantação da incubadora caracteriza-se por visitas e observações, que torna-se parte do contexto de uma estrutura social e, busca compreender os significados que se atribuem aos contextos locais, permitindo assim entender as condições presentes na região. Essas condições estão registradas no documento: Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica – EVTE.
Esse estudo de viabilidade técnica e econômica é um diagnóstico detalhado, segundo recomenda o SEBRAE (2006) da: “realidade técnica, econômica, ambiental, social, política, perfil empresarial e da cultura da região”, e essas informações serviram de base para conceber a compatibilidade ou não e da continuidade para implantação do projeto.
Nesse sentido nesta etapa um dos desafios a ser superado caracteriza-se pelo fato do não comparecimento de alguns dos parceiros, devido a compatibilidade de agenda, mas que devido a isto levou a visitas a cada um deles, para colocá-los à par das decisões e assegurar a continuidade do projeto.
4.3 Sensibilização
Nesse contexto, conforme mencionado os parceiros que não estiveram presentes na reunião de oficialização e de registro desse ato inicial, foram visitados posteriormente com o intuito principal de obter apoio pleno de todos sem exceção.
Aprovação inequívoca sem a qual, poderia haver comprometimento no estabelecimento das parcerias e frustração aos anseios e aspirações de todos.
Esse cuidado fez-se necessário para aumentar a credibilidade, considerado que, nessa fase, devido à pressão emocional, não se poderia perder o foco ou sucumbir aos interesses específicos de um parceiro ou outro, quanto à capitalização dos méritos, como bem observa RICHARDSON (1999).
Registra-se ainda, o cuidado de divulgação exaustiva, em cada contato individual, ou durante reuniões, a necessidade de que fosse entendido por todos o alcance que a implantação desse projeto de incubadora traria para o setor como um todo. Assim, o sucesso ou o insucesso seria capitalizado ou assumido por todos, tal qual faz referência a literatura do associativismo civil, estratégia sem a qual não aconteceria a bom termo essa fase de sensibilização.
Após este processo de sensibilização descreve-se a responsabilidade e competência de cada parceiro deste projeto ficando assim disponibilizados:
a) Entidade: Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – SENAC, ficando responsável por:
Web desgin Hardware
Gestão empresarial Gestão comercial
b) Entidade: Universidade do Contestado – UNC, ficando responsável por: Administração e gestão global de negócios
Contabilidade e gestão financeira Design de móveis
c) Entidade: Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE, ficando responsável por:
Avaliação técnica de Planos de Negócios Gestão empresarial global
d) Entidade: Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de São Bento do Sul – SINDUSMOBIL, ficando responsável por:
Gestão global de negócios Gestão financeira
Aplicabilidade de produtos e serviços na indústria moveleira
e) Entidade: Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI, ficando responsável por:
Design
Tecnologia de fabricação de móveis Automação industrial
Tecnologia mecânica
Tecnologia Elétrica eletrônica
f) Entidade: Sociedade Educacional de São Bento do Sul – SOCIESBS, ficando responsável por:
Automação Industrial
Processos Químicos Industriais Aplicabilidade de softwares Informática geral
Gestão de fábrica – Produção e Qualidade Mecânica Industrial
Plásticos e novos materiais
g) Entidade: Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC – Campus Planalto Norte, ficando responsável por:
Técnica em gestão de fábrica
Tecnologia mecânica em produção industrial de móveis Tecnologia de sistemas de informações
Gestão ambiental
h) Entidade: Prefeitura Municipal de São Bento do Sul, ficando responsável por: Analise de planos de negócios
Análise financeira
Legislação referente ao empreendimento Tecnologia de sistemas de informações
i) Entidade: Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE – Campus São Bento do Sul, ficando responsável por:
Administração de empresas Contabilidade empresarial Direito e legislação
Tecnologia em gestão de produção e logística Tecnologia em Automação de processos industriais Sistemas da Informação e Informática geral
Aplicabilidade de produtos e serviços Viabilidade mercadológica do projeto Tecnologia da computação
Estabelece-se durante a fase de sensibilização, o desafio de conseguir um consenso entre as partes de que poderiam acontecer alterações nas competências disponibilizadas, na medida em que a incubadora fosse aceitando novos empreendimentos, que por sua vez seriam reconsideradas pelo Conselho Gestor. Registra-se que a literatura pesquisada prevê essa evolução natural, no processo de incubação.