Kapittel 6 - 1890-tallet: Kun barnets hensyn
6.1 Fabrikktilsynsloven av 1892
6.1.5 Behandlingen i Stortinget
Para dar cientificidade esta experiência a mesma necessita ser desenvolvida observando-se metodologias e técnicas adequadas. Assim sendo, adotou-se a observação, como principal técnica utilizada nesta fase. Segundo Marconi e Lakatos (1999, p.110), a observação atua junto à pesquisa “desde a formulação do problema, passando pela construção de hipóteses, coleta, análise e interpretação de dados” desempenhando “papel imprescindível no processo de pesquisa”. Em especifico, de acordo com a classificação de Marconi e Lakatos (2002, p.89), utilizou-se, basicamente, a observação assistemática que consiste em “recolher e registrar os fatos sem que o pesquisador utilize meio técnico especiais ou precise fazer perguntas diretas”.
Desta forma, o pesquisador envolve-se com o objeto da pesquisa, “passando a fazer parte dele”, durante um certo período de tempo. Os conhecimentos adquiridos para a implantação foram contratados, em parte, através da própria pesquisa bibliográfica, exposta no capitulo anterior.
Durante a fase da experiência vivenciada, desenvolveu-se conjuntamente a pesquisa bibliográfica sobre o tema, como suporte e complementaridade a sistemática de observação. Pra Gil (2002, p.101) a combinação pesquisa bibliográfica + observação permite “imprimir sentido àquilo que observa e tecer interpretações iluminados com suporte de um quadro teórico de referencia capaz de subverter a idéia de disciplinaridade e conquistar a perspectiva de transdisciplinaridade”.
O autor ao reconhecer como notável o numero de cursos, textos, artigos e pesquisas que se fundamentam em pressupostos qualitativos, afirma que: “a pesquisa qualitativa recobre, hoje um campo transdisciplinar, envolvendo as ciências humanas e sociais, assumindo tradições ou multiparadigmas de analise, derivadas de positivismo, da fenomenologia da hermenêutica, do marxismo, da teoria critica e do construtivismo, adotando multimétodos de investigação para o estudo de um fenômeno situado no local em que ocorre, e, enfim, procura tanto encontrar o sentido desse fenômeno quanto interpretar os significados dão a ele”. Chizzoti (2006).
Afinal, o termo qualitativo em pesquisa científica representa intensa partilha com pessoas, fatos e locais, que se constituem nos objetos das pesquisas para extrair dos fenômenos pesquisados, por meio de entrevistas, observações participantes, historias de vida, testemunho, analise do discurso, estudo de caso, aquilo que permite ao pesquisador interpretar com perspicácia, zelo e competência científica os significados do objeto de pesquisa, reconhece o mesmo autor.
Para entender a aplicação de uma pesquisa qualitativa, é necessidade a definição de quais suas principais características.
Para Godoy (1995), a pesquisa qualitativa “parte de questões ou focos de interesse amplos, que vão se definindo à medida que o estudo se desenvolve” considerando que a mesma está baseada na obtenção de dados, sobre pessoas, lugares, processos interativos, contato direto do pesquisador com a situação estudada, compreensão dos fenômenos segundo a perspectiva dos participantes.
No sentido de se obter subsídios para dar encaminhamento aos objetivos porpostos foi necessário estabelecer a localização espacial do projeto, entender as características e possibilidades do mecanismo adequado para oportunizar um novo ciclo de desenvolvimento.
Definir os requisitos que deveriam ser atendidos pela incubadora e selecionar pelo critério de afinidades, os possíveis atores – parceiros públicos privados – para assegurar o aporte de condições em termos de recursos, para o funcionamento inicial.
Estabeleceram-se contatos individuais – visitas in loco – para obter aval, esclarecer duvidas, sensibilizar quanto à condução e validade do projeto, diminuir resistências e desconfianças naturais quanto ao alcance e êxito do projeto de pesquisa.
Elaborou-se o pré-projeto, apresentado em reunião especifica para essa finalidade, viabilizada por convite formal, (anexo 1). Em reuniões colhem-se assinaturas em ata, caracterizando-se como endosso inicial para o desencadeamento oficial do processo para implementação da incubadora.
A revisão bibliográfica necessária ao suporte teórico desse projeto de pesquisa realiza-se praticamente ao longo de todo o projeto.
Finalizando, estabelecem-se contribuições e recomendações, visulizando-se a possibilidade de aprofundamentos futuros por outros pesquisadores.
3.2 Caracterização da pesquisa
A pesquisa desenvolvida, do ponto de vista de seu formato dominante, é qualitativa, com utilização de pesquisa ação participativa, pelo fato do próprio pesquisador, como autor da pesquisa e os atores sociais envolvidos se encontrarem reciprocamente implicados no assunto estudado.
Ao definir pesquisa ação como uma estratégia de pesquisa, que produz simultaneamente o conhecimento gerado, Martins (2006) conclui: “pesquisa ação consiste essencialmente em acoplar pesquisa e ação em um processo no qual os atores implicados participam, junto com o pesquisador, para chegarem interativamente a elucidar uma questão da realidade em que estão inseridos, identificando problemas coletivos, buscando e experimentando soluções em situação real”.
Segundo seu criador, Kurt Lewin, “pesquisa-ação, se constitui em um ciclo de analise, fato achado, concepção, planejamento, execução e mais fato achado ou avaliação”, numa repetição de circulo inteiro de atividades, que no âmbito das organizações, é uma proposta de pesquisa mais aberta, com características de diagnostico e consultoria para aclarar situações complexas e encaminhar possíveis ações. (MARTINS 2006)
Ao finalizar a avaliação das principais fundamentações teóricas que suportam a natureza da presente pesquisa, cabe concluir que, existe fundamentação estabelecida que suporta e valida a pesquisa.
Com base nas fundamentações teóricas obtidas com os autores pesquisados, que suportam a presente pesquisa e garantiam a viabilidade do estudo do problema e o atendimento dos objetivos estabelecidos, a presente pesquisa foi caracterizada como:
• Uma pesquisa qualitativa do tipo exploratória;
• Um estudo de caso que visou entender o “como” e o “por que” dos fatos ocorridos, com objetivo de descrever e explicar, com cortes temporais;
• Uma pesquisa do tipo “pesquisa-ação” participativa, em que o pesquisador e os demais atores se encontram reciprocamente envolvidos no estudo.
No presente estudo, fez-se o levantamento de evidencias empíricas, por meio de observações, visitas pessoais e entrevistas, registros em arquivos eletrônicos ou não, e em
experiências do próprio pesquisador, havendo a preocupação constante de representar as informações de forma confiável.
Dedicou-se preocupação especial em oferecer uma síntese e uma descrição clara que possa ser utilizada no confronto com teorias existentes para formação de novas teorias.
A pesquisa foi feita na forma de “pesquisa ação”, recomendada para o estudo do comportamento de grupos e comunidades de indivíduos, em que o pesquisador tem participação no ambiente do caso pesquisado, com envolvimento no fenômeno em estudo, a compreensão inadequada dos objetivos da pesquisa e do papel do pesquisador podem levar a distorção das informações, exigindo ato grau de isenção e neutralidade.
3.3 Procedimentos da pesquisa
A proposta inicial foi a de conceber uma incubadora de conhecimentos de base limpa, o foco do projeto para a realidade do planalto norte-catarinense – Arranjo Produtivo Local – APL – considerado de vital importância como possibilidade de mecanismo para potencializar um novo ciclo de desenvolvimento regional.
Estabeleceu-se a necessidade de identificar e compilar as características relevantes, a partir da analise documental dos casos de sucesso mais relevantes descritos na literatura mundial e nos casos mais significativos focados a partir da realidade brasileira e no Estado de Santa Catarina.
Fez-se relevante ainda, entender os fatores de risco que podem contribuir ou inviabilizar o projeto de implantação, e qual o diferencial dessa incubadora tecnológica em relação a outras já implementadas.
Foram realizadas visitas a Universidade de Campinas – UNICAMP – no Estado de São Paulo; às Incubadoras Celta, em Florianópolis, Softblu, em Blumenau, e Softville, em Joinville, com o propósito de identificar pontos favoráveis e para elaborar uma proposta de incubadora de conhecimentos de base limpa.
Realizadas as visitas, foi possível estabelecer o diferencial entre as incubadoras tecnológicas de empresas já existentes e aquela que poderia ou deveria ser proposta para a região, consideradas as características tecnológicas, econômicas e de sustentabilidade sócio-
Pensando nas viabilizações estratégicas, alguns pontos são passiveis de consideração, quais sejam: entender a evolução da legislação brasileira sobre incubadoras tecnológicas de empresas e os acordos internacionais para produção mais limpa, do qual a Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC – é signatária.
A partir das experiências nas regiões visitadas, verificou-se como fundamental estabelecer, de inicio, a formação de um grupo gestor para diminuir as resistências naturais encontradas em qualquer projeto. O grupo composto por diversas entidades, a saber: SEBRAE, ACISBS, UNIVILLE, SENAI, SENAC, SOCIESBS, ARPEM, SINDUSMOBIL, UDESC, UnC, Prefeitura Municipal veio contribuir no projeto de implantação.