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In document Løslatt og hjemløs (sider 105-110)

AMEAÇADORES (FTA) DEFINIÇÃO EXEMPLOS

AGS agressões sonoras ataque à integridade física ou moral de alguém por meio do som, ato de hostilidade, de provocação

“W- cala a boca rapa!”

AME ameaça ação, gesto ou palavra que intimida;

promessa de castigo ou malefício “P13- Ceux qui ont profité, ont profité. C’est fini. ”

CHA chacota o que é feito ou dito com intenção de provocar riso ou hilariedade acerca de alguém ou algo; caçoada, troça, zombaria

“H3- l’âge não é de favela não, na laje! todo mundo fala que laje é de favelado aê...”

CRI crítica ação ou efeito de depreciar, censurar; opinião desfavorável; censura, depreciação, condenação

“P291- du calme! pourquoi tu traduis? (rindo) ah, mais il comprend, regarde! il y a des imaaaages.”

DEF- defesa negativa ato ou efeito de defender; capacidade de

DES desculpa clemência para com falta cometida; perdão, motivo invocado como subterfúgio; pretexto

“P8- Se alguém tiver muito decepcionado, porque vai ser de francês...(rindo)”

DET descontentamento perda ou falta de contentamento;

desagrado, desgosto, desprazer “?: que pena” “W4- ah não !”

DSS desafio sarcástico ato de incitar alguém para que faça algo, geralmente, além de suas possibilidades que denota, emprega ou envolve sarcasmo

“Mi: duvido (pegando o cronômetro)”

DZO desprezo falta de estima, apreço ou consideração; desdém

“W1-agora só vai xingar só!”

IMÇ imposição ato ou efeito de impor, ação de obrigar a aceitar

“P285- alors, qu‟est-ce que vous

allez me faire maintenant?

attention! ici, vous avez quelques images...”

IRO ironia figura por meio da qual se diz o contrário do

que se quer dar a entender moi! (mais qu'est ce qu'ils “P234- alors, une chose, dites-

aiment aplaudir hein!) alors,

de ces choses là, quelles ont été les images qui sont apparues?” »

ORD ordem determinação de origem superior, de autoridade; mandado, prescrição, ordenação

P235- en français je veux!

PRO proibição ato ou efeito de proibir, impedir “P19- ÔÔÔÔ !!! (para acalmar a classe barulhenta) Écoutons! je m‟appelle Gabriela! je m‟appelle... répète! ”

SAR sarcasmo ironia cáustica, que importuna, aborrece “P10- Então só por isso. Não se sintam intimidados porque ninguém vai aparecer na CARAS, por enquanto.(rindo)

Todos- ahhhh ?: que pena”

ATOS DE FALA

VALORIZANTES (FFA) DEFINIÇÃO EXEMPLOS

ACE aceitação ato ou efeito de concordar, de anuir; aquiescência, anuência

ato ou efeito de aprovar, de considerar bom; aplauso, aprovação

"P144 : voilà mon prénom! donc vous allez écouter et me dire quelles informations sont données dans cette vidéo par les personnes! d'accord? R- voilà

?- d'accord!”

ACO acolhimento ato ou efeito de acolher, de receber ou de

ser recebido; recepção, consideração Barulho, mesmo tempo e escuta-se todos falam ao diversos alunos tentando perguntar “comment tu t`appelles?” à maneira deles

para a pessoa que abriu a porta da sala.

ADE adequação critério de verdade baseado na busca de conformidade, identidade, semelhança entre um conhecimento e o objeto que lhe corresponde no mundo concreto; ajustamento exato entre o intelecto e a realidade material

“R4 : tenho que jogar a bola?”

consideração, veneração, esp. por pessoa, por obra feita pelo homem, por certo aspecto da personalidade humana

AGR agradecimento ato ou efeito de agradecer, reconhecimento e declaração de se estar grato por algo dado ou feito por outrem; gratidão

“G5- merci beaucoup!”

APO apoio o que serve para amparar, firmar, segurar, sustentar (alguém ou algo); auxílio (que se presta a); amparo, ajuda

"P13- (aproximando-se do

aluno) Très bien, pose la

question à un autre! comment tu t'appelles?”

BRI brincadeira ato praticado ou dito proferido como gracejo,

zombaria ou ludíbrio “H: é loira, é loira, é loira.”

CÇA confiança força interior; segurança, firmeza; sentimento de respeito, concórdia, segurança mútua

“W40 - des pais

(desssspaísss- lendo “des pays” que estava escrito no quadro)”

CFR confirmação ato ou efeito de confirmar(-se), ato ou efeito de garantir a validade de, ou de aprovar ou ratificar um ato ou fato precedente; revalidação, validação, sancionamento

“R4: tenho que jogar a bola ? P14:... oui (fazendo com o

braço gesto da trajetória do globo na classe)

CLB colaboração trabalho feito em comum com uma ou mais pessoas; cooperação, ajuda, auxílio

“M: (falando ao pé do ouvido

para G) é música. Fala para

ela: La musique.”

COM comprometimento ação de tomar parte ou envolver-se em “W207- ah, eu vou! eu vou!” CTO consentimento manifestação de que se aprova (algo);

anuência, aquiescência, concordância; manifestação de que se aprova (algo); anuência, aquiescência, concordância

“todos- nao!

P105- Non, ce n’est pas un

ballon... ”

CTP contraponto tema complementar ou contrastante; uso de contrastes ou temas entrelaçados num texto literário, num filme etc.

“K6- vcs estão chutando! ?- tamo participando

CUM cumplicidade ação, estado ou característica de cúmplice, que ou aquele que colabora com outrem na realização de alguma coisa; sócio, parceiro, que possibilita, favorece, concorre na realização de algo

(professora ri)

DEF + defesa positiva ato ou efeito de defender; capacidade de

resistir a ataque(s); guarda, resistência “W36- eu to rindo do que ela fala!”

causa assombro; pasmo, qualidade do que provoca admiração; maravilha

ELO elogio julgamento favorável que se exprime em

favor de alguém; louvor “P23- bravo, Karol! (professora aplaude).”

ENT entendimento ajuste entre partes; combinação, consenso,

pacto, acordo “P142- (...) par exemple, moi j'arrive ici et je dis, je m‟appelle Gabriela! n'est-ce pas? donc Gabriela c'est mon prénom! W53- prénom?

P143- mon prénom! W54- prénom. Teu nome. ”

EXC+ excitação positiva estado de agitação, de exaltação; estímulo,

incitamento Gritos e risadas

IMP implicação ato de envolver-se; envolvimento,

comprometimento, complicação “G9- (rapidamente e em voz bem alta) ó...o museu.”

INC incentivo que ou aquilo que incende, estimula, incita,

encoraja “P6: estou muito feliz de ver todo mundo animado aqui

segunda-feira à tarde!”

POT potencialização que tem força; que pode fazer (algo); capaz,

apto “R37: o Arco do Triunfo a Torre Eiffel (esse monumento

pronunciado em francês).”

RES respeito sentimento que leva alguém a tratar outrem ou alguma coisa com grande atenção, profunda deferência; consideração, estima ou consideração que se demonstra por alguém ou algo

"P243- Génial!! tout était très iluminé n'est-ce pas? (W com uma expressão um pouco descontente por não ser acolhido)

donc les gens qui chantent...Wellington, tu peux

parler de la

musique!?(escrevendo na

lousa a palavra "musique”).

SOL solidariedade laço ou ligação mútua entre duas ou muitas coisas ou pessoas, identidade de sentimentos, de idéias, cooperação ou assistência moral que se manifesta ou testemunha a alguém,

"P495- c'est pas grave, tu improvises!”

SUP superação ato ou efeito de superar; fazer mais do que o esperado, ir além de; ato de tornar-se mais eficiente ou superior (em talento, criatividade, capacidade de impressionar etc.) em relação a (outro ou a si mesmo)

“W200- eu quero conhecer

ele, quero conhecer!”

SUR surpresa ato ou efeito de surpreender(-se); fato ou coisa que surpreende, que causa admiração ou espanto

“?- ela já fala Francês! P2- ah très bien↑ monsieur! ”

VAL valorização ato ou efeito de valorizar(-se), aumento da estima, da importância que se atribui a algo ou alguém

“?- pelo menos ela fala a

verdade mano!”

Quadro 16: Definições das categorias de análise.37

Levando-se em conta as categorias acima apresentadas, segue adiante o quadro usado para a análise dos excertos selecionados oriundos de interações em sala de aula. Esse quadro é um espelhamento dos demais apresentados anteriormente. TURNOS uma fala de um falante num diálogo. Ela pode compreender entre um e muitos enunciados. O turno termina quando uma outra pessoa começa a falar. MECANISMOS DE EXIBIÇÃO- PROTEÇÃO DA FACE TAXEMAS MECANISMOS ENUNCIATIVOS ATOS DE FALA imagem positiva ou negativa que se tem

de si próprio, compartilhada pelos outros TIPO DE TROCA confirmati va, reparadora e não- reparadora FTA FFA PARA VERBAIS aplauso entonação , risos silêncio NÃO- VERBAIS aplauso distância proxêmica menor e maior, gestos, risos VERBAIS formas de tratamento , nível de língua, temas MODALIZA ÇÕES unidades por meio das quais

qualquer voz enunciativa emite comentários ou avaliações sobre elementos do conteúdo temático

Quadro 17: Modelo usado para a análise de excertos selecionados.

Dentre o que foi feito até agora, procurei responder a pergunta de pesquisa: “As questões afeto-cognitivas influenciam a ação dos alunos em LI e sua participação na sala de aula? De que forma?”, refletindo sobre dois aspectos centrais: ZPD e afetividade. Para isso, foi analisado o movimento da interação e de

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que maneira esse movimento permite, juntamente com os aspectos linguísticos apontados, entender a criação de um ambiente afetivo em sala de aula, profícuo a uma participação criativa na atividade.

5.7. Credibilidade da Pesquisa

Desenvolver um trabalho científico é uma tarefa árdua no que diz respeito ao comprometimento do pesquisador com a verdade das informações, já que se espera do profissional uma postura ética e crítica que lhe permita manter-se fiel aos princípios norteadores do paradigma de pesquisa no qual se encontra.

No entanto, quando trata-se de práticas discursivas em contínuo movimento, essa veracidade e neutralidade tornam-se algo ainda mais complexo. Fabrício (2006, p. 61) aponta o questionamento como motor da produção de conhecimento, defendendo que nas pesquisas, precisa-se criar espaços “de pensar o impensado e de, apoiando-se no conhecido, torná-lo outro e estranhá-lo, para ousar ultrapassá- lo”. Mas como fazê-lo e assim conferir credibilidade à investigação?

Lincoln & Guba (1985, apud FUGA, 2009) apontam alguns instrumentos de trabalho por meio dos quais o pesquisador poderá garantir a confiabilidade de sua pesquisa.

O engajamento prolongado com o contexto seria um deles. No que diz respeito a mim, estive presente no contexto da pesquisa por apenas seis meses. Todavia, indiretamente estive em contato permanente com membros do grupo de pesquisa do qual faço parte, que desenvolveram oficinas temáticas em outras línguas no mesmo Instituto. Nessas ocasiões, trocamos muitas experiências e opiniões acerca do contexto e do trabalho lá desenvolvido, permitindo-nos enriquecer mutuamente e a mim pessoalmente, questionar determinadas escolhas, enxergar meu trabalho através de outros olhares e, por conseguinte, transformá-lo sempre.

Outra técnica constituinte desse processo, segundo os autores, é o peer debriefing, isto é, revisão por pares. Essa técnica consiste em uma análise crítica do trabalho por um pesquisador que não faça parte do contexto de pesquisa, propiciando uma exploração de pontos da investigação que parecem claros para o

pesquisador, mas que, muitas vezes, estão implícitos no texto e, de alguma forma, tornam-se incompreensíveis para aqueles que não vivenciam o contexto de pesquisa. Acredito que essa técnica tenha sido amplamente desenvolvida durante os seminários de orientação, do qual participaram os mestrandos e doutorandos pertencentes ao grupo LACE, assim como durante todas as orientações individuais com minha orientadora. Nesses momentos, pesquisadores que nunca foram ao contexto de pesquisa, analisaram dados coletados por mim e apresentados ao grupo. Dessa forma, divergiram, opinaram, aconselharam, questionaram, e assim, contribuíram de forma singular para a presente investigação.

Fuga (2009) chama a atenção para outro elemento necessário à credibilidade da pesquisa: a triangulação. Nesse quesito, este trabalho procurou se apoiar em diferentes métodos de análise, abordagens teóricas e fontes de dados, como aulas, entrevistas e relatos, no intuito de atingir seus objetivos da forma mais clara e fiel possível.

Os dados estão todos digitalizados e com cópia de back-up em HD pertencente ao grupo de pesquisa LACE do qual faço parte.

Para atestar as questões ligadas à ética e à confiabilidade do presente trabalho, listo abaixo os diversos momentos em que esta pesquisa pôde ser exposta a diferentes olhares que não os da pesquisadora. Durante discussões do grupo de pesquisa LACE, apresentações de trabalhos escritos ou orais em variadas disciplinas cursadas ao longo desses dois anos, ou em diversos encontros e congressos ligados tanto à área da LA, quanto a do Francês, pude enriquecer as reflexões e análises com questionamentos que não somente contribuíram ao aprofundamento e desenvolvimento de algumas questões, como à transformação da pesquisadora e, por conseguinte de seu trabalho, após cada um dos momentos abaixo explicitados.

EVENTO (A) / TIPO

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