2.2 THE RESEARCH DESIGN
2.2.5 The Validity and the Reliability of the Study
Imagem 57: Planta do pavimento tipo.
O LEED (USGBC, 2015) valoriza o contato dos trabalhadores com a iluminação natural, promovendo melhor saúde dos trabalhadores e a eficiência energética. Para obter estas condicionantes, os projetistas de design de interiores passaram a definir os espaços internos de maior uso, junto ao perímetro externo do edifício. E espaços de menor uso da iluminação, como as salas de reunião, salas de videoconferência e salas fechadas em geral, não fiquem mais nas periferias. No edifício da Philips este conceito foi contemplado, como mostrou a imagem 57, recebendo luz natural nos quatro cantos do edifício, pois a luz natural tem um impacto muito forte no aspecto psicológico do funcionário, aumentando o seu bem- estar.
Este projeto, segundo o Lighting Designer14 Gilberto Franco (2015), do escritório
Franco Associados Light Design explorou todo o catálogo de produtos da Philips, uma vez que a própria Philips é uma marca forte neste setor. Além disso, o sistema de iluminação contou com sensores de luz natural, integração de sistemas automatizados e dimerização para permitir o controle da intensidade e o tom de cor da luz, de acordo com o solicitado pelo LEED15.
O Guia Licht Swissen 04 (2010) destaca que nos ambientes corporativos existe uma relevância do conforto e rendimento dos funcionários ao longo do dia. Neste projeto, esses cuidados foram tomados, principalmente privilegiar o conforto, onde a iluminação acompanhe a tendência do corpo humano.
Neste projeto, os sistemas utilizados em alguns ambientes, permitem a mudança de cor de acordo com o passar das horas, no começo do dia é mais amarelo (3.000K), para passar a sensação de calma e tranquilidade; ao meio dia, quando se está no auge da produção, será uma iluminação mais branca (5.000K) e depois irá caindo ao
14Lighting Designer: Especialista em iluminação.
15LEED: “É um sistema internacional de certificação e orientação ambiental para edificações, e incentiva a transformação dos projetos, obra e operação das edificações, com foco na sustentabilidade de suas atuações”. GBC, 2016.
entardecer, para que os funcionários possam ir embora mais relaxados (VERA, 2016).
Para as áreas de convivência, como a cafeteria e acesso à recepção, o projeto previu uma diferenciação na iluminação, com elementos de cenografia. Nas áreas de trabalho uma iluminação mais formal e geral. A imagem abaixo mostra as estações de trabalho, onde os funcionários trabalham no conceito free adress, que também são conhecidos como postos de trabalhos livres ou compartilhados.
Imagem 58: Estações de trabalho com sensores de presença
Fonte: Andrés Otero (Franco, 2010)
A iluminação nesta área foi realizada por meio do conceito de iluminação geral, como recomenda a ANSI16/IES RP-1-12, (2012) que gera uma iluminação uniforme
se adaptando às diferentes atividades.
Nesta área foram aplicadas luminárias TBS 262 Philips, com sistema óptico C6, o que confere 70% de rendimento da fonte luminosa. São utilizadas três fontes fluorescentes T5 com 13W de potência. Segundo Camilla Veras17 (2016), esta
luminária possui como diferencial um refletor que engloba a fonte de luz e melhora a distribuição da fotometria de forma mais eficiente. Devido a essa eficiência da
16ANSI: Prática padrão americano para iluminação de escritórios.
17Camilla Veras é analista de aplicação de produto, no departamento de lighting da Philips sede Barueri.
luminária o espaçamento entre as luminárias é maior, mantendo a uniformidade e o nível de iluminação necessário no espaço. A luminária apresenta aletas com mini refletores em três direções, o que amplia a reflexão e um aproveitamento desta luz. Além de direcionar essa iluminação de forma que não cause desconforto visual e ofuscamento. Então na verdade não é só o material dessa luminária que é eficiente, mas toda sua concepção que proporciona uma iluminação mais homogênea.
O uso de um sistema óptico melhora o conforto visual, evita os dois tipos de desconforto na área de trabalho, ofuscamento direto e o indireto, isto é, ter a fonte iluminando diretamente o rosto do usuário, ou uma faixa de luz ofuscando a tela. Embora seja uma perda de luminosidade, visto que a fonte luminosa em si, pode ser mais eficiente, é primordial se pensar no conforto visual do usuário e por isso, hoje em dia, as aletas das luminárias são fundamentais para uma melhor distribuição e uniformidade.
Neste ambiente do projeto da Philips, o fato de ter aplicado uma iluminação direta, iria gerar áreas de sombra no teto e na parede de fundo, como observa Tregenza e Loe, 2015. Isto foi corrigido com a aplicação de uma sanca iluminada junto ao forro, na área de circulação, como mostra a imagem 58 acima.
As fontes fluorescentes da Philips, segundo catálogo LIGHTING (PHILIPS, 2016) atualizado duram em média 25.000h. Este fato demonstra que ocorreu uma grande evolução no seu ciclo de vida, pois Tregenza; Loe (2015) apontam que ela dura em média 10.000h. Neste caso, no projeto da área de trabalho, a temperatura de utilizada foi de 4.000K, o fluxo luminoso é de 1.250lm e o Índice de Reprodução de Cor (IRC) entre 80-90. Este é considerado pelo catálogo da Osram (2008), um índice muito bom para áreas de escritórios, como discutido nos capítulos anteriores.
Imagem 59: Sistema óptico OLC: Omni-directional Luminance Control (Controle de luminância onidirecional)
Fonte: Philips, 2013.
No escritório da Philips em Barueri, as estações de trabalho possuem luminárias com fontes fluorescentes interligadas ao sistema DALI. Nos corredores, recepção, salas de reunião e áreas de convívio são utilizadas luminárias e embutidos em LED. Nas salas de reunião e nos espaços de touchdown, o sistema permite controlar a temperatura de cor e a intensidade da luz.
Segundo Franco, a indicação das cores dos componentes do ambiente é clara, pois o LEED (USGBC, 2015) adota o equilíbrio entre refletância e luminância. Como mostra a figura, o plano de trabalho é o local mais iluminado, depois o teto, paredes e piso.
Imagem 60: Croqui da iluminação direta e uniforme da área de trabalho do escritório da Philips
Fonte: Elaborado por Kassio Maeda, 2016 para a autora.
Segundo Andherson Prado, 2016, em entrevista com o arquiteto Franco (2011), como a Philips possui uma comunicação visual forte nos seus edifícios, a Franco &
Fortes, responsável pelo projeto luminotécnico, estudou "cada detalhe desses princípios básicos e assim, vieram as ideias de transparência, estímulo à criatividade, à inovação”.
Elementos gráficos, de design informacional, marcam a comunicação visual, enquanto tons de amarelo e magenta, em painéis de acrílicos adesivados, compõem circulações e divisões entre grupos de trabalhos. Como mostra a Imagem 61:
Imagem 61: Área de trabalho e breakout Space
Fonte: Andrés Otero (Franco, 2010).
A imagem 62 representa o uso da iluminação direta e indireta, que incide sobre o plano de trabalho e parte da iluminação direcionada para o teto. Croqui mostra a iluminação direta e indireta das áreas de open space e salas de reunião.
Imagem 62: Iluminação direta e indireta
O objetivo de sistemas de iluminação é proporcionar um ambiente visual adequado que forneça a luz necessária à realização de tarefas visuais, ou seja, a luz deve ser fornecida e direcionada à superfície de trabalho para que os ocupantes consigam desenvolver suas atividades (GANSLANDT, HOFMANN, 1992).
Nas áreas de breakout space, foi aplicado um padrão de iluminação direta e indireta, com luminárias pendentes, com formato sinuoso com luz de LED, como pode se observar na imagem 63. Este tipo de iluminação permite, como apontado acima, um ambiente de atmosfera agradável, pois permite a variação de temperatura de cor e luminosidade, por meio de controle manual giratório interligado ao DALI, instalado nas paredes do espaço, onde o usuário pode fazer a dosagem na hora, escolhendo a temperatura que mais agrada no momento da utilização.
Imagem 63: Luminárias pendentes
Fonte: Andrés Otero (Franco, 2010).
O sistema LED (Light Emitting Diode) possui um baixo gasto energético que corresponde a um custo dez vezes menor que as fontes de luz convencionais, sem infravermelho ou ultravioleta, além de possuir um IRC em torno de 85-90. Segundo Keeler; Burke (2010, p. 158) já existem LEDs que podem chegar a 100 mil horas de vida útil. Devido ao seu tamanho reduzido, se adapta em vários locais que as fontes de luz convencionais não alcançam, seu acionamento é instantâneo (liga/desliga) diferente das fluorescentes. São dimerizáveis, permitindo um controle de cor e de intensidade.
Imagem 64: Sala de reunião
Fonte: Andrés Otero (Franco, 2010). Imagem 65: Sala de reunião.
Fonte: Andrés Otero (Franco, 2010).
Nos espaços de reuniões, vistos nas imagens 64 e 65, por não ser um local utilizado com frequência, foi aplicada uma iluminação controlada pelos diferentes usuários e atividades, com mudança de cor e de temperatura. A sala é 100% controlável. O projeto de iluminação foi interligado ao controle de sistema DALI, que permite várias opções pré-programadas de iluminação, contemplando as condicionantes destacadas pelo Guia de iluminação Licht Swissen (2010).
Como mostra a imagem 65 foi aplicado o sistema misto de iluminação direta e indireta, associada à luminária com iluminação localizada com pendente. A iluminação indireta evita o ofuscamento, como destacam os autores Viana; Junior, et al (2002).
A luz determina o caráter do espaço e a sua relação com os elementos que o compõem. Entretanto, um ambiente com altos níveis de iluminância não está necessariamente bem iluminado. O ofuscamento é uma importante causa de desconforto mesmo em ambientes com níveis recomendados pela norma (VIANA JÚNIOR et al, 2002).
As luminárias no projeto da sala de reunião do escritório da Philips, são compostas por três fluorescentes tubulares de 28W, incorporadas a um pendente, sendo duas na temperatura de cor 6.500K, mais branca, e uma na temperatura de cor 2.700K, mais amarela. Possuem difusores prismáticos em policarbonato com microlentes de baixo ofuscamento, ou seja, expande a luz de forma mais eficiente, sem ofuscar o usuário. A imagem 66 a seguir mostra que a curva de distribuição é com facho mais aberto, ampliando o plano de iluminância (VERA, 2016).
Imagem 66: Luminárias da sala de reuniões.
Fonte: Andrés Otero (Franco, 2010).
São controladas por sensores de presença que equalizam essas fontes e permite uma luz personalizada em cada mesa, variedade de cor e intensidade de fluxo luminoso, de acordo com a atividade. Isso proporciona um bem estar maior aos usuários e com isso, maior rendimento no trabalho (GANSLANDT E HOFMANN, 1992).
A luz determina o caráter do espaço e a sua relação com os elementos que o compõem. Entretanto, um ambiente com altos níveis de iluminância não está necessariamente bem iluminado. O ofuscamento é uma importante causa de desconforto mesmo em ambientes com níveis recomendados pela norma (VIANA JÚNIOR et al, 2002).
Na recepção, um local onde se espera um ambiente com boa qualidade visual e um projeto diferenciado, foi criado um ambiente com iluminação 100% em LED, composta por dois tipos de luminárias, a primeira, DaySign, com um design contemporâneo em forma de pendente com iluminação difusa, sobre a área de trabalho, gera uma iluminação uniforme, com fachos fechados de LED de 20W. Esse tipo de iluminação permite que o usuário permaneça com conforto no seu posto de trabalho, uma vez que a luz não incide de forma direta na bancada, o que causaria muita reflexão e fadiga visual (FRANCO, 2015). Nos nichos atrás do balcão foram utilizados semi embutidos orientáveis BCG 530 3.000K, LED de 25W, com facho concentrado destacando a marca, como mostra a imagem 67 abaixo, onde podemos perceber que a curva fotométrica, na imagem 68, possui facho mais fechado, focando a iluminância em um ponto determinado. Os dois sistemas apresentam um ciclo de vida longo, de 25.000h, geram pouco calor e economia de energia, conforme aponta as discussões do RTQ18-C, o LEED e ANSI/IES RP-1-12 (2015).
Imagem 67: Recepção
Fonte: Andrés Otero (Franco, 2010).
18“RTQ-C: Regulamento Técnico da Qualidade do Nível de Eficiência Energética de Edifícios Comerciais” PROCEL.
Imagem 68: Lâmpadas usadas na Recepção
Fonte: Andrés Otero (Franco, 2010).
Uma boa visão é o requisito fundamental para garantir o desempenho seguro do trabalho, como destaca a NBR ISO/CIE 8995-1 (2013), iluminação com os requisitos normativos de iluminância, qualidade da cor e um cuidado com o controle do ofuscamento. A refletividade da tarefa, assim como o entorno, são fatores importantes para definir as necessidades de iluminância, que serão determinantes para as condições de visibilidade máxima. Portanto, nas circulações, foi aplicada iluminação indireta em LED, para gerar um conforto aos usuários ao saírem de uma área mais iluminada, para uma área de transição. Neste caso, ainda atua como sinalização. Como aponta a imagem 69 a seguir, foram aplicadas também luminárias BBS 470 com iluminação direta, embutidas, com temperatura neutra de 3.000K e curva de distribuição aberta, demarcando o caminho.
Imagem 69: Circulação no escritório da Philips.
imagem 72. Foi utilizada a luminária Savio, em LED, mesma usada nas salas de reunião, permitindo controle manual, o que permite controle da temperatura de cor e intensidade de luz, de acordo com a atividade e necessidade dos usuários.
Imagem 72: Salas individuais, com controle de iluminação manual
Fonte: Gilberto Franco, 2015. Foto: Andrés Otero.
O projeto luminotécnico da Philips foi executado na sua maior parte em soluções LED, com exceção das luminárias sobre as bancadas dos postos de trabalho e na área de copiadoras e impressoras, como mostra a imagem 73, onde foram utilizadas luminárias compostas por fluorescentes tubulares T5. A iluminação maior incide sobre a bancada do plano de trabalho.
Imagem 73: Área de cópias e impressões
Fonte: André Otero (Franco, 2010).
O croqui abaixo demonstra a associação da iluminação localizada no plano de tarefa, com a iluminação direta, facho aberto, sobre um local determinado.
Imagem 74: Croqui da iluminação direta e localizada
Fonte: Elaborado por Kassio Maeda, 2016 para a autora.
Na cafeteria, foram usados os mesmos princípios de iluminação que na recepção, luminárias pendentes difusas em LED e embutidos direcionáveis BBG 512 com
facho de abertura de 25 graus, temperatura de cor branca quente 3.000K, onde podemos ver na imagem 75 abaixo, a curva fotométrica com facho fechado, mais concentrado, o que promove uma iluminação de tarefa ao mesmo tempo em que conferem uma atmosfera relaxante apropriada ao uso do local (FRANCO, 2015). Como destaca a Norma brasileira NBR ISO/CIE 8995-1(2013) promove o conforto visual dos usuários.
Imagem 75: Cafeteria
Fonte: André Otero (Franco, 2010). Imagem 76: lâmpada usada na cafeteria
Fonte: Andrés Otero (Franco, 2010).
No corredor de entrada em forma de túnel, foi feito uma iluminação mais cênica, utilizando barras em LED com sistema RGB e com o driver compatível ao protocolo utilizado na Philips, que permite a programação e mudança de cores conforme a necessidade ou data comemorativa. O RGB é a abreviatura das cores primárias que formam a luz. Com essas três cores, vermelho (R de red), verde (G de green), azul (B de blue) cria-se as demais. Com a união dessas três cores é que temos a luz branca. São três chips com um micro controlador integrado (TREGENZA; LOE, 2015).
Imagem 77: Corte das divisórias e gesso
Fonte: Philips, 2013.
Foram especificados também projetores orientáveis BBG 512, com facho de 25º com 25W, como aponta a curva fotométrica da imagem 78 abaixo, iluminando de forma cênica a parede onde projeta-se as datas mais importantes da história da iluminação artificial.
Imagem 78: Túnel de entrada da sede com iluminação LED
Fonte: Andrés Otero (Franco, 2010).
Imagem 79: Túnel de entrada da sede com iluminação LED
Fonte: Andrés Otero (Franco, 2010).
Imagem 80: Lâmpada usada no túnel de entrada da sede com iluminação LED
Imagem 81: Croqui da iluminação com fonte de luz direcional e pontual.
Fonte: Elaborado por Kassio Maeda, 2016 para a autora. 5.3 Sistemas de controle integrados à iluminação natural e artificial
O controle de iluminação desempenha um papel fundamental na operação do ambiente de um escritório. O controle do sistema de iluminação assegura que o desempenho dos equipamentos seja adequado às necessidades visuais dos ocupantes e ao mesmo tempo promove uma maior economia de energia, amplia o ciclo de vida do edifício, minimizando o impacto sobre o meio ambiente (KEELER; BURKE, 2010).
Atualmente, nos edifícios comerciais, podemos controlar todos os processos que ocorrem, por meio da automação. Um dos protocolos mais utilizados é o sistema Dynalite da PHILIPS (2009), que permite o monitoramento dos sistemas de iluminação e uma interface com os usuários. Podemos referenciar aqui a integração dos sistemas de iluminação com sensores de presença, de iluminância, detecção de fumaça, entre outros. Portanto, essas tecnologias, permitem a integração dos
sistemas de iluminação, do ar condicionado e dos sistemas de controle e acesso ao edifício.
O sistema Dynalite, é um sistema modular que incorporou o protocolo DALI (Digital Addressable Lighting Interface) integrando ao sistema de luminárias permitindo acender, apagar e dimerizar luminárias. A imagem 82 mostra o fluxo do sistema integrado ao protocolo DALI, interligados a uma central de computador. A imagem 83 apresenta um módulo do sistema Dynalite. Segundo o manual, este sistema pode ser controlado via internet e armazenar todas as informações importantes para o edifício, como o fim da vida útil das luminárias, queima de fontes de luz e reatores, entre outros (PHILIPS DYNALITE, 2009).
Imagem 82: Exemplo de Layout do sistema Dynalite integrado ao computador
Fonte: PHILIPS DYNALITE, 2009.
Imagem 83: Sensor do nível de iluminação e de presença
O protocolo DALI torna o sistema de iluminação inteligente. Este sistema permite a subdivisão em zonas independentes. Cada prédio, andar, zona, luminária, possui um endereço de controle independente e individual. O DALI monitora o status de cada endereço e pode dimerizar cada dispositivo (ou grupo de dispositivos), alterar a cor da iluminação (quando aplicável) ou ainda informar ao usuário alguma ocorrência no sistema, seja ela em caráter informativo ou preventivo (manutenção). O DALI é fixado em normas internacionais e é um protocolo aberto, ou seja, aceita diferentes tipos de luminárias (PHILIPS DYNALITE, 2009).
Este protocolo exige uma necessidade de um conhecimento e mão-de-obra especializados, além de ter um custo maior quando comparado ao sistema analógico, como destaca o manual da Philips Dynalite (2009, p. 05), as características do protocolo são:
• Comunicação de duas vias: Controles ,Driver, Luminária;
• Dispositivos endereçáveis;
• Flexibilidade de layout;
• Mesma tubulação para fiação DALI e rede elétrica;
• O sistema avisa a necessidade de uma manutenção preventiva.
Imagem 84: Módulo Dynalite
Fonte: Philips, 2013.
No escritório da Philips em Barueri foi aplicado o protocolo DALI, um sistema inteligente de controle e gestão, onde permite o monitoramento e o controle dos módulos de forma individual ou em conjunto. Este sistema permite monitorar, em
tempo real, se há ou não a presença de algum usuário no espaço, permitindo o desligamento de uma área onde não está sendo ocupada.
Outro aspecto que o sistema permite, é prolongar a vida útil das luminárias, bem como fazer uma programação da manutenção preventiva, uma vez que o sistema leva a informação das condições das fontes e luminárias. Segundo Camilla Veras (2016) em entrevista realizada no escritório da Philips em Barueri.
Antes desse sistema inteligente, o técnico de manutenção tinha que passar verificando quais luminárias estavam queimadas. Agora não, o gestor na área de sistemas recebe as informações por e-mail, diariamente. Esse gestor pode vincular ao e-mail do técnico em manutenção, que por sua vez já vai ficar informado do problema no local. O que torna a manutenção mais eficiente em termos de ganho de tempo para fazer a troca, uma vez que ele já vai no local certo e não precisa mais ficar procurando pelo andar.
Como aponta o manual Philips Dynalite (2009), além de ter o controle pelo software externo, poder ter relatórios sobre os sistemas em uso, enxergar a planta do sistema de iluminação do escritório, permitindo apagar, desligar, acender e dimerizar qualquer fonte de luz do andar. A vantagem deste protocolo é a flexibilidade de um todo, ele consegue coordenar muitas funcionalidades ao mesmo tempo, como sensor de presença, iluminação natural e artificial.
Veras (2016) destaca que o sistema é interligado, pois tanto pode ser usado nas luminárias com LED e com as luminárias que possuem fluorescente tubular T5. O que permite essa comunicação é a conexão entre driver e o reator na mesma funcionalidade, que são DALI, e que conversam com esse protocolo Dynalite (VERAS, 2016).
Os reatores destas luminárias são chamados de endereçáveis e possuem microprocessadores que armazenam informações, permitindo assim, um controle individual das luminárias ou em grupo. Isso permite uma economia maior e preservação da vida útil da fonte de luz, pois controla do seu fluxo luminoso.
No escritório da Philips, existem sensores de presença sensíveis à interferência da luz natural nas luminárias do perímetro e áreas abertas. Deste modo, neste edifício, é possível controlar as luminárias dos espaços de circulação que são as primeiras