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6.2 CONSTRUCTING SUBJECTIVE POSITIONS OF THE ACTORS

6.2.1 THE POSITION OF TRADITIONAL AUTHORITIES: POLITICAL POWER,

Onde se ensina o modo de acompanhar colocando notas simples, ou sem ligadura, sobre todos os movimentos do baixo

Introdução

A boa disciplina e método de todas as ciências e artes consiste em transitar do [nível] fácil ao mais difícil à facilioribus est incipiendum, construindo graus de dificuldade com que se elevar para alcançar o descanso da destreza que se pretende. Por isso, existiam doze leões nos seis degraus por onde Salomão subia ao seu rico trono; porque o deleite do coração e quietude do ânimo, não o logram os sábios senão depois de derrubar leões de dificuldades. Eu tentei (ó leitor estudioso) dar-te um trono pacífico, mas não coloco leões que assustem, senão degraus que facilitem; e, se mesmo ainda assim se formarem leões, repara que estão mortos, e que servem para subir melhor.

Apenas com o conhecimento e compreensão da Parte precedente, poderá o principiante acompanhar, praticando as posturas que nela se ensinam, como as mais frequentes e fáceis. Constam estas de intervalos consonantes, que são a Terceira, Quinta, Sexta e Oitava; e, familiarizado com a instrução e prática das consonâncias fáceis e menos primorosas mencionadas, alcançará a compreensão das mais excelentes e árduas da Parte que se segue. Porém, devo advertir o estudioso que, todos quantos forem os movimentos que pode executar o baixo, encontrá-los-á nesta Segunda Parte, demonstrado cada um por si; não quis apresentar progressões dos mesmos, como alguns ensinam, por me parecer que, explicado e entendido um, compreender-se-ão todos, atendendo haver de usar sobre cada um as mesmas espécies e diferenciando-os apenas nas pausas, ou notas com que os executa; e, deste modo, evito a confusão e dilação, restringindo à compreensão de apenas um, para que depois obre o estudo no confronto dos movimentos, retirando a consequência de uns e outros, tendo por conhecidas as suas naturezas, notas e espécies; porque, se temperada uma cítara em perfeitíssimo ponto de música, e outra temperada de acordo e unissonamente no mesmo ponto, à primeira, diz São Gregório, São Tomás de Villanueva e outros santos que, feridas as cordas de uma ressoam as da outra sem as tocar, sendo fiel consonância que procura a primeira sua

semelhante: «Cum ista sonitum reddit, illa que in eodem cantu temperata est, alijs

impercusis tremit» (D. Greg. Lib.I.mor. cap.5). Que em virtude da compreensão da natureza da nota e espécie do movimento ressoe o conhecimento de outro qualquer pelo cruzamento e correspondência que têm entre si. Inspice, ut fac. [sic]. Observa e executa.

Capítulo I

De algumas advertências para os novos acompanhadores

Antes de avançar no ensino do modo de colocar as vozes, entendi apresentar algumas advertências breves e muito necessárias para que o estudioso deste mester, desde o início, se encontre precavido sobre o que deve observar para alcançar a perfeição na primorosíssima faculdade de acompanhar.

Primeira Advertência

Antes de começar a acompanhar, o primeiro aspeto em que deve reparar o estudioso é a clave, para discernir se é transpositora ou não e se tem bemol porque, do conhecimento destes dois elementos, depende precisamente não errar na cadência nem no âmbito próprio de qualquer obra.

Segunda Advertência

A execução do acompanhamento pertence à mão esquerda, formando com esta umas vezes Oitava outras Quinta, segundo a ocasião e posição, para que assim soe mais harmonioso. Excetuam-se os casos em que o acompanhamento executa uma imitação ou fuga porque, então, tocar-se-á simples, como está escrito, sem adicionar nem retirar, pois, caso contrário, a consequência será perder o ouvido o prazer da imitação e o compositor o resultado do seu trabalho.

Terceira Advertência

Deve procurar-se desde o início tocar a tempo porque, se assim não for, o acompanhador não será bom.

Quarta Advertência

Todas as consonâncias e dissonâncias como a Segunda, Terceira, Quarta, etc., de que havemos de tratar, regulam-se pelo baixo, por ser fundamento e base com que se devem medir todas a vozes; e, assim, quando se nomear qualquer intervalo, será a partir do baixo.

Quinta Advertência

Deve procurar-se levar as mãos unidas, para que com isso não avancem as vozes muito distantes do baixo e se cumpra com a opinião comum que o recomenda.

Sexta Advertência

Sobre todas as notas ou graus é obrigatório colocar quatro vozes ou, pelo menos, três, incluindo estas o baixo; correspondendo à mão direita três, ou a cada mão duas, pois, esta é a postura mais primorosa, especialmente no órgão.

Capítulo II

Do modo de colocar as consonâncias simples sobre qualquer nota

É regra geral que, sobre qualquer nota considerada por si só, apenas se coloque a Terceira, Quinta e Oitava, constituindo esta a consonância que designaremos simples, por ser comum a todas as notas ou graus, excetuando as que não têm Quinta, como as que se encontrarem em Si natural de qualquer das claves e as que tiverem sustenidos. Em relação a esta consonância simples, adverte-se, que se pode fazer de várias maneiras apesar de, na sua natureza, serem uma mesma porque se podem executar com intervalos simples, compostos e decompostos, ou misturando simples e compostos ou decompostos, como se vê no exemplo que se segue sobre a nota Dó, demonstrado com cifras e com notas, para que, de um modo ou do outro, o principiante as compreenda com maior facilidade:

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Toda esta variedade de consonâncias consiste apenas em estarem mais ou menos distantes do baixo porque, na realidade, não são mais do que Terceira, Quinta e Oitava.

Note-se que o principiante pode praticar a consonância simples em diferentes termos ou sobre várias notas naturais, acompanhando cada uma com Terceira, Quinta e Oitava, com a mesma variedade que se observou; também deverá fazer o mesmo exercício alterando os termos às posturas que adiante se demonstrarão para que, com isto, se faça dono do teclado e saiba atribuir a cada nota a consonância que lhe corresponde, em qualquer posição que seja necessária.

Explicado o modo de colocar as vozes sobre cada nota considerada por si só, passaremos, com toda a brevidade, nos capítulos seguintes, a apresentar regras gerais relativas à aplicação das vozes sobre movimentos de duas notas, considerada a primeira pela segunda.

41 Embora em ambas as edições de Torres esteja escrito 19, pensamos que se trata de um erro de

impressão, sendo na realidade um intervalo de 17. Prática

Capítulo III

Da subida e descida do meio-tom cromático

Havendo de tratar todos os movimentos que geralmente se podem encontrar nos acompanhamentos, depois de explicado o modo de colocar as vozes sobre uma figura, ou duas num mesmo movimento, o que é o mesmo, o primeiro intervalo que se nos depara, para que os expliquemos por ordem, é o meio-tom cromático ou menor, o qual, para que o possamos acompanhar assim, quer ascendente quer descendentemente, deverão ser observadas as seguintes regras:

Primeira Regra sobre o meio-tom cromático ascendente

O modo mais fácil e usual de acompanhar o meio-tom cromático ascendente consiste em atribuir consonância simples à primeira nota que não tem sustenido e, à segunda que o tem, Terceira e Sexta, que é o que manda a norma que se encontrará no fim da segunda regra do capítulo seguinte.

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Segunda Regra sobre o meio-tom cromático descendente

Neste movimento de meio-tom cromático descendente, colocam-se sempre as vozes sobre a primeira nota em Terceira e Sexta por ser, comummente, tempo forte ou sustenido, ou nota que careça de Quinta. Sobre a segunda, mantém-se as mesmas vozes,

42 Consonância Simples.

Exemplo

apesar de se encontrar quatro comas mais baixa, pois, em relação à primeira nota constituem-se como intervalos menores e em relação a esta, maiores.

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Capítulo IV

Do modo de colocar as vozes sobre o movimento de Segunda maior e menor, quer ascendente quer descendente

Antes de prosseguir, advirto que a variedade de posturas que iremos tratar não são mais do que consequência da diversidade de movimentos que o baixo pode executar, por ser este o móbil fundamento e base a partir da qual deverão as vozes regular as consonâncias. Assim, convém ao principiante atender a cada movimento, que não constará de mais do que duas notas para evitar errar na postura que lhe corresponde com propriedade.

Adverte-se também, por regra geralíssima, que se deve ter bem memorizada, que, para que não se deem duas Oitavas e duas Quintas e se coloquem as consonâncias com todas a perfeição, é necessário acautelar que as mãos procedam no teclado por movimento contrário; porque se a mão esquerda, que é a que toca o baixo, sobe, a direita, que toca as consonâncias deve descer, e ao contrário o mesmo, procurando que seja à consonância que tem mais próxima; e isto deve ser observado com tanto rigor que, mesmo que não possa a mão direita proceder com todas as vozes por movimento

43 Como se pode observar, Torres não respeita aqui a cifra 5. Porém, como na edição de 1736, aparece

corrigida a nota correspondente à 5ª, optámos, neste caso, por manter o original. Exemplo



contrário, ao menos proceda com algumas das vozes referidas. A compreensão disto adquirir-se-á neste e nos capítulos seguintes.

Primeira Regra sobre a subida de tom

A forma de colocar as vozes quando o baixo se movimenta por graus conjuntos ascendentes, fazendo Dó-Ré, ou Ré-Mi, etc, não havendo nenhum sustenido, será acompanhar cada nota com consonância simples, observando a nota precedente, como se verá no exemplo seguinte:

Advirta-se que considero tratar-se de uma regra particular porque não se aplica a nenhuma outra situação que não seja à subida de tom; porque, estando em causa uma subida de meio-tom, verifica-se a diferença que se observará na seguinte regra:

Segunda Regra da subida de meio-tom

Sempre que se encontrar no baixo uma subida por grau conjunto de uma nota dissonante para uma consonante, ou de Mi a Fá, de Fá a Sol, ou de outro qualquer sustenido à nota que se lhe segue ascendentemente (seja qual for o seu valor), a primeira nota deverá ser acompanhada com uma voz em Sexta, uma na sua composta e a outra em Terceira, como se vê no primeiro exemplo; ou ao contrário, como no segundo exemplo; ou, ainda, colocando Terceira e Sexta apenas, que basta, por entender-se em qualquer das duas notas duas vozes, como no terceiro e quarto exemplos; e também adicionando, depois de aplicadas quaisquer destas posturas, a Quinta diminuta, como no quinto exemplo. Na última nota, a sua consonância simples.

Exemplo

Advirta-se, para maior brevidade e compreensão, que nos exemplos o C. que precede os números significa composto, o D. decomposto e o T. tricomposto.

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Observe-se, para uma melhor compreensão do ponto anterior, que, uma vez que neste exemplo não se movimentam todas as vozes por movimento contrário, como no exemplo anterior, pelo menos movimentam-se algumas, como se pode observar no primeiro e terceiro exemplos, coincidindo com o que se aconselhou anteriormente. Assim, observar-se-á que em todos os movimentos, sempre que se encontrem alguns dos intervalos perfeitos, regular-se-ão com esta mesma contradição.

44 No original, Torres indica erradamente uma duplicação da Terceira.

Exemplo 1 Exemplo 2

Exemplo 3

Note-se que as notas que tiverem sustenido e os Mis a partir dos quais se formem meio-tons, nunca se acompanham com Oitava, exceto em algum caso especial; e assim, dar-se-á Terceira e Sexta, como ficou demonstrado.

Terceira Regra da descida de tom e meio-tom

Sempre que a melodia do baixo descer de tom ou meio-tom natural (isto é, que não seja nota acidental por ), dever-se-á acompanhar a primeira nota com Terceira e Sexta, tornando-a maior se não o for pela sua natureza; e a que lhe segue, com a sua consonância simples.

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Quarta Regra

Existe uma outra regra a observar: sempre que o baixo descer um tom, fazendo Sol-Fá, deve ser acompanhado com Terceira menor e Sexta natural, como se observa nos exemplos seguintes nos quais, embora lhes correspondam Terceiras maiores, tocam- -se menores.

45 Em ambas as edições está erradamente escrito um 5.

46 Aqui, Torres não respeita a cifra que indica a 6 na voz superior. Mesmo que contrapontisticamente o

soprano desça e o contralto suba na execução por acordes, a Oitava ouve-se sempre acima do Dó . Para que se ouvisse a cifra escrita, o autor deveria ter alterado a posição dos acordes.

47 Embora não conste do acorde realizado, a versão cifrada apresenta o sustenido.

Exemplo

Exemplo



Quando o baixo apresentar um movimento inverso, como se vê no exemplo seguinte, deverá ser acompanhado também com Terceira menor; observando que tal ocorrerá nos tons que terminam em Ré ou que têm Terceira menor, como no Primeiro, Segundo e Sétimo Tons.

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Estas regras têm uma exceção: todas as vezes que se encontrar nos acompanhamentos o seguinte movimento, deve-se acompanhar a primeira nota com Terceira maior e as demais com as suas consonâncias simples, como no primeiro exemplo, ou em Sexta e Oitava, como no segundo.

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Também se deve observar a mesma regra mesmo que o baixo forme o movimento ao contrário, como se pode reparar no exemplo seguinte:

48 Apesar de Torres não voltar a colocar a clave de Dó na quarta linha, optámos por introduzi-la de forma

a distinguir bem o movimento no 1º Tom do movimento no 7º Tom.

49 Neste exemplo, Torres não só não prepara a Quarta como a coloca em simultâneo com a Terceira numa

voz diferente.

Exemplo



Observação geral para saber quando as consonâncias imperfeitas se devem tocar maiores ou menores

Para que melhor se entenda a diversidade de maneiras que existem de utilizar as consonâncias imperfeitas, é necessário advertir: sempre que a voz que se encontra em consonância imperfeita subir à nota imediata, far-se-á maior se for menor, como se pode observar na primeira demonstração deste capítulo50 com a Sexta e, na anterior, com a Terceira, porque, embora fossem menores executam-se como maiores, uma vez que devem subir. Note que este ensinamento aplicar-se-á sempre que não surjam duas vozes nestas espécies imperfeitas. Movendo-se ao contrário, se são maiores tornam-se menores, como também se pode observar na Quinta Regra com a Sexta, e na Quarta Regra com a Terceira, que, apesar de serem maiores, se executam menores, porque devem descer, e isto se depreende mesmo que apareçam duas vozes nas referidas consonâncias imperfeitas.

Quinta Regra aplicável quando o baixo continua a descer por graus conjuntos Existe outro modo de praticar estas consonâncias quando o baixo desce de grau em grau, consistindo em acompanhar cada descida com Terceira e Sexta; porém com a seguinte advertência: todas as Sextas que mediarem, mesmo que sejam muitas, tocar-se- -ão naturais e só a última será acidental por , se não o for, para que nesta última nota da descida se conclua em cadência.

50 O termo capítulo usado aqui por Torres parece remeter diretamente para a Quarta Regra e não para o

início do efetivo do Capítulo IV.

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Esta regra tem uma exceção: quando o baixo cadencia, acompanha-se a primeira nota com consonância simples mesmo que forme meio-tom natural, como neste exemplo:

51 Embora no pentagrama relativo à voz do baixo conste um bemol na armação de clave, assumimos

como uma pequena gralha.

Exemplo

Poderíamos colocar as vozes sobre estes movimentos de muitas outras formas, como por exemplo, subindo o baixo, preparando em Sexta, descendo, ligando em Sétima, etc. Contudo, não pretendo neste momento outra coisa que não seja apenas explicar as consonâncias comuns que correspondem aos movimentos sempre que não ocorram circunstâncias especiais.

Note-se, como regra geral, que a nota com que iniciar o baixo deverá ser sempre acompanhada com consonância simples, podendo variar a Terceira se for menor, de acordo com a nota que se segue. A mesma regra deverá igualmente ser observada em relação à nota com que finaliza o baixo, com a diferença de que a sua Terceira será sempre maior.

Capítulo V

Do modo de acompanhar o intervalo de Terceira maior e menor, quer subindo como descendo

O modo mais simples de acompanhar o movimento de Terceira consiste em atribuir consonância simples a cada uma das notas quando não careçam de Quinta; no entanto, por ser pouco primoroso, passarei a apresentar as seguintes regras, deixando esta como apontamento para que o principiante saiba que se pode praticar sobre qualquer destes movimentos, segundo a ocasião e qualidade das notas.

Primeira Regra sobre o intervalo de Terceira menor, ascendente e descendente Este movimento de Terceira menor, sendo ascendente, acompanha-se comummente atribuindo à primeira nota Sexta e à segunda a sua consonância simples: Primeiro Exemplo; sendo descendente, colocam-se as vozes ao contrário, mas com esta limitação: fazendo descer as Terceiras de grau em grau, como se observa no Segundo

Exemplo; porque se assim não for, regular-se-á a última nota de acordo com a que lhe seguir, Terceiro Exemplo.

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52 No original está escrito um Lá que alterámos para Si, de forma a perfazer a Sexta constante do exemplo

Esta forma de colocar as vozes pratica-se usualmente sobre mínimas em andamentos ligeiros, e sobre semínimas em andamentos lentos; porque, tratando-se figuras de maior duração, acompanham-se com posturas mais primorosas, como se verá na última Parte.53

Segunda Regra do movimento de Terceira maior numa e noutra direção Neste movimento de Terceira maior pouco temos a dizer porque, estando em causa notas naturais, colocam-se as vozes do mesmo modo explicado na regra anterior. Porém, se alguma das notas é acidental, ou , ou careça de Quinta, acompanha-se com Terceira e Sexta, por ser regra geral que todas as notas que têm devem ser acompanhadas com a postura mencionada, e a outra que carece do referido acidente, com a sua consonância simples, observando que a sua Terceira seja sempre maior, quer este movimento seja ascendente quer seja descendente.

53 Penúltima Parte na edição de 1736.



Terceira Regra

Existe uma outra forma de praticar esta Terceira maior quando é descendente e se desloca logo de seguida quatro graus acima, consistindo, na maioria das vezes, em acompanhar a primeira nota com Terceira e Sexta, mesmo que tenha Quinta.

Exemplo

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Se a primeira nota for ou carecer de Quinta quando o baixo formar esta melodia, acompanha-se do mesmo modo, exceto a Oitava, de acordo com a regra acima enunciada sobre estes movimentos.

Capítulo VI

Do intervalo de Quarta descendente ou Quinta ascendente, assim perfeitas como imperfeitas55

Sempre que se encontrar no baixo um movimento de Quarta descendente ou Quinta ascendente (que ambos são o mesmo), observar-se-ão as seguintes regras:

Primeira Regra do intervalo de Quarta descendente ou Quinta ascendente Realizando o baixo o intervalo de Quarta descendente ou Quinta ascendente, é regra geral que se deve acompanhar a primeira nota com consonância simples, observando que a sua Terceira seja a que naturalmente lhe corresponda, quer seja menor, como no Primeiro Exemplo, quer seja maior, como no Segundo.

54 Por uma questão de coerência com o conjunto do exemplo, introduzimos a barra de compasso a

tracejado.

55 Conforme a situação, serão aumentadas ou diminutas, quer neste capítulo quer no seguinte.

Segunda Regra sobre o movimento anterior

A regra apresentada sobre este movimento supõe uma limitação: que a Terceira que lhe corresponde muitas vezes maior, nos tons que terminam em Ré, faz-se regularmente menor quando o baixo executar Sol-Ré-Lá, começando quatro graus acima da nota final, como se observa nos exemplos seguintes:

Exemplo 1 No 2º Tom ou Segundillo

Terceira Regra sobre o intervalo de Quarta diminuta descendente ou Quinta aumentada ascendente

Também se pratica este movimento fazendo umas vezes Quarta diminuta e outras Quinta aumentada, que ambos são o mesmo movimento para as consonâncias, acompanhando-se a primeira nota regularmente com Terceira maior e a segunda com a consonância que comummente corresponde às notas .

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Exemplo 2 No 1º Tom

Exemplo 3 No 7º Tom

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

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Capítulo VII

Do intervalo de Quinta descendente e de Quarta ascendente, assim perfeitos como imperfeitos

Todas as vezes que o baixo fizer um intervalo de Quinta descendente ou de Quarta ascendente (que é tudo o mesmo), deve-se observar o seguinte:

Primeira Regra sobre o intervalo de Quinta [perfeita] descendente e de Quarta [perfeita] ascendente

Encontrando-se o referido movimento, acompanhar-se-á geralmente com Terceira maior e as demais vozes com os intervalos que lhes corresponde simplesmente,