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Sysselsetting: antall personer og andeler over tid

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As categorias que construímos nesta dissertação, para a melhor compreensão do uso do pensamente teleológico em sala de aula, estão apresentadas a seguir em três tabelas:

A primeira tabela reúne as categorias que dizem respeito às concepções de evolução das professoras, que por se articularem com pensamento teleológico, assumem grande relevância no contexto da pesquisa. As professoras se utilizam de suas concepções sobre evolução para a construção dos argumentos teleológicos utilizados em sala de aula, ainda que as mesmas não tenham a exata percepção disto.

Tabela 1: Concepções acerca do tema evolução

Categorias Descrição

Co

ncep

ções

sobr

e

evol

ução

Evolução como sinônimo de complexidade

O processo evolutivo é visto de forma linear. São considerados organismos menos evoluídos aqueles que ao longo do tempo, não acumularam um grande número de modificações anatômicas e fisiológicas. Para as professoras, são mais evoluídos os organismos mais complexos, aqueles que possuem maior diversidade de estruturas. Elas alegam que quanto maior a diversidade, maiores são as possibilidades de mudanças evolutivas.

Evolução como conseqüência

de progresso

O processo evolutivo também é visto de forma linear, mas diferentemente na categoria anterior, é um processo contínuo. Nesta perspectiva, os organismos mais simples - entendam-se mais simples como aqueles que detêm o menor número de estruturas, logo, o menos complexo - ocupam a base de uma suposta escala evolutiva. No ápice, estão os mais evoluídos, os mais complexos. Neste contexto a seleção natural é usada como uma espécie de ferramenta do progresso: aprimorando os grupos, selecionando e conduzindo-os a um desenvolvimento progressivo.

A segunda tabela traz categorias que dizem respeito às soluções apresentadas pelas professoras no tratamento das questões que envolvem o pensamento teleológico. As soluções apresentadas pelas professoras foram inicialmente organizadas em duas categorias: (i) uma relativa à identificação do pensamento teleológico nas situações apresentadas; e (ii) outra categoria que revela como atua o pensamento teleológico em diferentes situações de ensino. Em ambas as categorias verificamos uma boa profusão de informações, de modo que, foi necessária a subdivisão em categorias menores.

A princípio pensávamos encontrar apenas duas subcategorias, nas questões relativas à identificação: situações em que o pensamento teleológico fosse identificado e situações em que o pensamento teleológico não fosse identificado. Entretanto, a análise dos dados revelou que a subcategoria em que o pensamento teleológico foi identificado, estava dividida em duas. Situações em que o mesmo foi detectado, mas não provocou mudanças na estrutura do argumento e ainda situações em que o pensamento teleológico foi identificado e não gerou modificações, provocou sim, o desvio do foco de atenção para um outro tema.

Tabela 2: Tratamento das questões envolvem o pensamento teleológico Categorias Descrição Tratamen to das questões que envolvem o pensamen to teleológico dos dados Identificação e tipos de teleologia em situações de ensino

Nesta categoria, situam-se os depoimentos relativos à identificação do pensamento teleológico nas diversas situações de ensino apresentadas. Esta categoria pode ainda ser dividida em três subcategorias: (i) não identificada; (ii) teleologia identificada que não provoca mudanças; e (iii) teleologia identificada que desvia a atenção.

Formas de atuação da teleologia em

situações de ensino

Esta categoria reúne três subcategorias que estão ligadas à forma com que à teleologia atua em situações de aprendizagem. São elas: (i) A teleologia como um fator limitante na aprendizagem; (ii) A teleologia que não compromete uma situação de ensino; e (iii) a teleologia como um facilitador de aprendizagem.

Ainda neste mesmo grupo temos, apresentados na tabela 3, a categoria que revela a dinâmica do pensamento teleológico em sala de aula: o pensamento biológico em situações de ensino. Esta categoria foi subdividida em três subcategorias que representam situações cotidianas em que o pensamento teleológico está presente. A primeira subcategoria apresenta situações em que o pensamento teleológico não é aprovado pela professoras porque, segundo as professoras limitam o entendimento. A segunda subcategoria apresenta situações em que o pensamento teleológico atua como um facilitador de aprendizagem, no sentido em que, na economia do conhecimento escolar e do processo de ensino, “encurta caminhos”. E, por último, situações em que o pensamento teleológico não interfere na aprendizagem.

Tabela 3: Subcategorias que apresentam a identificação e a forma de atuação da teleologia nas situações de ensino.

Categorias subcategorias Descrição

Não identificadas

Nesta subcategoria estão alocados os depoimentos que nos levam a crer que as professoras, pelo menos na maioria das vezes, não perceberam a presença do pensamento teleológico nas situações apresentadas. Situações em que o pensamento teleológico foi identificado nas diversas situações de ensino apresentadas. Identificadas que não geram qualquer tipo de mudança

Nesta subcategoria os depoimentos que dão conta de uma suposta identificação, mas não provocam qualquer tipo de alteração.

Identificadas que não geram mudanças e desviam o foco de atenção do argumento teleológico para outro tema

Nesta subcategoria estão os depoimentos que identificam os argumentos teleológicos, o pensamento teleológico foi identificado e não promoveu alterações, provocou sim, o desvio do foco de atenção para um outro tema.

Teleologia não aprovada como um recurso de aprendizagem.

Nesta subcategoria estão os depoimentos que reprovam o uso do pensamento teleológico em situações de ensino por acreditar que este limita o conhecimento dos alunos.

Atuação em situações de ensino Teleologia como um fator facilitador de aprendizagem.

Nesta subcategoria estão os depoimentos que apontam à teleologia como um fator facilitador de aprendizagem

Teleologia como um fator

que não interfere na aprendizagem.

Nesta subcategoria estão os depoimentos que conferem a teleologia um caráter neutro, que não interfere nas situações de aprendizagem.

A organização em categorias foi um recurso preliminar que utilizamos para auxiliar nosso entendimento sobre a maneira com que as professoras constroem as explicações teleológicas. Obviamente, embora tenhamos agrupado o conjunto dos dados recolhidos na pesquisa, não os estamos tratando de forma essencialista: não são as professoras que estão representadas nestas categorias; representam apenas uma forma de organizar suas idéias. Reconhecemos que estas idéias podem expressar os saberes das professoras acerca das explicações teleológicas dos conteúdos biológicos escolares. A organização em categorias serviu de base para a análise dos dados empíricos que apresentaremos no próximo capítulo, nos itens 3.4 e 3.5.

CAPÍTULO 3

3- SABERES DOCENTES E ARGUMENTOS TELEOLÓGICOS:

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