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Utdanning og oppvekst

In document Utleie av arbeidskraft 2011 (sider 107-112)

Neste caso estão os depoimentos que apontam à teleologia como um fator facilitador de aprendizagem. Como relata a professora Thais: Quando o aluno percebe que não há finalidades naquilo em que aprende, ele perde o interesse. Notamos que a fala da docente aponta para uma ambigüidade. Neste momento o termo “finalidades” serve a dois sentido não exatamente iguais: as finalidades escolares e as finalidades biológicas. Se interpretarmos apenas o sentido biológico expresso na fala da docente, veremos que está em pleno acordo com Tamir & Zohar (1991), que apontam para a teleologia como um facilitador de aprendizagem, pois aproxima os alunos dos fenômenos biológicos. Já a professora Teresa destaca para o poder heurístico da teleologia. A docente acredita que muitas situações a teleologia pode ser usada para satisfazer o aluno de imediato:

Às vezes é necessária, quando, por exemplo, o aluno necessita ter um conhecimento mais aprofundado da coisa. Tipo assim: às vezes você utiliza a teleologia em séries iniciais, para satisfazer de imediato, porque ele só vai adquirir conhecimento mais na frente.

Para a professora, o uso dos argumentos teleológicos oferece aos alunos a oportunidade enxergar propósitos nos fenômenos naturais, o que lhes confere significado, facilitando uma situação de ensino, pois se auto justifica. Como vemos, o uso dos argumentos teleológicos em situações de ensino se insere no contexto da utilidade didática, pois encurta caminhos e libera o professor de trajetos mais dispendiosos para construir uma explicação “mais correta” do ponto de vista da Biologia.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Afinal de contas, o uso didático do pensamento teleológico é um facilitador de aprendizagem ou uma espécie de barreira para o aprendizado? Esta questão esteve presente durante todo estudo e respondê-la, simplesmente, não é das tarefas mais fáceis. A naturalidade de uma resposta afirmativa ou negativa não traduz todo o enredamento que o tema oferece, desde uma emaranhada trama de raciocínios construída ao longo da história até debates inflamados e impregnados de questões político-religiosas. Toda a intensidade deste questionamento se traduziu nos dados desta pesquisa. Contradições, desvelamento de concepções evolutivas até então tácitas, busca intensa pelo espelhamento com a Ciência de referência e interessantes questionamentos sobre a utilidade didática do pensamento teleológico. Tudo isso, situado no contexto de sala de aula.

Desde o início deste estudo as docentes apresentaram relatos bastante interessantes. Na primeira etapa deste trabalho, quando buscamos levantar as concepções sobre o tema evolução, encontramos nas docentes uma visão um tanto quanto popular das teorias evolucionistas, bem próxima do uso cotidiano que se faz do termo evolução e das teorias evolucionistas, um olhar linear e progressista, visão inadequada sob o ponto de vista Biológico. A partir da categorização dos dados, pudemos perceber que as docentes entendem evolução como sinônimo de complexidade. Para as docentes, são “mais evoluídos” aqueles que apresentam uma maior diversidade de estruturas, pois possuem uma espécie de arsenal de possibilidades evolutivas. Do mesmo modo, observamos que o processo evolutivo é visto como conseqüência de uma ação progressista, em outras palavras, a evolução seria a forma com que o progresso opera, revelando uma íntima relação entre teleologia e progresso. Há uma espécie de ordem para o surgimento dos seres, estão dispostos dos mais simples aos mais complexos, algo que nos fez lembrar a Escala Naturae proposta pelos gregos. A nosso ver, esta visão linear e progressista do processo evolutivo, ampara o pensamento teleológico - tácito, mas presente no discurso das professoras - porque confere novos significado aos fenômenos biológicos, dá-lhes um propósito.

Na segunda parte deste estudo apresentamos para as professoras o pensamento teleológico e sua influência no processo de construção e solidificação da Biologia como campo de estudo. Nesta etapa propusemos um debate em torno da validade do uso do pensamento teleológico em sala de aula. Logo no início do debate as professoras perceberam que o pensamento teleológico está muito mais presente no seu fazer cotidiano do que pensavam. Reconhecem-no no seu próprio discurso. Neste ponto, o discurso da professora Temis34 nos faz lembrar as palavras de Tardif & Lessard

(2005:147), que apontam para o que chamam de “pragmatização” dos conhecimentos. Para os autores a função dos professores não consiste mais em formar indivíduos, mas equipá-los para uma sociedade cada vez mais orientada para o funcional e útil. Neste sentido, a lógica de mercado rege a ação dos professores. Os conhecimentos são vistos como bens de consumo e a lógica do serve para quê? Orienta as ações em sala de aula, já que os mestres devem “vender” suas disciplinas para os alunos, que as valorizam, muitas vezes em função da sua utilidade. Assim, talvez possamos dizer que o pensamento teleológico seja utilizado pelas professoras como valorizador da ação docente, dando maior peso às aulas de biologia, já que a teleologia traz consigo a finalidade e a serventia, aspectos que se maximizam na óptica utilitarista. As docentes destacam também o livro didático como um incentivador do pensamento teleológico em sala, porque reconhecem neste material curricular, a fonte para organizar suas explicações sobre os processos biológicos a serem ensinados. Ao longo desta mesma atividade, pudemos começar a traçar as delicadas relações entre os saberes docentes e teleologia. Em que pontos convergem?

Tardif, Lessard e Lahaye (1991) definem saber docente como um saber plural, formado pelo amálgama de saberes oriundos da formação profissional e de saberes disciplinares, curriculares e experenciais. Tardif (2002:16) nos conta que a utilização destes saberes se dá em função do trabalho docente e das situações, condicionamentos e recursos ligados a este trabalho. Desta forma, podemos entender que o pensamento teleológico pode atuar como uma espécie de via de expressão de muitos destes saberes. É o que pudemos observar em algumas situações. Ao longo do debate percebemos que as docentes, a princípio, aprovam o uso do pensamento teleológico para o ensino

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A gente quer passar para o aluno as características favoráveis, né? Que fizeram o animal ou a planta se adaptar. E quando a gente fala dessa maneira [fazendo uso do pensamento teleológico], e eu acho que a gente fala mesmo, na hora da empolgação, a gente fala mesmo e cria a necessidade daquilo acontecer. Parece que a planta ou animal tem a capacidade de escolher o gen. Na verdade, não é bem assim, né? “

fundamental, e destacam, como a professora Teodora35, o valor da teleologia como

facilitadora de aprendizagem. É bastante provável que isto ocorra por conta da grande capacidade heurística da teleologia que não se restringe unicamente ao domínio filosófico-conceitual. Neste caso, a professora se utiliza do pensamento teleológico como instrumento para resolver uma situação de sala de aula em que todos os recursos disponíveis, naquele momento, foram utilizados e que ainda assim, não foram suficientes. A professora sabe36 que precisa se utilizar de algo que encerre a questão e

satisfaça o aluno, então, lança mão do argumento teleológico. No contexto do imediatismo da sala de aula, tal estratégia se justifica. De acordo com Schön (1995), os professores criam um conhecimento específico e ligado à ação que só pode ser elaborado através do contato com a prática. Parece-nos, então, que a atitude tomada pela professora revela saberes apropriados e acumulados ao longo de sua experiência. Como um artesão que procura em sua caixa de ferramentas uma que seja adequada para aquele trabalho, a professora faz uso de um instrumento, não teórico ou conceitual, mas pragmático e biográfico, para elucidar a situação problemática. É importante destacar que consideramos o uso do pensamento teleológico como pragmático, porque entendemos que este permaneceu tácito até então, já que a docente não havia ainda tomado consciência da presença da teleologia em sala de aula.

Todavia, não podemos considerar que as docentes entendem o pensamento teleológico como um facilitador simplesmente; esta opinião não é unânime. Em diversas situações as docentes expressaram sua insatisfação com o uso da teleologia. A professora Ticiane desaprova o uso do pensamento teleológico mesmo para o ensino fundamental; ela acredita que não se pode subestimar a capacidade cognitiva dos alunos. As explicações mais complexas devem ser ministradas para os alunos do ensino médio, pois a simplificação excessiva pode implicar que estes alunos carreguem uma visão finalista até a faculdade, o que na visão dela, seria um grande prejuízo. As demais docentes apontam para a desaprovação do uso da teleologia em turmas do ensino médio e a maior crítica está assentada na possibilidade de que a teleologia, nas palavras das próprias, “limite o aprendizado.” De acordo com as docentes, o pensamento teleológico exclui a possibilidade de aprofundamento no tema. Esta aparente rejeição, a princípio, parece estar em desacordo com a literatura (Tamir & Zohar, 1991), já citada 35

Situação descrita na página 66 do capítulo 3.

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Segundo Tardif, Lessard e Lahaye (1991), os saberes da experiência são constituídos no exercício da prática cotidiana da profissão, fundados no trabalho e no conhecimento da profissão. A professora Teodora possui vasta experiência no magistério, portanto, utiliza se de saberes provenientes de sua vivência na profissão em sala de aula e na escola.

anteriormente, que apóiam o uso pedagógico da teleologia, justificam-no alegando que a mesma confere significados aos fenômenos biológicos, aproximando-os dos alunos.

Desta forma, qual será o provável motivo desta discordância? Será mesmo, que o mais produtivo seria não trabalhar com o pensamento teleológico em turmas do ensino médio? E no ensino fundamental, é adequado? Até que ponto o pensamento teleológico é aceitável ou ainda, em que medida seria inócuo para as questões de ensino/aprendizagem? A provável discordância entre os dados revelados pelas docentes e a literatura, talvez nos mostre informações de grande importância. A justificativa apresentada pelas docentes nos levou a pensar que, em algumas situações, o uso das explicações finalistas nas aulas reafirma o caráter heurístico da teleologia – entendido em seu sentido metafórico conforme sugere Ruse (2000) - sendo capaz de gerar conhecimentos e sentidos para os conteúdos biológicos ensinados. A discordância surgida nos sugere, entretanto que, por um lado, a teleologia facilita para os alunos a compreensão de determinados fenômenos biológicos, mas por outro, aprisiona as possibilidades explicativas, porque produz contradições difíceis de serem enfrentadas.

Assim, talvez em circunstâncias emergenciais de ensino, nas quais a improvisação é determinante – relativamente comum em turmas do ensino fundamental – é que o emprego das explicações teleológicas tenha sido adotada com mais sucesso, já que sua capacidade auto-explicativa amolda-se bem a este tipo de situação. Pensando no cotidiano da sala de aula, a argumentação teleológica atuaria como uma espécie de ferramenta pedagógica, no sentido que, libera o professor de explicações mais longas e complexas. Esta forma de entender, de certa forma, justifica outros posicionamentos adotados pelas professoras. Vejamos: as docentes reconhecem o valor das explicações teleológicas como aponta a professora Tainá. Para ela uma explicação correta, sob o ponto de vista evolutivo, demandaria uma série de conexões e vocabulário que uma criança normalmente não teria acesso. Justifica o uso dos argumentos teleológicos alegando agilidade e inteligibilidade. Argumenta que para uma criança, a aparente simplicidade dos argumentos finalistas facilita o entendimento. Parece-nos então, que a opção pela teleologia tenha sido determinada pela ação, ou melhor, pela reflexão na ação (Schön 1995). Da mesma forma, podemos entender que a rejeição da teleologia para o ensino médio talvez esteja alicerçada no esgotamento de possibilidades. É bastante provável que as docentes vejam nas características mais simples da teleologia uma forma de cerceamento.

Também é possível inferir que, sem perceber com mais clareza como as questões filosóficas e pedagógicas se entrecruzam, as docentes desaprovem o pensamento teleológico, como uma tentativa de aproximação com a ciência de referência, acreditando que na mesma o pensamento teleológico já não esteja mais presente. Como nas teorias evolutivas o pensamento teleológico não está totalmente explícito e a Biologia escolar ensinada no Ensino Médio aproxima-se e tenta reproduzir a academia, fique mais claro para as professoras negar uma ligação das explicações via teleologia. As docentes rejeitam a teleologia para este segmento de ensino por acreditar que, por conta de suas características, a Biologia escolar esteja mais próxima da academia. Em outras palavras, há nesse caso uma tentativa de espelhamento como a Biologia acadêmica.

Contudo, autores do campo da filosofia da Biologia como Souza (1999) e Ferreira (2003) apontam para a presença da teleologia na Biologia contemporânea. Outros como Ayala (1998) e Ruse (2000), se articulam com autores da área de ensino, Tamir & Zohar (1991). Ambos consideram que o uso do pensamento teleológico não constitui ameaça ao entendimento do fenômeno biológico, desde que, esteja claro que o uso que se faz da teleologia seja meramente metafórico, um recurso explicativo e não a raiz elucidativa para um fenômeno biológico. Para Ruse (ibid), a teleologia tem sido utilizada de forma metafórica ao longo do tempo na Biologia e, sobretudo, na Biologia evolutiva como um elemento norteador heuristicamente poderoso. Para Hesse (1966 apud Ruse, 2000), as metáforas são essenciais para a construção das teorias; e a teleologia parece ser um exemplo delas. Como vemos, a aceitação das professoras utilizando como critério a maior proximidade com o mundo acadêmico parece assentar- se em uma relação de confiança na legitimidade e acuidade originárias de um contexto que pretendem imitar. Desconsideram, entretanto, que as contradições também habitam o universo científico.

Resta-nos refletir por que, então, as docentes consideram aceitável o uso do pensamento teleológico no ensino fundamental? Para esta reflexão é preciso considerar que na disciplina Ciências, tradicionalmente ministrada por professores com formação em Biologia, não há um campo de referência específico. Historicamente, pelas características não acadêmicas do Ensino Fundamental, as docentes parecem estar “livres” do peso de julgar o que está ou não biologicamente correto e, portanto, podem utilizar as vantagens didáticas que o pensamento teleológico oferece. Neste sentido, as finalidades utilitárias da disciplina escolar predominam sobre as acadêmicas, conforme

sugere Ferreira (2006). É importante destacar que quando a escola busca referenciais na “ciência dura” acaba por transformá-los ainda que de uma linguagem metafórica, em uma linguagem cotidiana que mescla elementos do dia-a-dia escolar com elementos que são próprios da ciência. Como destaca Forquin (1992), os conhecimentos científicos passam por processos de mediação didática que conferem a estes conhecimentos características bastante peculiares transformando-os no conhecimento escolar. Desta forma, é bastante provável que, sem se dar conta, professores de Ciências e Biologia ao incorporarem os elementos teleológicos metafóricos recriam o conceito de evolução que aprenderam ou que está expresso nos livros acadêmicos em uma outra dimensão, para fazer sentido em um outro contexto.

Assim, podemos dizer que, a despeito de suas singularidades, identificamos as possibilidades de ligação entre os campos científico e escolar. Para desenvolver melhor este argumento, tomamos analogicamente o conceito de simbiose. Acreditamos que haja uma forma de dependência recíproca entre os campos e não apenas um processo de tomada referência do primeiro para o segundo. A Biologia acadêmica e a Biologia escolar estão imersas em uma relação em que há benefício mútuo e uma interdependência estrutural, ainda que não exatamente em proporções iguais. Particularmente defendemos a idéia de uma simbiose porque acreditamos que a busca de referências na Biologia acadêmica está impregnada de uma série de elementos que valem ser explicitados. A Biologia escolar se vale, de certo modo, do prestígio social da disciplina científica e assim ganha credibilidade no ambiente escolar (a este respeito, ver os trabalhos de Goodson, 1995 particularmente o cap. 7). Por outro lado, ao trabalhar e (re) significar estes conhecimentos de referência, os leva de volta, agora envolvidos em uma formosa, porém resistente carapaça de confiabilidade. Sugerimos que boa parte da confiabilidade que a Biologia adquire ao ser trabalhada na escola provém da capacidade de entendimento e previsibilidade que os argumentos teleológicos trazem entranhados em si. Quando a disciplina escolar e seus professores formam os alunos confiantes no conhecimento produzido cientificamente, contribui assim, para o fortalecimento da Biologia acadêmica sob o ponto de vista social, caracterizando a dependência mútua entre os campos de conhecimento.

Os dados ainda apontam para a possibilidade de, em algumas situações didáticas, a teleologia não representar uma ameaça nas explicações. Em outras palavras, casos em que as idéias principais não são alteradas pela presença do pensamento teleológico nas explicações. Por algumas ocasiões pudemos observar que as docentes percebem a

presença dos argumentos teleológicos e os tomam como inócuo, provavelmente por acreditar que este não compromete o tema. Como, por exemplo, no caso relatado pela professora Ticiane37, que claramente percebe a presença dos argumentos teleológicos,

propõe a reestruturação do texto mantendo os argumentos teleológicos. Entretanto, não podemos deixar de pensar que, talvez sem se dar conta, as docentes estejam naturalizando o pensamento teleológico nos seus discursos e na sua forma de pensar um determinado fenômeno biológico. Conseqüentemente, seus alunos tendem a apresentar comportamento semelhante em relação à teleologia. Este caso nos faz refletir sobre os questionamentos iniciais deste capítulo: qual (is) seria (m) o(s) melhor (es) uso (s) a se fazer do pensamento teleológico em sala de aula? Retirar definitivamente ou conviver com ele?

Particularmente, julgamos ser inapropriado considerar como um simples “erro” as argumentações teleológicas construídas em sala de aula por alunos e professores, a partir dos argumentos teleológicos. Não foi nossa intenção entender este “erro” como obstáculo ao entendimento ou como distorção dos conceitos evolutivos apenas. Defendemos que, entender este recurso como um simples ”erro” é uma forma minimalista de entender o tema e ainda de desconsiderar sua importância na construção da Biologia como ciência de referência e como campo disciplinar.

Partindo do pressuposto de que o conhecimento biológico cientificamente produzido é diferente do conhecimento construído e divulgado na escola, argumentamos que as docentes ao trabalhar a Biologia sob a ótica da teleologia (re) criam a Biologia escolar, agora moldada por elementos impregnados de valores e de saberes oriundos de outros contextos e forjados na prática. Neste sentido, consideramos de suma importância que o professor tenha conhecimento da dimensão epistemológica do seu campo conceitual de atuação docente, que se aproprie dos aspectos intelectuais que estão em jogo e que perceba as perguntas fundamentais e as possíveis e diferentes respostas a estas indagações, que possa enxergar o entrelaçamento dos conhecimentos científicos e o conhecimento escolar. Tais características tornam-se importantes para que o professor possa identificar em seu próprio discurso, os elementos que o sustentam e assim julgar a validade dos próprios.

Apoiados nos dados destes estudo, não percebemos ganhos efetivos ou substanciais na retirada do pensamento teleológico da Biologia escolar, visto que, às vantagens didáticas oferecidas na leitura dos fenômenos biológicos são inegavelmente

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valorosas. Apontamos sim, para o uso consciente e em situações específicas. Casos em que o caminho, biologicamente correto, seja muito dispendioso e que ainda assim, esteja claro que se trata apenas de um recurso explicativo. Situações em que a economia do detalhe (Forquin, 1992) beneficie o processo didático. Do mesmo modo, não podemos deixar de argumentar que consideramos imprescindível que o professor esteja aparelhado epistemologicamente para o trabalho no ambiente escolar, levantando questões histórico-filosóficas, revisando valores culturais e aspectos inerentes à sua profissão, e mobilizando continuamente os saberes docentes que construiu. Ciente destas dimensões que ele possa fazer o uso do pensamento teleológico em sala de aula, considerando suas origens históricas e, principalmente, sua aplicação didática.

Referências Bibliográficas:

ARAUJO, V. R. D. Repensando práticas em Educação Ambiental: experiências e saberes de professoras das séries iniciais do Ensino Fundamental no Município de Teixeira de Freitas, Bahia. Niterói. FE/UFF. Dissertação de Mestrado. 2005.

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