3 The main study
4.5 Suggestions for further research
Como recomendação interna, sugere-se que a Criminalística da Polícia Federal aprimore o processo de gestão de mudanças, de modo a melhorar principalmente as etapas de preparação para a mudança, abrangendo maior comunicação sobre as motivações e necessidades das mudanças, maior participação dos peritos nas etapas de concepção das mudanças, bem como melhoria no envolvimento das chefias das unidades descentralizadas para a ocorrência de compromentimento delas com as novas práticas adotadas pela alta administração.
Por ser uma organização policial, baseada em hierarquia e disciplina, a Corregedoria está muito vinculada à cultura punitiva, sendo mais fácil o desvinculamento de suas ações de questões gerenciais, pois essa atuação acaba por dificultar a adoção de mudanças que tenham foco na melhoria de processos internos e que necessite da cooperação e da participação de todos.
Como recomendação para a comunidade acadêmica, os dados indicaram que o aspecto cultural existente na Polícia Federal, principalmente a importância dada à hierarquia e à disciplina, influencia na implementação de mudanças. No entanto, o padrão cultural da Criminalística e da Polícia Federal não foi objeto deste trabalho, e merece pesquisas posteriores no sentido de revelar até que ponto os padrões culturais da Polícia Federal e da Criminalística revelam a possibilidade de comportamento proativo às mudanças organizacionais.
Outra forma de abordagem do problema seria a de colocar o foco sobre a percepção dos peritos criminais sobre a mudança organizacional, de modo a revelar novos fatores que tenham contribuído para o insucesso do alcance dos objetivos propostos.
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APÊNDICE A - Roteiro das entrevistas realizadas
1. Qual a finalidade da adoção dos indicadores de complexidade?
2. Os indicadores atuais são melhores que os anteriores (número absoluto de laudos)?
3. Os indicadores adotados de 7 níveis de complexidade são adequados à realidade da
Criminalística?
4. Na sua visão, há um caráter ameaçador neste tipo de mudança?
5. Quais os fatores relacionados ao contexto da Polícia Federal que você acredita ter influenciado na receptividade dos indicadores pelos peritos?
6. Quais os fatores relacionados ao contexto interno de cada unidade que você acredita ter
influenciado na receptividade dos indicadores pelos peritos?
7. Qual o problema que gerou a necessidade dessa mudança?
8. Como foi o processo de comunicação da motivação da mudança a todos os envolvidos?
9. Os responsáveis pela mudança tinham poder e expertise suficiente para a condução do
processo de mudança?
10. A equipe responsável pela mudança possui credibilidade e liderança para a condução do
processo de mudança?
11. Foi criada uma visão para a mudança? Se sim, qual é ela?
12. Quais os canais de comunicação utilizados para a divulgação da visão da mudança?
13. O que você achou do fato de a nova norma dar autoridade aos peritos para classificarem
suas próprias requisições periciais?
14. Você acha necessário treinamento para a adequada execução da nova responsabilidade de
classificação?
15. Houve alguma conquista com a mudança? Seus efeitos são visíveis?
16. Estão sendo feitas novas adaptações de possíveis incoerências ainda existentes em relação
aos indicadores, ou o processo é considerado finalizado?
17. Estão sendo tomadas ações no sentido de reforçar as novas práticas?
APÊNDICE B – Resumo da pesquisa documental
Mês/ano Evento Tema em discussão
Fev/2009 Envio pela DITEC/DPCRIM a todas as unidades de Criminalística de Mensagem Oficial Circular.
Solicitação de informações a respeito das atividades não periciais desenvolvidas pelos peritos no período de janeiro de 2008 a março de 2009, de modo a colher informações para o projeto sobre indicadores de desempenho. Mar/2009 Apresentação feita pela direção do
INC, no encontro anual de chefes das unidades de Criminalística.
Discussão sobre a necessidade de estabelecimento de metas para o segundo semestre de 2009, para a redução do número pendências e do tempo de atendimento das requisições periciais; e breve discussão sobre indicadores de desempenho.
Jun/2009 Envio pelo INC de e-mail a todas as unidades de Criminalística.
Estabelecimento das primeiras metas para redução das pendências e diminuição dos prazos de atendimento, para o segundo semestre de 2009.
Dez/2009 Envio de Ofício da COGER a todas as superintendências e delegacias da PF.
Apresentação do cronograma de correições extraordinárias para o ano de 2010 e critérios de seleção dos procedimentos a serem correicionados.
2010 Realização das Correições Extraordinárias pelas Corregedorias nas unidades de Criminalística.
Avaliação pela corregedoria das requisições periciais com mais de 6 meses da data de registro na unidades.
Abril/2010 Reunião de apresentação dos indicadores do Sistema de Gestão Estratégica (SGE).
Apresentação da proposta genérica dos indicadores de desempenho.
Maio/2010 Criação da Área de Gestão Estratégica da DITEC (AGE).
Reestruturação que ocorreu durante o processo de mudança, resultando na criação de uma nova área, com atribuições relativas às ações de gestão estratégica, inclusive sobre a condução da mudança estudada.
Maio/2010 Reunião com os chefes de serviços e áreas do INC, DPCRIM e representantes da Assistência da DITEC sobre os indicadores.
Apresentação pela DPCRIM de proposta de parametrização dos indicadores de complexidade e volume de trabalho, dentre outros a serem utilizados no Sistema de Gestão Estratégica (SGE).
Maio/2010 Envio de diversos e-mails aos chefes de serviços e áreas do INC
Apresentação das propostas de parametrização da tabela de complexidade e solicitação de escolha dentre as duas opções fornecidas. Julho/2010 Envio de e-mail aos chefes de serviços
e áreas do INC
Informação dos resultados obtidos pela consulta anterior, com a definição da tabela de parametrização a ser utilizada.
Out/2010 Finalização das consultas quanto às tabelas de parametrização do indicador de complexidade.
Entrega dos resultados à DITEC.
Jan a mar/2011
Elaboração da minuta da IS sobre os indicadores.
Proposta de normatização dos indicadores de complexidade.
Mês/ano Evento Tema em discussão
Mar/2011 Reunião de chefes de todas as unidades de criminalística.
Um dos assuntos da pauta foi apresentar os resultados alcançados para os Indicadores de Desempenho, que visam a mensurar produção e a antever a carga total de trabalho existente nas unidades de Criminalística, atribuindo-se tempo médio gasto para vários tipos de laudo. Out/2011 Envio pela DITEC/DPCRIM a todos
os peritos criminais federais de Mensagem Oficial Circular (MOC 7/2011).
Envio de texto preliminar da Instrução de Serviço (IS) sobre os indicadores, dentre eles o de complexidade, para apreciação de todos os peritos criminais federais do Brasil, para consulta, críticas e sugestões.
Nov/2011 Última reunião com a participação do grupo condutor da mudança.
Decisão sobre o texto final da Instrução de Serviço sobre os indicadores, compilado com as sugestões dos peritos.
Nov/2011 Publicação da Instrução de Serviço IS 8/2011 – DITEC/DPF.
Determina o uso dos indicadores, dentre eles o de complexidade, no âmbito do Sistema Nacional de Criminalística.
Jan/2012 Início da vigência da Instrução de Serviço IS 8/2011 – DITEC/DPF.
Passa a ser obrigatória a classificação das requisições periciais pelos peritos criminais federais, conforme a tabela de sete níveis de complexidade, a partir de 01/01/2012.
Jun/2013 Publicação do índice de Produtividade Operacional (I.P.O.) das Superintendências de Polícia Federal relativo ao ano de 2012.
Resultado do indicador de produtividade para todas as superintendências, no qual é levado em consideração o número de perícias realizadas, dentre outras variáveis utilizadas.
Jun/2013 Envio pelo INC a todas as unidades de Criminalística de Mensagem Oficial Circular.
Estabelecimento de metas para redução das pendências e diminuição dos prazos de atendimento, para o ano de 2013.
Fonte: elaboração própria a partir dos principais documentos pesquisados, disponibilizados pela organização e pelos atores chaves do processo de implementação de mudanças da DITEC e do INC.