Nesse capítulo, iremos desenvolver nossa análise, sendo que para isto, abordaremos a descrição do 6º ano do Ensino Fundamental, analisando as notas de 3 (alunos) que estudaram o 4º, 5º e 6º anos na escola 31 de Março.
Como foi relatado no início, agora em outras palavras, o objetivo deste trabalho é analisar a partir das notas dos alunos, sé é possível verificar se há desmotivação no aluno quando ele passa do 5º ano para o 6º ano do ensino fundamental. É importante ressaltar que de maneira geral no contexto educacional a nota é utilizada como parâmetro para progressão ou retenção, ou seja, o fator responsável pela aprovação ou reprovação é justamente o rendimento nas notas de cada aluno. Partindo deste pressuposto, associado ao que disseram os autores em relação a motivação, podemos concluir que se o aluno está motivado, certamente o aprendizado se perpetua de forma mais articulada, e é natural que alcance notas boas, caso contrário, às notas serão ruins, lembrando que a motivação é apenas um dos fatores para que isso ocorra. Ao considerarmos os fatores inerentes a aprendizagem, podemos observar que se as notas do aluno estão decrescendo, pode-se julgar que está havendo desmotivação e desinteresse na aprendizagem por parte do mesmo.
De acordo com o procedimento do ensino fundamental das séries iniciais, ou seja, do 1º ao 5º ano, o aluno tem um único professor para todas as matérias no decorrer de todo o ano. É natural que no decorrer do ano o aluno crie laços de afetividade com o professorqueterá maior facilidade em ensiná-lo, e consequentemente o aluno maior facilidade em aprender. Por outro lado, quando o aluno passa para o 6º ano, se depara com uma variedade de matérias e vários professores, assim, por essa razão, pode ser que
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haja desmotivação. Dessa forma, voltamos a questionar, o baixo rendimento dos alunos do 6° ano na disciplina de Matemática: Falta de motivação?
A turma observada do 6º ano possui 25 (vinte e cinco) alunos, sendo 11 (onze) do sexo masculino e 14 (catorze) do sexo feminino. Todavia, desses 25 (vinte e cinco) alunos só foi possível estudar 8 (oito), sendo 4 (quatro) do sexo masculino e 4 (quatro) do sexo feminino. A razão pela qual foram escolhidos esses 8 (oito) alunos, foi devido ao fato de que precisávamos encontrar os mesmos alunos que cursaram o 4º, 5º e 6º anos do ensino fundamental. De forma que para explicar melhor, na turma do 4º ano, 5 (cinco) alunos foram transferidos e um desistente. Quando esses alunos do 4º ano passaram para o 5º ano, novamente 5 (cinco) alunos foram transferidos. Em seguida na passagem do 5º ano para o 6º ano, dois foram transferidos, um desistente e dois reprovados. Em resumo, dos 25 (vinte e cinco) alunos do 6º ano, apenas 8 (oito) alunos estiveram em todas as três turmas mencionadas acima, ou seja, não foi possível conseguir as notas em sequência de todos os alunos do 4º, 5º e 6º ano, ficando no final apenas com 8 (oito).
Com o intuito de facilitar a visibilidade das notas e observar o rendimento mensurado, a partir das mesmas foram constantes, crescentes ou decrescentes, nos dando assim, a possibilidade de destacar se esse rendimento pode ser um dos fatores que desmotivam os alunos dessa série, assim, inserimos uma tabela que segue:
Tabela1- Quadro de notas dos alunos do 6º ano da escola 31 de Março (dados cedidos pela Secretária da Escola)
N
º
Nome fictício 4º ano 5º ano 6º ano01 Maria 6,1 6,0 6,5 02 Josefa 8,5 8,1 7,0 03 Tereza 8,0 8,4 7,6 04 João 6,3 6,8 6,5 05 Pedro 7,6 8,3 6,6 06 Manoel 6,1 6,0 5,1 07 Joaquim 9,1 9,6 9,6 08 Vicente 6,2 7,4 7,3 Média 7,2 7,6 7,0
O aluno Manoel, segundo os dados da tabela, tem sua nota considerada baixa, já que o limite para que o aluno passe de um ano para o outro deve ser igual ou superior a seis. Dentre os oito alunos estudados fica evidente que esse é o que tem obtido notas
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mais baixas nos seguintes anos 4º, 5º e 6º ano. Mediante esse fato, o que podemos indagar sobre o desempenho desse aluno? A psicologia tem ajudado a responder perguntas desse tipo e tem direcionado alguns caminhos, por meio das teorias de aprendizagem. Segundo alguns autores como, por exemplo, Bock, Furtado e Teixeira (1997) baseado nos estudos de Jerome Bruner− criador da teoria de ensino − definem que a motivação, dentre outros elementos, é a mola propulsora da aprendizagem.
Contudo, quando a prática pedagógica está apoiada apenas pela prática tradicional, na qual segundo Becker (1993) não há relação entre docente e discente, já que apenas o professor é o detentor do saber, os alunos terão dificuldades no campo motivacional. Essa relação entre professor e aluno é fundamental para que o aluno aprenda e consequentemente melhore suas notas. Por conseguinte,Ripplinger e Brancher (2006) afirmam que para esta relação acontecer, é importante o professor levar em consideração o conhecimento cognitivo prévio dos alunos, ministrando os conteúdos a partir desse princípio e, às vezes, o próprio aluno pode participar das escolhas dos conteúdos.
Os dados da tabela revela que a aluna Maria, por razões desconhecidas, termina as séries iniciais com notas: 6,1 seguida de 6,0, todavia, termina o 6º ano com meio ponto a mais que nos anos anteriores. Mesmo que ela mostre um crescimento de meio ponto, não podemos garantir que esse crescimento continue nos próximos anos do ensino fundamental. Por conseguinte, podemos observar que a nota 6,5 atribuída à aluna não faz com que ela seja julgada reprovada, no entanto, é considerada no campo educacional uma nota baixa.
Tendo como base a ideia de Bzuneck (2009), que a motivação intrínseca nasce com o ser humano que, se aflora com o intuito de hesitar suas capacidades buscando sempre novos desafios. Tal crescimento tendo como base a aluna Maria, poderá ser instigado pela comunidade educacional (professor, coordenador, diretor), na intenção de dar continuidade ao crescimento, uma vez que ela já possui uma motivação interior.
Ainda podemos destacar os dizeres de Huertas (2006): que se o aluno não for envolvido com a motivação extrínseca, como por exemplo, elogios, prêmios etc., o aluno tende a ir automaticamente perdendo o ânimo para estudar. Sendo assim, olhando para a realidade da aluna Maria observamos a necessidade de se aplicar o que Huertas (2006) diz, ou seja, que faltou esse envolvimento para despertar o gosto da aprendizagem, uma vez que os estudos revelam que o segredo motivacional está em
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conciliar a motivação intrínseca e extrínseca dos alunos.
O aluno Joaquim dentre os outros estudados, foi o que teve maior desempenho na aprendizagem. Podemos constatar tal efeito a partir de suas notas 9,1 no 4º ano, 9,6 no 5º ano e 9,6 no 6º ano. Situações como esta pode gerar duas vertentes: a primeira é que muitos se apoiam nesses fatores para afirmar o velho discurso, “por que fulano aprende e ciclano não? Porque não tem interesse em aprender”, ou seja, é mais fácil culpar o aluno do que fazer uma auto avaliação. Por outro lado, a segunda situação advém de Marinho e Fiorelli (2005) afirmando que, uma prática pedagógica serve para uns alunos e para outros não. Logo, (FITA 2003) enfatizam que o professor precisa conhecer as particularidades de cada aluno, considerando-as ao elaborar seu planejamento de ensino. Os estudos desses autores poderão servir de propostas, no intuito de proporcionar a motivação, fator fundamental para diminuir o baixo rendimento das notas dos alunos na disciplina de matemática.
De modo geral, a média das notas dos 8 (oito) alunos estudados como mostra a tabela é 7,2 no o 4º ano, 7,6 no 5º ano e 7,0 no 6º ano. Podemos ver que quando os alunos passam do 4º para o 5º ano, a média cresce, contudo, quando passa para o 6º ano, a média diminui. Considerando, esses fatores, e analisando o que diz os autores nos quais esta pesquisa foi baseada, podemos observar que de certa forma está havendo falta de motivação, quando os alunos passam do 5º para o 6º ano. Essa afirmação tem fundamento, se olhamos para os reflexos que a falta de motivação ocasiona, que nesse caso é a queda frequente das notas dos alunos na disciplina de matemática.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Como objetivo geral dessa pesquisa é refletir acerca do rendimento de três alunos do 6º ano na disciplina de Matemática do Ensino Fundamental na Escola Estadual 31 Março, observando diretamente o baixo rendimento em suas notas. Para tal análise elencamos algumas considerações a seguir: a primeira, é que ao longo deste trabalho, observamos que para a psicologia a motivação é o elemento fundamental da aprendizagem. Como segunda referência, tendo em vista as notas dos alunos do 4º, 5º e 6º ano do ensino fundamental na disciplina de matemática, relatamos alguns reflexos concernentes à falta de motivação. Ao analisarmos a média dos três anos decorrentes dos alunos, verificamos que quando eles passam do 5º para o 6º ano, há uma defasagem de suas notas: de 7,7 para 7,0, ou seja, há um baixo rendimento no sexto ano se
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comparado com o quinto ano. Tal defasagem tem como um dos pontos negativos o acarretamento da falta de motivação.
Por fim, destacamos que a transição dos alunos matriculados nos anos inicias, para os anos finais do ensino fundamental, em que o primeiro tem como responsável em sala, um único professor e o segundo um professor para cada disciplina, ocasiona um baixo rendimento se comparada nota por nota, assim, podemos relatar que um dos fatores responsáveis por tal fato, é a falta ou a diminuição da motivação. Logo, como afirmamos a motivação ou nesse caso a falta dela é um dos fatores existentes, de maneira que deixamos nesse momento a proposta para que o leitor busque pesquisar qual ou quais os outros fatores possivelmente afetaram esse rendimento nessa transição.
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