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september 2020 av kunnskaps- og integreringsminister Guri Melby

In document Dokument 15:18 (2019–2020) (sider 136-140)

Um dos passos essenciais de qualquer trabalho de investigação ou da avaliação de qualquer projecto é a análise de conteúdo do material, previamente, recolhido. Só desta forma é possível interpretar e dar sentido à informação recolhida.

. . . o material sujeito à análise de conteúdo é concebido como o resultado de uma rede complexa de condições de produção, cabendo ao analista construir um modelo capaz de permitir inferências . . . . Trata-se da desmontagem de um discurso e da produção de um novo discurso através de um processo de localização-atribuição de traços de significação, resultado de uma relação dinâmica entre as condições de produção do discurso a analisar e as condições de produção da análise (Vala, 1986, p. 104).

Peretz (2000), por sua vez, diz-nos que

. . . depois da observação terminada. O observador deverá reler a totalidade das suas notas de uma só vez, com um lápis à mão . . . . Não será eliminada nesta altura qualquer parte deste longo texto, tudo deverá ser catalogado . . . (p. 140).

Ruiz Olabuénaga (1999) vê a análise de conteúdo como “. . . uma técnica para ler e interpretar o conteúdo de toda a classe de documentos47 e, mais concretamente . . . de documentos escritos48” (p. 192). Também Shwandt (2001) defende que a análise de conteúdo “. . . é a actividade de dar sentido, interpretar ou teorizar dados” (p. 6).

Uma vez apontada a função principal da análise de conteúdo, e tendo em conta que existem vários tipos de análise, interessa agora explicar qual o tipo de análise utilizado neste estudo. Assim, será feita uma análise temática, que se complementa com uma análise de enunciação, uma vez que estes dois tipos de análise se encontram interligados. “A análise da enunciação é complementar de uma análise temática previamente efectuada” (Bardin, 2000, pp. 174-175).

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Em itálico no original.

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De acordo com Bardin (2000) “a análise temática . . . recorta o conjunto das entrevistas através de uma grelha de categorias projectada sobre os conteúdos” (p. 175).

Segundo Vala (1986),

A análise de conteúdo tem a enorme vantagem de permitir trabalhar sobre a correspondência, entrevistas abertas, mensagens dos mass-media, etc., fontes de informação preciosas e que de outra forma não poderiam ser utilizadas de maneira consistente pela história, a psicologia ou a sociologia. (p. 107)

Neste caso concreto e de modo a melhor conseguir avaliar o projecto em questão, foi feita uma análise de conteúdo dos questionários e das entrevistas semi- directivas. Também o diário de campo foi alvo de análise, bem como as avaliações feitas pelas crianças das duas salas. Também as conversas informais tidas com alguns dos idosos ao longo de todo o projecto, foram tidas em conta aquando da avaliação global do mesmo.

Questionários

Relativamente aos questionários, visto serem apenas 25 e dizerem respeito às avaliações de actividades específicas, estes foram separados e analisados por actividade.

Entrevistas Semi-directivas

No que respeita às entrevistas semi-directivas esta foram analisadas tendo em conta os seguintes objectivos:

Saber se as entrevistadas já haviam participado nalgum projecto que visasse as relações intergeracionais;

Perceber qual a opinião das entrevistadas relativamente à primeira fase de implementação do projecto;

Perceber a opinião das entrevistadas acerca da implementação de uma nova fase do projecto.

Diário de campo

O diário de campo, por sua vez, foi alvo de uma categorização temática49 de modo a facilitar a interpretação dos dados, relativos às diferentes actividades desenvolvidas e aos resultados obtidos durante as mesmas. As categorias e subcategorias estabelecidas correspondem assim aos indicadores que me propus avaliar ao longo de todo o projecto, no decorrer do meu trabalho de observação. Deste modo, passo a apresentar as categorias e subcategorias criadas:

1. Interacção entre idosos e crianças:

1.1 Convívio/interacção entre as duas gerações. 1.2. Atitudes dos idosos.

1.3. Atitudes das crianças.

1.4. Apoio dos idosos relativamente às crianças. 1.5 Apoio das crianças relativamente aos idosos. 1.6. Diferenças entre gerações.

1.7. Problemas que afectam a geração mais velha e, consequentemente, o seu nível de participação nas actividades.

2. Postura dos diferentes intervenientes face ao projecto e às actividades: 2.1. Sr. Padre.

2.2. Educadoras de infância e auxiliares de acção educativa. 2.3. Professora de ginástica.

2.4. Educadora social.

3. Opiniões dos intervenientes no processo relativamente ao projecto no geral e a cada actividade em particular:

3.1. Comentários dos idosos. 3.2. Comentários das crianças.

3.3. Comentários das educadoras de infância. 3.4. Comentários da professora de ginástica. 3.5. Comentários da educadora social. 3.6. Os meus comentários.

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Avaliações das crianças

A partir das avaliações feitas pelas crianças das salas dos 4 e 5 anos de idade foi elaborada uma grelha geral50 com os resultados obtidos nas duas salas. Para além disto, foi criado um gráfico, que possibilita comparar a opinião das crianças das 2 idades, relativamente a 1 mesma actividade51.

Entrevistas e conversas informais

Já no que diz respeito às entrevistas e conversas informais elaboradas durante esta primeira fase de implementação do projecto, importa salientar que algumas delas se encontram inseridas no diário de campo. Como tal acabaram por ser alvo da categorização temática aplicada aos mesmos. As restantes foram analisadas uma a uma tendo em conta a actividade, o acontecimento ou o assunto ao qual se referiam.

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CAPÍTULO III: RESULTADOS DA APLICAÇÃO DO

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